Moraes manda Roberto Jefferson cumprir pena e impõe silêncio total ao ex-deputado

Ex-deputado foi condenado a 9 anos de prisão

Felipe de Paula
Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, não acolheu os recursos da defesa do ex-deputado Roberto Jefferson e determinou, nesta segunda-feira, 2, o início do cumprimento da pena definitiva imposta ao político. Apesar de a condenação prever regime fechado, Moraes autorizou que Jefferson cumpra a pena em prisão domiciliar, em razão de seu estado de saúde, mantendo as medidas cautelares já em vigor.

Jefferson foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por incentivar a população a invadir o Senado e a “praticar vias de fato” contra senadores, além de defender a explosão do prédio do Tribunal Superior Eleitoral. Em dezembro de 2024, ele foi condenado a 9 anos, 1 mês e 5 dias de prisão pelos crimes de atentado ao exercício dos Poderes, calúnia, homofobia e incitação ao crime.

RESISTÊNCIA – Ao longo das investigações, o ex-deputado chegou a ser preso preventivamente. Em uma ocasião em que foi determinada sua recondução à prisão, Jefferson resistiu à ordem do STF e atacou policiais federais com granadas e disparos de fuzil. Ele resistiu por mais de oito horas contra a corporação.

Na decisão desta segunda-feira, 2, Moraes autorizou a permanência do ex-parlamentar em prisão domiciliar e determinou a manutenção das medidas cautelares impostas em maio do ano passado, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, a suspensão do passaporte, a proibição de deixar o País e a vedação ao uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

Jefferson também está proibido de conceder entrevistas a qualquer meio de comunicação, nacional ou internacional, e de receber visitas, com exceção de advogados e familiares.

5 thoughts on “Moraes manda Roberto Jefferson cumprir pena e impõe silêncio total ao ex-deputado

  1. O ex-mito ler livros? Como assim? O negócio dele não é ódio, armas e munição?

    ___________

    Jair Bolsonaro incentivou e promoveu o acesso a armas ao longo de seu mandato

    (…) O presidente Jair Bolsonaro promoveu já em seus dois primeiros anos de governo uma série de medidas para aumentar o poder de fogo dos brasileiros.

    Driblando a necessidade de o Congresso aprovar novas leis, foram editados mais de 30 atos normativos, como portarias e decretos presidenciais, para desburocratizar e ampliar o acesso a armas e de munição que podem ser adquiridas por cidadãos comuns e por aqueles que têm registro de CAC (colecionador, atirador e caçador), assim como liberar a essas pessoas o acesso a armamentos de maior potencial ofensivo, como fuzis.

    Na iniciativa mais recente, quatro decretos presidenciais foram publicados na noite de sexta-feira (12/02/2021) elevando a quantidade de armas que um cidadão comum pode comprar de quatro para seis (em 2019 já havia passado de duas para quatro).

    Além disso, atiradores agora foram autorizados a adquirir até 60 armas e caçadores, até 30, sendo exigida autorização do Exército apenas quando essas quantias foram superadas.

    O volume de munições que pode ser comprado por essas categorias também subiu para 2.000 no caso de armas de uso restrito e 5.000 para armas de uso permitido.

    O discurso da família presidencial de forte apologia ao uso de armas (…). E as estatísticas da Polícia Federal e do Exército — órgãos responsáveis pelo registro de armamentos — mostram que os brasileiros estão se armando como nunca antes.

    Segundo dados obtidos pela BBC News Brasil, os novos registros de CAC concedidos pelo Exército bateram recorde em 2019 e 2020, somando 178.721, quantidade que supera todos os registros liberados nos dez anos anteriores (150.974 de 2009 a 2018).

    Já o registro de novas armas pela Polícia Federal também bateu dois recordes consecutivos, somando 273.835 na primeira metade do governo Bolsonaro, sendo quase 70% referentes a registros obtidos por cidadãos (o restante inclui categorias como servidores públicos com direito à porte, revendedores e empresas de segurança privada).

    O número significa um aumento de 184% frente à soma de 2017 e 2018 (96.512) e supera o total dos seis anos anteriores a Bolsonaro (265.706 de 2013 a 2018).

    (…)

    Fonte: BBC News Brasil, Brasília-DF, 15 fevereiro 2021. Por Mariana Schreiber

  2. Roberto Jefferson tardou, mas terá ainda muito o que falar, logo após ter operado o freio da lingua, no que deverá ser urgentemente acompanhado pelos demais até aqui mortificados e então revividos nacionalistas!
    Abram a boca e soltem os laços e freios!

  3. Esse sujeito ex-deputado Roberto Jefferson deveria estar numa verdadeira prisão/presídio putrefato e não em casa , fingindo-se de doente , como virou moda no Brasil .

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