
Charge do Thiago Lucas (Jornal do Commercio)
Merval Pereira
O Globo
A divergência aberta no Supremo Tribunal Federal entre os ministros Gilmar Mendes, decano da instituição, e André Mendonça, relator do caso Master, é a evidência de que a crise de legitimidade que atinge o STF não se resolverá tão cedo, muito menos agora, quando os dois ministros se manifestaram publicamente sobre teses conceituais, um fustigando o outro.
O ministro André Mendonça, já colocado na mídia como o novo guardião da moralidade jurídica, mandou seu recado em evento da OAB do Rio, afirmando, entre outras coisas, que não cabe ao juiz “ser uma estrela”, mas simplesmente agir de maneira certa, e julgar dentro do que é certo.
APLAUDIDO NA OAB – O raciocínio de Mendonça é aparentemente simplório, mas foi aplaudido na OAB, porque, nesta fase, estamos, cansado do juridiquês fraudulento e das manhas jurídicas que permitem decisões teratológicas como se fossem sapiências tiradas do fundo da cartola de um mágico decadente.
Já o ministro Gilmar Mendes usou seu reconhecido repertório jurídico para, não tendo ambiente favorável a um voto divergente depois que a sua Turma já havia firmado a maioria para manter a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, deu unanimidade à decisão, mas acusou Mendonça de usar “conceitos porosos e elásticos” para a decretação de prisões preventivas.
TIPO LAVA JATO – Não foi à toa que o ministro Gilmar Mendes relembrou a Operação Lava Jato, desmontada por sua combativa ação no Supremo, tão combativa quanto nos anos seguidos de defesa da mesma operação que, na sua opinião, estava desmontando o “estado cleptocrático” instalado pelo PT no país.
Disse Mendes em seu voto: “Em um passado recente, essas mesmas fórmulas foram indevidamente invocadas pela força-tarefa da Lava Jato para justificar os mais variados abusos e arbitrariedades contra aqueles que, ao talante dos investigadores, eram escolhidos como alvos de persecução penal ancorada em razões políticas e ideológicas”.
Assim, Gilmar Mendes começa a tentar montar dentro do Supremo um ambiente que permita, mais adiante, anular o processo do Banco Master assim como fez com todos os processos da Operação Lava Jato, abrindo a porteira para que outros juízes usassem a decisão de considerar o então juiz Sérgio Moro parcial no julgamento do caso do triplex do Guarujá contra Lula.
LIBEROU GERAL – O que seria uma decisão pontual, como garantiu Mendes na ocasião, acabou se tornando a senha para o liberou geral que culminou com a libertação de todos os condenados pela Operação Lava Jato, inclusive os famosos empreiteiros que admitiram culpa nas delações premiadas, que mais tarde foram consideradas, inclusive pelo ministro Dias Toffoli, como resultado de pressão ilegal das autoridades.
A partir daí, até quem se ofereceu para devolver dinheiro roubado acabou recebendo de volta o produto do roubo, graças à compreensão da Suprema Corte.
O raio não cai de novo no mesmo lugar, diz a sabedoria popular, mas com a Justiça brasileira nada é impossível, pois a Lava Jato teve o mesmo fim de outros processos contra corrupção anulados por tecnicalidades.
TOFFOLI E LULINHA – Neste cenário, a empresa da família Toffoli e o empresário Lulinha, filho do presidente Lula, foram protegidos respectivamente pelos ministros Gilmar Mendes e Flavio Dino, sob a mesma alegação: a quebra do sigilo dos dois foi feita em bloco, e não individualmente.
Os dois ministros têm em comum o gosto pela política, com planos eleitorais claros para 2030. Mendes tem muito prestígio em seu estado, o Mato Grosso, onde há uma proposta de criação de um município chamado “Gilmarlândia”, e mais cinco anos de mandato no STF. Dino vem da política maranhense, tendo sido governador do estado e mantendo até hoje um grupo político atuante que disputa o poder estadual em uma briga com o atual governador Carlos Brandão, que já foi seu aliado.
Pesquisa Atlas Intel/Estadão mostra que o único juiz da Corte que tem avaliação popular positiva maior que a negativa é André Mendonça. Já o ministro Dias Toffoli é o pior avaliado, seguido de Gilmar Mendes. O ministro Flavio Dino é o que tem uma menor avaliação negativa entre seus pares, à exceção de Mendonça.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Belo artigo de Merval Pereira, mostrando que é preciso reagir contra as armações jurídicas de Gilmar Mendes e dos ministros de sua coudelaria, digamos assim, pois defendem as mesmas teses que deveriam ser consideradas indefensáveis. (C.N.)
Quero ver se o Sinistrão Majin Boo vai “parar” com essa farra dos “penduricalhos”……
“”O relógio de luxo de Alexandre de Moraes que viralizou em rede social
Foto do ministro com modelo suíço Patek Phillippe, produzido até 2011 e que pode valer até R$ 500 mil, gerou 22 mil curtidas no X …
PS>
Enquanto isso o Grande Lider Mundial da Máfia Petenostra dá um aumento do nano-mini-minusculo-salário-minimo de 103,00 royas, passando para 1.651,00 …..
A ligação entre a operação contra a Refit e o MBL
Presença de líderes do movimento em ações
patrocinadas pela refinaria levanta questionamentos sobre proximidade
https://istoe.com.br/escandalo-fiscal-refit-conecta-com-mbl
Movimento do Bumbum Tucano Livre……
eh!eh!eh
O stf virou um banca de advogados de corruptos e bandidos
Meio expremida(estreita), mas o Brasil tem saida!
Aquele que buscar essa “brecha” deve ser considerado e processado por flagrada, indecente e inaceitâvel cumplicidade, ora pois diria Nhô Victor, meu saudoso e sábio avô materno!
PS. Então, pelo demonstrado, prendam-no inapelavelmente!
O que de fato significa os termos “conceitos porosos e elásticos” , na linguagem jurídica , ou é mais uma invencionice de Gilmar Mendes ?