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Lula recusou apoio tanto à ação militar quanto a Maduro
Pedro do Coutto
O encerramento do primeiro capítulo da chamada “operação Nicolás Maduro” — assim batizada por seus críticos e defensores — projeta sombras longas sobre o cenário político latino-americano e, de maneira particular, sobre as eleições presidenciais brasileiras de outubro. Mais do que um episódio isolado da já turbulenta relação entre Estados Unidos e Venezuela, o caso passou a operar como um teste político e moral para lideranças da região, obrigadas a se posicionar diante de um dilema clássico da política internacional: como condenar abusos de poder sem legitimar ações de força igualmente questionáveis.
No Brasil, onde se encontra o maior eleitorado da América Latina, o episódio tende a ser incorporado ao debate eleitoral. Não como tema central, mas como marcador simbólico de posições. A reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao recusar apoio tanto à ação militar quanto à figura de Nicolás Maduro, acabou por reforçar sua candidatura. Lula adotou uma linha que dialoga com o sentimento predominante em amplos setores da comunidade internacional: a rejeição à intervenção armada estrangeira, sem que isso implique endosso a governos acusados de práticas autoritárias.
RECUO – Essa postura não é trivial. Conforme noticiado por O Globo, setores da esquerda latino-americana e brasileira têm recuado de uma defesa automática do governo venezuelano, após críticas nas redes sociais e constrangimentos eleitorais recentes. O movimento revela uma inflexão importante: a tentativa de separar a crítica ao imperialismo e às ações unilaterais dos Estados Unidos da necessidade de reconhecer os impasses democráticos internos da Venezuela. Trata-se de um ajuste fino, politicamente arriscado, mas talvez inevitável.
O episódio envolvendo Maduro — cercado de controvérsias jurídicas e políticas — abriu espaço para um debate mais amplo sobre soberania, legalidade internacional e os limites da ação militar. A maioria dos países, inclusive aliados históricos de Washington, manifestou-se de forma crítica a qualquer operação que implique sequestro de um chefe de Estado e seu julgamento fora dos marcos do direito internacional. No Conselho da ONU, prevaleceu o entendimento de que violações à democracia não podem ser combatidas com métodos que também agridem princípios fundamentais do sistema internacional.
É evidente que Nicolás Maduro enfrenta acusações graves e um crescente isolamento político. Ainda assim, a constatação — e não a defesa — de que ele poderá ser condenado em instâncias internacionais não legitima uma ação armada conduzida à revelia do consenso global. A entrada direta dos Estados Unidos no caso, com o uso da força, reacendeu memórias incômodas na América Latina, região historicamente marcada por intervenções externas que produziram mais instabilidade do que soluções duradouras.
REPERCUSSÃO – No plano interno brasileiro, esse choque entre forças antidemocráticas distintas tende a repercutir no discurso eleitoral. Candidatos serão pressionados a explicar onde traçam a linha entre o combate a regimes autoritários e a defesa do direito internacional. Lula, ao alinhar-se a uma posição compartilhada por diversos países e ao mesmo tempo manter distância crítica de Maduro, ocupa um espaço de equilíbrio que pode se revelar eleitoralmente vantajoso.
O caso, em última instância, expõe uma realidade desconfortável: não há soluções simples quando princípios entram em colisão. Condenar Donald Trump por uma ação de força não significa absolver Nicolás Maduro de seus erros; apoiar a democracia não autoriza o atropelo das regras que a sustentam. É nesse terreno ambíguo, mas politicamente fértil, que a campanha brasileira deverá caminhar — e onde o eleitorado será chamado a decidir não apenas sobre nomes, mas sobre valores.
Trump restaura a política do porrete
(…)
Donald Trump sempre gostou de se impor pelo medo. A novidade dos últimos dias é que suas ameaças não podem mais ser vistas como meras bravatas.
Ao mandar a Força Delta para a Venezuela, o presidente mostrou que está disposto a usar o poder militar para conseguir o que deseja. Mesmo sob risco de implodir o que resta da Pax Americana imposta após o fim da 2ª Guerra Mundial.
Trump proclamou a volta da Doutrina Monroe, que pregava a “América para os americanos”. Na prática, retomou o Corolário Roosevelt, que autorizava o uso do big stick para impor as vontades dos States ao continente.
Agora o porrete está nas mãos do dono de um ego desgovernado.
Segundo reportagem do Washington Post, Trump descartou dar o cargo de Maduro a María Corina Machado porque ela aceitou o Nobel da Paz — que ele preferia ver em sua própria estante.
A vaidade de Trump não tem limite. Enquanto o Pentágono preparava o bote em Maduro, ele mandou criar um site oficial para reescrever a História em causa própria.
Fonte: O Globo, Opinião, 07/01/2026 00h00 Por Bernardo Mello Franco
E pau que dá em chico (venezuela), dá também em francisco (brasil)?
Tem uma casca de banana no caminho de Trump.
Haverá eleição do meio de mandato nos EUA em novembro e Trump está com medo de perder a maioria no Parlamento e sofrer impeachment.
A Venezuela produz 1 milhão de barris de petróleo por dia. Antes da entrada do chavismo no Poder, produzia 3 milhões por dia. Para chegar aos 3 milhões diários, tem que modernizar os equipamentos e reparar as estradas que levam o petróleo até o porto no Caribe. Até lá, a gasolina não vai baixar nos postos de gasolina da América.
E a inflação nos EUA subiu como consequência do tarifaço. E eventos midiáticos não melhoram a vida das pessoas.
Correto afirmar, que o governo americano não se preocupa com a Democracia, com a Liberdade e com os tiranos na casa dos outros. Nem deseja a prosperidade dos países que deseja saquear.
O exemplo do Japão, que eles bombaram após a segunda guerra, não querem repetir. Por isso, descartaram até com certa grosseria, a oposicionistas Corina Machado líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz.
Aqui no Brasil, também descartaram o clã Bolsonaro.
As “parabólicas espaciais”, de Elon Musk já captaram e mantem registros de quem é quem e de que lado está, nesse feito destrambelhado e rebelde mundão!
Música tema para Trump, Putin e Xi:
“Everbody wants to rule de world”
Personagens de desenho animado dos três patetas infernais:
Animaniacs?
Trocaram a História pela Histeria?
Pinky e Cérebro…
A sanha dos que querem dominar o mundo.