
Rejeição molda estratégias políticas de alianças
Pedro do Coutto
No atual pré-eleitoral brasileiro, um dos traços mais marcantes é a elevada rejeição que recai sobre os dois protagonistas mais visíveis na disputa pela Presidência — o presidente Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Pesquisas recentes mostram indicadores que, embora variem conforme a amostragem e a metodologia, apontam para patamares de rejeição próximos e preocupantes para ambos: segundo levantamento da Real Time Big Data, Flávio Bolsonaro é rejeitado por 49% dos eleitores ouvidos, enquanto Lula registra 48% nessa mesma medida — números que refletem um eleitorado amplamente insatisfeito com as opções mais polarizadoras no topo da corrida presidencial de 2026.
Essa dinâmica, repetida em diferentes levantamentos, não é inédita no Brasil contemporâneo, marcado por eleições polarizadas desde 2018. Estudos mostram que, em cenários eleitorais fortemente bipolares, líderes que ocupam posições extremas — tanto à esquerda quanto à direita — tendem a registrar altos índices de rejeição, enquanto figuras mais centradas ou com imagem de moderação costumam se beneficiar de eleitorados mais amplos e menos hostis (mecanismos que, por sua natureza, podem favorecer nomes como Tarcísio de Freitas em cenários secundários).
CRÍTICAS – No caso de Lula, embora esteja no centro do poder e lidere a maioria dos cenários de intenção de voto, a rejeição tem sido uma sombra persistente, alimentada tanto por críticas relativas à economia e à inflação quanto por desgastes políticos e escândalos recentes que corroeram parte de sua base tradicional de apoio.
Já Flávio Bolsonaro — herdeiro político do bolsonarismo tradicional — enfrenta o desafio adicional de consolidar uma base própria e estabilizar sua imagem além do núcleo duro que ainda identifica com o legado de seu pai.
FISSURAS – A rejeição alta de ambos não apenas espelha fissuras profundas no eleitorado, mas também molda estratégias políticas de alianças, discursos e ataques mútuos, num momento em que cada ponto percentual pode alterar a dinâmica de uma eleição que promete ser uma das mais disputadas da história recente do Brasil.
Nesse pano de fundo, a rejeição elevada de Lula e Flávio Bolsonaro — e sua tendência a se manter significativa ao longo de 2025 e 2026 — reafirma um padrão de polarização que acaba por limitar margens de manobra de ambos e sustenta a expectativa de que figuras alternativas ou discursos menos extremos possam ganhar espaço à medida que o pleito se aproxima e o eleitorado procura opções que transcendam a dicotomia histórica entre PT e bolsonarismo.
Haverá “dendos, em?
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A corrida presidencial é disputada efetivamente apenas por dois concorrentes: Barba e Rachadinha.
Atrás deles, vem um Ratinho sonhando também em comer o queijo.
Os demais: Caiado, Leite e Zema são apenas coadjuvantes, dublês e figurantes do circo que se arma, onde também entram Ciro Gomes e Aldo Rebelo.