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Ministro defende desmontar a imagem de Flávio
Victoria Azevedo
Fabio Graner
O Globo
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, disse em entrevista ao O Globo considerar um erro a abordagem inicial da campanha do PT de defender o legado de Luiz Inácio Lula da Silva sem um enfrentamento direto com o seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo o responsável pela articulação política do Palácio do Planalto, o tempo do “Lulinha Paz e Amor” passou. Agora é preciso “destruir a imagem” de “bom moço” passada pelo filho de Jair Bolsonaro.
Governistas comemoraram quando o PL escolheu Flávio Bolsonaro como candidato, considerando que seria um adversário fraco. Mas agora ele e o presidente estão empatados. O que aconteceu?
Nós temos um problema que não superamos, o que eles fazem no ambiente digital, as mentiras que eles divulgam. Eles construíram uma imagem que não está sendo fácil de desmontar, de que o Flávio é diferente do Bolsonaro. Ele é a própria cara do pai. O que esse homem fez quando o pai estava governando, como senador da República? Um “Zé Ninguém” no Senado. O único atributo dado a ele é ser filho do Bolsonaro. Eles construíram uma ideia para a população de que ele é diferente, que ele não é radical. E ele é o mais radical de todos, do ponto de vista fiscal, de tirar direitos, de cortar tudo, não dar reajuste do salário mínimo. Ele é a cópia fiel (do pai). É uma mentira que ele é diferente. O pai é mais doido, do ponto de vista das presepadas. Ele é mais sofisticado, mas é o cara mais radical do ponto de vista econômico e do ponto de vista social. Direitos sociais, zero.
Vocês vão tentar desconstruir essa imagem?
É fundamental, estamos trabalhando muito para desconstruir essa imagem de bom moço. Ele é um péssimo moço. Ele não tem nada para oferecer ao Brasil. Da semana retrasada para a semana passada deu um curto-circuito geral e já houve uma mudança (no cenário eleitoral). Acho até que tem uma chance de a eleição ser resolvida no primeiro turno. Não é fácil. Daqui para o dia 4 (de outubro), é pau puro.
O sr. falou em curto-circuito. Que erros que a campanha cometeu para chegar nesse quadro hoje?
Foi a ideia de “Lulinha e o Paz e Amor”, os programas (do horário eleitoral) muito amenos. Essa tese não serve para essa disputa, para a realidade política e eleitoral do Brasil. É mostrar e comparar e ir para cima, destruir a imagem do nosso adversário.
A campanha demorou a engrenar?
Demorou. Nesses últimos 20 dias engrenou. Tanto é que nas pesquisas nós interditamos o crescimento do adversário, passamos a ter um diálogo mais forte com o Brasil real e começamos a falar do futuro.
E qual é o futuro a ser apontado?
Temos que fazer uma reforma profunda da política, do Judiciário e desse ambiente institucional do Brasil, uma reforma que a democracia precisa, porque senão ela fica contaminada.
Lula intensificou os ataques às apostas esportivas. Ele vai acabar com as Bets?
Esse debate está acontecendo. Ou acaba totalmente ou faz uma coisa mais para regulamentar. O presidente fala da destruição das famílias e diz que o nosso governo está agindo com firmeza para regulamentar, fiscalizar e combater os abusos dessas plataformas. Virou uma doença que atinge as famílias.
O governo Lula regulamentou as bets. Não há uma responsabilidade aí?
Quando nós discutimos esse tema, havia uma opinião majoritária contrária a regulamentar, a impedir as bets. O ambiente político do Congresso era para não mexer nesse vespeiro, mas acho que hoje a situação exige uma mudança, e o governo vai agir, não pode ficar à mercê (do Legislativo).
E por que tomar essa medida agora?
O governo não acabou, o terceiro mandato do presidente vai até 31 de dezembro. Portanto, o governo tem legitimidade dada pelas urnas para tomar qualquer posição, como no Bolsa Família. “Ah, é eleitoreiro”. Aí você vai fazer o levantamento e o que mais fez gastança e implodiu o fiscal foi Bolsonaro, (que reajustou em) 50%. Não tem isso de que é eleitoreiro.
Mas não há um temor de migração dos apostadores para a ilegalidade?
Cabe ao poder público fiscalizar, o Ministério Público, a Polícia Federal. Até porque a nossa fiscalização não foi suficiente para conter.
Além do Bolsa Família, teve também o anúncio das canetas emagrecedoras no SUS. Tem alguma outra medida a ser tomada?
Se tiver, vão ser tomadas. A oposição vai dizer sempre que são medidas eleitoreiras, mas o governo governa.
Por que Lula adota um tom mais ameno sobre a crise do STF do que o Flávio Bolsonaro, que vem cobrando o afastamento do ministro Alexandre de Moraes?
Ele devia propor o afastamento do Mendonça também, que se transformou em cabo eleitoral dele no Supremo. O presidente Lula disse uma coisa que é o fundamental: levanta os segredos, apura tudo, doa a quem doer. O presidente deixou claro que não vai proteger ninguém. O que o presidente tem dito, como ele diria para qualquer outro ministro: o Moraes foi fundamental para interditar o golpe e garantir a eleição, o resultado das eleições. Isso não pode deixar de ser reconhecido.
Há um compromisso do presidente Davi Alcolumbre de votar a PEC da 6×1?
Votar entre o primeiro e segundo turno e vamos fazer de tudo para votar. A nossa expectativa é que Alcolumbre vote entre os dias 5, 6, 7 ou 8 (de outubro) porque o Brasil precisa disso. Não tem nada a ver com o eleitoral, não, é a necessidade do Brasil. Nós temos maioria para aprovar.
O sr. foi apontado como um dos que trabalhou bastante ali pela neutralidade dos partidos do chamado Centrão: PP, União Brasil, Republicanos. Mas há sinais de que eles podem apoiar Flávio no segundo turno. Como encara isso?
São ambientes de política e especulação, tudo é especulação. Nós temos boa relação. Vamos dialogar, vamos para o segundo turno e a gente senta com eles todos para buscar uma ampla frente democrática contra o retrocesso. Eu posso assegurar que eu não deixarei essa peteca cair.
Apesar do mote da frente ampla em 2022, houve muita crítica à falta de diálogo. Essa nova frente ampla vai se reverter em espaço no governo?
Tem que necessariamente se refletir, tem que rediscutir a composição de governo, quais partidos vão integrar. Tem que ter casamento, não pode ser paquera. A vida ensina que temos que mudar de postura. Governo de coalizão, governo de frente ampla tem que se refletir na composição do governo. Quem é governo tem que fazer casamento. Quem for para o governo não pode ser meio governo de manhã e meio governo à noite, tem que ser completo.
Essa estratégia estava guardada para o segundo turno quando houvesse a certeza de que o Flavio seria o adversário mas tiveram que se antecipar.
O que não se pode permitir é perdermos a democracia
Numa democracia, pode acontecer de qualquer um perder uma eleição. O que não se pode permitir é, em uma eleição, perdermos a democracia.
Sabemos todos que, se a extrema direita ganhar, o Brasil será lançado em um precipício sem fundo. A democracia vai escapar pelo ralo. E de ralo, esgoto e lama, a ultradireita entende bem.
Nunca poderia imaginar que, com a prisão do líder da milícia, surgiria um pesadelo ainda maior. O crescimento da ultradireita no mundo consolidou a barbárie globalmente.
Donald Trump resolveu assumir o papel de ditador-imperador do mundo. Rasgou todos os tratados internacionais. Jogou o mundo numa guerra sem limites. E resolveu que os EUA, um país em evidente decadência, são os tutores de outras nações.
No Brasil, a família Bolsonaro e seus asseclas resolveram entregar o país à tutela norte-americana, desde que ganhem as eleições. É a soberania nacional sendo trocada pela liberdade do líder, hoje preso, e pela não prisão iminente de seus filhos.
Até o vetusto e conservador jornal Estadão alertou, em editorial, que uma vitória de Flávio Bolsonaro levará a milícia ao Palácio do Planalto.
A ultradireita faz política de maneira torpe, dizendo que é contra a política. São profundamente cruéis, pois não têm limites éticos e jogam com a mentira como estratégia.
Se a milícia assumir o governo, perderemos mais do que a democracia.
Fonte: Poder360, Opinião, 25.set.2026 – 5h57 Por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminal
Sr. Panorama
Esse vagabundo falar em democracia neste momento me causa ânsia de vômito….
O adEvogado de bandidos não vale o que tem dentro do penico
aquele abraço
Desalento
No segundo turno, talvez o eleitor descubra o que governo e oposição querem fazer com o país
Se o governo não produziu empatia, a oposição se mostrou inepta.
Até agora, governo e oposição não conseguiram apresentar ao eleitorado um projeto nacional viável, uma proposta coerente e consistente de esperança de progresso individual, de melhoria da vida nas cidades cada vez mais violentas e de resgate do país da estagnação, depois de quatro décadas aprisionado na economia de baixa renda.
Mantido esse quadro, haverá segundo turno na eleição presidencial — talvez, então, seja possível ao eleitor descobrir o que governo e oposição planejam fazer com o país e com o seu bolso.
Fonte: Revista Veja, Brasil, 25 set 2026, 08h29 Por José Casado
Ninguém poderia esperar nada de diferente da maior organizção criminosa brasileira chamada PT. Só sabem mentir, roubar e matar. Essa tem sido a tônica petista durante os 20 anos que governou.
“Não existe venda de sentença sem um advogado comprando“, disse a baleia comunista em 2026, pondo a culpa do juiz venal no advogado petista.
RIO DE JANEIRO, 25 de setembro de 2026 ,— Passava da meia-noite quando a GloboNews decidiu admitir o erro. Na Edição da Meia-Noite desta sexta-feira, a apresentadora Marcelly Setúbal leu uma nota curta e terminou com uma frase que quase nunca se ouve na televisão brasileira: “Nós pedimos desculpas.”
Repare em quem leu. Não foi Maria Cristina Fernandes, a comentarista que deu a informação falsa. Foi uma colega, de madrugada, num horário em que o país já estava dormindo. O erro foi cometido em horário nobre. O perdão foi pedido na calada da noite.
Uma santa usada como munição
O “Conselho” do MPF mantém Gonôt no caso Master. Tudo como dintes no quartel de Abrintes.
5×4
Será que alguns deles venderam a dignidade por 30 moedas.ou um litro de Macallan??
Trinta ? E a dignidade e a nobreza dos ladrões isto é, do cargo ?
Capitão Cueca em ação…..
Quantas cuecas o faccionado está rodando.???
Sr. Newton
Essa vai de “brinde” para a Academia da Fumaça e Pó.
Ao invés de puxar uma cadeia brava de uns 60 anos, o ladrão hoje é Ministro…..
05/12/2005 – 08h07
Dinheiro transportado em cueca era propina, diz Ministério Público
da Agência Folha, em Recife
O Ministério Público Federal no Ceará concluiu que o dinheiro transportado na cueca e em uma mala pelo ex-assessor parlamentar petista José Adalberto Vieira da Silva era propina proveniente de um contrato de financiamento em investigação, de R$ 300 milhões, fechado entre o BNB (Banco do Nordeste) e o consórcio Alusa/STN (Sistema de Transmissão do Nordeste).
Com base nessa conclusão, os procuradores Márcio Andrade Torres e Alexandre Meireles Marques denunciaram, por suposta improbidade administrativa, o presidente do banco, Robert Smith, e outros quatro dirigentes da instituição. A ação tramita na 10ª Vara Federal de Fortaleza.
Também foram denunciados o ex-assessor especial da presidência do BNB Kennedy Moura Ramos e o deputado estadual José Nobre Guimarães (PT), além do seu ex-auxiliar, flagrado em São Paulo no dia 8 de julho com US$ 100 mil na cueca e R$ 209 mil numa mala. Guimarães é irmão do ex-presidente nacional do PT José Genoino.
Em nota, o Ministério Público Federal afirma que houve “omissão” do presidente do banco. Smith e os outros quatro dirigentes da instituição teriam “aprovado a operação [de empréstimo ao] STN, não obstante as irregularidades apontadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União)”.
Já o deputado e seu ex-assessor aparecem na denúncia como supostos beneficiários do contrato. O parlamentar, que foi presidente do PT cearense por oito anos, seria o responsável pela indicação de Ramos à assessoria especial da presidência do BNB. No cargo, o ex-assessor teria intermediado o financiamento com o banco.
O contrato fechado entre a instituição e o consórcio Alusa/STN prevê a construção de uma linha de transmissão de energia elétrica entre as capitais do Piauí, Teresina, e do Ceará, Fortaleza.
Outro lado
O Banco do Nordeste, por meio de comunicado, informou que só se pronunciará sobre o caso após conhecer o teor oficial da ação. No documento, a instituição declara ainda que sempre colaborou com as investigações e prestou todas as informações requisitadas, inclusive ao TCU.
Sobre o financiamento, o banco afirma, no comunicado, que “não há qualquer desvio” de verba pública e que os recursos “vêm sendo corretamente aplicados no empreendimento financiado, estando a obra em fase final de conclusão”. A obra, diz, será inaugurada em janeiro.
Também por meio de comunicado, o consórcio Alusa/STN repudiou “com veemência” as suspeitas levantadas pelo Ministério Público Federal. “As informações feitas no texto enviado à imprensa são um amontoado de ilações que não têm qualquer conexão com a realidade.”
“As empresas refutam a leviandade do procurador, que se utiliza de argumentos enganosos para tentar induzir a opinião pública a crer que houve irregularidade no processo de contratação do empréstimo”, afirma o consórcio.
O deputado estadual José Nobre Guimarães disse, por telefone, que a suspeita dos procuradores “é a coisa mais sem nexo do mundo, um fato absolutamente absurdo”. “É um atentado ao estado democrático de direito.”
Para o parlamentar, o objetivo da denúncia contra ele é “prejudicar o PT e incriminar o partido”. Guimarães afirmou que vai “às últimas conseqüências” na sua defesa e que processará quem o acusar “indevidamente”.
O ex-assessor da presidência do BNB Kennedy Moura Ramos e o ex-assessor parlamentar petista José Adalberto Vieira da Silva não foram encontrados pela Folha para comentar o caso.