Moraes deu 15 dias para PGR se manifestar
Luísa Marzullo
O Globo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o inquérito em que a Polícia Federal concluiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e abriu prazo de 15 dias para manifestação do órgão. A decisão foi assinada nesta segunda-feira, após a conclusão das investigações e o envio do relatório final ao Supremo.
Com o encerramento da investigação, o caso entra agora na fase de análise da PGR. Como Flávio possui foro por prerrogativa de função, caberá à Procuradoria avaliar o relatório da Polícia Federal e decidir se apresenta denúncia, pede novas diligências ou requer o arquivamento do inquérito. A manifestação será encaminhada a Moraes, que decidirá os próximos passos do processo.
PUBLICAÇÃO NAS REDES – O caso tem origem em uma publicação feita por Flávio no X, em janeiro deste ano, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Na postagem, o senador compartilhou uma montagem com a foto de Maduro ao lado da frase “Cayo Maduro – Capturado ” e de uma manchete sobre uma reunião convocada pelo governo brasileiro após a prisão do venezuelano. Na legenda, escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.
No relatório encaminhado ao STF na última sexta-feira, a Polícia Federal sustentou que Flávio extrapolou os limites da crítica política ao atribuir falsamente a Lula a prática dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. Para os investigadores, a publicação não representou mera manifestação de opinião, mas a imputação direta de condutas criminosas ao presidente da República.
Segundo a PF, ao afirmar que Lula “será delatado”, o senador faz referência ao instituto da colaboração premiada e pressupõe a participação do presidente nos crimes listados na sequência da publicação. “Tendo em vista o teor da postagem (…), fica claro que o senador afirma que a delação seria feita por Nicolás Maduro e que, no entendimento do senador, os crimes pelos quais o presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem”, afirma o relatório.
COMETIMENTO DE CRIMES – A corporação concluiu que Flávio imputou falsamente ao presidente o cometimento dos crimes citados e o indiciou pelo crime de calúnia, previsto no Código Penal, com o agravante previsto para ofensas dirigidas ao presidente da República e praticadas por meio que facilite sua divulgação.
A defesa de Flávio contestou a conclusão da investigação. Em manifestação apresentada ao Supremo, os advogados afirmaram que o inquérito foi concluído “em tempo recorde”, sem a realização de oitivas ou diligências relevantes. Também sustentaram haver “dúvidas legítimas” sobre a condução do procedimento e disseram esperar que “a instauração e a condução desse procedimento não tenham sido influenciadas por interesses políticos”.
Vão ter que juntar com o inquérito que o Lula vai sofrer por xenofobia, racismo e intolerância em Santa Catarina. O que o Rachadinha disse sobre o Lula é água com açúcar.
Ligação do PT ao PCC foi denunciada por Marcos Valério, operador do Mensalão
A oposição sempre denuncia as relações do PT de Lula com o PCC para explicar as omissões do governo no combate ao crime organizado, mas a primeira acusação não é recente.
O operador do mensalão Marcos Valério, das entranhas do petismo, contou à PF ter ouvido do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira que o prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel foi morto em 2002 após seu dossiê sobre financiamento eleitoral ilegal petista via bingos e empresas de ônibus ligados ao PCC.
A prisão semana passada do vereador Senival Moura (PT), suspeito de submissão ao PCC desde 2014, pode indicar que a ligação se manteve.
Em 2019, áudios de presos do PCC mencionaram “diálogo cabuloso” dos integrantes da organização criminosa com governos do PT.
Em 2006, nos ataques do PCC em SP, presos grampeados indicaram em conversas telefônicas que não atacariam alvos do PT.
Dirigentes do PT já foram acusados de ligação a perueiros e empresas controladas pelo PCC para lavagem de dinheiro e contratos públicos.
Diário do Poder, Opinião, 30/06/2026 0:00 | Por Cláudio Humberto. Com Tiago Vasconcelos e Rodrigo Vilela
Então por a PF e MPB não abrir inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) , por traição , conspiração e trama contra o Brasil , junto a governos estrangeiros , além dos crimes de corrupção , roubo do dinheiro e bens públicos e lesa-pátria , que são públicos e notórios?