
“Esperança há muitas, mas não para nós”
Luiz Felipe Pondé
Folha
Em maio de 2020, no início da pandemia de Covid-19, numa cidade fictícia do Novo México, é onde transcorre o drama do livro “Eddington”, que resume muito o surto que os Estados Unidos, em particular, e o mundo em geral, passava. O filme com o mesmo nome encena o trágico e o ridículo de uma espécie psicótica como a nossa. Como disse certa feita Kafka ao seu amigo Max Brod, que o acusava de pessimista por parecer não ter nenhuma esperança: “Esperança há muitas, mas não para nós”.
O filme “Eddington”, dirigido por Ari Aster, e estrelado por Joaquin Phoenix, Pedro Pascal e Emma Stone, é uma análise psicossocial da América profunda atravessada não só pela pandemia de Covid-19 em 2020, mas também pela tragédia que matou George Floyd e o surgimento do movimento Black Lives Matter. E toda a cacofonia que se seguiu a esses eventos.
PEQUENOS ATOS – Com um leve toque de sátira, o filme é um panorama de como pequenos atos das pessoas crescem ao ponto de mergulharmos num nonsense absoluto. Um dos grandes efeitos do filme é destruir a crença no sentido de muitos dos diálogos em inúmeras cenas.
Ninguém ouve ninguém e a razão soa patética nas tentativas de ser ouvida. O mito idiota iluminista surge em toda sua estupidez. O filme torna-se uma cacofonia histérica em que os protagonistas somos nós, ainda que representados pelos personagens, como na tragédia grega.
Primeiro de tudo, as discussões ridículas que ouvíamos sobre máscara, sim, máscara, não — alguém ainda lembra disso? Uma espécie de liberalismo tosco não queria reconhecer que uma pandemia é um quadro coletivo e social e não, apenas, individual.
LIBERAL TOSCO – O xerife, interpretado por Joaquin Phoenix, faz o discurso do liberal tosco contra a determinação do prefeito, Pedro Pascal, seguindo a norma do governo, que estabelecera o lockdown. Tudo tão longe, né? Como alguém ainda pode acreditar numa memória social?
Lembro da horda de idiotas que afirmavam que a humanidade seria outra por conta da pandemia, mais solidária e humana. Outros viam um sentido espiritual na pandemia. Dela esquecemos cinco minutos depois. E se outra vier, o circo se repetirá. Mas o caos em “Eddington” não se restringe a pandemia enquanto tal.
O movimento Black Lives Matter põe em marcha um significativo grupo numericamente minúsculo de jovens da cidade que se lançam a um protesto e quebram lojas. Cacofonia absoluta. Jovens brancos quase se autoflagelando porque pisavam em solo “roubado” dos povos originários e que deveria ser devolvido a essa população.
QUÃO RIDÍCULO – Um pai lúcido chama a atenção de um desses jovens, seu filho, o quão ridículo era ele, um branco, falar essas coisas. Num discurso mais à frente no roteiro, este mesmo menino anuncia que brancos como ele deveriam perder o direito à palavra. E depois, se torna um influencer conservador nas redes. Como somos ridículos, e ainda tem gente que nos leva a sério.
As cenas revelam o tom grotesco de muitos desses protestos, em que os jovens assumem faces, gestos e palavras de psicopatas alienados numa “causa” qualquer. O ativismo fez e faz muito mal aos jovens, além, é claro, de prestar um enorme serviço à preguiça que os assola quando têm que arrumar o quarto, atividade bem mais difícil do que salvar o mundo e seguir a Greta Thunberg. Causas sociais e políticas corrompem o caráter dos mais jovens.
Uma jovem esposa —a premiada Emma Stone—, completamente perdida, abandona o marido por um guru picareta que mistura Jesus e combate a pedofilia. O “grande líder” vive narrando supostas histórias que teriam acontecido com ele na infância que soam completamente absurdas e mentirosas para quem tem acima de dois neurônios. Ela, por sua vez, vive a clássica esposa entediada em busca de um amante poderoso e audacioso.
ENTROPIA SOCIAL – Pandemia, movimentos sociais de protestos cada vez mais agressivos ao longo do roteiro, seitas de cristãos que deixariam os mais radicais dos evangélicos em crise. Uma verdadeira entropia social anárquica, mascarada de causas políticas.
Mas a loucura escala. Grupos denominados “terroristas”, que voam — em jatinhos — atacam a cidade e o xerife, que tudo que quer é ser prefeito, coroando o caos e o “futuro” político bufão da pequena e irrelevante cidade. O que todo mundo quer é ficar famoso. A cidade lembra o Brasil, no seu ridículo desejo de ser relevante quando é, na verdade, um nada do ponto de vista geopolítico.
O filme é um exercício de cinismo filosófico fazendo um sobrevoo sobre o cenário das causas sociais do século 21. A América, maior potência mundial, se afoga na própria loucura criada no seu quintal, transformando a população num ninho de cobras. O tema é a entropia, o caos social e político.
Quer maior entropia e aberrção ideológicas que caracterizam a “esquerda progressita”, que, em seu maniqueísmo, diz-se ser representante sacra do Bem, da Verdade e da Democracia e é, na prática:
– antissemita: dizendo defender o povo palestino, oprimido e explorado pelo Hamas, ressuscitam esta odiosa ideologia nazifascista;
– apoia a burguesia corrupta, como sua estridente defesa do Vorcaro do Banco Master,
– antidemocrática, seu apoio ao crápula ditador sanguinário e narcotraficante, Maduro, mostra, não alguma ideologia, mas um profundo desvio de caráter anticivilizacional. são absolutamente indiferentes com a opressão e a miséria do povo venezuelano.
– homofóbicos, Lula foi elogiado efuzivamente pelos Houthis, que cruicifixam homossexuais;
– misóginos, apoiam, sem corarem o rosto, a ditadura iraniana – sob forte pressão popular – que assassina mulheres por não usarem o véu.
E tudo mais enquanto é lixo anticivilizacional pelo mundo, em nome do “Bem”, “dos mais pobres” e outroa kôs.
Cruz credo nestes canalhas (não há outra denominação possível)!
Querem algo mais patético que as tais juventudes livres defendendo a opressão do povo venezuelano pela ditadura narcotraficante venezuelano?
https://www.google.com/search?q=juventude+livre+defesa+soberania+venezuela&client=firefox-b-d&hs=dH7o&sca_esv=4437aa3b99422d84&ei=T2ddafDwEOrI1sQP4PHg4AE&ved=0ahUKEwiw1IXN1_eRAxVqpJUCHeA4GBwQ4dUDCBE&oq=juventude+livre+defesa+soberania+venezuela&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiKmp1dmVudHVkZSBsaXZyZSBkZWZlc2Egc29iZXJhbmlhIHZlbmV6dWVsYUgAUABYAHAAeACQAQCYAQCgAQCqAQC4AQzIAQCYAgCgAgCYAwCSBwCgBwCyBwC4BwDCBwDIBwCACAA&sclient=gws-wiz-serp
Vejam bem o que estas juventudes livres defendem:
https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/relato-de-jornalista-expoe-marcas-da-violencia-do-regime-de-nicolas-maduro/
Para que vermes, como estes, passem como gente do bem, “defensores da democracia e dos mais pobres”, é necessário um forte esquema de aparelhos ideológicos (midiáticos, acadêmicos, sociais, culturais, educacionais) e repressivos, que possam impor uma verdade e um pensamento únicos, inclusive com a censura, perseguição e aniquilamento do outro.
Não devemos brincar com este tipo de coisa.
O povo alemão brincou!
O “povo brasileiro” nas ruas protestando contra o “sequestro” do fascínora sanguinári Maduro.
https://www.instagram.com/reel/DTLqRo_jwd8/
Será esta o motivo que está mobilizando o “povo brasileiro”?
https://x.com/RoziSNews/status/2008484938618953994
https://www.instagram.com/reel/DTD2-2ZklN0/
Será?
https://www.instagram.com/reel/DTIstdoDhPd/
Parece que o começo foi editado.
Aguardemos.