Um poema-oração de Clarice Lispector, pedindo perdão pelo pecado de pensar…

Clarice Lispector - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

A escritora, jornalista e poeta Clarice Lispector (1920-1977), nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira, no poema “Meu Deus, me dê coragem’’, faz uma mensagem desesperada em busca da plenitude.

MEU DEUS, ME DÊ CORAGEM
Clarice Lispector

Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
meu pecado de pensar.

3 thoughts on “Um poema-oração de Clarice Lispector, pedindo perdão pelo pecado de pensar…

  1. FOTOS E VÍDEOS ANTIGOS :
    Desculpem-me por fugir ao tema acima , mas vamos um pouco de História , de quem de fato contribuiu para o desenvolvimento e progresso do Brasil , inclusive na construção de Brasília .

    Este rapazinho aqui da foto se formou em arquitetura em 1949, na Faculdade Nacional.
    Este rapazinho aqui da foto se formou em arquitetura em 1949, na Faculdade Nacional da Arquitetura da Universidade do Brasil. Mas não foi “se formou” normal, foi com louvor, porque já começava aí a lenda.
    Recém-saído da faculdade, com o diploma recém impresso, o jovem Nauro bateu na porta no escritório de Oscar Niemeyer. E onde ficava esse escritório? Olha que loucura: no Edifício Brasília, na Avenida Rio Branco, no Rio. O destino já estava dando algum alerta.
    Começou a trabalhar e, logo, virou chefe do escritório em um passe de mágica (de muito bom trabalho, na verdade). Foram uns dez anos de traballhos e projetos sem parar. Até que um dia, Oscar chega por trás e dá aquela cochichada no ouvido: “Nauro, vamos construir Brasília”.
    Imagina a cena? O rapaz deve ter quase infartado, derrubado o café, e pensado: “Tá, posso ter um treco, mas, bora fazer!”.
    E lá veio ele. Desembarcou no cerrado em 18 de agosto de 1958, junto com a nata dos arquitetos, e assumiu a batuta como coordenador de arquitetura e urbanismo. E não foi por um ano, dois anos. Foram 12 anos no cargo! Ou seja: se tinha um prédio, uma praça, um poste ou um orelhão sendo construído em Brasília, o Nauro dava o crivo, o ok, o “pode ir” ou o “vem cá, vamos refinar isso aqui”.
    Participou do desenvolvimento dos projetos de palácios, monumentos, prédios públicos, igrejas, teatro, clube, cinema…Tudo. Mas o pulo do gato veio com as superquadras. Dizem que Nauro sentava no chão, pegava o lápis e desenhava o arruamento, as áreas arborizadas e os taludes gramados das “tesourinhas” ali mesmo, na raça. Tipo um artista de rua, mas com régua e escala.
    Com o tempo, Oscar liberou geral e deixou o time assinar seus próprios projetos. Foi aí que Nauro meteu as caras e assinou obras de peso: o Superior Tribunal Militar, o Tribunal Superior Eleitoral, o Tribunal Superior do Trabalho e o Tribunal Federal de Recursos. Tá pouco? Mas não para. O homem não cansava. Além da Novacap, ele ainda projetou o Palácio do Buriti e Anexo, o Hotel Nacional, o Conjunto Nacional, o Edifício Casa de São Paulo, o Jardim de Infância 21 de Abril, os Edifícios Ceará, Sônia e Presidente no SCS, o saudoso Cine Karim da EQS 110/111, o Hospital Santa Lúcia (projeto inicial), o Edifício Central Brasília no Setor Bancário Norte, o Edifício Venâncio VI, o Carlton Hotel, a Fundação Ballet do Brasil, e uma infinidade de blocos de apartamentos nas superquadras. Sério, a lista é tão grande que parece que ele tinha um clone.
    Então, se você mora em Brasília, já passou em frente a algum desses lugares ou já sentou na grama de uma superquadra achando que aquilo era obra do acaso… Lembre-se: teve um herói com prancheta, lápis e muito suor envolvido.
    Viva Nauro Esteves, esse gigante discreto que ajudou a erguer a cidade mais incrível do país.
    Sou muito fã.

  2. FOTOS E VÍDEOS ANTIGOS:
    Márcio Câmara.
    🧹 A história começou no Rio de Janeiro, em finais do século dezanove. Naquela época, o governo contratou um empresário francês chamado Aleixo Gary para organizar a recolha de lixo na cidade.
    🐎 Ele criou uma empresa e os seus funcionários usavam uniformes e carroças puxadas por cavalos para limpar as ruas cariocas. O trabalho ficou tão bem feito e famoso que as pessoas começaram a chamar os trabalhadores pelo apelido do patrão.

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