
Movimento contrário a Alckmin dificilmente prosperará
Pedro do Coutto
As divergências internas no Partido dos Trabalhadores sobre a manutenção de Geraldo Alckmin como vice-presidente revelam muito mais do que uma disputa circunstancial por espaços na chapa eleitoral: expõem o embate permanente entre identidade ideológica e pragmatismo político que acompanha o PT desde sua fundação.
O surgimento de um movimento contrário ao nome de Alckmin, embora relevante como sintoma, dificilmente prosperará na prática. Isso porque sua presença na vice não se sustenta apenas por arranjos partidários, mas por um conjunto concreto de fatores eleitorais, simbólicos e institucionais que se mostraram decisivos nas eleições de 2022 e continuam sendo estratégicos para o pleito de outubro.
DISPUTA EM SÃO PAULO – A discussão interna, conforme noticiado em reuniões partidárias recentes, relaciona-se também à disputa política em São Paulo e às negociações envolvendo uma eventual federação com partidos mais à esquerda, como o PSOL. O pano de fundo desse debate é a busca por coerência ideológica de setores petistas que veem em Alckmin — um político de trajetória no campo adversário histórico do partido — um símbolo de concessão excessiva ao centro. No entanto, essa leitura ignora a lógica real do presidencialismo de coalizão brasileiro, no qual a governabilidade e a viabilidade eleitoral dependem de alianças amplas e heterogêneas.
Geraldo Alckmin não foi escolhido em 2022 apenas como um gesto de reconciliação política, mas como uma peça estratégica para ampliar a base eleitoral em regiões decisivas, especialmente em São Paulo. Ex-governador do maior colégio eleitoral do país, ele representa uma ponte entre o lulismo e segmentos moderados do eleitorado que tradicionalmente resistiam ao PT.
CAPACIDADE DE DIÁLOGO – Sua atuação como vice-presidente tem sido marcada por discrição institucional, capacidade de diálogo com o setor produtivo e colaboração na articulação política do governo — atributos que, em sistemas multipartidários fragmentados, são fundamentais para a estabilidade da gestão federal.
Substituí-lo na chapa significaria redesenhar uma equação política que já demonstrou eficácia concreta. Em eleições polarizadas, a vitória não se constrói apenas pela mobilização de bases ideológicas fiéis, mas pela capacidade de atrair setores indecisos ou moderados. Nesse contexto, Alckmin exerce um papel de moderação e equilíbrio que dificilmente seria replicado por outro nome, sobretudo se oriundo de correntes mais ideológicas do campo progressista.
A resistência interna também reflete um dilema histórico do PT: preservar sua identidade original ou adaptar-se às exigências do jogo institucional brasileiro. Desde que chegou ao poder pela primeira vez, o partido tem oscilado entre momentos de afirmação programática e fases de pragmatismo coalicional. A experiência acumulada ao longo de duas décadas de protagonismo nacional indica que, em momentos decisivos, a lógica eleitoral tende a prevalecer sobre as divergências internas. Isso ocorreu em 2002, quando a ampliação das alianças foi decisiva para a vitória presidencial, e se repetiu em 2022 com a construção de uma frente ampla que reduziu resistências no centro político.
RUÍDOS – Além disso, a eventual substituição de Alckmin poderia gerar ruídos institucionais desnecessários, transmitindo ao eleitorado a imagem de instabilidade estratégica. Em política, sinais importam tanto quanto decisões. Alterar a vice-presidência após um mandato considerado estável e cooperativo poderia ser interpretado como uma ruptura sem justificativa concreta, enfraquecendo a narrativa de continuidade e previsibilidade que costuma ser valorizada por parcelas relevantes da sociedade e do mercado.
Há ainda o fator simbólico. A composição Lula-Alckmin representou, em 2022, uma espécie de pacto de pacificação política após anos de polarização intensa. Romper essa fórmula poderia reacender antagonismos que foram parcialmente neutralizados pela aliança. Em um cenário de disputa acirrada, manter uma chapa que dialogue com diferentes espectros ideológicos pode ser mais eficaz do que reforçar apenas a identidade de um campo político específico.
ATRIBUTOS – Assim, embora o debate interno seja legítimo e até saudável para a vitalidade partidária, a correlação de forças aponta para a manutenção de Geraldo Alckmin como vice-presidente. Ele reúne atributos raros: agrega votos, amplia alianças, contribui para a governabilidade e simboliza moderação em um ambiente político ainda marcado por tensões.
Qualquer modificação nesse arranjo dificilmente alcançaria o mesmo nível de eficiência eleitoral e estabilidade institucional demonstrado desde as eleições de 2022. No fim das contas, o pragmatismo que orientou a escolha de Alckmin tende a prevalecer novamente, reafirmando uma velha máxima da política brasileira: coalizões amplas não são apenas opções táticas, mas condições estruturais para governar e vencer eleições em um sistema complexo como o nosso.
Viva ao pragmatismo petralha!
D’agora em diante já poderão jogar um rato morto na sopa de quem quiserem.
Dom Pedro, o senhor nos garante que agora vai? Mas, será que o PT e adjacências já combinaram com os russos?
Os russos não tem lá essa pompa toda de cumprir arranjos mal ajambrados.
Mas que é divertido ler artigos dos Looloafetivos, Isto É.
Eu não tenho dúvida, que, depois do assalto dos aposentados e Banco Master, há dois tipos de petistas ou seus simpatizantes: os canalhas e os imbecis alienados de pai e mãe.
A esta gente, quando acordar e perceberem quem é realmente seu grande herói, fazer como os seguidores de Jim Jones.
https://www.camara.leg.br/radio/programas/344477-em-1978-o-fanatico-jim-jones-da-seita-templo-do-povo-induziu-914-fieis-ao-suicidio-na-fronteira-da-guiana-a-musica-de-hoje-e-pronto-para-o-suicidio0651/
https://www.criticapoliticabrasileira.com/oaparatopetista
Neste meu site vocês podem acompanhar meu projeto de tese autônoma, uma vez que na Academia é proibido fazer análises críticas e verdadeiramente científicas do estorvo Aparato Petista, pois se tornou uma seita de engalobação e sua defesa, fazendo papers, que, por exemplo, creditam ao impeachment da Dilma, golpe, e dizendo que a Lava Jato é coisa do FBI, entre outros estelionatos intelectuais.
Vide a tal Rainha da Filosofia justificando o maior escândalo de corrupção da História, à época, agora perdendo o lugar para o caso Master.
https://www.youtube.com/watch?v=SWL-M2dBB2g
https://www.criticapoliticabrasileira.com/oaparatopetista
Neste meu site vocês podem acompanhar meu projeto de tese autônoma, uma vez que na Academia é proibido fazer análises críticas e verdadeiramente científicas do estorvo Aparato Petista, pois se tornou uma seita de engalobação e sua defesa, fazendo papers, que, por exemplo, creditam ao impeachment da Dilma, golpe, e dizendo que a Lava Jato é coisa do FBI, entre outros estelionatos intelectuais.
Vide a tal Rainha da Filosofia justificando o maior escândalo de corrupção da História, à época, agora perdendo o lugar para o caso Master.
https://www.youtube.com/watch?v=SWL-M2dBB2g
Estelionato intelectual, ideologia como mistificação e ocultamento da realidade, genialidade imbecilizada ou mau carater mesmo?
A VELHA REPÚBLICA TARDIA
Resumo
O regime instaurado pelo chamado Aparato Petista apresenta características que remetem a práticas históricas da República Velha, como o clientelismo, o paternalismo estatal e o patrimonialismo. Esses elementos formam um arranjo político que mantém relações de dependência, limita a autonomia social e restringe avanços econômicos e tecnológicos. Nesse contexto, programas sociais frequentemente deixam de promover inclusão produtiva ampla e acabam funcionando como instrumentos de mobilização política, contribuindo para a reprodução das desigualdades e para a persistência de obstáculos estruturais ao desenvolvimento do país.
A Velha República Tardia
O regime instaurado pelo Aparato Petista pode ser interpretado como uma reconfiguração contemporânea de padrões estruturais associados à República Velha brasileira. Essa analogia se sustenta na permanência — e, em alguns aspectos, no aprofundamento — de práticas políticas como o clientelismo, o paternalismo estatal e o patrimonialismo, elementos que historicamente caracterizaram o período.
No contexto da República Velha, o clientelismo consistia na troca sistemática de favores, benefícios e proteção política por apoio eleitoral, estruturando relações assimétricas e duradouras entre agentes públicos e grupos sociais dependentes. O paternalismo, por sua vez, manifestava-se na lógica de concessões estatais que reforçavam laços de subordinação, ao invés de promover autonomia econômica, social ou política. Esses mecanismos eram sustentados por uma dinâmica econômica pouco diversificada e fortemente ancorada no setor agrário, combinada com um Estado capturado por interesses oligárquicos.
A analogia proposta sugere que o regime contemporâneo apresenta características semelhantes: práticas de governança que mantêm vínculos de dependência política, uso estratégico de benefícios públicos para formação e preservação de bases de apoio e prevalência de estruturas patrimonialistas na gestão estatal. Esse arranjo de elementos contribui para limitar a superação de entraves históricos e para restringir avanços tecnológicos, econômicos e sociais, mantendo importantes potencialidades nacionais subexploradas.
No interior desse arranjo, os programas sociais desempenham papel relevante. Embora concebidos para atender demandas de populações vulneráveis, muitas vezes não se consolidam como instrumentos de inserção plena no processo produtivo nem como políticas capacitadoras. Em determinadas circunstâncias, acabam funcionando como mecanismos de mobilização e fidelização política, reproduzindo relações paternalistas e clientelistas que restringem a expansão da autonomia individual e coletiva.
A discrepância entre o discurso de transformação associado a tais políticas e os indicadores de desenvolvimento social e econômico permanece evidente. O país continua apresentando elevados níveis de desigualdade e se situa aquém dos parâmetros observados em nações com maior desenvolvimento humano, o que evidencia a persistência de obstáculos estruturais à construção de um modelo de desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.
Excelente artigo. Concordo integralmente.
Por vontade própria, Alckmin se candidataria a senador.
Mas, depois que se juntou a Barba, se despersonalizou politicamente e perdeu o eventual handicap que tinha como ex-governador de SP.
Sem a expressão eleitoral que já teve um dia, Alckmin tem agora que agradecer se for mantido no rodapé da chapa presidencial de Barba.
E, numa eventual derrota, restará a ele pegar o chapelão e a enxada e ir carpir sua chácara em Pindamonhagaba.
É isso.
(Alckmin é um equívoco político – um ponto fora da curva).
Excelente companhia, porém, para tomar um café ou um gelato após o almoço de domingo. E não muito mais que isso.
Alckmin é produto genuíno made in Vale do Paraíba.
Exceto a possibilidade de Alckmin ser o sucessor de Lula, no curso do mandato, como aconteceu em SP na relação Covas-Alckmin, caso a dupla seja reeleita, não há motivo aparente para Lula vetar Alckmin. O mais lamentável de tudo isso é a burrice a imprensa falada, escrita e televisionada, que não tem noção de que cercando, censurando, cancelando e excluindo a RPL-PNBC-DD-ME, da cena eleitoral ela compactua com o sistema apodrecido ao mesmo tempo em que impede a abertura da porta de saída do Brasil, da política e população do inferno social criado no Brasil ao longo dos últimos 136 anos pela seara política.