Instituto de Mendonça recebeu R$ 11,5 milhões em contratos sem licitação com órgãos públicos

3 thoughts on “Instituto de Mendonça recebeu R$ 11,5 milhões em contratos sem licitação com órgãos públicos

  1. Crise Moraes-Vorcaro só favorece Flávio, diz Renato Meirelles

    Para presidente do Instituto Locomotiva, relação de ministro do STF com fundador do Master reforça narrativa bolsonarista de perseguição

    A crise envolvendo as relações de proximidade do ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, hoje preso, favorece, até o momento, só o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial de 2026, na avaliação de Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

    “Isso meio que ameniza a situação do Flávio. Coloca o juiz que prendeu o pai dele numa situação delicada, o que aumenta a ideia e dá munição à narrativa de conspiração contra Bolsonaro”, disse.

    Alexandre de Moraes foi o responsável pela prisão do ex-mito, pai de Flávio. Desde o início do processo, tanto o ex-presidente quanto os seus seguidores acusaram o ministro de perseguição.

    Outra consequência, na avaliação de Meirelles, é que reduz o impacto dos áudios em que Flávio aparece solicitando doações para o filme “Dark Horse”, sobre o seu pai, a Vorcaro. “Coloca um juiz da Suprema Corte no mesmo nível de relação com o Vorcaro que tinha o Flávio”, disse.

    Há um 3º ponto de impacto na candidatura, segundo Meirelles: reforça a imagem de Flávio como um candidato contrário ao sistema político e às instituições que são percebidas como parte dele. “Aumenta um pouco a autoridade de ser um candidato antissistema”, afirmou.

    (…)

    Fonte: Poder360, Eleições 2026, 4.set.2026 – 6h00 Por Guilherme Waltenberg de Brasília

  2. Moraes e Toffoli ficam expostos em 400 páginas da PF sobre a rede do Master em Brasília

    (…)

    A crise avança como rio de enchente pela Praça dos Três Poderes, em Brasília, a menos de quatro semanas do primeiro turno das eleições.

    Aos olhos dos eleitores, informam as pesquisas, prevalece a percepção de aumento da corrupção com patrocínio e beneficiários políticos no Judiciário, no governo e no Congresso.

    É evidente a degradação na credibilidade institucional. Ganha realce no gradual descrédito do Judiciário, como demonstra o Índice de Confiança Social da Ipsos no histórico da última década e meia.

    Ecoa no protocolo do Senado, onde tem aparecido um pedido de destituição de juiz do Supremo a cada três semanas.

    Foram oitenta requerimentos nos últimos 44 meses. Somam 109, se contados o estoque (29) dos anos 2021 e 2022, basicamente motivado pela intervenção do tribunal na política de saúde pública para impedir o pandemônio negacionista esboçado na pandemia.

    Os campeões de pedidos de impeachment (67 desde 2023) são Alexandre de Moraes (com 38), Gilmar Mendes (11), José Antonio Dias Toffoli (10) e Flávio Dino (8).

    Moraes e Toffoli são protagonistas em dois relatórios policiais que somam 400 páginas nos autos sobre a rede de influência do Banco Master em Brasília. Desse volume, 188 páginas detalham o relacionamento de Moraes e família com o antigo dono do Master, Daniel Vorcaro.

    “Não é normal”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao confirmar a quantidade inédita de pedidos impeachment de juízes do Supremo.

    Anormal, também, são os quase noventa casos de senadores, deputados federais e funcionários públicos graduados acusados em inquéritos à espera de decisão no STF.

    É síntese da liquefação política. Cresce a desconfiança pública sobre o conluio da oligarquia estatal emergente, como define Joaquim Falcão em A Oligarquia dos Poderes e a Crise da Democracia.

    O Supremo está emaranhado no próprio enredo de atropelos da Constituição durante a última década e meia, desde a Operação Lava-Jato até os casos do INSS e do Banco Master.

    Fraturou-se em público no confronto aberto entre os juízes Mendonça, relator do caso Master, e Moraes, personagem do inquérito.

    O condimento dos inquéritos sobre proteções políticas às trapaças nas aposentadorias e no mercado financeiro está nos interesses particulares dos candidatos mais destacados nas pesquisas eleitorais:

    – Lula tem um dos filhos sob investigação em caso de tráfico de influência; e Flávio Bolsonaro já confessou ter recebido dezenas de milhões de reais em transações obscuras com o antigo dono do banco das fraudes, que completou cinco meses em prisão preventiva.

    É sinal de que a crise institucional, protagonizada pelos que deveriam evitá-la, continuará avançando como rio de enchente na direção dos próximos governo e Congresso, com o auxílio luxuoso do Supremo.

    Fonte: Revista Veja, Política, 4 set 2026, 06h00 Por José Casado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *