
Impeachment de Bolsonaro e Moraes foram engavetados
Hélio Schwartsman
Folha
Sistemas de freios e contrapesos precisam ter roldanas grandes e pequenas. Sempre que se dá poder a uma autoridade, é necessário também criar um mecanismo para evitar que ela abuse desse poder. É nesse contexto que se inscreve o impeachment.
Ele surgiu na Inglaterra do século 14 como um procedimento puramente penal, ganhou feições políticas na Constituição americana de 1787 e dali saltou para integrar a paisagem institucional de várias nações presidencialistas.
COM BONS OLHOS – Correndo o risco de proclamar o óbvio, eu diria que impeachments não podem ser nem tão fáceis que anulem o poder conferido a autoridades, nem tão difíceis que as tornem politicamente irresponsáveis.
Vejo com bons olhos, portanto, as alterações que o Congresso ensaia introduzir na caquética lei 1.079, de 1950, que regula a matéria, com o intuito de facilitar um pouco o processo.
O fato de o Brasil ter mantido Jair Bolsonaro no poder mesmo quando ficou claro que ele não tinha condições de exercê-lo custou-nos dezenas de milhares de vidas na pandemia, uma tentativa de golpe de Estado e vários anos de desarranjo político.
ENGAVETAMENTO – Um dos elementos que bloqueou um possível impeachment de Bolsonaro foi o então presidente da Câmara, Arthur Lira, que não deu nenhum encaminhamento aos mais de cem pedidos de destituição que foram apresentados.
Como eles não eram nem aceitos, o que deflagraria o processo, nem arquivados, o que permitiria ao plenário votar para reverter a decisão, ficavam numa espécie de limbo legal.
É nisso que os parlamentares querem mexer. A ideia é dar ao presidente um prazo para decidir. Se não o fizer, caberá a uma maioria de deputados (fala-se em dois terços) optar pelo arquivamento ou pela abertura do processo.
É assim que precisa ser. Na lógica dos freios e contrapesos, não faz nenhum sentido dar a um único dos 513 deputados o poder irrecorrível de decidir se o presidente da República será ou não processado. Adaptações com esse mesmo espírito precisam ser feitas para os outros cargos que podem gerar impeachment.
Será que a corrupção sistemática observada em todos os governos do pt 2003 também não era um sinal que esses caras não tinham condições de governar. Atrás da corrupção vem também a perdas de vidas pela carência de recursos.
Quem é o gajo ? O “comentarista engraçado” da FEBRABAN ?
“Schwarz”, a mente obscurecida!
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HF o chamava assim.
É preciso mudar tudo por aqui.
É preciso tantas coisas por aqui…..
Esse presidencialismo de cooptação nojento tem que acabar.
Senhor Hélio Schwartsman (Folha) , ledo engano seu , o então presidente Fernando Collor de Melo sofreu o ” impeachment ” , sem nenhuma dificuldade e empecilho , já no caso da então Presidente Dilma Roussef foi mais emblemático ao sofrer o processo de ” impeachment ” , pelo fato de que derrubaram com base numa farsa e falsas premissas , sendo que no do então presidente jair messias bolsonaro foi livrado pelos congressistas graças aos pagamentos por via orçamento secreto , pela sua manutenção no cargo , ou seja , jair messias bolsonaro ” subornou ” com dinheiros públicos aos congressistas para mantê-lo no cargo até o final de seu mandato , assim como estão fazendo o diabo para solta-lo , por medo de que jair bolsonaro , proponha a PF , MPU e JUSTIÇA venha fazer uma delação premiada .
He had to talk nonsense. …