Fausto Macedo, Felipe de Paula e Lavínia Kaucz
Estadão
O plenário do Supremo Tribunal Federal determinou, nesta quarta-feira, 25, a extinção de 15 penduricalhos do funcionalismo público, manteve oito verbas indenizatórias e fixou que a soma dessas parcelas não poderá ultrapassar 35% do subsídio bruto, mantido pela Corte em R$ 46.366,19 – teto do funcionalismo pago aos ministros do STF.
As normas compõem um regime de transição que valerá até que o Congresso edite lei para estabelecer quais parcelas indenizatórias serão cabíveis para as carreiras de Estado.
PRÓS E CONTRAS – Os ministros vetaram pagamento em dinheiro de licença-prêmio, licença compensatória por plantão judiciário ou audiência de custódia, mas discretamente mantiveram vivo o maior penduricalho da magistratura e das procuradorias – a conversão em dinheiro das férias ‘vendidas’.
Os magistrados e os promotores e procuradores têm dois meses de férias anuais. Sob alegação de ‘acúmulo’ de trabalho eles desfrutam de apenas um mês de férias. O outro mês é ‘vendido’ à Corte ou ao MP, elevando seus contracheques a até quatro vezes o teto salarial pago ao funcionalismo.
De acordo com os ministros, a proposta feita no voto acarreta uma economia de R$ 566 milhões por mês aos cofres públicos
TEMPO DE SERVIÇO – O Supremo manteve a chamada parcela de valorização por tempo de antiguidade na carreira, que funciona como um adicional por tempo de serviço. Esse valor poderá ser pago tanto para quem está na ativa quanto para aposentados e será calculado em 5% sobre o subsídio a cada cinco anos de atuação em atividade jurídica, podendo chegar ao limite de 35%.
Os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, relatores da proposta do regime de transição, apresentaram um voto conjunto para limitar a proliferação dos adicionais pagos a membros dos Três Poderes. Eles são relatores de diferentes ações que tratam sobre benefícios à magistratura e ao Ministério Público.
De acordo com os relatores, a proposta feita no voto acarreta uma economia de R$ 566 milhões por mês aos cofres públicos (ou R$ 6,8 bilhões ao ano), sendo R$ 326 milhões relacionados aos pagamentos a juízes e R$ 240 milhões em relação aos promotores e procuradores do Ministério Público. A comparação é em relação à média paga aos juízes e procuradores em 2025.
TOTAL TRANSPARÊNCIA? – Os ministros votaram para estabelecer uma remuneração padronizada no Judiciário e no Ministério Público e defenderam “total transparência” sobre os valores pagos a juízes e procuradores.
Segundo o relatório, tribunais, Ministérios Públicos, Tribunais de Contas, Defensorias e a Advocacia Pública deverão publicar mensalmente, de forma detalhada, os valores recebidos por seus membros, com a discriminação de cada rubrica. Hoje, no entanto, portais de transparência enfrentam instabilidades, dificuldades para o cruzamento de dados e dispersão de informações sobre as remunerações.
A gratificação por acúmulo de função só será paga quando o juiz ou membro do Ministério Público atuar ao mesmo tempo em mais de uma unidade, como duas varas diferentes, juizados especiais ou turmas recursais. O pagamento não será permitido quando o acúmulo envolver atividades normais do cargo, como participação em sessões, julgamentos, comissões internas ou órgãos administrativos dos tribunais.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em tradução simultânea, pode-se dizer que o Supremo não teve coragem nem espírito público para defender a Constituição. O fato é que, para não haver dúvidas, os constituintes fixaram em dois artigos diferentes o rigorosíssimo teto salarial do serviço público. Mas o Supremo, no passar dos anos, foi fingindo não “entender” essa determinação. Hoje, os juízes brasileiros estão entre os mais caros e bem pagos do mundo, com salários e benefícios superiores aos de países desenvolvidos, como Estados Unidos, Alemanha e França, chegando a ganhar até seis vezes mais do que autoridades judiciárias máximas em países da Europa, como Portugal, enquanto quase a metade da população continua sem contar com saneamento básico. Ah. Brasil…!!! (C.N.)
A isso chamam de soberania…
]Imposto soberano: governo Lula entra para a história como gestão que mais taxou os brasileiros
https://www.conexaopolitica.com.br/economia/imposto-soberano-governo-lula-entra-para-a-historia-como-gestao-que-mais-taxou-os-brasileiros/
Com desaprovação de 61%, reeleição de Barba é uma miragem
Dos eleitores entrevistados pela PoderData:
– 61% desaprovam o desempenho pessoal de Barba, e 31% aprovam;
– 57% desaprovam governo Barba, e 37% aprovam.
Pesquisa PoderData, 25/03/2026.
Juízes imorais! Se eles não se submetem as leis, como exigir que os cidadãos comuns as cumpram? Esse é o $upremo Futebol Clube.
Carlos Amestrado Newton,ataca o STF todos os dias.
A rapaziada da Faria Lima cobra.
Como instituir um governo sem participação do povo, sem o apoio de vendidos como esse velho fedorento?
Ficou zangadinho ? DOC pra alma mais honesta do Brasil.
Os juizes estão ganhando trinta ( TRINTA) vezes mais que um Operário.
Juízes e promotores do Brasil, com estrutura poderosa e rica, superavitários por extorquirem e confiscarem de forma ditatorial e contrária às leis vigentes e às provas, achacando o cidadão inocente, são responsáveis por todos os crimes e desvios que ocorrem neste país.
São responsáveis pelo subdesenvolvimento pelo qual labutam.
São a desigualdade em sua forma teratológica.
São responsáveis pela falta de saneamento, pela gigantesca cracolândia a céu aberto, pelo esgoto não tratado em que transformaram o Brasil.
São responsáveis pelo excesso de poder.
São responsáveis pelo desvio de poder.
São responsáveis pelo abuso.
São poderosîssimos responsáveis pela omissão.
Sugam e exploram esta nação.