
Definição acontece no último dia do prazo das convenções
Lauriberto Pompeu
Luísa Marzullo
O Globo
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu candidato a vice-presidente. O parlamentar foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS, que tentou apurar o escândalo de descontos indevidos nos aposentados.
A escolha acontece depois de novas revelações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A campanha de Flávio avalia que os casos abriram uma oportunidade para colocar o petista na defensiva e, ao mesmo tempo, deslocar o debate de crises que desgastaram o candidato nas últimas semanas.
RELAÇÕES DE LULINHA – O candidato do PL tem citado as relações de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Como relator da CPI do INSS, Gaspar tentou convocar Lulinha e chegou a pedir o indiciamento dele em seu parecer. O relatório de Gaspar, no entanto, foi derrotado na comissão após o governo e partidos do Centrão articularem maioria contra.
A orientação da campanha de Flávio é explorar cada novo episódio que surgir e tentar aproximar do presidente suspeitas que até agora atingiam principalmente seu filho e pessoas de seu entorno. “A pessoa que vai estar com a gente é uma pessoa que eu aprendi a admirar, todos vocês aprenderam a admirar pela coragem e honestidade, por sua história na segurança pública, já foi promotor de Justiça, alguém que lutou pelos aposentados na CPI do INSS”, declarou o presidenciável.
Por sua vez, Gaspar elogiou o ex-presidente Jair Bolsonaro em seu primeiro discurso após a escolha como candidato a vice. “Presidente Flávio me permita agradecer a grande honra. Vossa excelência escolheu uma pessoa simples, nordestina. Sinto falta de duas pessoas. Do meu pai que está no céu e do seu que está no cativeiro. Presidente Bolsonaro, o senhor reacendeu nosso sentimento de esperança”, disse Gaspar após o anúncio.
EMPRÉSTIMO – Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, disse ter recebido empréstimo de R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger, citada nas investigações sobre o escândalo do INSS por ter feito negócios com Antunes. Ela é amiga de Lulinha. Ele disse que o empréstimo foi quitado e negou irregularidades.
Nesta quarta, Marcola anunciou que deixou a campanha de Lula, para onde havia sido deslocado em julho após sair da chefia de gabinete. A campanha petista tenta atenuar os desgastes, mas vê mais potencial de eventuais prejuízos relacionados aos três inquéritos envolvendo Lulinha no Supremo Tribunal Federal (STF) do que no caso de Marcola.
O deputado chegou a ser anunciado como pré-candidato do Senado por Alagoas, mas agora irá recuar de disputar o cargo para acompanhar Flávio na disputa presidencial. Gaspar era filiado ao União Brasil, mas entrou no PL para disputar as eleições deste ano.
CARREIRA NO JUDICIÁRIO – Antes de atuar na política, Gaspar, que possui 55 anos, fez carreira no Judiciário. Ele se formou em Direito em 1993, além de obter pós-graduação em direito público no ano de 1999 e ter trabalhado como professor universitário por mais de 10 anos. Em 1996, o parlamentar ingressou no Ministério Público de Alagoas (MP-AL), onde atuou por 24 anos.
Em 2022, Gaspar recebeu 102.039 votos para ser eleito deputado federal pela primeira vez. Ele foi o segundo mais votado do estado de Alagoas, atrás apenas do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP). Pouco antes, em 2020, o político já havia sido candidato à Prefeitura de Maceió. Na época ele era filiado ao MDB e disputava o cargo com o apoio do grupo do senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Ele concorreu contra JHC, candidato pelo partido PSB e que hoje está no PSDB. Gaspar perdeu a disputa no segundo turno, alcançando 156.704 votos (41,36%). Seu rival conquistou 222.147 (58,64%). No cenário regional das eleições deste ano, Gaspar está contra o grupo de Renan e tem se aliado a Lira.
NEUTRALIDADE – Nos últimos dias, União Brasil, PP, Republicanos e Podemos recusaram uma aliança com Flávio e declararam neutralidade. Com a chapa pura de Flávio confirmada, ele não será o único a entrar na disputa presidencial sem alianças com outras siglas.
Outros candidatos também passaram por situação parecida. O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, tem o presidente de seu partido, Gilberto Kassab, como vice, e o candidato do Novo, Romeu Zema, anunciou ontem o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como colega de chapa. Outro caso é o nome do Missão para o Palácio do Planalto, Renan Santos, que terá o correligionário Aroldo Medina como vice.
DOBRADINHA – Lula repetirá a dobradinha com o PSB e terá ao seu lado novamente Geraldo Alckmin como vice. Flávio havia dito em discursos públicos nas últimas semanas que tinha preferência para uma mulher como candidata a vice. A escolha passa por tentar reduzir resistências que o candidato sofre entre o eleitorado feminino.
Na semana passada, o presidenciável chegou a convidar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ser sua companheira de chapa, mas o partido dela divulgou uma nota em que decidiu pela neutralidade na disputa presidencial. O União Brasil, que forma uma federação com o PP, também aderiu à neutralidade. Ele também cogitou a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) como possibilidade. O partido dela, porém, também declarou neutralidade na eleição presidencial.
Diante das dificuldades com a federação União Brasil- PP e Republicanos, uma parte do entorno do candidato do PL passou a avaliar ter a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), como vice. A legenda, no entanto, também decidiu pela neutralidade. As decisões contrastam com o cenário eleitoral de 2022. Na época, PP e Republicanos fizeram parte da coligação de Jair Bolsonaro, que tentava a reeleição. O União Brasil, por sua vez, teve candidatura própria, com a senadora Soraya Thronicke, hoje no PSB. No segundo turno, adotou neutralidade.
Cabos eleitorais internacionais de Flávio
A campanha de 2026 é inédita (…).
Os presidentes dos EUA e da Argentina fustigam/atacam Barba com o objetivo expresso de interferir na eleição brasileira (a favor de Flávio Rachadinha, obviamente).
Nunca se viu isso, nem com tarifas (no caso de Trump), nem com baixarias (no caso de Milei).
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 05/08/2026 00h05 Por Elio Gaspari
Vice de Flavio é investigado sob suspeita de estupro de vulnerável e desvio de R$ 6 milhões em emendas
Fonte: Folha de S. Paulo, Política, 5.ago.2026 às 14h25 Por Gabriela Echenique
“Queimou a largada.”
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Malafaia critica escolha de vice de Flávio e defende outro nome para o posto.
Fonte: O Globo, Política, 05/08/2026 15h44 Por Bela Megale
“Outro nome” para vice de Rachadinha?
Talvez fosse o de Fabrício Queiroz, bolsonarista-raiz, que já conhece o método de trabalho do titular há bastante tempo, além de ser da casa da famiglia.
Está sim uma solução caseira, puro-sangue.
puro-sangue não , puro nabo…
eh!eh!eh
Ué, o vice não era para ser uma mulher., como prometido pelo bolsonabo.??
O sujeito é incapaz de citar, como merece, o clã (também famiglia) Lula da Silva.