
Distribuição divide direção e deputados do PT
Augusto Tenório
Folha
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, sugeriu enviar o fundo eleitoral das campanhas a deputado para os diretórios estaduais do partido decidirem como será dividida a verba. A sugestão causou forte reação na atual bancada da sigla, que prefere concentrar a partilha na direção nacional.
A ideia foi lançada por Edinho numa reunião com a bancada de deputados federais há algumas semanas, segundo parlamentares da sigla, com o argumento de que os dirigentes estaduais teriam uma percepção melhor de quais são os candidatos com mais chances e que valeriam maior investimento. Deputados reclamaram imediatamente, e o encontro foi encerrado sem resolução.
PREOCUPAÇÃO – Deputados afirmaram à Folha, sob reserva, que há preocupação que esse modelo de distribuição de fundo eleitoral os prejudique. Eles dizem que nem todos os parlamentares são da mesma corrente dos dirigentes estaduais da legenda. Por isso, temem serem preteridos na partilha, com a destinação de valores maiores para adversários internos que sejam ligados à cúpula estadual.
O PT tem várias tendências internas. A majoritária é a CNB (Construindo um Novo Brasil), mais ao centro. Há ainda correntes minoritárias, como a Mensagem ao Partido e a Articulação de Esquerda, que ficam mais à esquerda.
DISPUTAS – Mesmo dentro das mesmas correntes, há concorrências internas e disputas. Dessa forma, quem não tem o controle ou não é um aliado próximo dos dirigentes estaduais teme ficar sem fundo eleitoral se a partilha for definida a nível estadual. O presidente pode concentrar os recursos em alguém do seu próprio grupo.
Pelo desenho proposto por Edinho, o diretório nacional do PT decidiria o fundo eleitoral das campanhas do presidente da República, de governadores e senadores. Lula, que tentará a reeleição, deve receber algo em torno de R$ 120 milhões, podendo ser mais, caso o presidente não consiga um alto volume de doações privadas.
O investimento para governos e ao Senado deve ser feito a partir da prioridade nacional do partido e do desempenho dos pré-candidatos. A avaliação de Edinho é que a partilha de deputados federais seria feita com mais propriedade pelos diretórios estaduais, por estarem mais próximos das bases eleitorais. Com isso, teriam uma percepção melhor de quem tem mais chance e mereceria um investimento maior.
RECURSOS PÚBLICOS – Neste ano, os partidos contarão com R$ 4,9 bilhões de fundo eleitoral, abastecido por recursos públicos. O PT ficou com R$ 615,4 milhões para repassar a candidatos à Presidência, aos governos estaduais, ao Senado, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas.
Os gastos cobertos pelo fundo eleitoral incluem produção de material gráfico, impulsionamento de conteúdo na internet, contratação de pessoal, aluguel de espaços para eventos, transporte e serviços de comunicação para os postulantes.
Atualmente, a federação constituída por PT, PC do B e PV conta com 82 deputados. A expectativa do governo é aproximar a bancada de sustentação do presidente Lula para algo próximo das 100 cadeiras nesta eleição, para ampliar a força no Congresso e tornar o presidente menos dependente de outras siglas em novo mandato.
REGRAS DE DISTRIBUIÇÃO – O PT ainda não definiu as regras de distribuição. O assunto está em debate no GTE (Grupo Tático Eleitoral) da sigla. Serão estabelecidos critérios também para repasses a candidaturas femininas e de pessoas pretas e pardas.
A divisão do fundo eleitoral também gerou divergências no PSOL. A deputada federal Erika Hilton (SP) acusou o seu partido de dar preferência a novos pré-candidatos da sigla na distribuição.
Uma disputa puramente por interesses materiais, dinheiro ou vantagens financeiras, e não por ideologias ou valores.
Movida pela ganância e pela divisão de ganhos, lucros ou recursos financeiros.
MASSACRE DE NANQUIM 1937 , PROMOVIDO PELOS JAPONESES NA CHINA .
China: A Guerra que o Ocidente Não Consegue Ganhar , Japonese levam o ÓPIO , para a China .
O Ocidente gasta hoje o mesmo ódio com a China que gastou ontem com canhões. Mudaram as armas, não mudou o alvo.
Antes foram as Guerras do Ópio no século XIX. O Ocidente invadiu, bombardeou portos e forçou a China a abrir-se à força, para lhe vender vício e humilhação. Depois vieram as sanções, os bloqueios, as ameaças militares no Pacífico. Hoje chama-se-lhe “guerra comercial”: tarifas, vetos tecnológicos, obstaculizar compras em plataformas chinesas, tudo isto faz parte da campanha para demonizar tudo o que vem de Pequim.
É a mesma guerra, só que com fato e gravata.
Enquanto o Ocidente impôs a guerra, a China respondeu com trabalho. Não com invasões. Este é o heroísmo que o Ocidente recusa ver.
O povo chinês atravessou fomes que o Ocidente mal consegue imaginar. O Grande Salto em Frente, as secas, os colapsos agrícolas. Milhões foram sujeitos, de forma cruel, a períodos em que comer não era um prazer, era só uma forma de sobrevivência. E foi dessa dor que nasceu um hábito que aqui desprezamos: comer de tudo. Intestinos, pés, insetos, raízes. Não foi por moda de restaurante. Foi por recusa em morrer.
Essa capacidade de resistir moldou um espírito. O chinês aprendeu cedo que o mundo não lhe dá nada. Tem que se impor, mas sem disparar um tiro. Impõe-se com fábricas, com portos, com comboios, com 5G, com comércio. Enquanto outros exportam bombas, a China exporta infraestrutura.
E Nanquim, a ferida que o Ocidente finge esquecer?
Em Dezembro de 1937, às portas da Segunda Guerra Mundial, o mundo viu do que o Ocidente é capaz quando cala e quando arma. O Exército Imperial Japonês entrou em Nanquim e durante semanas transformou uma cidade em matadouro. Crianças empaladas. Mulheres violadas e depois assassinadas. Homens que não eram olhados como seres humanos, mas como extensões de baionetas. Mais de 300 mil chineses mortos em poucas semanas. Fotografias, testemunhos, valas comuns. Foi um massacre industrial, feito com frieza, com uma desumanidade que só parece ser possível em filmes, em imaginações demasiado distópicas dos seus realizadores. No entanto, foi tudo real. Aconteceu.
E o que fez o Ocidente? Virou a cara. Negociou. Vendeu aço e petróleo a quem empunhava a baioneta. Depois da guerra, muitos dos responsáveis nunca pagaram. Alguns foram protegidos. Os livros de história aqui na Europa passaram de raspão. Porque a vida chinesa valia menos. Porque o sangue amarelo não incomodava tanto como o sangue branco.
Por isso a memória é uma arma.
Um povo que enterrou 300 mil dos seus em Nanquim não esquece. Não esquece a traição, não esquece o silêncio, não esquece quem financiou o carrasco. E é dessa memória crua que nasce a teimosia de hoje. A China não quer revanche com armas. Quer nunca mais depender de quem a deixou morrer sozinha. Quer fábricas próprias, chips próprios, portos próprios, comida própria.
Chamam-lhe “ameaça” porque a China recusa ser vítima outra vez. Mas ao que eles chamam ameaça, os chineses chamam sobrevivência. Aprenderam em Nanquim que se não forem fortes, ninguém lhes estende a mão. Se estiverem vulneráveis, serão pisados, humilhados, massacrados. E por isso trabalham, poupam, aguentam a fome, aguentam sanções, aguentam insultos. E aguentam tudo isso com a mesma frieza com que o Ocidente olhou para Nanquim em 1937.
Resistência, sacrifício e visão de longo prazo
Chamam-lhe teimosia. Eu chamo-lhe memória. Resiliência.
Um povo que passou fome não tem pressa, tem paciência. Não troca o futuro por um like. Aceita sacrifício hoje para colher amanhã. Trabalha 10 anos num projeto que o Ocidente abandona em 10 meses porque não deu lucro no primeiro trimestre.
É por isso que a China ergue pontes onde outros deixam dívidas. É por isso que, cercada por tarifas, responde com mais produção. Cercada por vetos, responde com mais ciência.
O Ocidente ainda não compreendeu a forma chinesa de estar no mundo. Ou talvez tenha compreendido e apenas se recuse a deixar de entender o poder como dominação pelas armas.
Já a China entende o poder como presença na economia mundial. Não procura mandar nos outros. Procura apenas não depender de ninguém.
Por isso tanto ódio. Porque a China não se ajoelha. Porque passou por guerras, por fomes, por humilhações e em vez de se quebrar, aprendeu a comer o que havia, a trabalhar com o que tinha e a levantar-se sempre.
A guerra comercial é só o capítulo mais recente. Os canhões já falharam. As tarifas também vão falhar. Porque se há coisa que a história da China prova é isto: um povo que sobreviveu à fome e à barbárie, sobrevive a tudo.
E eis o fecho que ninguém quer ler…O tempo dos genocídios ainda não acabou. O Ocidente continua hoje tão empenhado em eliminar outros povos como ontem. Veja-se agora em vários pontos do globo. Gaza, é o exemplo mais cru e duro. Estamos a ver. Estamos a ver muito melhor Gaza hoje do que vimos Nanquim ontem. Mas fechamos os olhos hoje, quando em 1937 os queríamos abertos. É todo um outro nível de perversidade. Não somos hoje melhores seres humanos do que fomos no passado. Pelo contrário. Antes a vergonha tentava esconder. Hoje a arrogância, a ousadia, o descaramento, a impunidade, mostra, revela, escancara. Faz notícia de jornal. Ocupa os prime time das TV’s. Mas nós mudamos para a Netflix para que as imagens da dor dos outros não nos incomodem o jantar.
Houve e há tanta dor em tantos lugares. A herança de toda a humanidade, por isso mesmo, é pesada. Vivemos num planeta submerso em violência e o ar que respiramos tem mais ódio do que oxigénio. E todos nós, de uma forma ou de outra, acabaremos a pagar a dívida imensa que temos com todos os povos que desprezamos e consideramos inferiores. Quanto mais não seja, porque se não morrermos pelas armas, acabaremos envenenados.
Qual é a dúvida de que este mundo é realmente o inferno de outro mundo qualquer?
R$ 615 milhões?!
As campanhas eleitorais são frequentemente utilizadas por políticos de má-fé para o enriquecimento ilícito.
Esse processo ocorre por meio de práticas lesivas aos cofres públicos, a exemplo da emissão de notas fiscais falsas, superfaturamento de contratações e uso de “laranjas” para esconder patrimônio.
Acorda, Brasil! Presta Atenção!