
Moraes deveria estar suspenso desde o início do escândalo
Fernando Schüler
Estadão
É bom observar, vez ou outra, o espanto de um estrangeiro com o que ocorre no Brasil e no STF. “É estarrecedor, mas também revelador”, escreveu o jornalista Glenn Greenwald, sobre o ministro “permanecer no STF, continuar julgando e prendendo pessoas”.
Ele se referia às revelações dos diálogos da esposa do ministro diretamente no WhatsApp de Vorcaro, mandando o tal contrato de R$ 129 milhões. Glenn diz que não conhece escândalo judicial pior, mundo afora, na última década. E que “mesmo assim ele permanece impassível, com o mesmo imenso poder sobre o País”.
HOMEM LIVRE – Glenn é americano. Diz o que pensa. Critica figuras de poder, não poupa esquerda ou direita, a partir de suas convicções. E por isso incomoda. Ele faz isso, entre muitas coisas, porque sabe que tem sua liberdade garantida por um País que há 235 anos consagrou seu Bill of Rights. E garante que as pessoas possam fazer exatamente isto: dizer o que pensam.
Greenwald diz que o ministro não deveria mais estar no STF. Pode-se concordar ou não com ele, mas a verdade é que há uma pergunta anterior a fazer. E muito mais simples: alguma coisa será investigada? Alguma iniciativa da PGR? Alguma ação no Congresso?
De minha parte, penso que a resposta já foi dada. Por muitas razões, nos tornamos um estranho tipo de república feita de um núcleo de poder inimputável. Fora do sistema de controles republicanos, que converte em um estranho tipo de ofensa a mera ideia de que algo possa ser suspeito.
SEM REGRAS – E não se trata apenas deste caso. O caso Master traz um componente ético crucial, mas o tema central do Brasil dos últimos anos é o desrespeito à regra do jogo. A longa cauda de flexibilizações legais praticada no País, nos anos recentes.
Quem duvidar poderia procurar saber do destino de Eduardo Tagliaferro. O destino de um cidadão comum que deveria constranger o Brasil. O país que, diante de informações graves e incômodas, parece ter escolhido não apenas empurrar tudo para debaixo do tapete, mas converter o denunciante em réu. E logo, ao silêncio.
Cada um pode ter sobre isso a sua visão. Nós nos convertemos em um País em que você pode denunciar, a Malu Gaspar pode escrever 243 colunas, com fatos novos, aparecerem os contatos, os prints, os valores sem parâmetro de mercado, o que for. A única coisa que sabemos, no fim do dia, é que dificilmente alguma investigação chegará ao núcleo do poder. E que, se você for um “jornalista independente”, ou sem um bom pedigree, é melhor tomar cuidado.
FAZENDO TROÇA – Desconfio que ninguém saiba disso melhor do que Vorcaro e suas equipes de defesa. E por isso procrastinam sua delação e fazem troça com o País há mais de três meses. Porque sabem de nosso incrível retrospecto e conseguem imaginar o que poderia resultar de uma delação “completa” sobre tudo que aconteceu.
O ponto central da frase indignada de Glenn é o estranhamento. O que ele está dizendo é o seguinte: vocês, brasileiros, foram se acostumando. Vocês são como aquele sapo na panela, que foi relaxando, enquanto a água ia esquentando, até serem devidamente cozinhados.
Isto aconteceu por muitas razões. A primeira delas foi o apoio de boa parte da sociedade, que por muitos anos aplaudiu nosso estado de exceção tropical, de fio a pavio, porque era importante “salvar a democracia”. Isto inclui boa parte de nossa “mídia profissional”, que só ligou o modo indignação depois do caso Master. E que hoje denuncia o absurdo brasileiro sobre o que, até há pouco, solenemente silenciava.
PODER DE FATO – Outro ingrediente é o poder de fato. A proatividade ou a indiferença de um núcleo de poder que realmente parece acreditar que flutua acima dos constrangimentos da república. E fazem isso com razão. Porque, de fato, muita gente boa aceitou, no Brasil dos últimos anos, a premissa de que o que vale por aqui não é propriamente a lei ou a Constituição, mas o que um conjunto de autoridades diz que é a lei e a Constituição.
De modo que não se pode praticar a censura prévia. Mas pode. Deve-se respeitar a instância devida. Ou não, a depender do contexto e da interpretação.
Agora mesmo está prestes a virar réu no Supremo um brasileiro que disse alguns impropérios a um ministro, em Coimbra, dois anos atrás. Um brasileiro comum, sem “foro”, mas está lá, processado no STF. Alguém preocupado com isso? O relator do processo é ao mesmo tempo vítima e juiz. Alguém preocupado?
IMPÉRIO DO MEDO – Ninguém se preocupa, sejamos sinceros. O medo cumpre uma função, aí, e é um sentimento legítimo. Se um jornalista foi banido, por que não aconteceria com muitos outros? Se Cleber Cabral, da Unafisco, terminou na Polícia Federal, após uma crítica, por que não aconteceria com outros dirigentes associativos?
Se um deputado é processado por um discurso na Câmara, como os demais deveriam se comportar? É por estas razões que fomos deslizando. Aceitamos que se criasse uma lógica de exceção no País, que agora anda por conta própria.
Nunca me esqueço das lições de Bertrand de Jouvenel: o poder é como um organismo. Uma vez posto em movimento, não recua. E daí a obsessão moderna com os limites, com os pesos e contrapesos. Com tudo isso que assistimos ir perdendo força, no transe brasileiro recente.
OLHAR À DISTÂNCIA – De modo que é bom, vez ou outra, observar o espanto de um estrangeiro. Ele pode conhecer um pouco sobre o Brasil, mas nos enxerga à distância.
O estrangeiro sabe como as justiças americana, italiana e espanhola nos enxergaram, por estes tempos, negando extradições por razões que nos deveriam fazer pensar.
O olhar do estrangeiro tem esta vantagem. Suas palavras, sabe-se lá, nos dão uma pista sobre coisas com as quais não deveríamos, definitivamente, ter nos habituados em nossa vida republicana.
Quem o mantem?
“Candace Owens expõe o esquema distorcido do lobby israelense para controlar a política dos EUA.”
https://www.youtube.com/watch?v=4gn-4l6cM88&t=23s
“Owens retrata o sionismo como uma ideologia supremacista ou “maligna” que permite o expansionismo, danos a civis (por exemplo, em Gaza e no Líbano) e o excepcionalismo. Ela cita declarações de autoridades israelenses (como os apelos para que o Líbano “queime”) como psicopáticas, argumenta que as táticas usadas contra palestinos/libaneses poderiam se estender aos americanos e as relaciona a uma “infiltração” mais ampla do conservadorismo estadunidense (por exemplo, o Turning Point USA).
“Isso faz parte de um aparato de política externa profundamente enraizado nos Estados Unidos há décadas. É o que levou os Estados Unidos a entrar em guerras para dominar sua região… E então espera-se que você financie isso, não diga que é um genocídio, acoberto isso e apoie políticos que o apoiam.”
Extraído, de: https://www.henrymakow.com/
CN, imagina o Careca do Master como presidente do $TF! Chantagens, abusos de autoridade, desrespeito a constituíção, arbitrariedades. O Brasil corre o risco de ter um presidente do executivo e um do judiciário condenados pelo Brasil e Estados Unidos, no poder. Catastrófico !!!
Se a terra não fosse Planalto e fincadas raízes, estaria cambaleando desiquilibrada e sem rumo no espaço, face concentração em Zug. Suíça, das toneladas de $, ouro e pratas, usurpados do resto do mundo.
Digo: plana….
A vida no Brasil, é como naquele programa de auditório, TUDO POR DINHEIRO.
Os “arbitrário” da vez, são quase todos comensais do Vorcaro.
Moraes pode sofrer um impeachment, visto que o processo é previsto pela Constituição brasileira.
Contudo, na prática, o cenário é considerado altamente improvável.
O processo depende estritamente do Congresso Nacional. Para que o impeachment avance e seja aprovado, são necessárias etapas complexas:
Apresentação: Qualquer cidadão ou partido pode protocolar uma denúncia no Senado Federal.
Avaliação do Presidente do Senado: O presidente da Casa decide monocraticamente se aceita ou arquiva o pedido.
Historicamente, essa etapa tem sido um grande entrave, pois os presidentes do Senado têm evitado conflitos com o STF.
Votação no Plenário: Se aceito, o processo precisa da aprovação da maioria absoluta (41 dos 81 senadores) para ser admitido. Para a condenação final e perda do cargo, são exigidos os votos de dois terços dos senadores (54 votos).
Embora a oposição articule e costumeiramente protocole pedidos de afastamento, não há registro recente de abertura de processo de impeachment contra ministros do Supremo, e o atual xadrez político no Senado torna difícil a obtenção dos votos necessários para afastar o ministro
Eis aí palavras que deveriam ser guardadas para sempre, como a constituição de João Capistrano Honório de Abreu.
Moraes deveria estar suspenso desde o início do escândalo
Lex Luthor tem 129 milhões de motivos para continuar mandando e mandando de novo….
Uma coisa é criticar integrantes do STF por ações ou omissões julgadas incorretas pela autor. Embora, até agora, no caso do contrato da mulher de Moraes, não tenha sido comprovada alguma ação do ministro em favor de Vorcaro.
Outra coisa é passar pano para golpistas e ser favorável a discuirsos que ultrapassam em muito a propalada “liberdade de expressão”.
Mas é assim mesmo, isenção verdadeira é algo que só existe na teoria.
Vidal, o que faz a Dona Vivi nesse imbróglio? Sendo ela advogada do Vorcário, por que o mafioso recorreu ao Careca do Master e não a sua advogada? Afinal de contas, foi um contrato de R$ 129.000.000 para a dita cuja defendê-lo. Creio que esta patente aos olhos de todos o que realmente aconteceu.
Caro Eliel, Vorcaro recorreu a Moraes? Moraes fez algo que o beneficiasse? Confesso que não sei.
Não fez porque não teve tempo. Mas o motivo do contrato era esse mesmo. O problema é que o “problema” fugiu do controle, mas está bem cuidado pelos comparsas Toffoli e Beiçola. O pior cego é aquele que se recusa a ver a realidade.
O pior cego é o cínico também.
Conseguiu bloquear, Eliel ?
Onde estavam os cretinos das narrativas da “tentativa do golpe” nos primeiros dias de abril de 1964, quando os tanques de Mourão Filho adentraram ao Rio de Janeiro – onde estaria João Goulart – na verdadeira insurreiçãp e golpe de estado ? Certamente, estes estúpidos, se viram algo mesmo, sabem muito bem o que é um golpe. Agora, se todos os comandantes militares, ao se reunirem e indagarem sobre voltar ao poder, decidem, por maioria (democracia), respeitar as “urnas” eletrônicas, “cometeram” tentativa de golpe segundo todos os imbecis, oportunistas e ladrões, é muita desfaçatez. Quem estava vivo naqueles dias de Abril sabe bem o que é uma tomada armada do poder. Tanques e soldados em todos os lugares. Não, vocês são cínicos ou propagadores de narrativas, levando ou não dinheiro, Só isso.
Enquanto os covardes comandantes das FFAA se mantiverem dormindo,deitados em sono esplêndido, e se submentendo ao maior Ladrão brasileiro, nada vai acontecer.