
Republicanos deixa Flávio em compasso de espera
Johanns Eller
Malu Gaspar
O Globo
O Republicanos encomendou uma pesquisa de opinião para consumo interno com o objetivo de bater o martelo sobre o posicionamento do partido nas eleições de outubro.
O levantamento, programado para ser entregue à cúpula da legenda nesta sexta-feira, dia 10, vai balizar a decisão sobre embarcar na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) ou adotar neutralidade na disputa entre o filho de Jair Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi confirmada por uma liderança da sigla que falou sob reserva e admitiu que o cenário segue aberto mesmo a três meses da corrida presidencial.
APREENSÃO – A definição do Republicanos é aguardada com apreensão pela pré-campanha de Flávio. O presidenciável do PL tem a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques como sua vice ideal, mas o fato dela ter se filiado ao partido em abril sem consultar suas lideranças têm dificultado a costura, já que ela não é um quadro orgânico do partido.
Entre os principais pontos a serem testados na pesquisa encomendada pela legenda é o impacto de uma possível neutralidade na disputa sobre a eleição das bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, assim como os reflexos de um eventual endosso ao projeto bolsonarista diante da alta rejeição de Flávio. A avaliação passa não só pelas vagas em disputa no Congresso, mas também pelos palanques regionais em que o PL e o Republicanos não estão coligados até o momento.
DESGASTE – O pré-candidato ao Palácio do Planalto tem pressa: desde a eclosão da crise familiar envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, sua campanha tem tentado frear o desgaste junto ao eleitorado feminino, o que pode inclusive apressar a definição de uma mulher como companheira de chapa.
Mas, no calendário do Republicanos, isso significa que a escolha de Daniella Marques ocorreria duas semanas após o estopim da briga familiar, o que no cenário político atual representa uma enormidade.
Até então cotada como possível ministra da Fazenda em um eventual governo Flávio, Daniella passou a ser cogitada para a chapa presidencial junto com outras políticas de direita como a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e deputadas federais do PL e do PP.
TEMPO DE TV – Além da preferência pela ex-presidente da Caixa, a entrada do Republicanos ampliaria o tempo de TV e de rádio da chapa do PL frente a Lula, que hoje é apoiado por seis partidos além do PT.
Já o PP de Tereza Cristina e o União Brasil, que formam uma federação, tendem a aderir à neutralidade. Os partidos chegaram a flertar com a campanha bolsonarista, mas a reação de Flávio Bolsonaro à operação da Polícia Federal (PF) contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também foi cotado como seu vice, no âmbito do caso do Banco Master irritou o parlamentar e a cúpula dos partidos e diminuiu as chances de uma aliança formal.
CHAPA DE BOLSONARO – Em 2022, o Republicanos integrou a chapa de Jair Bolsonaro, que tentava a reeleição, ao lado do PP – o União Brasil lançou a senadora Soraya Thronicke (MS), atualmente no PSB. Apesar da composição plural, o então presidente insistiu em uma chapa pura e escolheu como vice o ex-ministro Walter Braga Netto, hoje preso pelo envolvimento na trama golpista.
Antes do ex-presidente, que também está preso e inelegível até 2030, escolher o filho mais velho para representar o bolsonarismo na corrida pelo Planalto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) era cotado para disputar a presidência com o apoio do Centrão.
No governo Lula, o partido controlou o Ministério dos Portos e Aeroportos através de Silvio Costa Filho (PE), que pertence à ala governista da sigla, além de cargos em outros escalões. Enquanto os diretórios do Nordeste e do Norte tendem a caminhar com a campanha lulista, as demais regiões do país estão mais inclinadas à direita.
TARCÍSIO QUER DISTÂNCIA DE FLÁVIO
O governador de SP faz sua campanha à reeleição, mantendo distância da pré-campanha de Flávio a presidente.
A associação excessiva ao nome de Flávio hoje gera desgaste e o risco de repelir eleitores de centro.
Tarcísio chega ao período de convenções partidárias de 2026 sem depender da família do ex-mito para se consolidar como o principal nome do campo conservador no maior colégio eleitoral do País.
Enquanto a ala da direita mais dependente do impulso direto da família Bolsonaro enfrenta reveses e um cenário de fragmentação na corrida pelas duas vagas ao Senado por SP, por exemplo.
Antes, o grupo mostrava-se seguro de que conquistaria as duas cadeiras. Agora, vê o risco de não eleger nenhum nome carimbado pelo “dedo” de Flávio Rachadinha e Dudu Bananinha.
As ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva aparecem na liderança da disputa ao Senado em SP.
Logo na sequência está o deputado federal Ricardo Salles (Novo), que, após enfrentar resistência dos irmãos Bolsonaro dentro do PL, mudou de legenda para tocar uma candidatura independente do apoio do clã.
A incapacidade do bolsonarismo raiz de unificar o próprio eleitorado paulista abriu espaço para Tarcísio capitanear as conversas com as demais legendas.
Sem ‘mergulho’ na campanha de Flávio
Nos bastidores, interlocutores confirmam que Tarcísio manterá um distanciamento calculado de Flávio. O governador poderá dar palanque ao Flávio, mas não fará um mergulho profundo na campanha do filho do ex-mito.
Pesquisas qualitativas encomendadas pelos partidos apontam que a associação excessiva ao nome de Flávio hoje gera desgaste e o risco de repelir eleitores de centro.
Isolar esse eleitor moderado é um risco que o governador não quer correr.
O cálculo ganha ainda mais peso diante do ambiente de instabilidade que cerca o senador Flávio. O avanço das investigações da PF sobre o caso “Dark Horse”, além do barraco com a Micheque, reforça a estratégia de Tarcísio de manter a política de SP protegida das turbulências da famiglia Bolsonaro, em Brasília.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 08/07/2026 | 18h00 Por Roseann Kennedy
O distanciamento estratégico imposto por Tarcísio em relação à campanha presidencial de Flávio é um forte indicativo de que a desgastada candidatura do filho ex-mito não decola.
O distanciamento estratégico imposto por Tarcísio em relação à campanha presidencial de Flávio é um forte indicativo de que a desgastada candidatura do filho do ex-mito não decola.
Tem uma musica da minha época que chamava Quando Setembro Vier. Eu vou trocar o nome para Quando Outubro Vier, não aguento mais esse papo de eleição, flávio e molusco. Isso é pior do que qualquer tipo de tortura
Joao Vitor Xavier.
YouTuber na empresa YouTube
Mora em Jaboatão dos Guararapes
Pobre Eurico 🤘🏻kkkkkkkkkkkkkk
A interpretação por parte de Denise Fraga Diogo Vilela Matheus Nachtergaele Selton Mello e de Rogério Cardoso, que Deus o tenha, é algo fenomenal kkkkkk sempre tira uma risada sincera, é atemporal. Obrigado por esse espetáculo!
Ainda fico pensando sobre quem fala que não gosta de filme brasileiro kkkkkkk deve ser tão ruim nunca ter assistido esse filmaço que é “O Auto da Compadecida” ou outras grandes obras no nosso cinema.
Ps: Viva o Cinema Nacional!!
Filme: O auto da Compadecida
Direção: Guel Arraes
Autor: Ariano Suassuna
Ano: 2000
Onde assistir: Globoplay (Premium), Prime video (aluguel)
⭐IMDb: 8.6/10 (~22 mil avaliações)
#oautodacompadecida #filmes #cinema #trechosdefilmes #reels Ver menos
0:23 / 2:39
292 mil
Campanha eleitoral caminha para bater o recorde de mediocridade política
Antes se associava corrupção (dos valores, das condutas, da moral, fora o roubo) aos “políticos”. Em todos os níveis no Executivo e, especialmente, no Legislativo.
Hoje, a percepção nada subjetiva é a de que o topo do Judiciário também não merece mais confiança.
É importante notar que em conversas privadas integrantes tanto do governo quanto de várias correntes de oposição convergem em dizer que “o Supremo entregando dois ministros” (está subentendido que são os nomes envolvidos no escândalo Master) a coisa se resolve.
Que coisa? A profunda dissolução da legitimidade das instituições? O destrutivo desequilíbrio na relação entre os poderes? Como ganhar causas via parentes de integrantes de tribunais superiores?
A complexidade da situação que o País enfrenta se dá sobretudo por fatores que os agentes políticos já não controlam ou apenas em parte.
Eles são demografia (impacta Previdência), estagnação na produtividade (impacta crescimento econômico), crime organizado (impacta não só autoridade do Estado) e vulnerabilidade externa (impacta defesa e potencializa choques geopolíticos).
Parece não haver saída do confronto entre um governo desarticulado e com prazo de validade há muito vencido (sobretudo no campo das ideias), e um tipo de oposição comandada por um clã familiar de notável incompetência – para nem se falar de problemas morais.
Mas não caiu ainda a ficha de como é medíocre um tipo de populismo enfrentando o outro.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 08/07/2026 | 20h00 Por William Waack
Lula e Flávio: dois embusteiros em busca de atenção
O debate agora é em torno da alopragem mafiosa transnacional do laranjão americano, atualmente lotado na Casa Branca, Donald Trump. Se Lula finge querer – e poder – combater o gangsterismo trumpista, Flávio, veladamente, o abraça com fé.
Ambos invocam soberania, patriotismo, defesa territorial, combate ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas, balança comercial etc., cada um a seu modo e interesse, mas sem qualquer verdade ou boa intenção.
Se algo une o bolsopetismo são a dissimulação e investimento em polarização. Afinal, um se alimenta das falhas e do ódio pelo outro. No meio, a patuleia distraída, cúmplice de um embate falso que impede qualquer chance de alternativa eleitoral senão o “mais do mesmo”.
Lula finge que ataca Trump. Flávio finge que é amigo de Trump. Ambos fingem que defendem o Brasil. E sem fingimento, o eleitor adere cegamente a um lado, fingindo que vota no que há de melhor. E entre tantos fingimentos, fingimos que o Brasil é uma democracia – e tudo bem!
Até porque, tem gente fingindo que está interessado em política quando, na verdade, só quer mesmo lacrar na internet e xingar alguém que nem mesmo conhece. Afinal, como ensinou Cazuza, “O nosso amor a gente inventa, pra se distrair”.
Fonte: O Antagonista, Política, Opinião, 08.07.2026 07:24 Por Ricardo Kertzman
Aonde a vaca vai, o boi vai atrás!
Se o Flavio estiver realmente na medida que o jornalismo de esquerda e seus seguidores afirmam é melhor que ele amarre uma ancora no pescoço e pule lá na Fossa das Marianas, ou se suicide com umas duzentas facadas nas costas.
Urubulino manda lembranças.
A neutralidade não existe. Ou está de um lado ou está do outro. No inferno os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise.