/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/q/q/fZd6ktR6eQsp0B0LrP3A/113072323-sao-paulo-sp-19-11-2025-fachada-do-banco-master-na-rua-elvira-ferraz-em-itaim-bibi..jpg)
Contratos previam cláusulas de sigilo absoluto
Malu Gaspar
O Globo
Os contratos oferecidos a influenciadores de direita para lançar suspeitas nas redes sociais sobre o processo de liquidação do Banco Master pelo Banco Central – o “projeto DV”, em referência ao dono da instituição, Daniel Vorcaro – chegavam a R$ 2 milhões e previam cláusulas de sigilo absoluto para evitar o vazamento e manter a aparência de um movimento orgânico contra o órgão regulador.
É o que mostram documentos, prints de trocas de mensagens e de depósitos bancários a que tivemos acesso. Parte do material nos foi fornecido sob reserva, desde que os influenciadores não fossem identificados. As cifras e diálogos indicam que o valor do cachê variava conforme a quantidade de seguidores do perfil em questão.
REMUNERAÇÃO – Para um dos influenciadores com quem conversamos, que tem mais de 1 milhão de seguidores, a remuneração oferecida foi de R$ 2 milhões por três meses de trabalho, com a contrapartida de oito postagens mensais. Em outro caso, de um perfil com menos de 500 mil seguidores, o valor foi de R$ 250 mil por três meses de trabalho e a mesma quantidade de posts. Em pelo menos uma ocasião, o dinheiro caiu antes mesmo da publicação ser feita.
O contratante final, de acordo com dois influenciadores que avançaram nas conversas para o projeto, era a Agência MiThi, mantida por Thiago Miranda, ex-CEO e sócio do Grupo Leo Dias, com 10% do capital. De acordo com os prints dos depósitos bancários, pelo menos um pagamento saiu da conta de Miranda. Outro sócio do grupo é o empresário Flávio Carneiro, com 60% de participação.
Procurado, o jornalista Leo Dias disse que a Agência Mithi não tem qualquer relação com o portal que leva seu nome. Afirmou, ainda, que Thiago Miranda deixou o comando do grupo em junho. Já Miranda, embora procurado insistentemente, não respondeu aos contatos da reportagem.
NEGATIVA – Um terceiro influenciador abordado em nome da Mithi foi o deputado estadual Leo Siqueira (Novo-SP), que costuma criticar a gestão do presidente do BC, Gabriel Galípolo. Ele, porém, não aceitou prosseguir com as conversas e não chegou a ser informado sobre o teor da proposta.
“Quando me dei conta de que a única figura do mercado que poderia estar em busca de uma gestão de crise naquela data era o Daniel Vorcaro, eu imediatamente cortei contato”, relatou o parlamentar à equipe do blog. “Só tive a confirmação de que se tratava do Banco Master com a divulgação das propostas na imprensa, que eram idênticas e envolviam os mesmos interlocutores”.
De acordo com o print fornecido por Siqueira, em 21 de dezembro ele recebeu uma mensagem pelo Instagram do publicitário André Salvador, que é vinculado à UNLTD Brasil, especializada em perfis de direita. “Oi, Leo, tudo bem? Me chamo André e trabalho com o Thiago Miranda da Agência Mithi e sócio do Grupo Leo Dias”, escreveu. Outro agente que também fez propostas a influenciadores em nome da Mithi foi Junior Favoreto, do Portal Group Br, que atua no mesmo nicho.
MESMO ROTEIRO – Nos dois casos o roteiro era o mesmo: sondar o interesse em participar de um “projeto de comunicação” e relações públicas envolvendo a “gestão de crise de um executivo do mercado financeiro”. Os detalhes, como a identidade do banqueiro, e os valores a serem acertados, só seriam repassados mediante a assinatura de um “NDA” – sigla em inglês para Non-disclosure Agreement, ou contrato de confidencialidade.
Indagado sobre as mensagens, André Salvador ficou de retornar às chamadas, mas não o fez até o fechamento desta reportagem. Já Junior Favoreto disse que o Portal Group BR foi acionada por “outra agência” para a indicação de influenciadores, sem especificá-la, e alegou que nenhum de seus indicados assinou contrato. Favoreto disse ainda desconhecer a Agência Mithi e que “nunca falou com qualquer Thiago”.
PROJETO DV – Documentos obtidos pela equipe da coluna demonstram que o serviço ofertado aos influencers é batizado de “projeto DV”, referência às iniciais de Daniel Vorcaro, dono do Master.
O banqueiro foi preso em 18 de novembro na Operação Compliance Zero da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos por suspeita de fuga para Malta, mas foi solto 11 dias depois por decisão da Justiça Federal de Brasília mediante monitoramento por tornozeleira eletrônica. No período em que influenciadores eram sondados para defender o Master em troca de quantias milionárias, Vorcaro cumpria medidas cautelares da Justiça, incluindo a proibição de contato com os demais investigados.
THIAGO MIRANDA – Com 39 anos, Miranda é dono da Agência Mithi, registrada como Miranda Comunicação na Receita Federal, e tornou-se sócio do Grupo Leo Dias, que controla o portal do jornalista de entretenimento. A empreitada foi anunciada em 2023, mas, segundo documentos apresentados pela defesa de Dias indicam que a sociedade foi oficializada no ano passado. Leo Dias afirmou ainda que Vorcaro não tem qualquer participação no grupo.
Conhecido no mercado, Miranda e sua agência trabalham com celebridades e marcas de grife, além de instituições como a XP. Ele também não respondeu quais são suas ligações com Vorcaro.
Está tudo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=GZBFCTuSUeU
Repugnante. Vergonhoso.
Post de Paulo Cursino 11 h
·
O melhor texto para abrir este 8 de janeiro. Eduardo Bisotto desenhou com precisão a decadência civilizacional na qual o antibolsonarismo enfiou o país nos últimos quatro anos. Ser contra uma ideologia, um partido, um político, é uma coisa. Defender a injustiça, a censura, e a perseguição política, é outra bem diversa. Mas é preciso ter um mínimo de honestidade intelectual para enxergar a diferença. Mas honestidade é justamente tudo o que falta ao antibolsonarismo histérico.
_________________________________
O APODRECIMENTO MORAL DO ANTIBOLSONARISMO
“Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você”.
Friederich Nietzsche
Há meses tenho sido consumido por um incômodo imenso: pessoas com as quais já concordei, com quem compartilhei análises e projetos, apodreceram COMPLETAMENTE do ponto de vista moral. Passaram a normalizar prisões injustas, comemorar a perseguição a idosos, aplaudir um verdadeiro Estado de Exceção autoritário esmagando pescoços frágeis de modo covarde, apenas por vingança política.
Para estas pessoas, o bolsonarismo não é apenas uma questão de enfrentamento político: sua existência e sucesso causam uma ofensa de caráter pessoal e existencial.
Eu tenho propriedade para falar a respeito: sou antibolsonarista muito antes de virar modinha. Batia em Jair Bolsonaro e em seus seguidores em 2014, quando ele tentou ser vice de Aécio Neves. Confrontei o bolsonarismo e o próprio olavismo, de quem sou devedor intelectual, quando ambos tentaram sabotar o impeachment de Dilma, buscando empurrar o golpismo mal disfarçado em seu lugar. Em 2018, estive nas trincheiras antibolsonaristas nos dois turnos. Opus-me ao seu Governo por quatro anos. E segui sendo antibolsonarista nas eleições de 2022.
Em nenhum momento, no entanto, eu pensei em resolver a divergência com perseguição judicial. Em nenhum momento me ocorreu que deveriam inventar acusações para prender meus adversários. Fui alvo de Filipe Garcia Martins no auge de sua influência, minha esposa foi atacada, meu filho, ainda bebê, foi exposto e, mesmo assim, não imaginei destruir a vida dele. Minha solução, como homem, era bem mais simples e prática: um dia eu acabaria encontrando ele pessoalmente e arrebentando na porrada. E era isso.
Agora vejo pessoas que se pretendem muito civilizadas e democráticas comemorando sua perseguição covarde, infame, nojenta, de fazer corar Stálin e seus Processos de Moscou. Um homem que é preso por fazer uma viagem que não fez. Uma viagem que se tivesse feito, não incorreria na infração de nenhuma sanção legal, já que tais sanções não existiam. Filipe que é condenado por ser autor de uma “minuta golpista” que estava no Google desde 2016. E por supostamente tê-la apresentado numa reunião que ele comprovadamente não participou.
Mas os muito civilizados e democráticos comemoram. Aplaudem. Vibram. Acham belo e moral um oficial da FAB agir como prostituta de beira de estrada, fazendo fofoquinha sobre o suposto uso de rede social. E justificam tudo isso com a ideia de que Filipe seria o suposto ideólogo de um regime autoritário.
Que autoritarismo, santo Deus? Que medida restritiva da liberdade foi implantada no Governo Bolsonaro? Aliás, a verdade precisa ser dita: foi um governo absolutamente bagunçado. Uma zona que durou quatro anos. Mesmo que Filipe fosse o tal ideólogo, a ideologia nunca saiu da teoria pra prática. E teorizar, em países verdadeiramente civilizados, não é e nem pode ser crime.
Falemos do próprio Bolsonaro. Alexandre, o Déspota, forçou sua condenação por ser o suposto chefe de um suposto golpe. Caso tal golpe tivesse sequer sido esboçado, seria a maior trapalhada da história. Bolsonaro teria deixado pra tentar o golpe já fora do poder, sem qualquer autoridade sobre militares e agentes de segurança, enquanto comia frango frito no KFC em Miami e usando como agentes de execução velhinhas e senhoras frágeis.
O 08 de Janeiro de 2023 ainda há de ser explicado pela história. Alexandre, o Déspota, contou uma história da carochinha tão rocambolesca que nem mesmo completos idiotas são capazes de acreditar. Ao contar sua história patética, muitas perguntas seguem sem resposta.
EDUARDO BISOTTO
Admite ser o que é e não nega. Mas é honesto, coisa que painho nem seus seguidores são.
O Vorcaro tem influência sobre os parlamentares do Centrão, membros do TCU e do STF.
Simples assim.
As instituições do Estado estão com cheiro de Podre, tudo pelo dinheiro e Poder.
Mas, eles ficaram com medo da da opinião pública e da imprensa. O ministro do TCU, Jhonatan de Jesus indicado e fiel ao Centrão, suspendeu a inspeção no Banco Central e levou o caso ao Plenário. Mas, no despacho mostrou contrariedade dizendo que o ministro tem poder para monocraticamente, determinar inspeção no BC, ou seja, não ficou satisfeito com a própria decisão, enfiada goela abaixo dele..
A desmoralização do TCU foi tão grande, que o colegiado agiu para estancar a sangria e Jhonatan fazendo o papel de advogado de Vorcaro recuou.
Os sucessivos artigos demolidores da jornalista Malu Gaspar apavoraram o TCU e o STF. Bem, o TCU recuou, esperamos que o STF faça o mesmo. Bom dia, ministro Dias Toffoli.
Malu Gaspar não foi honesta com Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite, que a informaram sobre a abordagem sobre ambos (recusaram a oferta). Na entrevista para a Revista Oeste (veja youtube de18:32) eles dizem que passaram a abordagem para Malu Gaspar. No post acima, ela não os cita.
Super Lewandowski entrará em ação.
Ilustres partícipes da TI , o que importa é quem pagou esses ” Influenciadores ” e qual é a origem desses recursos para tal , já que oficialmente o Banco Master quebrou ?