Cunhada desmente o festival de mentiras sobre o resort de Dias Toffoli

Sem saber que estava sendo gravada, cunhada de Toffoli "abre o bico" (veja o vídeo)

Cunhada diz que o marido e pobre e não foi dono do resort

Pedro Augusto Figueiredo, Taba Benedicto e Luiz Vassallo
Estadão

A Maridt Participações, empresa dos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que chegou a ter um terço de participação no resort de luxo Tayayá, no interior do Paraná, tem como sede uma casa de 130 metros quadrados no bairro Jardim Universitário, em Marília, interior de São Paulo.

O local é a residência de José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro que aparece como diretor-presidente da empresa. O imóvel tem sinais de deterioração. A pintura da fachada está rachada em alguns pontos e os pisos da garagem e da calçada estão quebrados.

TUDO MENTIRA – O Estadão foi até o endereço, obtido na Junta Comercial de São Paulo, e encontrou Cássia Pires Toffoli, esposa de José Eugênio. Questionada pela reportagem, ela disse que nunca soube que sua casa foi a sede da Maridt e que não tem conhecimento de qualquer ligação do marido com o resort.

José Eugênio, que é engenheiro eletricista, estava viajando a trabalho, segundo ela. O Estadão o procurou por mensagem, mas ele não respondeu até a publicação desta reportagem. O ministro Dias Toffoli também não se manifestou.

“Essa casa é minha, financiei com o meu dinheiro, por 25 anos”, disse Cássia. “Eu falei para as minhas irmãs que eu tenho vontade de sumir daqui. As pessoas ficam inventando coisas, que (José Eugênio) é dono do Tayayá”, disse Cássia ao ser questionada sobre a participação do marido na Maridt e da empresa no resort de luxo.

CASO MASTER – Como revelou o Estadão, em 2021, os irmãos Toffoli venderam metade da participação que tinham no resort, de R$ 6,6 milhões, para um fundo do pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Dias Toffoli é relator do inquérito do caso Master no STF, que também investiga a Reag Investimentos, gestora dos fundos envolvidos na transação.

Dias Toffoli passou a ser responsável pelo inquérito após aceitar um pedido da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro para que o caso subisse para o STF.

DIZ A CUNHADA – “Moço, dá uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa! Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá (na Junta Comercial), eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede (da Maridt) aqui. Aqui é onde eu moro”, acrescentou.

Ao ser questionada se o marido já havia comentado algo sobre o Tayayá Resort, a cunhada de Dias Toffoli respondeu: “Eu não sei e não quero nem saber”.

A casa em que ela atendeu à reportagem foi comprada por R$ 27 mil em 1998 e financiada pela Caixa Econômica Federal. Corrigido pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), comumente usado no mercado imobiliário, o valor atual é de R$ 276 mil.

NÃO TINHA DINHEIRO – “Quando eu financiei essa casa, eu morava com meu pai; a gente não tinha nem como fazer essa casa, não tinha nem dinheiro”, disse Cássia. “Meu marido é engenheiro e ele trabalha com coisas de engenheiro. Ele é engenheiro eletricista. Ele pega projetos.”

A Maridt é uma sociedade anônima, o que significa que seu quadro societário é sigiloso na Junta Comercial. Porém, o e-mail associado ao registro Maridt remete às iniciais de José Eugênio:“jedtoffoli”.

Além disso, documentos da Junta Comercial mostram que ele assina como presidente na venda de parte das cotas que a empresa detinha na Tayayá Administração e Participações e na DGEP Empreendimentos, donas do resort e que também tiveram como sócio Mario Umberto Degani, primo do ministro Dias Toffoli.

COMPRA E VENDA – As vendas das participações da companhia na Tayayá Administração e na DGEP se deram, respectivamente, por R$ 2,8 milhões e R$ 698 mil, em fevereiro de 2025, marcando a saída completa da Maridt das empresas do resort. Nas duas operações, a compradora foi a PHB Holding, pertencente ao advogado de Goiás Paulo Humberto Barbosa – que já advogou para a JBS em causas tributárias.

Em 2021, como revelou o Estadão, a Maridt já havia vendido fatias nas duas empresas do resort. Na época, o comprador foi o fundo Arleen, gerido pela Reag Investimentos e que pertence a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.

O Arleen Fundo de Investimentos, da Reag, chegou a investir R$ 20 milhões nas duas empresas dos familiares do ministro responsáveis pelo resort de 58 mil metros quadrados, como revelou a Folha de S. Paulo. O jornal mostrou que o Arleen investiu em outros fundos que estão sob suspeita pela Polícia Federal.

ÚNICO DONO– Atualmente, nem o Arleen nem os familiares de Toffoli permaneceram formalmente na sociedade. O fundo, o primo e os irmãos do ministro cederam suas cotas para Paulo Humberto Barbosa, atualmente único sócio das empresas do resort. Mesmo sem participação direta no resort, o ministro Dias Toffoli ainda frequenta o Tayayá.

Além de José Eugênio, José Carlos, outro irmão do ministro, também já apareceu em documentos oficiais como presidente da Maridt. Ele é cônego da Diocese de Marília, mas, desde que a ligação com o Tayayá veio a público, em 2021, ele foi afastado da paróquia pela qual era responsável.

O Estadão também foi até a residência do padre, uma chácara chamada Recanto Quatro, no condomínio Estância Uberlândia. “Até logo, passar bem”, disse pelo interfone após a reportagem se identificar. O local conta com um pequeno campo de futebol, uma rede de vôlei e um deck externo à casa. No caminho para se chegar ao condomínio está a Avenida Luiz Toffoli, batizada com o nome do pai do ministro do STF.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Em tradução simultânea, Toffoly é um corrupto trapalhão, que não sabe esconder suas lavagens de dinheiro. É uma vergonha para o Supremo, para o Brasil e para o PT de Lula, que é da mesma coudelaria, sempre envolvida  com enriquecimento ilícito. Como dizia Tom Jobim, é a lama, é a lama, é lama. (C.N.)

11 thoughts on “Cunhada desmente o festival de mentiras sobre o resort de Dias Toffoli

  1. Quem julga os ministros do Supremo?

    Os Ministros do STF são julgados pelo Senado Federal em casos de crimes de responsabilidade, através de um processo de impeachment, conforme o Art. 52 da Constituição Federal, com o Presidente do STF presidindo (sic) o julgamento no Senado, que exige maioria qualificada de dois terços para condenação.

    No dia a dia, os próprios ministros se julgam (sic) em Turmas ou no Plenário para questões judiciais internas, mas a responsabilização política (impeachment) é do Senado.

    Quem julga (Impeachment):

    Senado Federal:

    É o órgão responsável por processar e julgar os Ministros do STF por crimes de responsabilidade (políticos e administrativos), sob a presidência do Presidente do STF.

    Processo:

    Uma denúncia pode ser apresentada por qualquer cidadão, e o Senado, após análise, pode condenar o ministro por dois terços de seus membros.

    Quem julga (Questões Judiciais Internas):

    Turmas e Plenário do STF: Julgam questões de competência do próprio Supremo (sic) , como recursos e ações, podendo ser em Turmas (cinco ministros) ou no Plenário (todos os 11 ministros).

    Responsabilização Disciplinar:

    Os ministros também se submetem às normas da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) (LC 35/79) para faltas disciplinares.

  2. Quem julga o Supremo?

    A questão sobre quem fiscaliza o STF é central nos debates sobre o equilíbrio de poderes no Brasil, dada a característica do STF como a última instância da Justiça comum

    Embora o STF tenha a palavra final sobre a constitucionalidade das leis e não haja um tribunal superior a ele, existem mecanismos constitucionais e institucionais de controle:

    Impeachment (Senado Federal): A Constituição Federal (art. 52, II) atribui ao Senado Federal a competência para processar e julgar os ministros do STF em crimes de responsabilidade. O processo é definido pela Lei nº 1.079/1950.

    Controle Externo: O Congresso Nacional, auxiliado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), exerce o controle externo do Judiciário.

    Nomeação e Aprovação: Os ministros são nomeados pelo Presidente da República, mas precisam ser aprovados pela maioria absoluta do Senado Federal.

    Conselho Nacional de Justiça (CNJ): O CNJ realiza o controle administrativo e financeiro, além da fiscalização disciplinar, sobre os tribunais e juízes, embora sua atuação sobre os ministros do STF seja limitada.

    O Debate “Quem vigia os vigias”

    A frase “quem julga o Supremo” reflete o debate sobre o controle de constitucionalidade e a extensão da interpretação constitucional pela Corte.

    Historicamente, aponta-se que o controle é político (Senado) e não judicial, gerando discussões sobre o ativismo judicial.

    Os ministros, uma vez empossados, perdem o cargo apenas por renúncia, aposentadoria compulsória ou impeachment.

    • 2) Penso que está na hora dos democratas e progressistas lerem e adotarem o Pensamento de Confúcio…

      Prezado Professor Rocha…

      Isso não tem a máxima chance de acontecer…

      Como disse o Chaves..

      “ai , que burro, dá zero para ele”…

      aquele abraço

    • “Com base nas declarações de Garry Kasparov, o objetivo da propaganda moderna (especialmente a de regimes autoritários, que ele frequentemente analisa) não é apenas desinformar, mas sim:
      Exaurir o pensamento crítico: Tornar o público incapaz de distinguir o verdadeiro do falso.
      Aniquilar a verdade: Criar um ambiente onde tantas versões conflitantes existem que a verdade se torna inacessível, gerando apatia e dúvida constante.
      Vender o caos: Mais do que promover uma ideologia específica, a propaganda atual visa criar confusão.
      No contexto da atuação política de Kasparov:
      Como um crítico ferrenho do regime de Vladimir Putin, Kasparov identifica a propaganda russa como uma ferramenta para promover a superioridade nacional, a agressão e manter o poder através da farsa e da moralidade falsa.
      Ele argumenta que “temos que parar a propaganda, a propaganda vergonhosa usada pelo Kremlin”. ”
      (*) PS. Só? Se é publicitada khazarianamente, em favor de seus prepostos, pró “idéia fixa”, é global!

  3. Fiquei com a impressão que o Estadão está acusando o Metrópoles que publicou uma reportagem a respeito do “resort dos Toffoli”. Aliás, a publicação do Metrópoles, embora tenha colocado “em passant” que a participação dos Toffoli já havia sido vendida, conduziu a reportagem como se os donos fossem os Toffoli.

    E acho que Toffoli deveria desistir dessa relatoria e passar esse processo à primeira instância, caso for comprovado que não há pessoas com foro privilegiado envolvidas. Ou se declarar impedido por esse envolvimento dos parentes no negócio do resort, mesmo que tenha acontecido há algum tempo.

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