
Charge do Duke (Itatiaia)
Luciana Casemiro
O Globo
A poucos dias do início oficial da campanha eleitoral, um estudo mostra que está cada vez mais desafiador para o eleitor se informar adequadamente sobre seus candidatos. E não se trata aqui dos desafios impostos pela inteligência artificial, tema tão discutido nos últimos tempos, mas de uma estratégia que avançou rapidamente nos últimos anos: o uso de meias verdades.
O fenômeno, conhecido internacionalmente como malinformação, consiste em utilizar informações verdadeiras ou parcialmente verdadeiras de forma descontextualizada, seletiva ou manipulada para induzir o público ao erro. Em vez de fabricar uma mentira, esse tipo de conteúdo explora fatos reais, omitindo dados relevantes ou estabelecendo relações enganosas entre eles.
DISTORÇÃO – Essa estratégia de distorcer a verdade quase dobrou entre 2016 e 2024, passando de 11,7% para 18,9% das checagens eleitorais da Agência Lupa, enquanto as mentiras totalmente inventadas perderam espaço. O resultado é uma desinformação eleitoral mais sofisticada e mais difícil de identificar.
Essa é uma das principais conclusões do relatório inédito “Anatomia da Desinformação Eleitoral – Como a mentira e os boatos políticos evoluíram no Brasil entre 2016 e 2026”, que será divulgado amanhã, dia 27. O estudo foi produzido pelo Observatório Lupa, núcleo de pesquisa da Agência Lupa, a partir da análise de todo o acervo de checagens realizado nas cinco últimas campanhas eleitorais.
— Essa transformação torna o trabalho de verificação mais complexo. Enquanto uma afirmação completamente falsa costuma ser refutada com evidências objetivas, conteúdos baseados em meias verdades exigem maior investigação, contextualização e explicações mais detalhadas. Também impõem um desafio adicional ao eleitor, que precisa dedicar mais atenção para identificar quando informações verdadeiras estão sendo usadas de maneira enganosa — afirma Maiquel Rosauro, pesquisador responsável pelo estudo.
MAIOR PATAMAR – O levantamento mostra que a participação da classificação “Verdadeiro, mas…/Falta contexto” nas checagens eleitorais da Agência Lupa passou de 11,7%, em 2016, para 12,9%, em 2018; 14,7%, em 2020; 13,4%, em 2022; e atingiu 18,9%, em 2024, o maior patamar da série histórica.
O estudo aponta ainda que, considerando todo o período analisado, com exceção da campanha de 2022, as classificações relacionadas a exageros e falta de contexto superaram, em número, as checagens classificadas como “Falso”.
Para a Lupa, isso indica que a desinformação política opera cada vez mais em zonas cinzentas, por meio de omissões, interpretações parciais, comparações enganosas e distorções de fatos verdadeiros, e não apenas por mentiras explícitas. O cenário exige do eleitor atenção redobrada e disposição para buscar contexto e verificar informações antes de formar sua opinião.
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Flávio: Um candidato nanico
Sem discurso próprio e sem apoio do Centrão, Flávio aposta em Trump, Milei e Netanyahu para disfarçar a fragilidade de uma candidatura que só existe pelo sobrenome do pai
Sem nada a oferecer ao eleitor além do sobrenome de seu pai, Flávio revelou seu verdadeiro tamanho na convenção do PL:
– Minúsculo, sem apoio dos principais partidos do Centrão, Flávio Rachadinha socorreu-se da “direita internacional” – o argentino Milei, o americano Trump e o israelense Netanyahu – e de um avatar do ex-mito produzido por IA para dar algum sentido à sua candidatura.
Flávio, como candidato daqueles que urraram a cada palavrão proferido por Milei no evento, deveria ter evitado o espetáculo constrangedor do presidente argentino que nada de bom produz para o País.
Mas Rachadinha, em razão de sua própria insignificância, está cada vez mais à mercê de forças que não controla, numa campanha que começa a apostar no ultraje para impulsionar suas chances de vitória.
Além disso, é digna de repúdio a sem-cerimônia com que Flávio atrelou seu destino como candidato a atores externos, como Milei e Trump.
Cada vez mais impopular na Argentina, em razão de suas medidas econômicas e de um escândalo de corrupção, Milei veio ao Brasil não para apoiar Flávio, mas para criar um incidente que o colocasse nas manchetes.
O caso de Trump é ainda mais perigoso. O presidente americano não disfarça seu interesse em se intrometer nas eleições brasileiras, com o objetivo de instalar no Palácio do Planalto um títere para impulsionar seu projeto de converter a América Latina em seu quintal.
Como revelou uma pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana, 52% dos eleitores acreditam que o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA às exportações brasileiras é uma manobra para beneficiar a candidatura de Flávio.
Ou seja, a maioria do eleitorado já enxerga no prejuízo econômico imposto ao País um benefício a um candidato que só existe como tal para resgatar o “legado” do pai – e nada mais.
O patriotismo proclamado por Flávio é, portanto, mais uma das farsas do bolsonarismo, cujo objetivo é transformar o Brasil em vassalo dos EUA de Trump.
Terminada a convenção do PL, ficou claro que falta a Flávio o que nenhuma ferramenta de inteligência artificial jamais será capaz de gerar:
– Credibilidade moral, história política independente, compromisso com a democracia e um eleitorado que o siga por convicção, não por imposição.
Até lá, o PL terá um avatar mal ajambrado do ex-mito como seu candidato a presidente.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 28/07/2026 | 03h02 Por Editorial
“O patriotismo proclamado por Flávio é, portanto, mais uma das farsas do bolsonarismo, cujo objetivo é transformar o Brasil em vassalo dos EUA de Trump.
Mas Rachadinha, em razão de sua própria insignificância, está cada vez mais à mercê de forças que não controla, numa campanha que começa a apostar no ultraje para impulsionar suas chances de vitória.”
A matéria se refere a isso?
https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/maquina-de-propaganda-de-lula-torra-r840-milhoes-somente-no-ano-eleitoral-de-2026
O legado da famiglia Bolsonaro ao Brasil
(…)
O mesmo Lula que outrora alinhou o Brasil ao bolivarianismo chavista, ao peronismo kirchnerista e à nostalgia castrista de Cuba agora posa de herói da Pátria contra o descarado entreguismo de Flávio a Trump e sua trupe.
Eis aí o legado da família Bolsonaro ao Brasil: dar a um presidente medíocre, com ideias envelhecidas e sem projeto de futuro para o País, como Lula, a chance real de permanecer mais quatro anos no poder. Imperdoável.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 28/07/2026 | 03h02 Por Editorial
Esse tipo de manipulação existe desde a invenção do jornalismo, os gringos criaram até nome técnico pra isso: ‘framing’. A diferença é que hoje a grande mídia perdeu o monopólio da informação. Qualquer cidadão bem informado, com acesso a uma rede social, pode publicar a sua visão dos fatos. Daí o esforço dos ‘censores’ para controlar a ‘voz do povo’.
É por essas e muitas outras razões que continuo teimando, até os meus últimos dias no planeta terra com a intenção de rebatizá-lo de planeta vida, em esfregar a verdade política local e mundial, como Ela realmente é, na cara do mundo todo, procurando fazer a leitura correta dos fatos e propondo com urgência urgentíssima o advento da Democracia de Verdade, Direta, com Meritocracia e Deus na causa, que, inclusive, tira o coitado do povo do olho do furacão e da condição de massa de manobras e bucha de canhão, vítima, refém, súdita e escrava, dos operadores das incontáveis mentiras propiciadas pelo sistema apodrecido que, medroso, covarde, mentiroso e corporativista, baseado em mentiras, ousou trucidar até mesmo Jesus Cristo, não obstante o Redentor da Humanidade.
https://tribunadainternet.com.br/2026/07/28/a-desinformacao-ficou-mais-sofisticada-agora-a-verdade-tambem-pode-enganar/#comment-203926