
Charge do Benett (Folha)
Carlos Newton
Pode-se dizer, sem medo de errar, que a vida é feita de escolhas, e isso se verifica a cada momento desde o despertar, porque a viver é recomeçar todo dia. Se você não é miserável e tem um mínimo de condições, a primeira escolha é optar se vai tomar banho ou não antes de sair; depois o que vai vestir e calçar, o que vai comer no desjejum, qual condução tomará, e assim por diante.
É uma rotina diária que as pessoas normalmente nem reparam, embora estejam condenadas a tomar uma decisão atrás da outra, pelo resto da vida.
ESCOLHER O VOTO – As ideologias já estão mais do que desmoralizadas. Essa história de direita e esquerda ficou totalmente anacrônica. Nos países democráticos, o importante é que o governante faça a coisa certa, independentemente da suposta ideologia dele.
Para o cidadão, a coisa certa é exercer o direito ao voto, para escolher quem vai governar a todos. Nessa busca para encontrar o candidato que mais mereça exercer o poder, somente os militantes – ou militontos – sabem de antemão em quem votar, porque geralmente quem é ativista fez da política uma profissão que o obriga a votar em causa própria, embora muitos aleguem que militam por paixão ideológica, o que é raro, muito raro mesmo.
Na maioria dos casos, apenas uma pequena parcela dos eleitores tem voto previamente decidido, acha que vai indicar o melhor candidato, por esses ou aqueles motivos. Quase sempre, a grande maioria demora a escolher.
BRASIL À PARTE – Na eleição que se aproxima, ao contrário do que se diz, a polarização não ocorre por embate ideológico propriamente dito. Flávio Bolsonaro até pode ser considerado de direita, mas dizer que Lula seria de esquerda é forçar demais a barra – na verdade, ele nunca nem soube o que significa esquerda.
Desde os tempos em que atuava como informante do regime militar, sob o codinome “Barba”, o ideal político de Lula foi apenas se dar bem. Mas ele sabe fingir ser de esquerda. Como dizia Brizola, Lula cacareja na esquerda, mas põe ovos na direita. Por isso, seu governo é adorado pelos banqueiros, que sempre têm o direito de escolher o presidente do Banco Central.
Como se sabe, na falsa esquerda de Lula, os bancos cobram mais de 450% de juros anuais por atraso de pagamento no cartão de crédito. E somente os pobres deixam de pagar em dia os cartões. Isso é esquerdismo? Não é preciso dizer mais nada.
###
P.S. 1 – Justamente devido a essa esculhambação ideológica, no Brasil o ato de votar no candidato considerado “menos ruim” ou “menos pior” tornou-se uma estratégia eleitoral recorrente e legítima, mais conhecida como “voto útil”. Essa situação ocorre quando o eleitor não se sente representado pelos candidatos da polarização e decide escolher uma terceira via que seja menos prejudicial ao país.
###
P.S. – Independentemente de quem é candidato ou não, o importante é votar. A democracia é uma imitação de todos nós, cheia de defeitos e erros, mas vale a pena lutar por ela. A grande vantagem da democracia é a liberdade de escolha. Se sua consciência permanecer tranquila, é sinal de que você votou certo, dentro de seus princípios.
P.S. 3 – Quem ganha, assume o poder, porque a escolha da maioria deve ser respeitada, e o voto dos outros, também. Ser democrata é opção única; não há alternativa. Em tradução simultânea, vote em quem você quiser e não encha a paciência de quem prefere outro candidato. (C.N.)
Flávio seria um banana no Planalto
No lançamento da candidatura, Flávio Bolsonaro deu mais um motivo para os agros, financistas e empresários suspeitarem que estão apostando no cavalo errado.
Ele reduziu-se a coadjuvante do bufão Javier Milei.
(…)
Fonte: Folha de S. Paulo, Política, Opinião, 29.jul.2026 às 18h47 Por Ruy Castro
Contratado a peso de ouro pela CBF em maio 2025, o que fez Carlo Ancelotti até agora, após mais de um ano?
Vamos la: o saldo de Ancelotti à frente da Seleção Brasileira resume-se a uma eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 e à renovação de seu contrato até 2030 pela Confederação Brasileira de Futebol, mantendo o maior salário do futebol de seleções mundiais.
Lembre-se também do que diz o desassombrado Nando, lá da China e conforme:
https://www.facebook.com/share/v/1CXyKfWu3o/
O bom da democracia é que podemos escolher quem quisermos. O ruim é que nem sempre os escolhidos fazem aquilo que desejamos e também muitas de nossas escolhas são aleatórias, sem base qualquer, naqueles candidatos nos quais colocamos votos, principalmente quando as eleIções não são majoritárias. Pode ser um nome sugerido por um amigo ou parente, um nome num papel jogado no chão, etc. No dia seguinte nem lembramos em quem votamos.
Como sabemos, hoje o regime econômico que venceu mundialmente é o capitalismo, seja qualquer o tipo que chamemos. Capitalismo financeiro, capitalismo de Estado, capitalismo liberal, capitalismo social.
Na realidade, há apenas dois tipos de capitalismo que interessam: o liberal sob todas as suas formas (neoliberal, liberal) que prega o Estado mínimo, a meritocracia, etc. Na historia nenhum país se desenvolveu com essas premissas, ao contrário, os países somente se desenvovleram no início com um Estado protetor e indutor do desenvolvimento.
Em antogonismo ao capitalismo liberal, o capitalismo social atua como uma proteção à maioria, com sistema de benfícios sociais e tem presença forte na economia. Por exemplo, os países que praticam a democracia social e o chamado capitalismo de Estado.
No caso do Brasil, há candidatos que pregam o capitalismo liberal, com a presença mínima do Estado (com exceção do favorecimento a certos grupos escolhidos às benesses) e outro que prega o capitalismo social com a presença forte do Estado como indutor do desenvolvimento, mas com exagero em certos gastos populistas.
Em todo o caso, no sistema atual de parlamentarismo disfarçado da pior espécie, o preseidente escolhido está manietado, com pouca margem de manobra.
No fim, devemos ter em mente que o governo é formado por três poderes e cada poder deveria trabalhar em conjunto para o bem da população do país, porém isso é somente teoria.
Na prática, todavia, o que se vê, no Brasil e no mundo, a partir dos EUA capturado por Trump, não é nenhuma dessas espécies de capitalismo mas isto sim loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$.
O diabo é que a democracia partidária, ou ditadura partidária, não permite escolhas de candidatos que não sejam os impostos pelos donos de partidos, à moda vc pode votar em quem vc quiser desde que votem nos candidatos que lhes impusemos, ou não vote, ou vote em branco, ou nulo. Neste aspecto, a esculhambação norte-americana não obriga ninguém a votar e permite as candidaturas avulsas dando assim ao eleitor a oportunidade da livre escolha com a abertura do leque de opções. No Brasil, portanto, não é à toa que as abstenções e os votos em branco e nulos já formam um contingente superior aos votantes nos candidatos impostos pelos donos de partidos, fato que demonstra que a indignação contra o continuísmo da mesmice dos me$mo$ é um movimento gigantesco e crescente que pode desaguar na obrigatória mudança do sistema, com a necessária abertura democrática máxima.
O Brasil não picou, Caro Ruy Castro, ainda tem jeito e futuro alvissareiro, a meu ver, mas não sob a égide da república do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, que não apenas picou mas tb bichou geral, ao que tudo leva a crer. parhttps://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/07/o-brasil-picou.shtml
Isso é muito bonito numa democracia de fato, não num regime onde um bando de ladrões e narcotraficantes controlam o processo eleitoral.
Alçar e locupletar dominados, eis a desapercebida “jogada”.
https://www.unz.com/article/the-birth-of-the-protocols/?fbclid=Iwb21leATYKzRjbGNrBNgq_mV4dG4DYWVtAjExAHNydGMGYXBwX2lkDDM1MDY4NTUzMTcyOAABHg-vHwS8SFcdLlKF9u01ojQQO0eg6R2psHmR-QErQq2P4VTLNN7gRWrHRns2_aem_wejp1rXGmDkyDccON7jJQw
Prefiro chamar de Ditadura da Maioria.