Zebras existem porque 50% das partidas de futebol são vencidas por acaso…

Haaland brilha, Noruega elimina Costa do Marfim e encara o Brasil

Haaland fez gol por acaso; a bola bateu na sua perna e entrou

Hélio Schwartsman
Folha

O ser humano é um bicho esquisito. Como espécie, temos horror ao acaso. Inventamos as religiões precisamente para fingir que ele não existe. Mas, quando se trata de eleger um esporte, a maior parte do mundo civilizado fica com o futebol.

E o que caracteriza o futebol é justamente expor-se muito mais ao acaso do que outros esportes coletivos. É o imponderável que dá sabor à coisa. No basquete, é altamente improvável que um time muito ruim vença um muito bom, mas, no futebol, zebras fazem parte da ordem natural dos acontecimentos.

DRIBLES DO ACASO – Causou frisson em 2013 o lançamento do livro “Os Números do Jogo”, em que Chris Anderson e David Sally, depois de analisar com rigor estatístico um sem-número de partidas, tiram uma série de conclusões interessantes.

Um de seus achados é que, no futebol, o acaso explica 50% dos resultados, deixando os outros 50% para a habilidade dos jogadores e a estrutura tática.

Um jeito prático de ver isso é olhando para os prognósticos em casas de apostas. Ali por volta de 2013, os times favoritos venciam apenas 50% das vezes. No handebol, eram mais de 70%.

GOL É RARO – Vários fatores conspiram para a imponderabilidade. Um dos principais é que o gol é um desfecho raro. Uma partida pode envolver até 4.000 eventos como chutes, dribles, passes, impedimentos. Os gols, normalmente, não passam de três. Quando um time mete quatro, já chamamos de goleada.

Outra forma intuitiva de visualizar isso é observando o desenvolvimento de uma jogada. É raro tudo sair como o armador planejou. Quase sempre, ocorre algum imprevisto, como uma interceptação, um rebote, um passe errado e outras patadas do acaso. É em cima dessa generosa probabilidade que as jogadas se constroem.

Meu palpite é que gostamos do futebol porque ele imita a vida. As características humanas que mais nos interessam também são, pelas metanálises de genética comportamental, o resultado de um complexo jogo de interações entre genes (habilidades?) e ambiente não compartilhado (acaso?) numa razão próxima a 50/50.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGInteressantíssima essa coluna de Hélio Schwartsman. As ponderações impressionaram o craque e analista Tostão, que também escreve na Folha. O estudo de Chris Anderson e David Sally não menciona, mas acredito que nos jogos de Copa do Mundo a influência do acaso caia bastante, embora o gol que classificou a Noruega tenha sido por acaso. A bola bateu no tornozelo de Haaland e entrou. Nas Copas, até agora apenas oito países conseguiram ser campeões: Brasil: 5 títulos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002); Alemanha: 4 títulos (1954, 1974, 1990 e 2014); Itália: 4 títulos (1934, 1938, 1982 e 2006); Argentina: 3 títulos (1978, 1986 e 2022); Uruguai: 2 títulos (1930 e 1950); França: 2 títulos (1998 e 2018); Inglaterra: 1 título (1966) e Espanha: 1 título (2010). Nesta Copa, 211 países se inscreveram e apenas 48 se classificaram para disputá-la. É impressionante. A Fifa tem mais 18 países-membros do que a ONU, que está com apenas 193 nações. Acredite se quiser. (C.N.)

6 thoughts on “Zebras existem porque 50% das partidas de futebol são vencidas por acaso…

  1. Reminiscências

    SELECIONADAS LÁ NO HIPOCAMPO

    Entrevista de 2008…

    Havelange admite armação em Copas

    Presidente de honra da Fifa diz que Mundiais de 66 e 74 favoreceram donos da casa, mas nega ajuda à Argentina em 78

    RODRIGO BUENO
    ENVIADO ESPECIAL AO RIO

    Hoje faz 30 anos que João Havelange fechou sua primeira Copa como presidente da Fifa, um Mundial suspeito, mas que não teve armações, segundo o dirigente.

    O brasileiro que ficou mais de duas décadas à frente da máxima entidade do futebol, porém, diz, categoricamente, que as Copas de Inglaterra e Alemanha, em 66 e 74, foram direcionadas aos anfitriões.

    A poucos dias de ver o cinqüentenário de sua primeira conquista de Copa, uma vez que era o presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos, que deu lugar à CBF) em 1958, Havelange recebeu a Folha em seu escritório para tratar do épico título, mas falou de diversos assuntos.
    Contou como livrou um preso político (um amigo de família) da morte na Argentina de Videla, e apontou Ricardo Teixeira, ex-genro que preside a CBF, como sucessor de Joseph Blatter na presidência da Fifa em 2015, um ano depois da Copa do Mundo no Brasil.

    Aos 92 anos, o dirigente se dedica fortemente agora a fazer do Rio de Janeiro a sede da Olimpíada de 2016.

    Tem aproveitado seus vários contatos mundo afora (em especial na África, na Ásia e nas Américas) para trazer os Jogos para o Brasil, embora reconheça que não é tão fácil por causa da força que a Europa tem no COI (Comitê Olímpico Internacional).

    Maior cartola da história diz que salvou até preso político
    Aos 92, presidente de honra da Fifa revela bastidores da bola e da política 30 anos após sua 1ª Copa, em 1978

    Ele não é John Lennon, mas diz ter imaginado um mundo melhor. “”Se a ONU fosse como a Fifa, não viveríamos o que estamos vivendo. Não há repartição de riqueza, não eliminam a tristeza no mundo, me cortou o coração ver crianças abandonadas no mundo.” João Havelange se orgulha de ter expandido a Fifa. “Quando estive lá, eram 186 países. Fui a todos pelo menos três vezes. Nenhum político fez isso. Se tivessem feito, o mundo não estava como está”, gaba-se o dirigente.

    RODRIGO BUENO
    ENVIADO ESPECIAL AO RIO

    João Havelange, 92, fala de Copas, desde a de 1958 até algumas “”armadas” e a de 2014.

    FOLHA – Qual é seu maior orgulho?

    JOÃO HAVELANGE – Dar ao Brasil a Copa de 58, que a era o que mais o povo do Brasil desejava.
    Perdemos em 30, 34, 38, 50 e 54. Ganhamos em 58 e 62, perdi em 66, não me ausentei, e ganhamos a de 70. Em 74, fui eleito [Fifa]. Era demais ser eleito e ganhar a Copa, cortaram-me todo o capim embaixo dos pés.

    FOLHA – O Brasil foi prejudicado na Copa-74? Houve armação na Copa?

    HAVELANGE – Em 66, o Brasil tinha praticamente o mesmo time de 62. Quem era o presidente da Fifa? Sir Stanley Rous, inglês. Onde era a Copa? Inglaterra. Nos meus três jogos, com Portugal, Hungria e Bulgária, tinham 3 árbitros e 6 bandeirinhas. Sete eram ingleses e dois alemães. Acha que foi para quê? Acabar com meu time. Acabaram. Pelé foi machucado. Em uma homenagem depois, estava Stanley Rous. Me estendeu a mão e não o cumprimentei. Ele disse “o que você tem?”. Eu disse “faça um exame de consciência, você tem a resposta”. A Alemanha jogou com o Uruguai, e o árbitro era inglês. A Argentina jogou com a Inglaterra, e o árbitro era alemão. Qual foi a final? Inglaterra e Alemanha. Por que só tinha árbitro alemão e inglês nos meus jogos? Em 74, na Alemanha, também. O senhor não acha estranho? E te pergunto: a Inglaterra voltou a ser campeã ou ganhou alguma coisa? Não, então pronto.

    FOLHA – O senhor afirma mesmo então que houve interferências a favor dos times da casa em 1966 e 74?

    HAVELANGE – Exatamente.

    FOLHA – Nos títulos que perdeu…

    HAVELANGE – Fui à Alemanha [1974], acabava de ser eleito [Fifa], faço um jogo Holanda x Brasil. A Holanda vinha com problema de petróleo, sem petróleo porque tinha subido muito, e andavam de bicicleta. Nunca me esqueço. Quem tinha ido regularizar essa situação foi o [Henry] Kissinger [diplomata americano de grande atuação nos anos 60 e 70]. Ele chegou ao estádio para ver Brasil x Holanda, e o Stanley Rous me botou o [árbitro Kurt] Tschenscher, da Alemanha, que já tinha 50 anos e apitou o último jogo da carreira. E me jogou para córner. Perdi de 2 a 0. Suspenderam meu central [Luis Pereira, expulso contra a Holanda] para a disputa de terceiro com a Polônia. Puseram um árbitro [Aurelio Angonese, da Itália], um jogador meu pegou a bola no meio, foi agarrado na camisa quando entrava na área para fazer o gol. Apitou, fez a barreira e perdi de 1 a 0.

    FOLHA – E em 1978, a Copa na Argentina do presidente Videla? Houve armação nesse Mundial?

    HAVELANGE – Nada disso. Se você veio tratar de política, não aceito. Quando cheguei à Fifa, quem decidiu que a Copa ia ser na Argentina não fui eu nem o Comitê Executivo. Foi o Congresso [da Fifa], e você não pode mudar uma decisão do Congresso. Pode falar o que quiser. Eu só apertei o governo anterior, que era da senhora do Perón [Isabelita]. Fui a ela, depois ela caiu. Faltavam dois anos para a Copa. Fui ver o presidente Videla, não o conhecia. Ele me disse: “Senhor Havelange, não vou lhe dar a melhor Copa, mas vou lhe dar uma das melhores, pode estar certo”. E fez tudo.

    FOLHA – O senhor era conhecido de Paulo Paranaguá [cujo filho homônimo acabou preso na Argentina como um militante de esquerda]?

    HAVELANGE – Sim, muito, ele faleceu. A senhora dele ainda é viva, era filha do ex-presidente do Fluminense Antônio Leite. Ele [Paulo pai] foi embaixador no Kuait. Eles tinham um filho que se meteu naquela questão de revolução na Argentina. O Antônio Leite, pai da Glorinha, chegou ao meu escritório e disse: “O meu neto foi preso na Argentina, a Glorinha já foi lá não sei quantas vezes e não consegue falar com ele, ela está com medo”. Eu disse: “Faço futebol, sou administrador de uma entidade, não sou político”. Ele: “O senhor faz isso para mim. É meu neto. E começou a chorar”. Isso me doeu muito, e disse: “Estou saindo para o Oriente. Quando voltar, em vez de vir ao Brasil, desço em Lima e vou a Buenos Aires”. Assim fiz.

    FOLHA – E aí negociou a libertação do Paulo [como diz Pablo Llonto, autor do livro “A Vergonha de Todos”, sobre a Copa de 1978]?

    HAVELANGE – Cheguei e pedi audiência com o presidente Videla. Expliquei a ele e disse: “Se o senhor acha que estou me intrometendo, ponha-me para fora, não me atenda, e eu o respeitarei da mesma maneira”. Chamou o general Viola por telefone e disse: “O doutor Havelange vai aí lhe falar e veja tudo o que pode fazer”. Saí do gabinete e fui ao general Viola, décimo andar. O general me abre a porta do elevador. Entrei e falei do que se tratava. Chamou o coronel. “Verifica o caso desse rapaz e me ponha a par.” E assim o fez. Era novembro, e disse ao Antônio Leite o que tinha feito. A Glorinha pensava que o filho já estava… No princípio de janeiro, saí de Concorde para Paris. Quando ia fechar a porta do avião, entrou um sujeito da Polícia Federal e me disse: “Doutor Havelange, acabaram de telefonar de Buenos Aires. Mandaram avisar que a pessoa que o senhor pediu já está em Buenos Aires e amanhã já estará em um avião da Air France, como o senhor determinou, a destino de Paris. Esse rapaz vive hoje em Paris, é o filho de Paranaguá.

    FOLHA – Não foi estranha a goleada de 6 a 0 da Argentina em 1978?

    HAVELANGE – Não tenho nada a ver, mas dias antes o Brasil jogou com o Peru. Fui ao vestiário e disse que precisava ganhar de muito para ter saldo de gols. Ficaram o tempo passando a bola: 3 a 0. E não se esqueça: o time do Peru estava na terceira Copa, todos tinham mais de 30 anos. Não faziam tecnicamente um jogo bonito, e eficiência física nenhuma. Quando o Brasil jogou com a Argentina, fui ao vestiário e disse que precisávamos ganhar o jogo para sermos campeões. Disseram-me que iam jogar pelo empate. Lembre-se de que o Rivellino não entrou em campo. Empatamos. O Peru jogou e, se o senhor vir o filme do jogo, com dez minutos botou uma na trave. Se entra, tinha ganho de 10 a 0. O time do Peru não tinha perna para jogar. Todo mundo agora só fala em política, nisso e naquilo, e não é nada disso. A Argentina tinha um bom time, ganhou da Holanda, e vou lhe dizer mais: a Holanda se portou muito mal naquela Copa. Era a minha primeira na presidência, e a Fifa fazia um jantar onde entregava prêmios aos quatro times finalistas. Houve o banquete e, às 21h, cheguei com minha senhora. O presidente já estava lá, 22h, 22h30, e nada da Holanda chegar. Estavam lá o time do Brasil, da Itália, da Argentina, e a Holanda chegou às 23h, o time de macacão. Disse ao presidente: “Se o senhor quiser, não haverá jantar, o senhor pode se levantar que sairei com a minha senhora”. Ele: “Não, eu espero até o final”. Nunca mais houve jantar na minha administração. Time que ganhava subia na tribuna, eu dava a medalha e ia embora. Não vou a campo, você nunca sabe a reação do público. Na tribuna, ninguém mexe com você.

    FOLHA – O senhor está bastante envolvido na campanha do Rio para ter a Olimpíada-2016, não?

    HAVELANGE – Não estou envolvido, é que sou membro do COI, decano. Estou lá por eleição há 45 anos. E naturalmente me dou com a maioria dos membros, são 115. Mudou muita gente, mas ainda tenho uma penetração e espero trabalhar pelo Rio, que pode trazer os Jogos para o Brasil. Estarei feliz se isso acontecer e, se Deus me der a vida no dia dos Jogos, terei exatamente cem anos.

    FOLHA – Acha que sua influência pesará a favor do Rio?

    HAVELANGE – É mais difícil. Primeiro, tem país da Europa [Espanha/Madri], da Ásia [Japão/ Tóquio] e do continente americano [EUA/Chicago]. Mandarei carta aos 115 [membros]. Tenho todos os votos dos árabes, são meus amigos, da África, alguns da Ásia e da Europa. Vamos ver o que posso fazer.

    FOLHA – E a Copa-2014 no Brasil? O país pode fazer uma boa Copa?

    HAVELANGE – Sem dúvida, e vai fazer. O Ricardo [Teixeira, presidente do comitê organizador da Copa-2014] vai fazer algo de formidável. Escolheu como presidente do conselho administrador o Carlos Langoni, que foi presidente do Banco Central, sujeito inteligente. Já tem firmas nos EUA que devem estar interessadas. Pode ter certeza de que vamos ter uma Copa excepcional. Hoje [segunda] estive com o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva], e ele me disse: “Tudo o que for possível, nós vamos fazer. Vamos rever todos os aeroportos, tudo o que for necessário para que a Copa seja um primor. E os Jogos também, se os recebermos”.

    FOLHA – O que acha da administração de Blatter, seu sucessor na Fifa?

    HAVELANGE – Ele deu continuidade. Como tem recursos, também fez projetos. Fez o Goal. Em todas as federações, fez uma sede e um campo. Quem não precisava, ganhou outra coisa. E fez outras coisas fantásticas. Fiz meu presidente. O [Lennart] Johansson [ex-presidente da Uefa] não gostou. Foi eleito, reeleito e será reeleito até 2015. Aí terá 80 anos e, se não quiser mais, disse a ele: “Difícil na vida não é chegar, é saber sair. Tem que sair bem”.

    FOLHA – O que acha de a Fifa ser presidida por um ex-jogador, como Beckenbauer ou Platini?
    HAVELANGE – Se for, primeiro vai ser presidida pelo Ricardo [Teixeira, presidente da CBF]. Depois, vai ser o Platini. Já não estarei vivo. Ele é excepcional, é inteligente, tive admiração por esse rapaz na Copa de 98.

  2. Futebol, esporte de resultados imprevisíveis.
    Tome-se o exemplo do jogo entre Bélgica e Senegal na quarta-feira, 1/7. Senegal vencia a Bélgica por 2 a 0 e perdia chances claras para ampliar o placar.
    Faltando menos de 10 minutos para o término da partida, a Bélgica empatou em três minutos e meio.

    Quando o juiz nos acréscimos se preparava para o apito final para os times jogarem a prorrogação, o zagueiro de Senegal cometeu pênalti.
    A Bélgica venceu por 3 a 2.

    Claramente, os jogadores de Senegal entraram em parafuso emocional a partir do empate dos belgas. Perderam por não acreditarem no que acontecia, perderam por algo imponderável no conjunto da equipe.
    Foi justo ou injusto o resultado? O melhor time, Senegal voltou para casa.

  3. O time do Brasil, hj, seja quem for o técnico, desde que não seja cabeça de bagre, não tinha como não tem condições de ser outra coisa senão uma seleção mundial, com os craques brasileiros performando no futebol mundial, fato que torna as principais seleções mundiais equivalentes, de modo que o fator sorte tb não pode ser descartado. E, no caso, a sorte está lançada, seja lá o que Deus quiser, de modo que, torcendo pelo nosso Brasilzão FC, a minha preocupação maior, além da minha saúde precarizada, continua sendo a bola murcha da política brasuca mais perdida do que cego em tiroteio.

  4. Futebol, esporte de resultados imprevisíveis.
    Tome-se o exemplo do jogo entre Bélgica e Senegal na quarta-feira, 1/7. Senegal vencia a Bélgica por 2 a 0 e perdia chances claras para ampliar o placar.
    Faltando menos de 10 minutos para o término da partida, a Bélgica empatou em três minutos e meio.

    Quando o juiz nos acréscimos se preparava para o apito final para os times jogarem a prorrogação, o zagueiro de Senegal cometeu pênalti.
    A Bélgica venceu por 3 a 2.

    Claramente, os jogadores de Senegal entraram em parafuso emocional a partir do empate dos belgas. Perderam por não acreditarem no que acontecia, perderam por algo imponderável no conjunto da equipe.
    Foi justo ou injusto o resultado? O melhor time, Senegal voltou para casa.

    O fato político desse jogo, foi a homenagem ao líder nacionalista Patrick Lunumba, presidente do Congo Belga depois Zaire sob a Ditadura do general Mobutu Seko, preposto da Bélgica..
    Lunumba foi assassinado pelos golpistas do Exército de Mobutu a mando da Bélgica. Tudo pelas riquezas minerais, cobiçadas pela Bélgica, a potência colonial da década de 50. O cobre em abundância determinou a queda do líder nacionalista.

    O general Mobutu deixou o Poder com uma fortuna incomensurável no exterior, as custas da pobreza do povo.
    Esses detalhes foram ignorados pela imprensa esportiva.

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