Charge reproduzida do Arquivo Google
Dora Kramer
Folha
As fraudes de longa data do Banco Master — apontadas pelo mercado financeiro e pelo Ministério Público —, que resultaram na liquidação em novembro pelo Banco Central, marcam mais um na série de escândalos com os quais nos habituamos a conviver.
Esse caso, no entanto, exibe uma peculiaridade: tão ou mais escandalosa que as falcatruas do controlador, Daniel Vorcaro, é a rede de proteção formada para contestar a decisão da autoridade monetária.
PIZZA GIGANTE – As razões ainda são obscuras, mas o objetivo foi traduzido nas palavras do ex-presidente do BC Armínio Fraga: “Tem muita gente querendo assar uma pizza do tamanho do Maracanã”, disse ele em entrevista ao O Estado de S. Paulo.
Suspeita plenamente justificada pelas movimentações dos subterrâneos do poder onde Vorcaro construiu uma teia de relações que, ao juízo dele, lhe permitiriam levar seus negócios com segurança e exibicionismo pelo terreno da lucrativa enganação.
ESTANCAR A SANGRIA – Há sujeitos ocultos trabalhando para de algum modo amenizar a situação, o que não é de se estranhar, e cujos modus operandi o então senador Romero Jucá explicitou na ideia de “estancar a sangria” mediante acordos “com o Supremo, com tudo”.
Jucá falava com conhecimento de causa sobre a possibilidade de se anularem as consequências da operação Lava Jato. Acertou e, pelo visto, difundiu a metodologia agora aperfeiçoada no intuito de não deixar que a sangria se instale.
CAMPO DA SUSPEIÇÃO – A malfadada novidade aqui é ver o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal de Contas da União arrastados ao campo da suspeição por conivência, mediante decisões individuais dos ministros Dias Toffoli, no STF, e Jhonatan de Jesus, no TCU.
Ambos precisaram recuar de providências mais danosas à imagem das instituições, mas a ultrapassagem da linha da compostura institucional está dada e não tem conserto. A menos que os colegiados dessas instâncias abandonem o recato corporativista e se coloquem claramente em oposição a jabutis que, sabemos, só sobem em árvores por ação das mãos de alguém.
Há “dendos”, em:
“A Chefia”, em:
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“Nossa escolha impossível: tirania comunista ou fascista?”
17 de janeiro de 2026.
“A humanidade está sendo esmagada entre as mós satanistas da Maçonaria Judaica Cabalista.
Comunismo (esquerda) e fascismo (sionismo, direita). Ambos os lados conspiram para impor uma distopia.
Tirania que usa a guerra como pretexto.
Os EUA são um país ocupado. A única escolha é entre uma tirania judaica comunista progressista que governa saqueando o tesouro, promovendo a diversidade, a imigração e as mudanças climáticas, ou uma tirania judaica fascista que defende valores nacionalistas conservadores em nome do genocídio e da expansão sionista. Ambos os lados, comunista e nazista, fazem parte do mesmo culto satânico, caracterizado por engano e coerção. Em ambos os casos, o objetivo final é escravizar, matar e desapropriar os gentios, não necessariamente nessa ordem. “Gien” é um padrão moral, não racial. Todos aqueles que rejeitam Lúcifer perecerão, incluindo os judeus. ”
https://www.henrymakow.com/
E esse jabuti enorme está no topo da árvore.
Esses dois ministros, que tentam estancar a sangria do Vorcaro, um partiu para cima do Banco Central e o outro contra a Polícia Federal.
Na prática a sociedade já entendeu, que tentam salvar o bandido e prender os xerifes no BC e da PF.
O que assusta nesse episódio é o silêncio dos bons, principalmente no STF, que não esboçam nenhuma reação. Edson Fachin, o presidente está isolado e calado.
Fux, tão falastrão, não dá uma palavra.
Somente Carmem Lúcia manifestou apoio ao Código de Conduta, proposto por Fachin.
Enquanto isso, o Supremo leva porrada de tudo que é lado e a credibilidade da Corte escorre pelo ralo.
Vejo com tristeza profunda , os rumos que uma parcela do colegiado, levaram o Tribunal de Última Instância, para os holofotes das mídias sociais e dos editoriais dos grandes jornais, de maneira tão negativa.
O TCU tomou providências, através de seu colegiado, que foi ao presidente Vital do Rego, levar a mensagem clara. Se o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso Master, continuar advogando para o Vorcaro e insistir na pressão para desliquidar o Banco Master, será derrotado e humilhado no Plenário.
Vital do Rego cumpriu seu papel e colocou Jhonatan na geladeira, estancando a sangria do TCU. A sociedade já estava chamando o TCU de Tribunal do Faz de Contas e pregando a extinção pura e simples dessa corte, auxiliar do Legislativo e abrigo de parlamentares em fim de carreira.
Barba não chegou na reta final do Acordo Mercosul-UE
Estranhamente, Barba não participou da reunião histórica de assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia neste sábado (17), no Paraguay. Negociação que alardeou por longos anos.
Como se fora o “cavalo paraguaio” da expressão pejorativa, o petista ‘empacou’ pelo caminho e não chegou à Assunção, reta final do histórico acordo de livre comércio entre os dois blocos econômicos, ficando de fora da solenidade e da foto oficial do evento.
A assinatura do acordo estava marcada para o dia 20 de dezembro de 2025, ano em que o Brasil era presidente do Mercosul. O evento em dezembro seria, então, realizado no Brasil, e não no Paraguay, como foi, país que assumiu a presidência do bloco a partir de 1º de janeiro de 2026.
E por que mudaram a data da reunião de 2025 para 2026?
Os extrema-direita Milei (Argentina) e Meloni (Itália) mexeram os pauzinhos entre eles, Macron etc. e “tiraram o pão da boca” do Barba (que se achava ‘o pai do acordo’), mudando a data do evento de dezembro para janeiro e transferindo, dessa forma, para o Paraguay, a reunião histórica que seria no Brasil.
O fato deixou o Barba ‘queimado por não poder se aparecer ‘na sua própria casa’, com seus discursos, filmagens, fotos etc., como sonhava fazer. E, sentindo-se menosprezado, não foi à reunião no Paraguay.
Como “consolo”, Barba recebeu no Rio, na sexta-feira (16), a visita da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leven, que estava de passagem indo ao Paraguay para a assinatura do histórico acordo econômico (e que, assim como os States, também tem interesse nas terras raras do Brasil).
Meloni tira acordo de Lula e passa para Peña, do Paraguai
Primeira-ministra da Itália decidiu que era “prematuro” assinar o acordo de livre comércio UE-Mercosul, mas, 23 dias depois, mudou de ideia
As decisões de Meloni prejudicaram Lula e favoreceram presidentes de direita sul-americanos.
(…)
Poder360, Análise, 17.jan.2026 – 6h00 Por Paulo Silva Pinto de Brasília
https://www.poder360.com.br/analise/meloni-tira-acordo-de-lula-e-passa-para-pena-do-paraguai/
Digo , preparem-se que após o carnaval , vem mais uma fornada de escândalos tão cabeludos ou mais , que o escândalo do Banco Master parecerá ” fichinha e café pequeno ” , aguardemos .