
Ex-governadores ampliaram agendas nas últimas semanas
Luísa Marzullo
O Globo
Os pré-candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) ampliaram os movimentos junto ao agronegócio e o mercado financeiro na tentativa de aproveitar o desgaste do senador Flávio Bolsonaro (PL) após a revelação das mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Zema e Caiado também ensaiam uma aproximação, em um movimento que buscaria aglutinar forças da direita em torno de uma alternativa ao bolsonarismo.
Representantes do agro e da Faria Lima seguem vendo Flávio como o nome mais viável para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas reconhecem que a crise em torno do pré-candidato do PL reforça a necessidade de alternativas.
ARTICULAÇÕES – O ex-governador de Minas participou nos últimos dias de um almoço com empresários dos setores de agronegócio, finanças, indústria, energia, saúde, comércio exterior e varejo, além de gravar um podcast voltado ao mercado financeiro e dar uma palestra em uma corretora de investimentos.
Zema deve inclusive levar o QG da pré-campanha para São Paulo, em um movimento para ficar mais próximo do empresariado. Ele é assessorado pelo economista Carlos da Costa, ex-secretário especial de Produtividade do Ministério da Economia no governo de Jair Bolsonaro.
— Claro que se abre um caminho. Zema é um homem de negócios e tem o governo de Minas como prova da sua capacidade — afirmou Fred Papatella, aliado do ex-governador e vice-presidente do Novo em Minas Gerais.
ENCONTRO COM PRODUTORES – O ex-chefe do Executivo de Goiás, por sua vez, já próximo do setor rural, vem reforçando a identificação. Na semana passada, Caiado participou da Expoagro Dourados, em Mato Grosso do Sul, onde esteve em leilões, encontros com produtores rurais e reuniões políticas com lideranças do agronegócio.
— Tive uma reunião na semana passada com um grupo misto do agro e do mercado financeiro. Na segunda-feira, estive no Instituto para Desenvolvimento do Varejo — afirmou Caiado.
TERCEIRA VIA – O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, afirmou que o episódio envolvendo Flávio e Vorcaro reacendeu a busca por alternativas dentro da direita.
— Estávamos com uma certa garantia de que Flávio estaria muito bem, mas teve este problema. Uma parte foi para Zema e outra para Caiado. Mas eles não têm projeção nacional ainda. Eles estão fazendo afagos, participando das feiras do agro, o que precisam fazer mesmo, mas a amplitude do processo se dará depois das convenções (partidárias) — disse Meirelles.
As pesquisas mostram que Lula ampliou a distância para Flávio, enquanto Zema e Caiado seguem distantes da dianteira Levantamento Datafolha divulgado na semana passada mostrou que a diferença entre Lula e Flávio no primeiro turno passou de três para nove pontos após a crise envolvendo Daniel Vorcaro, enquanto, no segundo turno, o petista abriu quatro pontos de vantagem sobre o senador.
“EXISTE O SENTIMENTO” – Já Caiado aparece com 4% das intenções de voto, e Zema, com 3%. Dentro desse contexto, aliados dos dois avaliam que o desgaste de Flávio reacendeu conversas sobre uma possível reorganização da direita fora do bolsonarismo. Nesta semana, Caiado afirmou que “existe o sentimento” para uma união entre os dois no primeiro turno.
O ex-governador de Goiás classificou uma eventual composição como um “atestado de credibilidade política” e um “respiro para a população que quer romper com a polarização”. O comando das duas campanhas, no entanto, ainda trata a possibilidade como remota.
QUEIXAS EM REUNIÃO – Dirigentes do PL admitem reservadamente que a crise interrompeu um processo de aproximação que vinha sendo construído com empresários, investidores e produtores rurais numa tentativa de apresentar Flávio como um herdeiro politicamente mais “institucional” do bolsonarismo — menos associado ao núcleo ideológico radical e mais capaz de dialogar com setores preocupados com previsibilidade econômica e estabilidade política.
Na semana passada, empresários ligados ao mercado financeiro demonstraram desconforto ao senador durante reuniões reservadas na capital paulista. Interlocutores afirmam que parte dos convidados decidiu não comparecer aos encontros depois da divulgação de novas informações sobre a relação entre Flávio e Vorcaro, incluindo a revelação de que o senador visitou pessoalmente o banqueiro em São Paulo logo após a primeira prisão do empresário.
— A maneira como isso apareceu passou a ser criminalizada, porque se perdeu o controle da narrativa. O problema aqui é que deveria ter se antecipado essa situação, não se falou em tempo hábil que aquela relação existia — admitiu o coordenador político da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Até agora nenhum banana falou em equacionar e resolver os resultados do pilantra Lula e seu Aparto em vinte anos de destruição do país.
1. Educação
📊 Posição: ~60–70/80 (PISA – OCDE)
➡️ Baixo desempenho global e alta desigualdade interna.
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2. Infraestrutura
📊 Posição: ~70–100/140 (World Economic Forum)
➡️ Gargalos logísticos e déficit em saneamento.
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3. Estado democrático
📊 Posição: ~40–60/167 (EIU Democracy Index)
➡️ Democracia “imperfeita”, com fragilidades institucionais.
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4. Tecnologia e inovação
📊 Posição: ~50–70/130 (WIPO – Global Innovation Index)
➡️ Ciência razoável, inovação produtiva limitada.
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5. Criminalidade (homicídios)
📊 Posição: entre os ~20 mais violentos do mundo (UNODC)
➡️ Altas taxas de homicídio e violência urbana.
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6. Desigualdade de renda
📊 Posição: top 10–20 mais desiguais (Banco Mundial – Gini)
➡️ Forte concentração de renda estrutural.
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7. Desenvolvimento humano
📊 Posição: ~70–90/190 (PNUD – IDH)
➡️ Desenvolvimento intermediário global.
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8. Eficiência estatal (governança)
📊 Posição: percentil ~50–60 (World Bank)
➡️ Capacidade estatal mediana-baixa.
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9. Desigualdade de gênero
📊 Posição: ~80–100 (PNUD)
➡️ Diferenças persistentes em renda, poder e violência.
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10. Desigualdade racial
📊 Sem ranking global direto
➡️ Um dos maiores contrastes raciais estruturais das Américas (IBGE).
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11. Desigualdade regional
📊 Sem ranking global direto
➡️ Um dos maiores desequilíbrios internos do mundo (IBGE).
Cabe ao Brasil combater seus criminosos
Classificar PCC e CV como terroristas não muda o fato de que combatê-los é tarefa do governo brasileiro
A decisão do governo dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas foi imediatamente capturada pela disputa política doméstica, como era previsível às vésperas da campanha eleitoral.
Flávio, que defendeu a medida em recente visita à Casa Branca, celebrou o anúncio feito pelo Departamento de Estado americano. “Grande dia”, escreveu o parlamentar numa mídia social.
Em nota, Lula reagiu chamando de “deplorável” a articulação bolsonarista e afirmando que “a soberania nacional é inegociável”.
Em meio aos ruídos típicos das lides políticas, convém serenar os ânimos e lançar luz sobre a realidade objetiva. Designar o PCC e o CV como organizações terroristas, lamentamos dizer, não será a bala de prata que mudará a vida dos milhões de brasileiros que dormem e acordam diariamente sob o jugo dos facínoras.
Por outro lado, não se pode ignorar que as facções, além das milícias, representam uma afronta ao Estado detentor do monopólio da violência e que, portanto, devem ser enfrentadas com tudo o que estiver ao alcance das autoridades, dentro da lei.
Até aqui, o crime organizado tem ganhado a guerra e expandido seu domínio, enquanto valentes agentes da lei tentam combatê-lo sem ter os instrumentos adequados para isso. Não é à toa que a sociedade se sente desamparada – e pronta a aceitar qualquer medida de força contra essas máfias.
O crime organizado avançou sobre territórios, extrapolou fronteiras e se imiscuiu em instituições e mercados legais com uma desenvoltura que expôs a fragilidade do Estado de forma constrangedora.
Há décadas, o PCC e o CV deixaram de ser bandos locais voltados ao tráfico de drogas para se tornarem estruturas criminosas altamente complexas.
Seu poder para impor medo à população de cidades como Rio, São Paulo e muitas capitais do Norte e do Nordeste do País é real. Tudo o que for feito para fortalecer o Estado no combate a essas verdadeiras máfias terá o apoio deste jornal.
Dito isso, os EUA têm o direito soberano de classificar como “terroristas” os grupos que bem entenderem, de acordo com suas leis e seus interesses estratégicos. Isso não significa, contudo, que o Brasil deva fazer o mesmo.
A despeito de suas lacunas, a Lei Antiterrorismo fixa parâmetros claros para a caracterização do terrorismo, nos quais não se enquadram nem o PCC nem o CV. Essas facções criminosas, entre outras, até podem praticar atos de violência indiscriminada e dominar territórios, mas seus objetivos são primordialmente econômicos.
Mas a confusão conceitual não diminui a gravidade da ameaça que as facções representam. E é justamente por isso que a resposta institucional à decisão dos EUA impõe prudência.
O País não está prestes a ver fuzileiros navais americanos desembarcando na Baía de Guanabara, tampouco ver-se-á livre das organizações criminosas por meio de uma canetada do secretário americano Marco Rubio.
Se estiver genuinamente preocupado em resguardar os interesses nacionais, Lula deve ter a serenidade de combinar a defesa da soberania brasileira com o estreitamento das relações com Trump de modo a construir um ambiente de cooperação entre Brasil e EUA que, de fato, fortaleça o enfrentamento ao crime organizado, um mal comum.
Cabe apenas ao Brasil combater seus criminosos, mas sem bravatas, e sim com inteligência policial, integração entre as forças de segurança, controle de fronteiras, asfixia financeira das facções e cooperação internacional permanente.
Nenhuma decisão tomada desde Washington substituirá a responsabilidade do Estado brasileiro de enfrentar os criminosos que aqui nasceram, cresceram e consolidaram seu poder marginal.
Nenhuma intervenção estrangeira devolverá a tranquilidade às famílias que vivem sob a ameaça cotidiana às suas liberdades mais comezinhas.
E, finalmente, nenhum bate-boca eleitoreiro sobre soberania nacional e leniência com o crime tirará o sono dos chefões mafiosos que ameaçam o Brasil.
O Estado de S. Paulo, Opinião, 30/05/2026 | 03h02 Por Editorial
Texto relevante.
Marco Rubio deu um presente ao Flávio e colocou Lula numa sinuca
O secretário Marco Rubio anunciou que passará a classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas.
Os Estados Unidos já vinham estudando designar CV e PCC como terroristas já fazia tempo, dados os tentáculos internacionais de ambos no universo em expansão do narcotráfico.
O anúncio, contudo, saiu sob medida para beneficiar Flávio em momento difícil. Ajuda Flavio e atinge o ponto mais vulnerável do governo Lula: a segurança pública, maior preocupação dos eleitores.
Lula sempre se opôs ao que os americanos tomassem tal medida. O chefão petista a tem como atentatória à soberania nacional.
Agora, Lula está diante da dificuldade de continuar no discurso em defesa da soberania, sem passar a imagem de ser defensor das organizações criminosas que entraram na mira de Washington.
A decisão de classificar os grupos criminosos como organizações terroristas de maneira inopinada, sem qualquer aviso prévio a Brasília, FOI MUITO MAIS UMA DECISÃO DE MARCO RUBIO, SECRETÁRIO DE ESTADO, COM O APOIO DO VICE-PRESIDENTE J.D. VANCE.
Lembre-se de que Flávio conversou com ambos no dia seguinte à sua foto relâmpago com Trump.
Mais ideológicos do que o presidente americano, Rubio e Vance teriam saído da conversa com a conclusão de que a melhor forma de ajudar Flávio seria incluir CV e PCC na legislação americana sobre terrorismo. (…) TRUMP TERIA APENAS DADO SINAL VERDE.
Fato é que o próprio candidato bolsonarista e o seu entorno foram pegos de certa surpresa.
Os bolsonaristas estão felizes com o que apontam como panaceia para enfrentar o crime organizado no Brasil, e muitos são levados a pensar que a medida americana diminuirá o número de latrocínios motivado por roubo de celular, em sinapses para mim insondáveis.
São os mesmos que acreditam que a experiência levada a cabo por Nayib Bukele em El Salvador, um país com a população da cidade do Rio de Janeiro, é aplicável ao Brasil.
Ingenuidades e ilusões à parte, não se ignore o terreno sobre o qual elas se erigiram: PCC e CV só surgiram e se multiplicaram, ocupando extensas áreas urbanas e infiltrando-se na política, por causa da irresponsabilidade ideológica, da desídia, da incompetência e da cumplicidade das autoridades brasileiras do inteiro espectro político, e isso desde há muito.
Fonte: Metrópoles, Política, Opinião, 29/05/2026 14:57 Por Mario Sabino
Essa direita é muito burra mesmo não.
Agora já não se fala mais sobre R$129.000.000,00, Resort Taiaiá.
E os idiotas ao invés de se manterem unidos, cada um defendendo a sua candidatura, ficam buscando seus próprios intere$$es.
Cada povo, realmente, tem os governantes que merece.
Crise Flavio Vorcaro.
Crise Flavio Vorcaro.
Crise Flavio Vorcaro.
Crise Flavio Vorcaro.
Crise Flavio Vorcaro.
Nessa corrida podem fazer de tudo. trocar, destrocar, inverter, escorregar, desistir, avançar e todo mundo pode esculhambar todo mundo, só não pode é esquecer da Crise Flavio Vorcaro.
Crise Flavio Vorcaro pra cá e Crise Flavio Vorcaro pra lá.
Essa crise já sentou o pé na bunda de todas as outras crises que existiram e que ainda vão existir
Até o Jacu com chapéu de espantalho de milharal está espantado e com a veia do pescoço dilatada,
Derrubar helicópteros com armas de guerra não é terrorismo. É muito amor pelo Ladrão™ e seus seguidores.