
Gestão do TSE e caso Master ampliam alinhamento
Matheus Teixeira
Teo Cury
CNN
O alinhamento dos ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, que oscilou desde que foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao STF (Supremo Tribunal Federal), ampliou-se nos últimos meses.
De um lado, Mendonça tem dado respaldo à gestão de Kassio à frente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ambos costumam votar em convergência nos principais julgamentos. De outro, Kassio deu votos decisivos para garantir vitórias importantes a Mendonça como relator das investigações sobre fraudes do Banco Master.
CONVERGÊNCIA – A avaliação nos bastidores do Supremo é a de que os dois devem manter posições convergentes, ao menos até o final das eleições. Depois, no entanto, há dúvidas sobre a posição de Kassio em relação ao caso Master.
O magistrado tem sido pressionado pela ala da corte que defende um freio de arrumação na condução do processo. O voto do ministro pode ser decisivo em julgamentos e eventualmente impor reveses a Mendonça e ao caso Master.
A Segunda Turma, onde os processos do Master são analisados, é formada por cinco ministros. Dias Toffoli, no entanto, se declarou suspeito e não tem participado dos julgamentos. Luiz Fux tem se alinhado automaticamente a Mendonça. Gilmar Mendes, por sua vez, até quando seguiu o voto do relator do Master, fez questão de reforçar suas ressalvas e preocupações com a condução do processo.
CONTRAPONTO – Recentemente, o ministro sinalizou que pode se tornar um contraponto aos posicionamentos do relator no colegiado. Caso Kassio apoie o decano em eventuais divergências, com apenas quatro ministros participando dos julgamentos, aumentam as chances de derrotas para Mendonça — empates em matéria penal beneficiam os investigados.
No julgamento em que Gilmar votou para derrubar a prisão preventiva de Henrique e Felipe Vorcaro, por exemplo, Kassio seguiu o entendimento de Mendonça. Um dos argumentos apresentados por Kassio, porém, foi de que Mendonça, por ser relator, tinha mais informações sobre o caso, o que foi interpretado por pessoas próximas a Kassio como sinalização de um voto de confiança ao colega — e não um argumento de alinhamento do ponto de vista jurídico.
MAIOR ABERTURA – A expectativa, de acordo com fontes, leva em consideração o histórico de Kassio, que é ex-advogado e visto como mais aberto a argumentos apresentados pelas defesas. A aposta no tribunal, porém, é a de que ele não deve ajudar a derrubar decisões de Mendonça e enfraquecê-lo na relatoria do caso Master, ao menos até o fim das eleições deste ano. Isso porque ambos estão unidos para fortalecer o TSE e evitar que o STF se torne uma instância recursal frequente da corte eleitoral.
Historicamente, o TSE dá a palavra final em impasses jurídicos durante as eleições. Uma ala do STF, porém, tem afirmado nos bastidores que pode impor derrotas ao tribunal eleitoral caso o órgão não atue de maneira efetiva contra as fake news e críticas às urnas eletrônicas.
Gilmar, por exemplo, afirmou em entrevista que o Supremo pode derrubar a decisão de Kassio que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da Atlas/Intel. Além disso, Moraes abriu inquérito sobre acusações do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Gilmar pediu investigação contra o pré-candidato Romeu Zema (Novo), situações que poderiam ter sido resolvidas na esfera eleitoral.
No nosso caso, a solução Bukele mostra-se insuficiente.
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-56969230
A destruição da democracia, do Estado e da república exige uma nova concertação do tipo Diretas Já.
Isto deverá vir ou pelo aprofundamento das investigações do PCC pelos EUA ou pelo certo impeachment do Lula, caso reeleito.
O cenário é de convergência de ambos.
Mesmo porque o picolé de chuchu das capitanias hereditárias bolsonaristas mostra-se um sujeito absolutamente fraco, e decisivamente sem qualquer qualificação pra ser presidente, ainda mais diante dos enormes desafios do próximo ano.
Como dizemos nós mineiros: “Cê é fi de quem?”
https://forbes.com.br/forbes-money/2026/03/o-brasil-empurra-o-ajuste-fiscal-e-2027-sera-o-momento-da-verdade/
O cenário ideal é que a bomba estoure no colo do jacu de gaiola inútil, que se encontra muito triste com a sacanagem que o Trump está fazendo com os seus “nossos criminosos”.