Petistas veem como improvável que Mendonça deixe inquéritos contra Lulinha

Mendonça NÃO abrirá mão dos casos de Lulinha

Bela Megale
O Globo

Petistas e aliados de primeira hora do presidente Lula não acreditam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, acatará o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que os inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sejam retirados da corte.

O órgão defendeu junto a Mendonça, que é o relator de dois casos envolvendo o filho do presidente, que as investigações sejam remetidas à primeira instância. O argumento da PGR é o de que não há elementos que indiquem o envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro nas duas investigações que tramitam com o magistrado.

CONEXÃO – Para o órgão, também não existe conexão entre os fatos investigados nesses procedimentos e aqueles apurados na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Diante disso, o órgão se posicionou pela remessa dos dois inquéritos para a Justiça de primeiro grau. O caso do INSS está no Supremo por envolver parlamentares, que possuem prerrogativa de foro.

A chance de Mendonça atender ao pedido, no entanto, é tida como improvável pelos petistas. Em conversas com o magistrado, pessoas ligadas ao presidente e à defesa de Lulinha não veem qualquer disposição do ministro em abrir mão dos casos que envolvem Fábio Luís.

A leitura dos petistas, inclusive, é a de que o ministro terá uma ação ativa nos inquéritos e que vai impor um ritmo intenso nessas investigações, mesmo em meio à campanha eleitoral.

2 thoughts on “Petistas veem como improvável que Mendonça deixe inquéritos contra Lulinha

  1. Com um filho como Lulinha, quem precisa de adversários?

    Na guerra de lama entre os favoritos, Lulinha brilha, mas “Dark Horse” não é “página virada”

    Os três inquéritos da Polícia Federal e o envolvimento de Lulinha no escândalo do INSS atingem em cheio Lula, como presidente e candidato, e aprofundam as divisões do STF, jogam dúvidas sobre a PGR e aumentam a pressão sobre a PF.

    De quebra, são um alívio para Flávio. Com um filho desses, Lula precisa de adversários?

    Lulinha é amigo de Roberta Luchsinger, que é amiga e fornecia empréstimos e joias para o Marcola, que é amigo de Lula e, como seu chefe de gabinete no Planalto, recebeu de Roberta uma minuta de contrato, “sem licitação”, para a venda de canabiol ao governo.

    Pairando sobre todos, o Careca do INSS, cabeça de um dos maiores escândalos do País.

    De quadrilha do folclore brasileiro, essa caminha para virar “quadrilha ou bando de criminosos”, com base no artigo 288 do Código Penal.

    Além de afetar Lula e a eleição, isso azeda de vez as relações entre o PGR Paulo Gonet, o relator do INSS no STF, André Mendonça, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. É a política metida onde não devia.

    A PF tem cópias de mensagens da lobista Roberta se auto apresentando sem discrição ou pudor: “Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fábio”. “Eles” seriam assessores do governo Lula que a recebiam, como Marcola. “Fábio” é o Lulinha, que não é “primário” no noticiário político-policial.

    Afinal, Roberta é Fábio? E o que ela quis dizer, em mensagens com referências a negociatas e encontros com Marcola, que o futuro dos dois, ela e o filho do presidente, “é a Suíça”? O plano era enriquecer e ir esquiar nos Alpes?

    As respostas não estão mais com eles. A esta altura, estão com o eleitor.

    Flávio é beneficiário direto de tudo isso, mas comete mais um erro básico, elementar, ao usar uma resposta sobre Lulinha para trazer de volta o pedido de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, a quem visitou em São Paulo, quando ele já estava preso.

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 20/08/2026 | 20h37 Por Eliane Cantanhêde

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *