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Ananias foi escolhido para ser nome do PT em Minas
Rafaela Gama
O Globo
Desafiado pela necessidade de palanques competitivos, o PT tem apostado na indicação de integrantes históricos para concorrer ao comando dos estados e para ocupar as posições-chave nas chapas majoritárias. O movimento contrasta com a necessidade de renovação expressa pelo partido, que enfrenta o envelhecimento de suas bancadas e assiste às últimas gerações que se “sacrificam” a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os que compõem esse quadro, está o deputado federal Patrus Ananias, de 74 anos, anunciado como o candidato que encabeçará a chapa petista em Minas Gerais. Atualmente em seu quarto mandato na Câmara, o parlamentar foi prefeito de Belo Horizonte na década de 1990 e ministro do Desenvolvimento Social nos primeiros mandatos, colocando-se na época como o responsável pela implementação do Bolsa Família. Já durante a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), ocupou a pasta do Desenvolvimento Agrário, entre os anos de 2015 e 2016.
IMPASSE – Com a campanha de reeleição na Câmara já lançada no início do mês, o deputado atendeu na semana passada a um pedido para se candidatar no estado feito pela direção do partido, que enfrentava um impasse: no segundo maior colégio eleitoral do país, conhecido por definir eleições presidenciais, Lula caminhava para não ter um candidato próprio após a recusa de Marília Campos, ex-prefeita de Contagem (PT) e pré-candidata ao Senado. Antes disso, a sigla também havia recebido o “não” do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que decidiu ficar fora das urnas neste ano.
A cúpula nacional do partido e o presidente também entraram em cena desde o início do ano para o convencimento do então ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a concorrer ao governo de São Paulo. O ex-prefeito da capital paulista vinha sinalizando que não tinha intenção de se candidatar neste ano e buscava um lugar na campanha de reeleição de Lula. Ele, no entanto, acabou alçado ao posto de candidato a pedido do presidente para a construção de um palanque no estado contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que fará campanha para o senador Flávio Bolsonaro (PL).
RECUSA – Já em Goiás, o petista Luis Cesar Bueno, que estava fora das urnas desde 2018, deve ser lançado candidato ao governo. O martelo foi batido pela direção nacional há duas semanas, depois da recusa da deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) em concorrer, priorizando o Senado, assim como Marília em Minas.
A tendência de reciclagem dos mesmos quadros ligados à história do partido se repete em outros estados, com indicações como o ex-ministro José Dirceu para deputado federal e o senador Humberto Costa para a reeleição em Pernambuco, argumenta Lincoln Secco, professor de História da USP e autor da biografia “A história do PT”. Para Secco, esse movimento bate de frente com a necessidade de renovação dos quadros da sigla e reflete a dificuldade do partido para avançar nesse campo.
— Essas candidaturas contrastam com a necessidade de renovação não só etária e geracional, mas de pensamento político. Desde o retorno ao Planalto em 2022, o PT tem representado, por um lado, a defesa do passado, das suas conquistas sociais e, por outro, se apresenta como único capaz de evitar a regressão civilizatória da extrema direita — afirma. — Não há rumo, não há um projeto desenhado de industrialização, de educação, de futuro. Houve aumento de universidades, foi importante, mas e depois?
BANCADA ENVELHECIDA – A preocupação com a falta de renovação na sigla também aparece em meio à tendência de envelhecimento dos deputados petistas na Câmara. A sigla tem a terceira maior média de idade por bancada da Casa (59,2 anos), atrás somente de PCdoB (60) e PDT (59,3). Como parte da solução para reverter esse quadro, Juliana Fratini, pesquisadora e doutora em Ciências Políticas pela PUC-SP, pontua a propensão futura de migração de jovens de outros partidos de esquerda, como o PSOL, que tem a média de idade da bancada em 52 anos, para o PT:
— Esses quadros mais velhos aparecem como mais seguros e confiáveis para a instituição partidária, que pretende manter controle e poder sobre seus recursos. No entanto, quadros novos, bem consolidados e vistos como mais carismáticos que os esquerdistas tradicionais, como Guilherme Boulos e Érika Hilton, tendem a migrar para o PT.
SOLUÇÕES INTERNAS – O partido também tem buscado soluções internas para a curva de envelhecimento de seus quadros, investindo em frentes como o projeto “Representa”, que tem enfoque em mapear e estimular candidaturas de jovens de até 35 anos. A sigla também planeja apoiar candidaturas de comunicadores populares e influenciadores, já “familiarizados com o ambiente virtual e com enfrentamento nessa arena online”, explica o secretário nacional de comunicação do partido, Éden Valadares.
Entre as apostas da sigla neste ano para a Câmara estão a vereadora de São Paulo Luna Zarattini (32 anos), o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (26) e a deputada estadual paranaense Ana Júlia Ribeiro (26).
— O PT busca integrar esse esforço de renovação na eleição de jovens e influenciadores, da militância das redes sociais, com a reeleição de nossos quadros históricos. Para nós, renovar é fazer essa transição geracional, eleger novas lideranças, mas manter o compromisso e princípios históricos das lideranças que se tornaram referências históricas e construíram o partido até aqui — diz Valadares.
A quebra de protocolo diplomático por Milei teve ajuda de Tarcísio e Flávio
Todos os protocolos diplomáticos foram quebrados pela visita de ao Brasil. Já testemunhei muitas crises entre Brasil e Argentina, mas esta é, de fato, uma das mais graves.
A tensão instalada entre os dois países após os ataques de Milei domina as manchetes do Clarín e do La Nación, os principais jornais argentinos, nesta segunda-feira.
O primeiro protocolo quebrado é vir sem avisar ao governo — procedimento completamente ignorado por Milei. O presidente argentino foi diretamente a SP, onde participou da convenção do PL.
Antes disso foi recebido com pompas no Palácio Bandeirantes, por Tarcísio de Freitas que concedeu a ele a Medalha da Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria concedida pelo ESP. Tarcísio o recebeu com honras de chefe de Estado.
Ele veio como convidado de honra para o lançamento da candidatura de Flávio Rachadinha. Milei adotou, em seu discurso, uma postura de completo desrespeito ao governo brasileiro e ao próprio processo eleitoral do país.
O presidente argentino utilizou palavras ofensivas e desairosas ao se referir a Lula e a Moraes.
O Brasil respondeu pelos canais diplomáticos: chamou de volta o embaixador brasileiro na Argentina para consultas e convocou o embaixador argentino em Brasília para prestar esclarecimentos sobre a conduta de seu presidente — uma tarefa que dificilmente será simples.
Na volta à Argentina, Milei concedeu uma entrevista em que afirmou, sem provas, que o governo brasileiro financiou uma campanha midiática contra a Argentina após a Copa do Mundo.
Chegou a dizer que 25% dos recursos da suposta campanha teriam saído do Brasil, em reportagem publicada no Clarín. A alegação, no entanto, não foi acompanhada de qualquer prova e carece de fundamento conhecido. Nada disso faz o menor sentido.
Mais do que apoiar a candidatura de Rachadinha, Milei parece ter buscado projetar sua imagem em um momento delicado de seu governo, marcado por dificuldades internas e elevados índices de desaprovação, que variam entre 60% e 65%, segundo pesquisas de opinião.
Para isso, escolheu confrontar justamente o principal parceiro comercial da Argentina, destino da maior parte das exportações industriais argentinas.
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 27/07/2026 09h38 Por Míriam Leitão
Convenhamos: Eleiçāo perdida antecipada, já nas consultas as folhas corridas, somando-se ao “Fator Elon Musk”!
Se Loola bater as botas o PT acaba junto com ele.
Ressuscitar trânsfugas de sarcófago não vai funcionar.
Os vivos estão no inservível, o faraó não deixa herdeiros.
Chega! Ninguém sente saudades dos petistas de outrora. Deixe que eles fiquem no navio que partiu.
Ninguém aguenta mais o próprio Lula!
Que venga Caiado!