Se Caiado e Zema formarem uma chapa, suas chances de vitória serão concretas

Encontro de Caiado e Zema em Goiânia aumenta sinais para 2026 - Jornal Opção

Caiado e Zema, se tiverem juízo, formarão uma forte chapa

Carlos Newton

No Brasil, nunca houve uma sucessão presidencial como a de 1989 e acredita-se que jamais haverá nada igual, uma disputa tão acirrada e eletrizante, na primeira eleição realmente livre desde a vitória de Jânio Quadros e João Goulart em 1960, 29 anos atrás.

A anterior tinha sido uma decepção, porque foi indireta. Tancredo Neves (MDB) deu um passeio em Paulo Maluf (PDS), ganhando por 480 a 180 votos, com 26 abstenções, mas nem chegou a assumir e o vice José Sarney, velho aliado dos militares, foi quem exerceu o poder.

ELEIÇÃO DIRETA – Em 1989, pode-se dizer que a sociedade brasileira realmente estava representada nas eleições, que foi disputada por 22 candidatos, das mais diferentes tendências.

Affonso Camargo Neto (PTB); Afif Domingos (PL); Antônio Pedreira (PPB); Armando Corrêa (PMB); Aureliano Chaves (PFL); Celso Brant (PMN); Enéas Carneiro (PRONA); Eudes de Oliveira Mattar (PLP); Fernando Collor (PRN); Fernando Gabeira (PV); Leonel Brizola (PT); Lívia Maria Pio (PN); Lula da Silva (PT); Manoel Antonio Horta (PDCdoB); Mário Covas (PSDB); Marronzinho (PSP); Paulo Gontijo (PP); Paulo Maluf (PDS); Roberto Freire (PCB); Ronaldo Caiado (PSD); Ulysses Guimarães (PMDB); e Zamir José Teixeira (PCN).

Na verdade, eram 28 candidatos, mas seis foram barrados pela Justiça Federal. Dois deles seriam bem votados – o apresentador Silvio Santos (PMB) e o ex-presidente Jânio Quadros (PMS). Os demais não tinham a menor chance – Boris Nicolaievski (PS), D’Janir Soares de Azevedo   (PTN), João Ferreira da Silva (PAS) e Nildo Martins (PNAB).

UNIÃO NACIONAL – Collor era o “Dark Horse” da época e venceu Lula no segundo turno, deixando Brizola e Collor em terceiro e quarto lugar, mas acabou sofrendo impeachment e seu vice Itamar Franco fez um excelente governo de união nacional, apoiado por todos os partidos, à exceção do PT e do PCdoB, que eram contrários ao Plano Real.

Quase 40 anos depois, os brasileiros se preparam para nova eleição, desta com poucos candidatos e muita confusão. Existem dois favoritos destacados, mas nenhum deles empolga a nação. Lula é uma repetição cansativa do “Samba de Uma Nota Só”, enquanto o rival Flávio Bolsonaro é uma novidade que envelheceu em espantosa velocidade.

O problema dos dois é a altíssima rejeição, que possibilita, mesmo remotamente, a ascensão de um terceiro nome. Se Ronaldo Caiado e Romeu Zema se unissem na mesma chapa, a possibilidade de chegarem ao segundo turno passa a ser concreta, como aconteceu com Collor e Itamar.


P.S.
1Aqui no Brasil os taxistas adoram política e fazem campanha o tempo todo. No Rio de Janeiro, a chamada Rádio Táxi está defendendo Caiado na cabeça de chapa, com Zema de vice, porque o ex-governador goiano é mais experiente.  Os taxistas não votam em Lula de forma alguma e também resistem em votar em Flávio. É um indicativo importante, não há dúvida. ]

P.S. 2 – Dizer que Renan Santos (Missão) e Samara Martins (Unidade Popular) está empatados com Caiado e Zema é uma tremenda Piada do Ano, feito por instituto de pesquisa que não tem medo do ridículo. (C.N.)

7 thoughts on “Se Caiado e Zema formarem uma chapa, suas chances de vitória serão concretas

  1. O eleitor definitivamente não liga para honestidade

    Há algo profundamente triste acontecendo no Brasil: a leniência com que a população trata os políticos corruptos.

    A queda de Flávio, após o escândalo Vorcaro, perdeu força. O presidente Lula segue numericamente à frente, mas o Flávio continua competitivo e dentro do jogo. Mais do que isso: segue com chances reais de vencer a eleição em outubro.

    Isso diz menos sobre Flávio e mais sobre o eleitor.

    Estamos falando de um senador e o histórico de suspeitas de rachadinhas, funcionários fantasmas, movimentações financeiras atípicas, compra de imóveis incompatíveis com a renda e suspeitas de lavagem de dinheiro, no caso da franquia de chocolates.

    Agora, some-se a isso o caso Vorcaro, com áudios, encontros e relações financeiras promíscuas.

    Já do outro lado está Lula. Condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato, posteriormente beneficiado por decisões do Supremo, que anularam suas condenações por questões processuais.

    Politicamente, a “alma mais honesta desse país” jamais deixou de carregar o peso histórico do mensalão, do petrolão e da destruição ética produzida durante os governos petistas.

    Esse é o ponto central: nada disso é decisivo para uma parcela enorme do eleitorado. A honestidade deixou de funcionar como critério eliminatório no Brasil.

    Ser um político corrupto virou mero detalhe em uma guerra imbecil de torcidas organizadas. O eleitor não pergunta nem quer saber se o candidato é íntegro.

    Pergunta apenas de que lado ele está. Se o político combate “os inimigos certos”, parte da sociedade perdoa qualquer coisa, por pior que seja.

    Corrupto de estimação

    O lulista relativiza empreiteiras, desvios bilionários, mensalão e petrolão porque acredita que Lula representa a democracia.

    O bolsonarista relativiza rachadinhas, joias, imóveis suspeitos e relações obscuras porque acredita que os Bolsonaro enfrentam o establishment lulopetista. Nada mais falso – de ambos.

    A moral pública foi substituída pela conveniência tribal. Eis a pior degradação institucional brasileira das últimas décadas.

    O realmente grave é que a sociedade já não demonstra qualquer constrangimento em escolher entre políticos suspeitos.

    Fonte: Metrópoles, Política, Opinião, 23.05.2026 11:32 Por Ricardo Kertzman

    O eleitorado também não seria lá essas coisas?

  2. A pesquisa Datafolha deu boas notícias para Lula, mas um dado dela ainda preocupa o PT

    A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira mostrou uma melhora de Lula no confronto com Flávio. A diferença pró-Lula no primeiro turno saltou de três para nove pontos percentuais.

    Mas um dado importante não se alterou: a desaprovação (38%) ao seu governo continua maior que a aprovação (32%).

    TODOS OS PRESIDENTES QUE FORAM REELEITOS NA HISTÓRIA DO BRASIL TINHAM SALDO POSITIVO DE AVALIAÇÃO.

    A avaliação da cúpula do PT é que o fardo da corrupção está neste momento no colo de Flávio, enredado nas mentiras de sua relação mal explicada com Vorcaro.

    Mas, para ganharmos a eleição, a aprovação do Lula tem que subir. Este é o nosso desafio, resume um dirigente do PT.

    Fonte: O Globo, Política, Opinião, 25/05/2026 05h54 Por Lauro Jardim

  3. O pior de tudo é que as respostas emitidas pelo congresso, copiloto da república do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, continuam sendo as piores possíveis em direção à esperança de mudanças de verdade, sérias, estruturais e profundas que se fazem necessárias há muito tempo, décadas e até séculos. O QUÊ SERÁ dos nossos filhos, netos, bisnetos…, num mundo sem amor, sem empatia, sem compromisso com o bom senso e a coisa certa, dominado pela loucura por dinheiro ? DEUS DO CÉU, quem vai parar esse congresso, chamá-lo às falas e às responsabilidades, porque, salvo exceções, tb parece rendido à loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, operando assim 100% em função dos seus próprios interesse$, na contramão dos interesses da população que dizem representar, mas só da boca pra fora, porém insensíveis ao sofrimento da população, de modo que até por isso não se dão ao trabalho de fazer o que tem que ser feito há muito tempo tal seja apresentar solução para o país, a política e a vida da população. E o que dizer então da loucura dos supersalários, muito além da realidade financeira brasileira caótica e deficitária, quem vai parar tudo isso ? https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/05/malandragem-de-deputados-tenta-fazer-o-publico-de-mane.shtml?utm_id=97757_v0_s00_e231_tv2_tp1_a1den1nl3c0ggw&fbclid=IwY2xjawSAGvRleHRuA2FlbQIxMQBicmlkETF4VHg2OVhqN3BWYkhzdjZEc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHqg8Fczw9DcbvoApQbHkOZzMB9M667JP5eC-xI5sazKmlEKZDFVGi0cacVFO_aem_K0OdvtclxHm6S9yHZjJktw

  4. Vem aí o estelionato eleitoral

    Eis o resumo da coisa: as bondades eleitorais são dirigidas a beneficiários específicos; os custos recaem sobre todos

    Não se trata apenas de roubalheira. O dinheiro público vem sendo utilizado em benefício de candidatos às próximas eleições. O movimento mais recente nessa direção teve senadores e deputados como protagonistas.

    Foram aprovadas ‘leis’ que relaxam os controles aplicados no uso dos fundos eleitoral e partidário — formados, é bom que se registre, com dinheiro dos contribuintes.

    Candidatos e dirigentes partidários também querem mais recursos para praticar bondades eleitorais. De que são eleitorais, não há dúvida. Bondades? Aí depende. Para cidadãos, setores ou empresas beneficiados, certamente.

    Para o conjunto do país, poderiam ser chamadas de maldades.

    Os gastos de hoje são contas a pagar amanhã. E quem paga são todos os contribuintes. Eis o resumo da coisa: as bondades são dirigidas a beneficiários específicos; os custos recaem sobre todos.

    E não é que esteja sobrando dinheiro. O governo federal tem registrado déficits sucessivos — e a expectativa é que continue gastando mais do que arrecada. (…).

    O déficit nas contas públicas chegará ao final deste ano (…) perto de R$ 65 bilhões. Em consequência, (…) a dívida do governo aumentará todos os anos.

    Está implícito que o próximo governo terá de fazer um ajuste — ou conter as despesas, uma vez que a carga tributária já é muito alta.

    Afinal, o que vemos tanto no Executivo quanto no Legislativo é uma forte disposição para gastar.

    O governo Lula tem aumentado os gastos todos os anos. Neste em especial, já contratou despesas e créditos extraordinários de R$ 190 bilhões com bondades eleitorais variadas, desde subsídios para a gasolina até financiamento a juros abaixo do mercado a taxistas e motoristas de aplicativos.

    As demandas do Congresso, que já controla parte substancial do Orçamento federal, são sistematicamente por mais gastos. Em resumo, não se vê nenhuma proposta de contenção de despesas.

    Entretanto, está aí, no crescente buraco das contas públicas, o maior problema do país, causa de outros desarranjos.

    Todo mundo concorda que os juros no Brasil são muito altos. E muita gente, inclusive Lula, põe a culpa no BC — o que está errado. Os juros são altos porque o déficit e a dívida são também constantemente elevados.

    O governo, devedor, vai a mercado tomar dinheiro emprestado para fechar as contas. E paga juros de 14% ao ano. (…)

    Neste ano eleitoral, seria de supor que esse problema estivesse na pauta dos candidatos. Mas só está na pauta dos economistas. Esses economistas acham que o próximo governo será obrigado a fazer o ajuste, para não ser simplesmente paralisado pelo excesso de gastos e pela conta de juros.

    Portanto, está previsto aí um estelionato eleitoral. Será uma campanha cara, de muitas promessas caras.

    Os eleitos toparão com contas públicas deterioradas. Ou se corrige isso, ou o país cairá num cenário de baixo crescimento, inflação e juros altos. Estelionato de qualquer modo.

    Fonte: O Globo, Economia, Opinião, 25/05/2026 00h05 Por Carlos Alberto Sardenberg

  5. NEM TUDO FOI EM VÃO, Caro C.N., testemunha ocular qualificada da história da república do militarismo e do partidarismo, politiqueiros, e seus tentáculos velhaco$, cheios de blá-blá-blá, gogó e trololó, porém vazios de Borogodó, ou seja, de solução para o país, a política e a vida saudável do povo brasileiro. Pelo menos restou provado e comprovado que o problema crônico do Brasil nunca foi a ausência de eleição direta para presidente da república dos me$mo$, como avisados todos foram pelo valente Teotônio Vilela, via Canal Livre da Band, em 1982, ao qual, infelizmente, ninguém deu ouvidos, de modo que o Brasil continuou entre a cruz e a espada, ou seja, entre a autocracia chinesa e a plutocracia norte-americana, que tem como alternativa única apenas a nossa Democracia Direta, com Meritocracia e Deus na Causa. https://www.youtube.com/watch?v=scuw1o5d2so

  6. Os taxistas não votam em Lula de forma alguma e também resistem em votar

    Sr. Newton

    Os taxistas aqui de São Paulo também não votam no Ladrão nem amarrados com uma escopeta apontada para a cabeça…

    Preferem ver o cão chupando manga do que escutar o nome do Ladrão….

    são anti-petistas de crachá e carteirinha;;;

    aquele abraço

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