
Candidatura de Flávio não é unanimidade dentro do clã Bolsonaro
Pedro do Coutto
A sucessão presidencial no bolsonarismo, que deveria representar a consolidação de um legado político, transformou-se numa arena de tensões familiares e estratégicas que expõem as fissuras de um movimento ainda dependente da autoridade simbólica de Jair Bolsonaro. A reportagem de O Globo evidencia que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro já ultrapassou o estágio de especulação para se tornar um fato político praticamente irreversível, mas está longe de ser unanimidade dentro do próprio clã.
Uma vez lançado com o aval explícito do pai, Flávio deixou de ter linha de recuo: no universo bolsonarista, hesitar equivale a fraquejar, e recuar seria admitir divisão num movimento que se construiu precisamente sobre a ideia de lealdade incondicional. O problema é que a sucessão não se resume a uma decisão formal; ela envolve a disputa silenciosa pelo papel de herdeiro político e simbólico de Bolsonaro.
DIVERGÊNCIAS – Nesse tabuleiro, os projetos são concorrentes e, por vezes, inconciliáveis. Flávio representa a vertente mais institucional e pragmática, apostando na transição organizada do capital político paterno. Já Michelle Bolsonaro mantém uma ambiguidade estratégica que revela ambições próprias: ao não firmar apoio inequívoco e admitir a possibilidade de integrar uma chapa estadual ao lado de Tarcísio de Freitas, preserva margem de manobra e reforça a percepção de que o bolsonarismo pode vir a ter múltiplos polos de poder.
Paralelamente, Carlos Bolsonaro continua a exercer influência decisiva na comunicação digital do movimento, enquanto Eduardo Bolsonaro mantém protagonismo no campo ideológico e nas articulações internacionais da direita. Essa pluralidade, que no passado funcionou como força motriz do bolsonarismo, converte-se agora em fator de incerteza estratégica.
A candidatura de Flávio é inevitável, mas a sua capacidade de unificar o clã permanece incompleta. O resultado é uma espécie de guerra fria interna: não há ruptura aberta, porém multiplicam-se sinais contraditórios, cobranças veladas e movimentos táticos que revelam a disputa pelo comando do pós-Bolsonaro. Em movimentos personalistas, a sucessão raramente é apenas eleitoral; é, sobretudo, uma batalha pelo direito de interpretar e representar o legado do líder fundador.
SEGMENTOS DIVERSOS – O paradoxo central é claro: o bolsonarismo precisa demonstrar continuidade sem Bolsonaro na linha de frente, mas ainda não dispõe de um sucessor capaz de sintetizar todas as suas correntes. Flávio tem a legitimidade formal e o aval paterno; Michelle possui forte apelo popular e autonomia política crescente; Carlos domina a narrativa digital; Eduardo dialoga com a base ideológica mais radicalizada. Cada um fala a um segmento distinto do mesmo eleitorado, e nenhum, isoladamente, consegue reproduzir a centralidade que o ex-presidente exerceu.
Se essa equação não for resolvida, o movimento corre o risco de entrar em 2026 com candidatura definida, mas liderança disputada — uma condição que fragiliza qualquer projeto de poder. A sucessão de Bolsonaro, assim, revela-se menos um ato de aclamação e mais um processo de acomodação ainda em curso. E, nesse processo, o maior desafio não será escolher um candidato, mas provar que o bolsonarismo é capaz de sobreviver à transição sem se fragmentar sob o peso das próprias ambições.
Narrativas intrigantes contra quem nada disse!
A Micheque é a melhor ali então imaginem o resto!!! Famiglia rachadinhas!!!
O trio acima mencionado ” Flávio , Micheque e Carlos Bolsonaro , já enterraram Jair Messias Bolsonaro vivo e ninguém percebeu , mesmo estando em completo estado de ” putrefação ” moral .
Tadinho do Brasil…
O enredo do clã Bolsonaro, tem semelhança com o clássico Rei Lear de William Shakespeare.
O Rei moribundo no leito da morte e as filhas brigando pelo espólio real. Um dramalhão que se repete enfadonhamente.
O Lear Bolsonaro, preso na Papuda, com a saúde abalada segundo o filho 02, Carlos, nomeou seu filho, senador Flávio, para assumir o espólio político e concorrer a presidência em nome do pai, flechado pelo STF.
A ex- primeira dama, desprestigiada pelo marido e magoada por saber da decisão do esposo pela imprensa, disse que não vai participar da campanha do enteado.
A decisão do chefe do clã, desmontou a articulação da Ex- primeira dama, , que viria como vice de Tarcísio de Freitas, respaldada pelo pastor Silas Malafaia, o guru religioso da direita bolsonarista, que não cansa de apostar suas fichas em Tarcísio, como o mais preparado para enfrentar Lula da Silva nas Urnas.
No entanto, a política é como uma nuvem, com a passagem da ventania o quadro muda de figura. As próximas pesquisas eleitorais, apontam o crescimento da candidatura Flávio, já em empate técnico com Lula, um cenário inadmissível no final do ano. Então, esses atores, brigando entre si, vão deixar as escaramuças de lado e marcharão em ordem unida e de cabeça baixa em torno de Flávio Bolsonaro, porque ninguém quer ficar de fora das benesses do Poder. marchar
Pesquisa: Flávio sobe e ultrapassa Barba, que desce
Flávio, com 46,3%, já ultrapassa Barba, com 46,2%, no 2º turno.
Em janeiro, Barba tinha 49,2% das intenções e Flávio 44,9%.
Pesquisa de Intenção de Voto para Presidente publicada hoje (25) pelo Instituto AtlasIntel/Bloomberg.
Petistas desnorteados.
Possivelmente ‘chocado’ com o ‘humilhante’ resultado de Barba, o globo, ao que parece, nada publicou até agora sobre a pesquisa.
Tarcínico é um zero à esquerda na política paulista
Como mero pau-mandado do ex-mito, Tarcínico não demonstra nenhuma liderança política em SP, onde Kassab é uma espécie de ‘faz tudo’.
Tanto que, após ter a sua pretensa candidatura a presidente abortada pelo ex-mito, Tarcínico mostra agora não ter poder sequer para indicar o vice na sua ‘rebaixada’ chapa a governador de SP.
A indicação do candidato a vice na chapa do fantoche Tarcínico deverá ser também imposta pelo ex-mito, segundo observou Flávio Rachadinha.
A ultrapassagem de Flávio nas pesquisas, se devem mais aos erros de Lula e do PT, do que os acertos de Flávio.
Se desnortear com pesquisas tão longe do pleito é sinal de amadorismo político.
Por exemplo: Acadêmicos de Niterói, a Escola de Samba, que veio com uma alegoria contra os evangélicos. Tiro no Pé. Bola quadrada.
Lula ao lado de Eduardo Paes no Sambódromo todo faceiro indo na passarela beijar escudo de escola, não acrescentou nada e ainda teve que ouvir vaias. Ora, Lula não sabe, que o povão no Rio vaia até minuto de silêncio?
Janjão não desfilou na Escola de Samba que homenageou Lula, mas, só a hipótese da primeira dama desfilar já causou perda de votos, principal ente porque Janja usou avião da FAB para visitar o barracão da Escola, segundo a imprensa carioca.
Se errarem mais um pouquinho, Flávio Bolsonaro vai disparar. Falta um mínimo de humildade para perceber, que nada está garantido. Eleição se ganha no último minuto do segundo tempo.
Avanço de Flávio abala pré-campanha de Lula
Desnorteado, entorno do presidente reconhece vacilos deste início do ano
O desastre no desfile de Carnaval e a consolidação de Flávio jRachadinha unto ao eleitorado de centro-direita, mais consistente e rápida do que o entorno de Barba esperava, acenderam a famosa luz vermelha no Planalto e no PT.
É consenso que o desgaste causado pelo enredo do Carnaval junto a evangélicos e conservadores foi grande. O erro político é admitido e creditado ao próprio Barba, que tomou a decisão de ir ao Rio.
A possibilidade de Alckmin perder seu lugar como vice é bem menos ventilada em Brasília que nas elucubrações que dirigentes partidários fazem em conversas com jornalistas.
Também a hesitação de Fernando Haddad de aceitar a missão de ser candidato a governador de São Paulo é minimizada no núcleo que pilota mais de perto a estratégia da campanha.
Por fim, há uma avaliação de que foi um erro a ideia de deixar Flávio Bolsonaro correr solto, sem confrontação, enquanto ainda persistia alguma dúvida sobre se Tarcínico seria candidato.
O raciocínio segundo o qual Flávio seria mais fácil de derrubar lá na frente, com munição estocada até meados do ano, não levou em conta que ele seria rapidamente aceito pelo eleitorado de direita, o que deve facilitar também sua metabolização pela classe política, facilitando alianças.
“Não existe vácuo, espaço vazio na política, e qualquer candidato que viesse com a chancela de Bolsonaro chegaria logo a 40% num segundo turno”, avaliou, em caráter reservado, um auxiliar de Barba nesta segunda-feira.
(…)
Fonte: O Globo, Opinião, 25/02/2026 10h56 Por Vera Magalhães
Flávio seria um desastre para trabalhadores da indústria e do comércio e para os servidores públicos. Ele tentará restringir direitos adquiridos da classe trabalhadora com o seguinte slogan: O que vocês querem, mais direitos e menos emprego ou mais empregos e menos direitos.
Ora, esse caminho está sendo tentado na Argentina de Milei. Um massacre. Jornada de 12 horas sem direito às horas extras, férias de 10 dias, fim da justiça trabalhista. Resultou em Greve Geral. No final, os trabalhadores exaustos, começam a ceder com a repressão policial.
Novos tempos, novos dias de retrocesso amplo.
Bolsonaro acertou em cheio na escolha de Flavio Bolsonaro. A imprensa inventou problemas com o Tarcísio, Nikolas e agora com a família; tentativas pífias.