
Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)
Raquel Landim
Estadão
João Claudio Nabas, perito da Polícia Federal, é suspeito de ter vazado o contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master, além de conversas entre o próprio Moraes e Daniel Vorcaro no dia da prisão do banqueiro.
Se isso realmente ocorreu, ele cometeu um crime, porque um servidor público não pode violar o sigilo de uma investigação e passar informações para a imprensa. Nabas foi alvo de uma operação de busca e apreensão da PF nesta terça-feira, 19, e está suspenso de suas funções.
ESTADO DE DIREITO – O episódio, no entanto, levanta questões éticas sobre o funcionamento do Estado brasileiro. Todos os dias informações sigilosas chegam ao conhecimento da imprensa, que tem o dever de informar o público e que está protegida por lei. E o contrato da mulher de Moraes com banco de Daniel Vorcaro não está sendo investigado até o momento.
Vazam informações de investigações de Comissões Parlamentares de Inquérito, de decisões do Supremo, de investigações da Polícia Federal. Um exemplo recente é o áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece pedindo dinheiro para financiar o filme autobiográfico do pai ao próprio Vorcaro.
Só que poucas vezes o Estado foi atrás com tanto vigor da origem de uma reportagem como buscou a Nabbas. A decisão do ministro relator do caso, André Mendonça, reforça que nenhum jornalista está sendo investigado, mas a mensagem é direta para os funcionários públicos. Eles não devem falar com os jornalistas, mesmo que se deparem com informações que se choquem com sua consciência, porque a mão do Estado virá pesada.
MORAES BLINDADO – A principal dúvida sobre o episódio é simples: por que o Estado investiga apenas o vazamento da informação, mas não o suposto malfeito que foi revelado? Até agora não há qualquer inquérito instalado para apurar se existe conduta indevida no contrato do escritório da esposa de Moraes com Vorcaro ou nas mensagens entre o ministro e o banqueiro.
Questionada sobre o contrato milionário, a Procuradoria Geral da República (PGR) disse que “não via qualquer ilicitude” e que “não havia elementos suficientes de que Moraes tivesse atuado para favorecer o banco”. Advogados dizem que o valor do contrato supera a praxe de mercado.
Sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes no dia da prisão, nenhuma palavra das instâncias competentes. Em uma das mensagens, o banqueiro pergunta: “conseguiu bloquear?”. A resposta do ministro é de visualização única. Moraes nega o diálogo com Vorcaro.
SILÊNCIO TOTAL – No Congresso, o silêncio também é ensurdecedor. Petistas e bolsonaristas pedem a CPI do Master, mas o centrão não se mexe e nada caminha. O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que há uma fila de CPIs.
A PF não tem autorização para investigar um ministro do Supremo. Todos os indícios de possíveis crimes teriam que ser reunidos e enviados ao ministro relator, André Mendonça. Ele então teria que solicitar uma autorização para o plenário do próprio Supremo.
Por enquanto só o suposto “vazador” está sendo investigado nesse caso.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Essa impunidade dos poderosos é o pior sintoma do enfraquecimento da democracia brasileira. O perito da PF não pode ser incriminado, porque agiu sob “justa causa”, na forma da lei, ao sentir que os ministros Moraes e Toffoli estão sendo protegidos pela impunidade reinante no Supremo. Apenas isso, mostrando que o historiador Capistrano de Abreu estava correto. O Brasil precisa que os brasileiros tenham vergonha na cara. (C.N.)
Aliada de Lula, Deolane volta à prisão suspeita de lavar dinheiro do PCC
A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público Estadual (MPSP) devolveram à prisão a advogada e influencer digital Deolane Bezerra, aliada do presidente Lula (PT) e suspeita de atuar em uma organização criminosa que opera na lavagem de dinheiro da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Operação Policial Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21), é um desdobramento de informações encontradas em celular apreendido na Operação Lado a Lado.
“O conteúdo extraído do dispositivo revelou conversas com pessoas ligadas à cúpula da facção criminosa, além de indícios de repasses financeiros e conexões com uma influenciadora digital de grande projeção nacional. […]
Essa influencer possuía estreitos vínculos pessoais e negociais com um dos gestores fantasmas daquela transportadora”, narrou a Polícia Civil de São Paulo, sobre a origem da Vérnix, terceira etapa da investigação iniciada em 2019, com apreensão de bilhetes que se referiam a uma “mulher da transportadora”.
O novo cerco para estancar o amplo esquema de lavagem de capitais, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras, resultou em 6 prisões preventivas decretadas, bloqueios de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos, incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de 04 imóveis vinculados aos investigados.
O objetivo é interromper o fluxo financeiro ilícito, preservar ativos de possível origem criminosa e atingir a estrutura econômica que sustenta a atuação da facção.
“A influenciadora passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando da organização criminosa.
Os levantamentos apontaram a utilização de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão”, relata a polícia judiciária paulista.
Deolane, presa pela polícia civil em setembro de 2024, posou para foto com Lula e Janja.
No entanto, não foram expostas quaisquer evidências de ligação do presidente Lula com os crimes atribuídos à Deolane Bezerra, que participou de um ensaio fotográfico com o chefe do governo do Brasil e a primeira-dama Janja, demonstrando intimidade, antes das operações que levaram a influencer à prisão.
Os investigadores apontam que a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial de Deolane eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.
Também foram identificadas estruturas empresariais e patrimoniais sucessivas usadas como mecanismo para dificultar o rastreamento da origem, circulação e destinação dos recursos do PCC.
“Os afastamentos de sigilos fiscal e financeiro revelaram um fluxo vultoso de dinheiro, com cifras sem lastro econômico compatível, movimentações bancárias atípicas, contas utilizadas para passagem de valores, operações envolvendo empresas sem capacidade financeira aparente e repasses que, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, não apresentaram justificativa lícita suficiente”, relata a Polícia Civil.
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Diário do Poder, Brasília-DF, 21/05/2026 8:28 Por Davi Soares / Cláudio Humberto
A delação do Vorcaro, pra ser aceita deve começar de onde a Java Jato parou: os sistemas financeiros e judiciário.
E aí que a porca torce o rabo.
O lulobolsonarismo consensuou que a corrupção faz parte da bagaça e 80% dos eleitores que votam nele, embora bradando aos sete cantos contra ela, votam de boa de boa nos seus respectivos suspeitos.
Trata-se da miséria humana do bem, advinda da tacanha visão maniqueísta e binarista reducionista que caracteriza tanto lulopetista quanto os bolsonaristas.
Assim corrupção de um é ruim, de si é boa. Ditadura de um lado é boa, do outro, ruim.
Ainda que seja neo-patrimonialismo e não corrupção propriamente dita, a queda de só 5% de intenção de votos no picolé de chuchu, pós áudios, explica-se por esta característuca do lulobolsonarismo.
Como cada um a expressão do bem, tudo que faz é do bem e, logo, tudo que o outro faz é do mal.
O negacionismo do Bolsonaro da Medicina é do bem, já o da Economia por Lula é do mal e vice-versa.
E aqui revela-se a principal característica do lulobolsonarismo, o idealismo metafísico.
Matx explica.
A relação entre idealismo e visão de mundo se dá pela inversão materialista: não são as ideias que determinam a realidade, mas sim a infraestrutura econômica (forças produtivas e relações de produção) que condiciona a superestrutura (política, direito, ideologia, religião, filosofia).
O idealismo, ao colocar a consciência como motor da história, acaba servindo à dominação ideológica: a classe dominante controla não só os meios de produção material, mas também os meios de produção intelectual, fazendo com que suas ideias se tornem as ideias dominantes. Na política, isso se traduz na naturalização da exploração e na apresentação de interesses de classe como se fossem universais.
ChatGpt
Embora metafísico, o idealismo é funcional, permite, no caso do lulobolsonarismo, que haja idolatria, adesão ignara e “passada de pano” nas respectivas oligarquias patrimonialista.
Ao que parece a efusividade das bases atrasadas, as massas ignaras e ignóbeis, eu cultuam a personalidade do jacu de gaiola com que festejaram os áudios, durou pouco.
“Aliada de Lula, Deolane é presa por envolvimento e lavagem de dinheiro do PCC”
O lulobolsonarismo é a pior fase da política pós Ditadura.
Expressão da miséria humana, não e recomendável que, quando se expõe aspectos da miséria de um lado, o outro festeja.
O melhor que fazem é buscarem uma união dos clãs Lula da Silva e Bolsonaro (credo em cruz!), afinal, seus objetivos são os mesmos.
Iam tão bem, de mãos dadas, no aprofundamento do Estado Cleptopatrimonialista!
https://www.youtube.com/watch?v=jDN1tt_0wcY
Em sua luta fraticida pra demonstrar que o outro lado é o “mais pior”, fica muito difícil o saber.
São unha e carne,
Por que investigar o perito da PT ao invés das mensagens entre Moraes e Vorcaro?
“perito da PF……””..
Correria do Editor-Chefe..
A escala 7×0 tem dessas…
aquele abraço