
Anúncio do apoio a Moro é novo capítulo de reaproximação
Lucas Altino
O Globo
De superministro com carta branca a “judas”, a relação entre o senador Sergio Moro (União-PR) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é marcada por um histórico de idas e vindas, entre afagos e críticas. O apoio bolsonarista à candidatura do ex-juiz, anunciado anteontem pelo senador por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é o novo capítulo da reaproximação mútua.
Devido aos planos do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), de se lançar à corrida presidencial, tornando-se, assim, concorrente de Flávio, o clã Bolsonaro decidiu que apoiará a candidatura de Moro, que vai se filiar ao PL, ao governo do estado. O senador deve enfrentar Guto Silva, secretário estadual das Cidades e possível candidato de Ratinho Jr. na disputa estadual.
GARANTIA – A escolha por Moro não era unanimidade dentro do PL, mas foi vista como a forma mais segura de garantir um palanque competitivo para Flávio no Paraná. Bolsonaro começou a defender o plano como forma de reorganizar a direita no estado e evitar que o grupo ficasse dependente do projeto de Ratinho Jr.
A resistência interna se explica pelo histórico conturbado entre os antigos aliados. A relação de Bolsonaro e Moro começou em 2018, quando o então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, no auge de sua popularidade pela Operação Lava-Jato, que culminou na prisão de Lula, foi convidado para ser o ministro da Justiça do novo governo que se iniciaria.
“SUPERMINISTRO” – Bolsonaro desejava transformar Moro em um “superministro” e anunciou que ele teria “carta branca” para nomear e conduzir ações de combate ao crime organizado e à corrupção. Mas a relação começou a azedar logo no primeiro ano de governo. Primeiro, por motivos políticos. O principal projeto de Moro era um “pacote anticrime”, aprovado no Congresso sem várias das propostas originais, em meio a queixas do ministro sobre falta de empenho do governo.
Além disso, a transferência do controle sobre o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Justiça para a pasta da Economia, gerou rixas entre o “superministro” e a base de Bolsonaro. Enquanto Moro reclamava da falta de apoio, o núcleo político do Planalto se incomodava com o protagonismo do ex-juiz.
“PATRIMÔNIO NACIONAL” – Numa tentativa de amenizar as rusgas, Bolsonaro chamou seu ministro de “patrimônio nacional” numa entrevista nos primeiros meses de gestão. Mas o seu incômodo tornou-se público em meados de 2019, quando passou a reclamar da direção da Polícia Federal e disse que não poderia ser surpreendido com notícias de investigações. O ex-presidente deixava claro a intenção em controlar o órgão:
“Dou liberdade para os ministros todos. Mas quem manda sou eu”,afirmou Bolsonaro, em agosto de 2019, durante discussões sobre a troca na Superintendência do Rio da PF. Após meses de atritos, Moro anunciou seu pedido de demissão em abril de 2020, enquanto o Brasil sofria com a Covid-19.
INTERFERÊNCIA – Segundo disse à época, o principal motivo era a tentativa de Bolsonaro de interferir na PF, com pressões por mudanças na corporação e acesso a informações. A exoneração do diretor-geral Maurício Valeixo, indicado por Moro, foi o estopim.
Na saída, ele disse que precisava “preservar a biografia”. Em entrevistas, criticou a suposta omissão no combate à corrupção. “Essa agenda anticorrupção não teve um impulso por parte do presidente da República para que nós implementássemos”, afirmou.
As acusações motivaram um inquérito do STF, que resultou na divulgação do vídeo de uma reunião ministerial na qual Bolsonaro afirmava que não esperaria prejudicarem sua família ou seus amigos só “porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha”. No dia em que prestou depoimento à PF sobre suas acusações, Moro foi chamado de “judas” por Bolsonaro:“O Moro tem compromisso com o próprio ego e não com o Brasil”.
TRAIÇÃO – Com o conflito deflagrado, Moro passou a ser alvo de bolsonaristas, que o acusavam de traição. No final de 2021, ele anunciou sua pré-candidatura à Presidência, que não se concretizou, e voltou a receber ofensas do então presidente, que o chamou de “idiota”.
A trégua veio na reta final da campanha eleitoral de 2022, quando Sergio Moro declarou apoio a Bolsonaro e compareceu ao debate da Band, no segundo turno, como um dos “assessores” do então presidente. “Apaga-se o passado, qualquer divergência que porventura tenha ocorrido. O Sergio Moro foi uma pessoa que realmente mostrou o que era corrupção no Brasil”, afirmou Bolsonaro, no dia 4 de outubro de 2022, sobre a reaproximação.
Com a derrota de Bolsonaro, os dois voltaram a se distanciar, mas mantiveram uma relação amistosa. Eleito senador, Sergio Moro passou a ser uma das vozes mais firmes da oposição a Lula. Ano passado, quando o STF condenou o ex-presidente a 27 anos de prisão por tentativa de golpe, Moro criticou e disse que as “penas são excessivas”.
O bestial jogo, entre marionetes mercenários, para tanto alçados e locupletos!
“Eu exponho a farsa política de “dividir para conquistar”. A esquerda (comunista, globalista) e a direita (conservadora, nacionalista) são ambas facções judaico-maçônicas. Ambas são controladas pelo cartel bancário mundial Rothschild. Ambas são cabalistas (satânicas) judaicas.
A falsa oposição conservadora dos EUA existe para fomentar a divisão e esconder o fato chocante de que a humanidade foi possuída satanicamente por judeus cabalistas e maçons. Como demonstro em minha série sobre os Illuminati, todas as guerras mundiais são farsas orquestradas por maçons de ambos os lados para despovoar a sociedade.
e concentram poder e riqueza em suas mãos. A Maçonaria é uma ferramenta do judaísmo organizado (ou seja, do cartel bancário Rothschild).
A Terceira Guerra Mundial coloca os comunistas (China, Rússia, Irã, BRICS e o islamismo radical) contra os sionistas (Israel, EUA e Argentina). O Reino Unido e a UE oscilam entre os dois lados, dependendo da questão. Eles incentivam a imigração e a censura (esquerda), enquanto apoiam a Ucrânia (direita sionista).
De qualquer forma, eles são marionetes nas mãos esquerda e direita dos Rothschild. E nós ficamos hipnotizados, ignorando nosso inimigo comum, o manipulador, o banqueiro central.
Não há razão para a direita e a esquerda lutarem. Todos foram feitos à imagem de Deus (Perfeição), que se esforça para se expressar.
Somos todos irmãos e irmãs. Precisamos nos unir contra nosso inimigo comum, os cartéis bancários centrais Rothschild e seus tentáculos por toda parte.
Os Arquivos Epstein mostram que a sociedade americana se degradou a tal ponto que não existe mais uma liderança política construtiva e incorrupta. 90%
O Congresso aceita dinheiro dos sionistas genocidas. Obviamente, os americanos precisam encontrar um novo partido político e uma nova liderança em que as pessoas possam confiar.”
https://www.henrymakow.com/
“Trump e a dupla judaico-maçônica (esquerda-direita, comunista-sionista).”
19 de março de 2026.
subscrevo… até pq no facebook há uma turma de ‘pensadores contra o sistema’ que expõe ipsis litteris o exposto…
Se Moro saísse candidato em 2018, levaria.
Mas o mundo capota.
E Moro erra ao se colar de novo ao bolsonarismo.
“Cidadão do mundo”, amarrados estatutariamente, obrigam-se a cumprir agendas, desassemelhando-se de suas esquecidas ou desleixadas “raizes”!
Mora e o ex-mito e famiglia se merecem.
“Ele entregou à filha de 10 anos uma tesoura e 7 mil páginas marcadas como “TOP SECRET”. Depois disse: “Isso provavelmente vai me mandar para a prisão.”
Outubro de 1969. Daniel Ellsberg estava em um escritório emprestado, depois da meia-noite, passando documentos confidenciais por uma copiadora, página por página. Cada folha era um crime federal. Cada cópia podia significar prisão por toda a vida.
Ele não era um radical. Nem imprudente. Era um ex-fuzileiro naval, doutor por Harvard, analista de alto nível do Pentágono. Tinha acesso aos maiores segredos do país.
E acabara de ler 7 mil páginas que provavam que seu próprio governo mentia há 25 anos.
Os documentos ficaram conhecidos como Pentagon Papers — um histórico confidencial da participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, encomendado pelo secretário de Defesa Robert McNamara.
O que revelavam era devastador:
Quatro presidentes — Truman, Eisenhower, Kennedy e Johnson — sabiam que a guerra era impossível de vencer.
E ainda assim enviaram jovens para morrer.
Diziam ao público que a vitória estava próxima, enquanto, em privado, admitiam que nunca viria.
Em 1969, mais de 40 mil americanos já haviam morrido.
Ellsberg tinha uma escolha: proteger sua carreira, sua liberdade, sua família… ou expor a verdade.
Ele escolheu a verdade.
Mas copiar 7 mil páginas sozinho, durante a noite, era lento e angustiante. Qualquer carro passando poderia ser o fim.
Então ele tomou uma decisão extraordinária:
Chamou seus filhos para ajudar.
Robert, 13 anos. Mary, 10.
Enquanto o filho operava a copiadora, Mary se sentava no chão com uma tesoura, cortando cuidadosamente os carimbos “TOP SECRET” de cada página.
Anos depois, ele explicaria:
Esperava ser preso em breve. Queria que seus filhos vissem que ele fazia algo necessário — com calma, consciência e propósito. Queria que entendessem que, às vezes, a consciência exige sacrifício.
Durante dois anos, tentou os caminhos “oficiais”. Procurou senadores, congressistas.
Todos recusaram.
Então, em 1971, entregou os documentos ao The New York Times.
Quando começaram a ser publicados, o governo reagiu com fúria. Pela primeira vez na história dos EUA, tentou impedir judicialmente um jornal de publicar informações.
O bloqueio veio.
Ellsberg respondeu entregando os documentos ao The Washington Post, depois a outros jornais. A verdade se espalhou mais rápido do que podia ser censurada.
O então presidente Richard Nixon não queria apenas conter o vazamento.
Queria destruir Ellsberg.
Criou uma unidade secreta chamada “Plumbers”, que invadiu o consultório do psiquiatra de Ellsberg em busca de algo que pudesse desacreditá-lo.
Não encontraram nada.
Mas cruzaram uma linha.
Ellsberg foi acusado de espionagem, roubo e conspiração. Enfrentava até 115 anos de prisão.
O julgamento começou em 1973.
Mas, aos poucos, os abusos do próprio governo vieram à tona: invasões ilegais, manipulação, tentativa de suborno do juiz.
O caso desmoronou.
Em 11 de maio de 1973, todas as acusações foram anuladas por má conduta governamental.
Ellsberg saiu livre.
O impacto foi gigantesco.
Os documentos confirmaram o que muitos suspeitavam: o governo mentiu sistematicamente sobre a guerra. A confiança pública foi abalada. A pressão aumentou. O rumo do conflito começou a mudar.
E houve uma consequência inesperada.
A mesma equipe que invadiu o consultório de Ellsberg esteve envolvida depois no escândalo de Watergate — que acabaria derrubando Nixon.
Ellsberg não apenas expôs mentiras sobre a guerra.
Ajudou, indiretamente, a revelar a corrupção no coração do poder.
Ele viveu até 2023, aos 92 anos, como ativista contra a guerra e defensor de denunciantes.
Nunca se arrependeu.
E aquelas crianças que o ajudaram?
Cresceram entendendo algo raro:
Que ser cidadão, às vezes, exige coragem.
Que fazer o certo nem sempre é fazer o seguro.
Que o pai delas escolheu a consciência acima do conforto — e elas viram isso de perto.
Os Pentagon Papers não acabaram imediatamente com a guerra.
Mas mudaram para sempre a forma como as pessoas enxergam o poder.
Porque, às vezes, o ato mais patriótico não é obedecer ordens.
É dizer a verdade — mesmo quando o próprio governo chama isso de traição.”
Aguarda-se, o “trio” brasileiro!
Palavra bem comum entre políticos, traição. Isso é um sinal da falta de caráter das pessoas, quantos estavam do lado do Bolsonaro e depois mudaram de lado. Exemplos, andré janones, alexandre frota, Raphael sheherazede
O silêncio de Flávio sobre o escândalo do Master
Passaram-se cinco meses desde que o Master foi liquidado pelo BC, e Flávio ainda não tocou no assunto.
Pelo visto, não achou relevante da sua opinião sobre a maior fraude financeira do Brasil.
Já Barba tem atitude oposta. Na quinta-feira passada, falou novamente do assunto (“Não deixaremos pedra sob pedra para a gente apurar tudo o que fizeram, dando um rombo de R$ 50 bilhões neste país”).
Seu objetivo é claro: quer tirar do seu colo qualquer respingo do escândalo.
O Globo, Opinião, 22/03/2026 06h22 Por Lauro Jardim