Degradação da imagem do Supremo vai ter consequências nestas eleições

Nani Humor: stf

Charge do Nani (nanihumor.com)

William Waack
Estadão

O principal resultado até aqui da operação montada no STF para tratar do escândalo do Banco Master é acelerar o descrédito da instituição. Um fator que as agências de risco político internacionais já apontam como relevante para a campanha eleitoral do ano que começa.

Nesse acentuado processo de desgaste continua sendo decisiva a “contribuição” de alguns de seus integrantes, pois é a partir da conduta deles que a instituição está sendo vista como um todo. Nesse sentido foi especialmente danoso o noticiário em torno da “acareação” de implicados no escândalo.

SEM NOVIDADES – Nada de relevante se obteve além do que a defesa dos investigados e esclarecimentos públicos por parte do Banco Central já haviam dito.

Mas foi devastador nesse episódio específico o espetáculo de pressa, improvisação, caprichos e empenho pessoais de um ministro transformado em investigador de um setor (o financeiro) do qual ele notoriamente pouco entende. Dando ordens remotamente “de casa”, isto é, de um resort de familiares.

PERGUNTAS CRETINAS – O efeito foi o de levantar sobre o próprio STF uma pergunta que jamais deveria ser cogitada sobre uma Corte suprema, sobre quais seriam no fundo seus objetivos ao se dedicar ao escândalo do Master. É aí que entra a questão político-eleitoral: quem conseguiria “dar um jeito” – e de que maneira – nisso tudo?

Assuntos tratados por Cortes supremas (aborto, por exemplo) sempre fizeram parte de embates político-partidários, mas o que está em disputa agora é o próprio papel e atuação do STF.

A degradação da imagem do Supremo, ao contrário do que creem alguns de seus integrantes, não é mais uma questão circunscrita a “golpistas” ou “direita extremista”.

GRANDE MAGNITUDE – A desmoralização do Poder Judiciário é um fenômeno de grande magnitude e sedimentado muito além das camadas de elites econômicas.

Tornou-se um fator relevante na composição do descrédito geral, e já bem antigo, em relação a instituições como o Judiciário.

É evidente que esse fator contribui diretamente para bandeiras políticas da oposição ao atual governo, cuja existência é diretamente associada ao Supremo.

FATO POLÍTICO – Qualquer marqueteiro reconhece que nesse ambiente a bandeira da “defesa da democracia” tem menos força do que suspeitas de grandes interesses pautando o comportamento de integrantes do STF. Como qualquer marqueteiro  sabe, relevante aqui é a percepção pública dos acontecimentos, pois é essa percepção o verdadeiro “fato” político.

A bandeira bolsonarista “tradicional” anti-Supremo era vista como um arroubo radical fútil e antidemocrático. O vocabulário político alemão, que alguns ministros conhecem bem, define o perigo do que está acontecendo.

Essa postura virou “salonsfaehig”, ou seja, tornou-se plenamente aceitável (em tradução livre).

6 thoughts on “Degradação da imagem do Supremo vai ter consequências nestas eleições

  1. Não estranhem, pois nas Partes I e II dos “Khazarianos Protocolos”, tais meios e fins estão agendados para cumprimento pelos “fraternos”, para tanto alçados e locupletos, escolhidos e observados mundialmente como “estatutários” servos especialistas nas artes materialistas apátridas, subversivas, sabotadoras, caóticas e baderneiras, conforme determinado em:
    https://www.islam-radio.net/protocols/indexpo.htm?fbclid=Iwb21leANTeiBjbGNrA1N6GmV4dG4DYWVtAjExAAEeezAiqXQ29MNitVdUqejX0tyGanSpNJJYuOGygL-rrmklpUNJNl_YOK3zOds_aem_XAOcJQ6_naibMmyVC4vZTw

  2. Abrólhos!
    “A dispensa(impicheman) de alcólotras, é discriminatória”
    -“Fica cada vez mais difícil acreditar que o Brasil poderá sair do abissal atraso crônico, diante da péssima formação intelectual e moral adquirida pelos bacharéis formados hoje em dia nas nossas universidades de direito.
    A doutrinação progressista imposta pelas atuais faculdades públicas de direito parece incutir nas cabeças dos alunos tudo o que de pior existe em se tratando de inversão de valores, para que ao final tenhamos advogados, em sua maioria, completamente insensatos e, em consequência, juízes malucos e irresponsáveis.”
    https://www.facebook.com/share/v/1C9b5vpJwD/

  3. Precatórios

    A liberação de Precatórios Federais pelos TRFs (Tribunais Regionais Federais) ocorre em calendários anuais, com valores disponibilizados para saque em bancos como Caixa e BB, geralmente em agosto, após aprovação do Conselho da Justiça Federal (CJF), mediante consulta no portal do TRF de sua região (TRF1, TRF2, TRF3, TRF4, TRF5, TRF6), levando documentos como RG, CPF e comprovante de residência para o saque nos bancos designados.

    Como Funciona:

    Calendário Anual: Os pagamentos seguem um cronograma definido anualmente pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) para os TRFs.

    Liberação para os TRFs: O CJF libera os recursos aos TRFs, que organizam os depósitos em contas judiciais.

    Disponibilidade para Saque: Os valores são liberados para saque pelos bancos (Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil) em datas específicas, frequentemente em agosto para os precatórios do ano corrente.

    Prazo de Saque: Os valores ficam disponíveis por prazo indeterminado, mas é importante sacar dentro do prazo estabelecido pelo seu TRF.

    Como Consultar:

    Acesse o Portal do Seu TRF: Procure por “Precatórios” ou “RPV” no site do seu Tribunal (ex: TRF1, TRF2, TRF3, TRF4, TRF5, TRF6).
    Consulte seu Processo: Utilize o número do processo para verificar o andamento e a data de liberação do pagamento.

    E daí ? Daí que, sem expectativa de receber ainda em vida, o cidadão vende seu precatório para alguma instituição. Por exemplo: Banco Máxima, isto é, Banco Master. Seu dono interage com algum TRF e, por uma intervenção judicial, tal precatório passa a ser o primeiro da fila, ou seja, pronto para ser pago a Vorcaro.

    Mais detalhes aqui: https://www.youtube.com/watch?v=VKcDUGnqVRU

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *