Moraes manda iniciar extradição de Alexandre Ramagem após fuga para os EUA

Deputado federal deixou o Brasil em setembro,

Márcio Falcão
Gustavo Garcia
G1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou à Secretaria Judiciária da Corte que dê início ao processo de extradição do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que fugiu em setembro para os Estados Unidos.

O aliado de Jair Bolsonaro deixou o Brasil no mês em que a Primeira Turma do STF condenou o deputado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

EXTRADIÇÃO – “Determino à Secretaria Judiciária que remeta ao Ministério da Justiça e Segurança Pública os documentos necessários para formalizar o pedido de extradição de Alexandre Ramagem, nos termos do Tratado de Extradição com os Estados Unidos da América”, diz o despacho de Moraes.

A área técnica do STF vai preparar todo o material sobre o processo que levou à condenação do deputado. Os documentos serão enviados ao Ministério da Justiça, que fica responsável por analisar a documentação, verificar os requisitos legais do tratado de extradição entre Brasil e EUA e preparar o pedido.

Depois, cabe ao Ministério das Relações Exteriores formalizar e encaminhar o pedido de extradição pela via diplomática ao governo dos Estados Unidos. Aliados de Ramagem, no entanto, dizem que ele deve pedir asilo político no país norte-americano.

CLANDESTINO – De acordo com investigações da Polícia Federal, Ramagem saiu do país de forma clandestina pela fronteira do Brasil com a Guiana. Segundo as apurações, Ramagem atravessou a fronteira pelo estado de Roraima, onde já atuou como delegado, sem passar por nenhum posto migratório.

No país vizinho, Ramagem embarcou no Aeroporto de Georgetown, na capital da Guiana, com destino aos Estados Unidos, onde entrou utilizando passaporte diplomático, apesar de uma determinação para o cancelamento do documento.

4 thoughts on “Moraes manda iniciar extradição de Alexandre Ramagem após fuga para os EUA

  1. O momento em que o Brasil se perdeu

    Minha tentativa é tentar achar a gênese dessa crise, reproduzir a frase de Vargas Llosa: “Quando é que o Peru se fodeu?”

    Não há mais grande debate sobre os rumos do país. Isso é poesia diante da tarefa principal: obter o máximo de dinheiro

    Vendaval, voos cancelados, tempo perdido nas cadeiras de Congonhas. A única saída é pensar. Uma palavra me veio à mente diante das crises sucessivas do poder em Brasília: entropia.

    Não a uso com o rigor da termodinâmica, mas no sentido de que algo está se decompondo, como uma barra de gelo. O governo em crise com o Congresso em crise com o Supremo parece ter entrado num labirinto assustador.

    Minha tentativa, num canto do aeroporto, é tentar achar a gênese dessa crise, reproduzir a frase inicial do romance de Vargas Llosa: “Quando é que o Peru se fodeu?”.

    De modo geral, em livros e artigos aponto o custo das eleições no Brasil, um dos mais altos do Ocidente. Ele acabou afastando os políticos do povo.

    Na verdade, os meios para alcançar o povo — marqueteiros e caros programas de TV — passaram a dominar o imaginário político. Hoje, para reparar isso, o país dá R$ 5 bilhões aos partidos em cada eleição.

    No caso específico do Congresso, um marco importante foi a descoberta de que o fisiologismo é a grande alavanca para eleger presidentes. Desde Severino Cavalcante, isso ficou claro, e o tipo de líder que surgiu não é só o que abandona os escrúpulos, mas o que interpreta bem os interesses pessoais dos congressistas.

    Não há mais grande debate sobre os rumos do país. Isso é poesia diante da tarefa principal: obter o máximo de dinheiro e dar o mínimo de transparência a sua aplicação.

    O Supremo tentou conter esse movimento, desde Rosa Weber. Mas em vão. O STF tem uma retaguarda frágil. Os supersalários do Judiciário são um ponto de vulnerabilidade.

    Mas o que corroeu seu prestígio foi a decisão de que parentes podem advogar, e os ministros não precisam se declarar impedidos ao julgar as causas de clientes de escritórios em que seus familiares trabalham.

    A primeira grande crise se deu quando a Receita pesquisou as contas das mulheres de Gilmar Mendes e Dias Toffoli, ambas advogadas. Toffoli era presidente do STF e designou Alexandre de Moraes para instaurar o inquérito das fake news, que perdura até hoje.

    No princípio, chegaram a censurar a revista Crusoé por ter falado das ligações de Toffoli com o dono da Odebrecht.

    Toffoli e Moraes se fortaleceram. Coube ao primeiro anular processos e multas da Lava-Jato. Ao segundo, coordenar a luta contra o avanço da extrema direita. A eclosão do escândalo do Banco Master traz à tona os problemas que resistiram à Lava-Jato e à própria derrota da extrema direita.

    A questão inicial, soterrada por tantos fatos históricos importantes, continuava viva: os parentes e as fortunas que se fazem nessa advocacia familiar.

    Toffoli anulou multas bilionárias da JBS, e sua mulher chegou a trabalhar para a empresa. Toffoli viaja em jatinho com um advogado do Banco Master e resolve impor sigilo ao escândalo financeiro. No celular do dono do Master aparece um contrato com a mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, num valor de R$ 3,6 milhões por mês.

    Olhando para trás, vê-se que a Receita estava num caminho válido. As contas das mulheres dos ministros saíram de cena e entraram as fake news. Mas o problema que se queria evitar ressurge com toda a força no escândalo do Master.

    O Globo, Opinião, 16/12/2025 00h05 Por Fernando Gabeira

  2. Rachadinha começa a pegar tração

    1º turno – Lula 39%, Flávio 23% e Ratinho 13%.
    2º Turno – Lula 46% e Flávio 36%.

    Genial/Quaest

    Flávio Rachadinha vai papar o Barba no 2º turno: Se mal começando já subiu para 36%. Em outubro do ano que vem, então, Rachadinha vai deixar o Barba comendo poeira.

  3. O cálculo do Boy de Mogi para ir até o fim com Flávio Rachadinha

    O Boy de Mogi já avisou aos correligionários que vai com o filho 01 do ex-mito até o fim, mesmo que esse final seja a derrota para Barba em 2026.

    O cálculo de Boy é que, mesmo que Flávio perca, ele e o PL ganham. O maior projeto do dirigente é vitaminar a bancada do partido no Congresso, elegendo ao menos 120 deputados e 20 senadores (hoje a bancada na Câmara tem 95 integrantes e a do Senado, 12).

    De acordo com as contas feitas por ele a partir de pesquisas e levantamentos regionais, os votos do bolsonarismo são mais do que suficientes para atingir a meta.

    Nesse caso, portanto, para Boy mais vale um Flavio na mão do que um Tarcínico voando.

    Enquanto o ex-mito e Flávio insistirem no projeto da candidatura, terão o apoio do presidente do PL.

    Fonte: O Globo, Política, 15/12/2025 07h07 Por Malu Gaspar

  4. Senhor Carlos Newton , falando nisso , e como andam as ” tramas e conspirações ” juiz do STF Luís Lux e seus colegas , para anular a quaisquer preços todas as condenações dos envolvidos na intentona golpista do 08/01/2023 , mascaradas através do ex-presidente Jair Bolsonaro , ao inocenta-lo ?

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