
Tensões no STF estão prestes a explodir
Vera Magalhães
O Globo
Passada a semana do feriado, a volta ao trabalho presencial deverá ser acompanhada por um clima para lá de pesado no Supremo Tribunal Federal (STF). As tensões que vêm se acumulando entre os ministros nos últimos meses, em razão de divisões internas e discordâncias quanto ao papel do Judiciário no jogo institucional, tendem a deixar os bastidores e resultar em algum tipo de confrontação explícita.
Os gatilhos são vários, mas o estopim foi aceso com a organização de um evento pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, para tratar de ética no Judiciário, simultaneamente à realização do Fórum de Lisboa, evento anual promovido pelo IDP, instituição de ensino fundada pelo decano do STF, ministro Gilmar Mendes.
GILMARPALOOZA – O evento, que está em sua 14ª edição, ganhou na imprensa e entre os frequentadores o apelido de “Gilmarpalooza”, numa analogia entre a sua grandiosidade e o conhecido festival internacional de música. Todo ano reúne diversas autoridades brasileiras, portuguesas e de outros países, além de empresários e acadêmicos do mundo jurídico, numa programação de palestras, mesas de debates e lançamento de livros.
A confluência de autoridades e empresários com interesses nos três Poderes num ambiente propício ao lobby tem sido uma das razões para eventos dessa natureza terem entrado na mira dos críticos. O congresso organizado pelo presidente do STJ, que contou com palestras do presidente do STF, ministro Edson Fachin, e da ministra Cármen Lúcia, escolhida por ele para relatar um até aqui incipiente código de conduta da Corte, foi marcado por críticas indiretas a essas e outras práticas.
Ficou explícita a divisão vigente hoje no Supremo. De um lado, o grupo sob a órbita de influência do decano e de Alexandre de Moraes. De outro, Fachin, um presidente minoritário que enfrenta imensa dificuldade de implementar a agenda que timidamente empunhou.
FILIBUSTER – O próprio Gilmar já tratou de tirar o mal-estar da coxia ao cobrar publicamente Fachin pela paralisação da discussão de temas importantes no tribunal. Ele acusou o colega de recorrer a filibuster, prática de obstrução legislativa característica do Senado dos Estados Unidos, e listou uma série de processos importantes, com repercussão econômica, que se encontram parados.
Há também temas da política pendentes de decisão por iniciativa da ala ligada ao decano. Ele próprio pediu vista da ação que questiona as mudanças introduzidas pelo Congresso à Lei da Ficha Limpa. Essa indefinição condiciona a possibilidade de vários políticos que estavam inelegíveis, mas poderiam ser candidatos graças à nova interpretação dada pelo Legislativo, prosseguirem com suas campanhas.
O ministro Flávio Dino, que integra o grupo de Gilmar, também paralisou a discussão sobre a realização de eleições diretas ou indiretas no Rio de Janeiro para suprir a vacância criada com a renúncia do governador e do vice — diferentemente de outros estados que passaram por situações similares, mas já realizaram pleitos indiretos.
ELEFANTE NO PLENÁRIO – Para além das divergências jurídicas e filosóficas sobre o papel do Judiciário, existe ainda um elefante estacionado no plenário do STF que torna as relações ainda mais explosivas, e ele se chama caso Master. O relator do caso, André Mendonça, designado depois que Dias Toffoli finalmente se declarou suspeito para continuar relatando o caso a que ficou aferrado por mais de dois meses, tem conduzido o explosivo inquérito longe dos holofotes da imprensa e das redes sociais, mas sob o escrutínio desconfiado de colegas.
Os próximos dias também fornecerão combustível extra para a crise, com a decisão do Ministério Público Federal e do relator sobre a nova tentativa de delação de Daniel Vorcaro, que, a depender do que decidir revelar, pode engolfar integrantes da já conflagrada Corte, como Toffoli e Alexandre de Moraes.
STF descumpre própria regra e tem 94 decisões individuais sem julgamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) tem dificuldade de cumprir uma regra baixada pela própria Corte.
Dados do tribunal mostram que existem hoje 94 decisões liminares monocráticas que seguem sem a apreciação de um colegiado – as duas turmas ou o plenário, a depender do tipo de processo.
Uma mudança realizada no Regimento Interno em dezembro de 2022 pela então presidente da Corte, Rosa Weber, hoje aposentada, determina que liminares concedidas individualmente pelos ministros devem ser submetidas a um julgamento colegiado na sessão seguinte.
Em casos de urgência, como ordens de prisão, há a possibilidade de convocação de sessão extraordinária em até 24 horas para a análise da decisão.
(…)
O Estado de S. Paulo, Política, 08/06/2026 | 05h30 Por Carolina Brígido
https://www.estadao.com.br/politica/stf-descumpre-propria-regra-e-tem-94-decisoes-individuais-sem-julgamento/
Maior autoridade do país, Xande já não parece tão impassível como antes.
“Quando a maré baixa é que se vê quem estava nadando sem roupa”, alerta Warren Buffet.
E é o que parece estar acontencendo.
Nasce um otário por segundo
No Brasil, um influencer que se preze tem de 1 milhão a 100 milhões de seguidores
Quem serão esses milhões que seguem Camila Pudim, Pamela Fuego e Leuriscleia?
Perguntaram-me quantos “seguidores” eu calculava que tivesse. Embatuquei: “Sei lá, nunca pensei nisso. Acho que nenhum”. O outro insistiu: “Não é possível. Você está na imprensa há milhões de anos, escreve livros, dá entrevistas. É um dos principais influencers do país”.
Reagi com “Deus me livre, imagine a responsabilidade de influenciar alguém, de ser responsável por algo que uma pessoa faça ou deixe de fazer!”.
É verdade. Mal consigo dar conta de mim mesmo e meus gatos Bing, Dixie e Bizu acham ridículas minhas tentativas de ensiná-los a miar em francês. Além disso, em que um “influencer” influencia seus “seguidores”?
Não faltou quem me instruísse. Um influencer é alguém que usa instagrams, youtubes, tiktoks eque tais para produzir vídeos, fotos e textos sobre si mesmo e atrair seguidores que se deixam “impactar por suas opiniões, sugestões, rotinas, atitudes e opções de consumo ”. E que, devidamente impactados, passam a regular por ele suas preferências. Em quê?
“Em tudo: moda, games, viagens, gastronomia, até aplicações financeiras”. “Sério?”, perguntei. E o que o influencer ganha com isso? “Fábulas —é pago pelos serviços e marcas que ‘recomenda’. Descubra quantos o seguem e calcule a grana que isso rende.”
No Brasil, me disseram, um influencer que se preze tem de 1 milhão a 100 milhões de seguidores. Quis saber quais eramos principais e ouvi nomes como Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Anitta, Vinicius Jr., Ivete Sangalo. Até aí tudo bem —são famosos, com profissão definida, não falta quem queira ser como eles.
Mas quem é Virginia Fonseca, com 56 milhões de seguidores? O que ela faz? E Camila Pudim, Açucena Guerra, Gustavo Tubarão, Pamela Fuego, Andressa Suíta? E sumidades com nomes como Hytalo, Thallysson, Sunaika, Pkllipe, Wueverton e Leuriscleia? Mais importante ainda: quem são os milhões de brasileiros que os seguem?
P.T. Barnum (1810-91), inventor do mafuá de horrores, deixou uma frase que parecia imortal: “Nasce um otário por minuto”. Isso já era. Hoje é por segundo.
Folha de S. Paulo, Opinião, 7.jun.2026 às 8h00 Por Ruy Castro
O Aparato Petista, dependendo de preservar o neandertal, pode vir a perder a sua única “liderança” jovem, que não seja os herdeiros de suas capitanias, como o sobrinho da pior presidente do país.
https://www.youtube.com/watch?v=x1-IgZkGcVI
Vejam bem a vagabundagem defendendo o vagabundo.
Inveja a solidariedade entre os decantes morais.
… dependendo de preservar o neandertal em formol …
Reeleito, o Palácio do Planalto virará o Museu Vivo do foro de São Paulo, onde poderá esperar que a sua única causa, o anti-imperialismo (não-causa vitimista e justificadora da sua incompetência) aconteça.
Os grandes impérios da história duraram, em média, entre 150 e 500 anos de predominância. Considerando modelos modernos de transição hegemônica, a ascensão da China e os indicadores de poder econômico, tecnológico, militar e financeiro dos Estados Unidos, a projeção mais provável é que a hegemonia americana iniciada em 1945 dure entre 135 e 170 anos, estendendo-se aproximadamente até 2080–2115.
Um dos modelos mais utilizados para analisar ciclos de ascensão e declínio de potências é:
P(t)=\frac{K}{1+e^{-r(t-t_0)}}
Nesse modelo, (P(t)) representa o poder relativo da potência ao longo do tempo. Aplicando essa abordagem aos dados atuais, os EUA ainda mantêm liderança militar, financeira e tecnológica, mas a rápida expansão chinesa sugere uma transição gradual para um sistema multipolar ao longo das próximas décadas, e não um colapso súbito da influência americana.
ChatGpt
Olhem o nível do vagabundo que a pilantragem sai às ruas pra defender.
https://www.youtube.com/watch?v=wgcE7smlTzo
Perder o mandato em uma Assembleia como a do Rio é demais!
Xô!
A que nível chegaram estes vermes!
Na foto e na parede, um dos milhares alí crucificados e que deveria ter seus cabisbaixos olhos também vendados!
PS. Quem daí, arrependido optará pelo abandono do atual e situado abismo?
Adendos, em:
https://ihr.org/journal/v06p-23_baxter-html
“O Grande Julgamento por Sedição de 1944: Uma Memória Pessoal.”
David Baxter
Tenho a honra de discutir um evento histórico no qual desempenhei um papel pessoal: o notório Julgamento por Sedição de 1944. Como cristão, há muito perdoei aqueles que foram responsáveis por instigar essa perseguição a cidadãos americanos e não guardo rancor de ninguém. Parte do que tenho a relatar é mera lembrança pessoal, enquanto outra parte é fato indiscutível. Os historiadores devem fazer essas distinções. Escrevo aqui como testemunha da história.”
PS. Tanto lá, quanto cá, a aplicada criminosa “metodologia”!
Briguem desgraçados, briguem. E tenham o mesmo fim dos personagens da fita “Os 8 odiados”.