
Foto de Wilton Júnior (Estadão)
Vicente Limongi Netto
Craque do jornalismo e da literatura, Ignácio de Loyola Brandão não esmorece. Não verga corpo nem refuta o combate. Com texto sublime e irretocável, mostra sua indignação com o atual e podre Brasil. É um privilégio e uma honra, antecipar aqui na nossa tribuna da internet sua bela crônica de domingo, publicada hoje no Estadão.
Ao enviar o texto, o mestre da Academia Brasileira de Letras anexou um bilhete: “ Vicente, para que leias antes, aqui vai minha crônica do próximo domingo, em primeira mão. Não é distopia nem ficção cientifica, apenas pura realidade…”
Para Mary Del Priore, em solidariedade
Estou ficando apavorado. Não me assusto mais com guerras, bombas nucleares, tufões, enchentes, El Niño, prédios desmoronando, vulcões explodindo, calor tremendo, tornados. Nem com aquele sujeito que comprou milhares de parlamentares e homens de governo.
Nas ruas, hábitos normais. Autos com vidros destruídos e milhões de celulares levados. Rios sobem e ocupam praças, ruas, becos, porões, terraços, templos, derrubando viadutos. Ventanias quebram vidraças; vidros caem sobre a população, que não consegue se abrigar.
PARALISADO – Os altíssimos mega-arranha-céus que nos permitiriam entrar direto no paraíso desmoronam ao toque de um polegar. E os metrôs inúteis pela queda dos túneis? As avenidas ficam paralisadas por bilhões de autos enquanto um milhão de veículos entra em circulação a cada dia em São Paulo. Paralisados, também, pela falta de gasolina, álcool e eletricidade nos postos e refinarias.
Problemas de licitação, propinas, guerra entre fornecedores. Os vagões ferroviários descarrilados, trilhos surripiados. Pessoas correndo por becos em busca de apenas um orelhão que tenha resistido por milagre. Porque quatrilhões de celulares brotam a cada momento – até crianças de peito estão com eles nas mãos, mamam na telinha, esquecem os seios das mães. Concessionárias não conseguem fornecer “linha”; a atmosfera está contaminada.
Mais do que isso: aviltada por ladrões de energia e de fiações, além do fim das terras com minérios. E os extratores se abrigam em edifícios de concreto monumentais, com medo dos meliantes.
EM CASERNAS – Faz 50 anos que os Eternos Ministros Fundamentais, EMF, estão encerrados em casernas superprotegidas, construídas com o dinheiro de emendas parlamentares – facção de mais de mil membros infiltrados na União, Estados, municípios, mansões e casas de praia defendidas por aço e concreto, mas também sem comunicação, uma vez que a energia foi totalmente tomada por influencers assustadores, sem que se saiba por quê.
Ninguém mais tem ideia de em que país vive, como vive, do que viver. E, principalmente, para que viver? Esperamos que um dia cheguem a uma conclusão nos encontros iniciados há décadas para tomar a decisão final. Mas ela – na verdade, uma espécie de facção – não sabe o que decidir.
Todos sabem que estão ocupados e, assim, pedem vista e mais vista. Alguns morrem lá dentro e são colocados nos porões, substituídos por filhos, netos, concubinas e bisnetos. Só que ninguém sabe quem é, o que faz. Ou de onde vem o fedor mefítico que contamina a nação.
SÓ A POESIA – Diante desse quadro pintado pelo mestre Loyola, só temos salvação na poesia. A que segue abaixo é de minha autoria, e enviei ao meu grande amigo;
BACIA FLORIDA
E LÁ SE VÃO MAIS 50 ANOS, PERDIDOS, E CADÊ O BOM SENSO ? O pior das loucuras, a nosso ver, é a loucura contagiante, compulsiva e insaciável, por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, que leva pobres, ricos e remediados, à necessidade do quanto mais tem, mais quer e mais precisam para saciar a loucura alojada em seus cérebros, que domina o mundo e que, caso não seja estancada, vai acabar destruindo a vida e talvez até o planeta vida. Neste sentido, eu tb sempre quis ver e ouvir alguma coisa que me fizesse ficar bem comigo, em termos de progresso consciente, baseado no bom senso, mas como nunca ouvi ninguém mover sequer uma palha para detectar a causa da problemática, me dei ao trabalho de investigar as raízes da loucura pelo vil metal até chegar ao engodo da plutocracia putrefata, com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia, estribada no poder e força do dinheiro, fantasiada de democracia apenas para locupletar espertos e ludibriar a tola inocência útil que a mantém firme, forte e operante. Daí a minha decisão de elaborar e propor ao Brasil, e o mundo, em prol da evolução e da civilização plena da Humanidade, a nossa Democracia Direta, com Meritocracia e Deus na causa, alicerçada na paz, no amor, no perdão, na conciliação, na união e na mobilização pela mega solução, via evolução, focada no sucesso pleno do bem comum do conjunto da população, tendo como sustentáculo o bom senso, o mérito e o grau de consciência mais evoluídos dos nossos necessários representantes políticos, vacinados contra a loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$. https://www.facebook.com/reel/1397605315811052
Ora pois, diria Nhô Vitor, tudo conforme os 24 Capítulos do “Protocolos”, segundo:
https://www.islam-radio.net/protocols/indexpo.htm
A nação parece caminhar para uma ditadura iminente sem se dar conta, sob a ilusão de que haveria alguém sustentando a democracia que se esvai.
Os relógios mais caro e o mais barato dos ministros do STF
Com o Supremo Tribunal debaixo da lupa, caíram na frigideira os relógios de algumas das excelências. O decano Gilmar Mendes lembra os soldados russos, usa dois, um em cada pulso.
O mais caro é o Patek Philippe de Alexandre de Moraes (R$ 720 mil) e o mais barato é o Patek de Edson Fachin (R$ 60 mil).
Todos feitos para quem anda em carro oficial, pois, com modelitos desse valor, um pedestre não consegue andar por cem metros de calçada.
Misógino, o Pretório Excelso é uma vitrine da vaidade masculina. Em tese, os ministros vestem togas negras, sóbrias e despojadas.
Na prática, os doutores redesenharam as togas e enfiaram ridículas ombreiras que os fazem parecer com Darth Vader, além disso, quase todos usam togas acetinadas, que lhes dão um brilho quase carnavalesco.
O Globo, Opinião, 20/09/2026 03h30 Por Elio Gasperi
Ministros do STF ostentam relógios valiosíssimos
Relógios exibidos publicamente pelos magistrados em sessões recentes do Supremo
Tabela com as marcas, modelos e valores de mercado estimados:
Ministro Marca Modelo Valor Estimado
Moraes Patek Philippe Nautilus R$ 720.000,00
Gilmar Rolex Sky-Dweller R$ 342.000,00
Luiz Fux Rolex Datejust 41 R$ 94.000,00
Cristiano Zanin Rolex Datejust R$ 67.800,00
Edson Fachin Patek Philippe Ultra-Thin (Ultrafino) R$ 60.000,00
“Meu facão guarani quebrou na ponta, quebrou no meio
Eu falei pra morena que o trem tá feio.”
“O Trem Tá Feio”, música de Tavinho Moura e Murilo Antunes
Está escrito:
https://www.facebook.com/share/r/1HPdaebpNq/
Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e as Forças Armadas
A relação da família Bolsonaro com as Forças Armadas apresenta dinâmicas diferentes entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro.
Enquanto o pai construiu sua identidade política umbilicalmente ligada à caserna, o filho estruturou sua base de apoio em outros setores.
Jair Bolsonaro: Vínculo Institucional e Histórico
Origem Militar: Jair Bolsonaro é capitão reformado do Exército Brasileiro, o que confere a ele uma identidade de origem com a instituição.
Base Eleitoral: Desde seus mandatos como deputado federal, sua principal plataforma política foi a defesa dos interesses dos militares e de integrantes das forças de segurança pública.
Presença no Governo: Durante sua presidência, Bolsonaro nomeou um número recorde de militares para cargos do primeiro escalão e do escalão superior da administração federal, aproximando a política partidária da imagem das Forças Armadas.
Flávio Bolsonaro: Foco nas Forças Policiais e Judiciário
Perfil Civil: Ao contrário do pai, Flávio Bolsonaro é advogado de formação e nunca pertenceu aos quadros das Forças Armadas.
Base no Rio de Janeiro: Sua trajetória política foi construída na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) e, posteriormente, no Senado. Sua principal base de apoio no setor de segurança são as polícias militares e civis, além de ramificações no meio jurídico e empresarial.
Articulação Política: No cenário nacional, Flávio atua mais como um articulador político de bastidores, focado em negociações partidárias, tribunais superiores e campanhas eleitorais, mantendo-se mais distante dos debates institucionais que envolvem diretamente a cúpula das Forças Armadas.
Enquanto Jair Bolsonaro buscou uma identificação direta e simbólica com o Exército, a Marinha e a Aeronáutica, Flávio Bolsonaro prioriza uma atuação voltada para a política tradicional e as forças de segurança estaduais.