
Irmãos e primo de Toffoli estão envolvidos com o Master
Lauro Jardim
O Globo
Está se formando um consenso em Brasília de que Dias Toffoli terá que renunciar à relatoria do Caso Master no STF. Os motivos são basicamente dois:
– Um é a série de decisões heterodoxas que ele tomou nestes 50 dias como guardião do escândalo do ex-banco do Daniel Vorcaro. Aliás, em boa parte dessas decisões, Toffoli teve que recuar tal o grau do exotismo jurídico que elas exibiam.
– O segundo motivo é o conflito patente de interesses que existe numa história que foi revelada este mês pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo e que conecta um resort no Paraná de propriedade de parentes de Toffoli à teia de fundos fraudulentos montada por Vorcaro.
SEM DEFESA – Nos bastidores não há um só ministro do STF que defenda a manutenção do caso nas mãos de Toffoli. Várias soluções foram pensadas.
A mais provável seria um pedido de afastamento feito pelo próprio Toffoli sob a alegação de que ele está com problemas de saúde.
Mas é uma solução que tem que ser negociada com Toffoli, que terá que ceder a essas ponderações.
SORTEIO – Se esse for o remédio, haveria um sorteio para escolher um outro relator para o pepino Master.
Neste caso, a defesa de Vorcaro torce para que o processo fique com Nunes Marques.
Se já há consenso, podemos chamar o salafrário de: Toffudido, sem medo de errar.
Aliás pela movimentação do crápula, é mais do que sabido que ele está dentro da cloaca até o talo.
José Luis
Porque a defesa do Vorcaro quer o Nunes Marques?
Tirem pelo menos o sigilo.
Que é uma afronta à democracia.
Vão tirar Toffoli do caso Master e colocar nas mão do Moraes.
Ai, é trocar seis por uma duzia.
Vamos aguardar!
Os tentáculos do PCC no resort da família de Dias Toffoli no Paraná
Executivo que atuou em negócio de Fabiano Zettel com família Toffoli é investigado por suposta lavagem para a facção paulista
Um executivo investigado por suposta lavagem de dinheiro para a facção criminosa PCC fez a ponte entre a gestora de investimentos REAG e familiares do ministro Dias Toffoli, do STF, na compra do Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).
Silvano Gersztel era o braço direito de João Carlos Mansur, fundador e ex-CEO da REAG, nos tempos áureos da empresa. Desde agosto deste ano, é investigado por sua participação em fundos de investimento criados pela REAG para, segundo os investigadores, dar aparência de legalidade a dinheiro advindo de atividades criminosas do PCC.
Em setembro de 2021, dois fundos administrados pela REAG e representados por Gersztel — Arleen e Leal — compraram uma parte da participação dos familiares de Dias Toffoli no Resort Tayayá. Por essa fatia, os dois fundos pagaram R$ 20 milhões, narram o repórter Luiz Vassalo e colegas no jornal O Estado de S.Paulo.
(…)
Metrópoles, Opinião, 17/01/2026 17:57 Por Andre Shalders / Andreza Matais
https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/pcc-toffoli-resort