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Senador simula indignação com medida de Trump
Bernardo Mello Franco
O Globo
Depois de um mês de ameaças, o governo americano baixou um novo tarifaço sobre produtos brasileiros. O secretário Marco Rubio não disfarçou o teor político da medida. Num tuíte pouco diplomático, atacou o presidente Lula e disse que ele teria colocado “o próprio ego” à frente das negociações.
É curioso um subordinado de Donald Trump criticar o ego alheio, mas o pior ficou para as justificativas. A Casa Branca voltou a reclamar do Pix, de decisões judiciais que contrariaram big techs e até do desmatamento da Amazônia, que caiu pela metade nos últimos três anos.
PRÓXIMO TERRENO – O trumpismo tem um projeto. Quer restaurar o poder de mando sobre a América do Sul, numa versão reciclada da Doutrina Monroe. Nos últimos anos, sete países da região elegeram presidentes de direita ou extrema direita alinhados ao republicano. O Brasil é o próximo terreno dessa batalha.
Desde o tarifaço de 2025, o Itamaraty se empenhava em aparar arestas e distensionar as relações com os Estados Unidos. O esforço culminou na visita de Lula a Trump, no início de maio. Passados dois meses, a alardeada química entre os dois presidentes evaporou. Quem quiser entender a mudança deve observar os movimentos recentes de Flávio Bolsonaro.
O candidato do PL fez promessas em série ao governo americano. Em público, acenou com acesso privilegiado a terras-raras, tarifa zero sobre o etanol e até uma “equipe de transição” para anotar pedidos da Casa Branca. Talvez seja preciso esperar pela divulgação de documentos reservados, daqui a algumas décadas, para saber o que ele barganhou em privado.
RESPONSABILIZAÇÃO – O estrago para a economia brasileira já está contratado. A questão é saber quem o eleitor vai responsabilizar pelos prejuízos. Na primeira rodada de sobretaxas, Lula empunhou a bandeira da soberania e se recuperou nas pesquisas. O movimento pode se repetir com o novo tarifaço, abrindo mais uma frente de desgaste para Flávio.
Nesta quinta-feira o senador ensaiou uma cambalhota discursiva para tentar se descolar do amigo americano. Em vídeo divulgado nas redes, fingiu espancar a tela e bradou que a culpa era de Lula, e não dele. A julgar pelos números da Quaest, apenas 30% dos eleitores parecem dispostos a acreditar nesse teatro.
Uai, não sabia que o Flávio fora congressista dos EUA em 1974!
Flávio Bolsonaro nasceu no ano de 1981!
A ignorância total, ou a desonestidade intelectual grassa pelos aparelhos de dominação e repressão ideológicas do Aparato Petista.
Vai um pouco de memoriol.
Histórico da Seção 301 dos EUA e sua aplicação ao Brasil
Cronologia geral
• 1974 – O Congresso dos EUA aprova o Trade Act de 1974, criando a Seção 301, que autoriza o governo americano a investigar e retaliar práticas comerciais consideradas injustas de outros países.
• Anos 1980 – A Seção 301 passa a ser usada com frequência pelo governo Reagan para pressionar parceiros comerciais a abrir mercados e fortalecer a proteção à propriedade intelectual.
• 1988 – A lei é fortalecida pelo Omnibus Trade and Competitiveness Act, que cria a chamada “Super 301”, ampliando o poder do Executivo para identificar países considerados prioritários para investigação.
• 1995 – Com a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), muitos litígios comerciais passam a ser resolvidos pelo sistema multilateral, reduzindo o uso unilateral da Seção 301, embora ela permaneça em vigor.
• 2017–2020 – O governo Trump volta a utilizar intensamente a Seção 301, sobretudo contra a China, impondo tarifas sobre centenas de bilhões de dólares em importações.
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Cronologia da aplicação ao Brasil
• 1985–1988 – Os EUA iniciam investigações envolvendo o Brasil por supostas deficiências na proteção à propriedade intelectual, especialmente em informática, software e patentes farmacêuticas.
• Final dos anos 1980 – O Brasil sofre forte pressão para alterar sua legislação sobre patentes e direitos autorais. Algumas medidas de retaliação comercial são cogitadas pelos EUA.
• Década de 1990 – Durante a abertura econômica brasileira e a criação da OMC, os conflitos bilaterais diminuem e passam a ser tratados prioritariamente no âmbito multilateral.
• 1996 – O Brasil aprova a nova Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/96), ampliando a proteção às patentes, atendendo em parte às exigências internacionais.
• 2000–2016 – Não há grandes investigações da Seção 301 especificamente contra o Brasil. As divergências comerciais concentram-se em disputas na OMC, como os casos do algodão e do suco de laranja.
• 2025 – O governo dos EUA anuncia uma nova investigação da Seção 301 sobre práticas comerciais do Brasil, abrangendo temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, proteção à propriedade intelectual, combate à pirataria, acesso ao mercado e questões relacionadas a tarifas e tratamento de empresas americanas. Trata-se da primeira investigação de grande alcance contra o Brasil em várias décadas.
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Realmente o Taxadd é muito melhor que o “Tariflávio”!
* **Automóveis importados:** Imposto de Importação + IPI + PIS-Importação + COFINS-Importação + ICMS → **carga total de 80% a mais de 100%**.
* **Motocicletas importadas:** Imposto de Importação + IPI + PIS-Importação + COFINS-Importação + ICMS → **70% a 100%**.
* **Smartphones importados:** Imposto de Importação + IPI + PIS-Importação + COFINS-Importação + ICMS → **50% a 80%**.
* **Notebooks importados:** Imposto de Importação + IPI (quando aplicável) + PIS-Importação + COFINS-Importação + ICMS → **35% a 60%**.
* **Televisores importados:** Imposto de Importação + IPI + PIS-Importação + COFINS-Importação + ICMS → **50% a 80%**.
* **Consoles de videogame:** Imposto de Importação + IPI + PIS-Importação + COFINS-Importação + ICMS → **60% a 90%**.
* **Tênis e roupas importados:** Imposto de Importação + IPI + PIS-Importação + COFINS-Importação + ICMS → **60% a 90%**.
* **Perfumes importados:** Imposto de Importação + IPI + PIS-Importação + COFINS-Importação + ICMS → **70% a 100%**.
* **Vinhos e outras bebidas alcoólicas importadas:** Imposto de Importação + IPI + PIS-Importação + COFINS-Importação + ICMS → **50% a 80%**.
* **Peças automotivas importadas:** Imposto de Importação + IPI + PIS-Importação + COFINS-Importação + ICMS → **40% a 70%**.
* **Máquinas e equipamentos industriais:** Imposto de Importação + PIS-Importação + COFINS-Importação + ICMS (e IPI quando aplicável) → **20% a 50%**.
**Observação:** Esses percentuais representam a **carga tributária total** incidente sobre o produto importado. Apenas o **Imposto de Importação** é uma tarifa aduaneira; **IPI, PIS, COFINS e ICMS** são tributos internos que também incidem sobre produtos fabricados no Brasil, embora a carga efetiva sobre importados possa ser maior devido à forma de cálculo e à ausência de alguns benefícios fiscais concedidos à produção nacional.
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O Hexa está pronto em 2.030,. é só aguardar….
Juntos, técnicos finalistas da Copa não ganham 50% do salário de Ancelotti…
https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/rafael-reis/2026/07/17/juntos-tecnicos-finalistas-da-copa-nao-ganham-50-do-salario-de-ancelotti.htm?cmpid=copiaecola
É só mesmo um picolé de chuchu, cuja única virtude é ser herdeiro das capitanias bolsonarista, pra já não ter sepultado a candidatura do jacu de gaiola neandertal, absolutamente incompetente pra tratar das questões infraestruturais brasileiras.
Marx explica o papel ridículo do jacu de gaiola Lula e seus aparelhos de dominação e repressão político-ideológicos, com o olho gordo na reeleição.
Pela perspectiva marxiana, essa reação pode ser interpretada como um caso clássico de predominância da superestrutura ideológica sobre a análise da infraestrutura econômica.
• A Seção 301 é um instrumento da infraestrutura econômica.
o Trata-se de um mecanismo de política comercial dos EUA.
o Seu objetivo imediato é proteger interesses econômicos, tecnológicos e comerciais considerados estratégicos pelos Estados Unidos.
o Está ligada às relações de produção, comércio internacional e acumulação de capital.
• Na teoria de Marx, a infraestrutura condiciona a superestrutura.
o A infraestrutura corresponde à base econômica da sociedade.
o A superestrutura compreende instituições políticas, jurídicas, ideológicas e os discursos que interpretam os fatos.
o A superestrutura tende a refletir e defender interesses vinculados à base material.
• A reação brasileira pode ser vista como predominantemente superestrutural.
o Em vez de concentrar o debate nos efeitos econômicos da Seção 301 sobre exportações, investimentos e comércio bilateral, parte do discurso público desloca a discussão para:
soberania nacional;
defesa da democracia;
disputas ideológicas;
conflitos diplomáticos;
questões de legitimidade política.
• Segundo Marx, esse deslocamento não seria incomum.
o A política frequentemente traduz conflitos econômicos em linguagem ideológica.
o O debate deixa de enfatizar interesses materiais e passa a girar em torno de valores, identidades e narrativas.
• Há uma “autonomia relativa” da superestrutura.
o Embora Marx enfatize a primazia da base econômica, autores marxistas posteriores, como Antonio Gramsci, destacaram que a superestrutura possui capacidade de influenciar a própria dinâmica econômica.
o Assim, governos e atores políticos podem responder a pressões econômicas por meio de discursos que buscam construir consenso e legitimidade.
• Aplicando essa lógica ao caso brasileiro:
o A medida norte-americana possui natureza predominantemente econômica.
o A resposta política tende a reinterpretá-la como um conflito de soberania, de democracia ou de ingerência externa.
o A disputa econômica é “revestida” por uma narrativa política e ideológica.
• Do ponto de vista marxiano, isso pode ser entendido como uma mediação ideológica.
o O conflito material permanece existindo.
o Mas ele chega ao debate público sob a forma de discursos políticos e jurídicos, que pertencem à superestrutura.
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O Rei do Chocolate ainda não entendeu o Piratão da Matrix
Posso desenhar …, talvez entenda..!
eh!eh!eh
PS.
O militante da Foice & Martelo & Piçol também não entende…
Joaquim Barbosa diz que não será candidato à Presidência da República
Ex-ministro do STF se filiou ao partido Democracia Cristã (DC) em abril, e fez exigências para se lançar na disputa
Sem estrutura, ele enviou mensagem ao presidente da legenda comunicando que não vai concorrer
HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA!HA
tragicomédia anunciada…..
o O conflito material permanece existindo.
o Mas ele chega ao debate público sob a forma de discursos políticos e jurídicos, que pertencem à superestrutura.
Só na base do kô, sairemos da periferia pra borda da periferia do capitalismo do Quinto Mundo.
Até parece que é preciso os EUA para que o povo brasileiro seja extorquido.
Temos nosso Taxadd!
Situação fiscal do Brasil (2023–2026) – Resumo em tópicos
• 💰 Dívida pública: saltou de 71,7% para cerca de 80% do PIB em pouco mais de três anos — aumento de cerca de R$ 1 trilhão. (Banco Central)
• 📈 Mais impostos: a carga tributária chegou a 32,4% do PIB, uma das maiores da história do país. (Tesouro Nacional)
• 🌍 Ranking mundial: se o Brasil fosse membro da OCDE, estaria entre os 15 países com maior carga tributária do mundo. (IBPT/OCDE)
• 🏆 Pior retorno: apesar da alta arrecadação, o Brasil ficou pela 14ª vez consecutiva em último lugar no ranking de retorno dos impostos em serviços públicos entre os países de maior carga tributária. (IBPT – IRBES)
• 💸 Juros da dívida: o governo gasta centenas de bilhões de reais por ano apenas para pagar juros da dívida pública, reduzindo recursos para saúde, educação e infraestrutura. (Banco Central)
• 📊 Arrecadação recorde, dívida maior: mesmo com aumento da arrecadação, a dívida continuou crescendo, indicando que o aumento de receitas não foi suficiente para conter o avanço dos gastos. (Banco Central e Tesouro Nacional)
• ⚠️ Alerta fiscal: o próprio Tesouro Nacional reconhece que, sem novas reformas, a dívida continuará crescendo nos próximos anos. (Tesouro Nacional)
Fontes: Banco Central do Brasil; Tesouro Nacional; Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT); OCDE.
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Não sei como o jacu de gaiola acha alguém pra o defender de graça!
De graça?
‘Flávio agora tenta (inutilmente) se descolar do tarifaço que ajudou a construir’ e que está carimbado na sua testa.
Quem carimbou o tarifaço na testa dos Bolsonaros foram eles próprios
Quem primeiro atrelou o clã Bolsonaro ao tarifaço contra o Brasil foi ‘genial’ Dudu Bananinha, que se arrogou o feito e alardeou, direto dos States, que a sanção era fruto de suas articulações internacionais.
Agora, foi Marco Rubio quem jogou nas costas de Flávio Rachadinha a autoria das tarifas mais recentes, ao anunciar as sanções contra o Brasil justamente após a controversa visita de Rachadinha à Casa Branca.
À extrema-direita arrogante, prepotente e autoritária faltaria inteligência e sabedoria.
Se o Flavio Bolsonaro tem tanto poder assim de influenciar e fazer a cabeça do presidente dos Estados Unidos; então, ele é o candidato dos sonhos e precisa ser urgentemente eleito e sentar-se na cadeira de presidente. Temos um candidato que é uma sumidade.
Senhor Eliel , de fato , sendo que Flávio Bolsonaro esta sempre á procura de uma resposta ” plausível ” , á justificar seus crimes e derrapagens de desvios de condutas .
Senhor Armando , será que o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa , do partido Democracia Cristã (DC) é parente do Luís Datena , que tanto ficou nesse ” vai e não e vai ” e quando foi distribuiu cadeiradas a torta e a direita , terminando cagando no pau ?