Ninguém jamais expressou a dor de cotovelo como o gaúcho Lupicínio Rodrigues

Tribuna da Internet | A felicidade eterna com que Lupicínio sonhava, porém  jamais iria encontrarPaulo Peres
Poemas & Canções

O compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914-1974), Lupe, como era chamado desde pequeno, sempre foi um mestre no emprego do lugar-comum, tal qual ele capta nos versos de “Volta” o imenso vazio das noites que a saudade torna insones. 

Ele era um especialista na chamada dor de cotovelo, como se diz quando alguém coloca os cotovelos sobre o balcão do bar e pede uma dose dupla para afastar a solidão.

A música fez enorme e duradouro sucesso, sendo gravada por muitos intérpretes, inclusive Gal Costa, no LP Índia, em 1973, pela Phonogram.

VOLTA
Lupicínio Rodrigues

Quantas noites não durmo
A rolar-me na cama,
A sentir tantas coisas
Que a gente não pode explicar
Quando ama.

O calor das cobertas
Não me aquece direito…
Não há nada no mundo
Que possa afastar
Esse frio do meu peito.

Volta!
Vem viver outra vez ao meu lado!
Não consigo dormir sem teu braço,
Pois meu corpo está acostumado…

2 thoughts on “Ninguém jamais expressou a dor de cotovelo como o gaúcho Lupicínio Rodrigues

  1. Grande Lupicínio. Fui muitas vezes num bar, onde seu companheiro, Darcy Alves tocava violão e cantava sambas, não só do Lupicínio, como de outros sambistas.

  2. Loucas Fantasias
    ==============

    Ah que beijo gostoso
    Que faces macias…
    Assim mato o tempo
    Com etéreas fantasias

    Se alguém assim me visse
    Diria que sou um louco
    Sonhando por puro prazer
    Mas de louco tenho pouco:

    É que só nos sonhos
    A posso ter!

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