
Charge do Nef (Jornal de Brasília)
Eduardo Barretto
Estadão
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) julgará nesta quarta-feira, 15, uma ação que tenta driblar o freio aos supersalários no funcionalismo público e criar uma espécie de “teto duplex” para burlar o limite constitucional de R$ 46,3 mil mensais. O processo pede que a brecha valha para cargos de confiança no próprio Legislativo federal: Câmara, Senado e o TCU.
A ação sigilosa foi apresentada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do TCU (Sindilegis) em abril. Desde então, por duas vezes o caso já foi incluído e depois retirado da pauta do plenário da Corte de Contas. O relator é o ministro Walton Alencar, o campeão em penduricalhos entre os ministros do TCU em 2025, com R$ 592 mil extrateto, como mostrou a Coluna do Estadão.
“TREM DA ALEGRIA” – Em fevereiro, o Congresso aprovou penduricalhos para funcionários da Câmara e do Senado. Além de criar gratificações de desempenho que poderiam dobrar os proventos, o “trem da alegria” previa um dia de folga a cada três trabalhados. Se não tirasse a folga, o servidor teria direito a receber o valor em dinheiro. A proposta foi vetada pelo presidente Lula.
Dois dias depois dessa votação, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que órgãos públicos dos três Poderes nos âmbitos federal, estadual e municipal revisem o pagamento de supersalários. Dino também proibiu a edição de novas leis que autorizam verbas extrateto.
REGRAS – O plenário do STF definiu, em março, regras para os salários da magistratura, especificamente. Os ministros permitiram penduricalhos e indenizações a até 70% da remuneração de juízes, promotores e procuradores. Na prática, as remunerações podem chegar a R$ 78,7 mil.
Parte dessa decisão foi flexibilizada no fim de junho, quando a Corte converteu, na prática, o teto do funcionalismo em uma espécie de piso para as categorias beneficiadas, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão.
FORA DO TETO – Como mostrou a Coluna, os nove ministros do TCU ganharam pelo menos R$ 4,3 milhões de penduricalhos em 2025. A verba fora do teto constitucional inclui R$ 883 mil em reembolsos médicos. A própria Corte de Contas oferece assistência médica, com consultas e pronto atendimento.
A Constituição determina que nenhum servidor público pode ganhar mais que R$ 46,3 mil mensais, remuneração de um ministro do Supremo. Na prática, contudo, juízes, procuradores e ministros do TCU, entre outras carreiras, driblam a regra por meio dos penduricalhos. Além de obter supersalários com as “verbas indenizatórias”, essas altas autoridades ganham mais um benefício: escapam de pagar Imposto de Renda sobre esses recursos.
Esse cretino ordinário de mer…. do Walton Alencar foi servidor do senado entrando no concurso de datilografo nos anos 80 do século passado. Deu a sorte de trabalhar com FHC ainda senador aí chegou onde está. Todos que recebem penduricalhos e/ou acima do teto constitucional deveriam ser demitidos imediatamente a bem do serviço público. CANALHAS!!!!