Pix une de petistas a bolsonaristas
Bernardo Mello
O Globo
Pivô de guerras de narrativas e de disputa por paternidade com vistas à corrida eleitoral deste ano, o Pix aparece como a instituição que desperta maior confiança dos brasileiros, segundo dados de uma pesquisa Genial/Quaest obtidos pelo O Globo. O levantamento, que testou a imagem de 16 tópicos perante o eleitorado, mostra que 80% dos entrevistados dizem confiar no sistema de pagamento instantâneo lançado há quase seis anos pelo Banco Central.
Mesmo após ser alvo de boatos e notícias falsas nos últimos anos, incluindo rumores enganosos de que passaria a ser taxado, o nível de confiança no Pix é o maior entre todas as categorias testadas na pesquisa; apenas 19% disseram não confiar, e 1% não soube responder.
ÍNDICES – Esta foi a primeira pesquisa em que a Quaest testou a confiança no Pix junto a outras instituições, como a Igreja Católica, a Polícia Militar e as Forças Armadas, que apareciam tecnicamente empatadas na liderança no levantamento anterior. Nesta rodada, os dois primeiros melhoraram seu desempenho, respectivamente, para 76% e 75%, enquanto os militares permaneceram com 70% de confiança — mesmo percentual dos entrevistados que dizem confiar no seu ou na sua cônjuge. A margem de erro é de dois pontos.
— O Pix se tornou algo como o Plano Real ou o Bolsa Família: ninguém hoje vai se posicionar contra ele, e todos os discursos tentam de alguma forma se apropriar do seu sucesso — avalia o cientista político Murillo de Aragão, da consultoria Arko Advice. — Não necessariamente isso vai mover o voto do eleitor, que costuma ser guiado por esperança ou ameaça. Agora, se durante a campanha ele entender que há algum risco ao Pix, pode acabar influenciando pelo segundo motivo.
Os dados da Quaest mostram que a confiança no Pix é similar em diferentes pontos do espectro político. Entre os eleitores que se definem como “direita não bolsonarista”, 87% disseram confiar nele, quase o mesmo percentual (88%) do grupo de “esquerda não lulista”. Três em cada quatro eleitores “independentes” também afirmaram confiar no Pix, segundo a pesquisa.
VARIAÇÕES – Há ligeiras variações nos recortes por renda e por idade: conforme o levantamento, o nível de confiança tende a reduzir entre os mais velhos e os mais pobres, embora ainda se mantenha alto nesses grupos.
No início de 2025, o governo Lula voltou atrás na edição de uma norma da Receita Federal com novas regras para coleta de informações sobre transações financeiras, após a oposição disseminar o discurso de que o objetivo seria uma taxação do Pix. Um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o tema atingiu 200 milhões de visualizações em poucos dias, e antecedeu o pior momento de popularidade do presidente no atual mandato.
Nos últimos meses, especialmente após o tarifaço aplicado pelo governo dos EUA no ano passado, foi a vez de Lula se apegar ao Pix como bandeira de campanha. Em sucessivas ocasiões, o presidente reagiu a ataques da gestão do americano Donald Trump contra o sistema de pagamentos brasileiro, lapidando um discurso que combina a defesa do Pix à soberania nacional.
RESPONSABILIZAÇÃO – A fala de Lula é uma tentativa de se contrapor ao apoio que aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu rival na eleição presidencial, deram ao governo Trump, e colar no adversário a culpa pelos ataques dos EUA ao Pix. Flávio, por sua vez, passou a repetir em entrevistas que o Pix seria “do Brasil e do Bolsonaro”, buscando associar a criação do método de pagamento ao governo do seu pai.
Coordenador do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP, Beto Vasques avalia que o Pix passou a ser identificado como uma “linha vermelha”, isto é, algo cujo funcionamento não deve ser alterado por qualquer candidato.
— As classes média e alta viram sua rotina financeira ficar mais ágil e segura, e os mais pobres, mesmo com brechas tecnológicas e sociais ainda existentes, também sentiram que isso facilitou suas vidas. Em um momento de polarização exacerbada, esse consenso é a prova do sucesso do Pix, que se impôs como patrimônio brasileiro — avalia Vasques.
PARTIDOS E PODERES – A pesquisa também aponta uma melhora do nível de confiança na Presidência da República, no Congresso Nacional e nos partidos políticos com a aproximação do ciclo eleitoral. No caso da Presidência, 57% disseram confiar, três pontos acima do registrado em 2025. O índice, porém, é menor do que no primeiro ano de governo Lula, em 2023, quando 62% manifestavam confiança, segundo a Quaest.
Já o nível de confiança no Congresso, que chegou a 49% neste ano, se aproximou do patamar dos que confiam no Supremo Tribunal Federal (STF), hoje em 50%. No caso dos partidos, 44% disseram confiar neles, seu melhor desempenho desde 2023. No entanto, o índice de desconfiança nas legendas ainda é mais elevado: 55%, segundo a pesquisa.
O levantamento também detectou uma queda de confiança nas urnas eletrônicas em comparação a 2022, último ano em que a Quaest havia testado a percepção do eleitorado sobre elas. À época, em meio a ataques constantes do então presidente Jair Bolsonaro ao sistema eletrônico de votação, a Justiça Eleitoral promoveu campanhas informativas atestando a segurança do processo. Há quatro anos, 78% dos entrevistados disseram confiar nas urnas; hoje, o índice é de 65%, com variações negativas em diferentes faixas etárias, regiões e classes sociais.
DESCONFIANÇA – No caso do STF, que passou a ser alvo de maior escrutínio devido à relação de ministros com o caso do Banco Master, a maior desconfiança aparece entre eleitores bolsonaristas, grupo no qual 73% disseram não confiar na Corte.
Em um momento em que a violência aparece como maior preocupação dos brasileiros, de acordo com dados da própria Quaest, a Polícia Militar mantém altos percentuais de confiança em diferentes segmentos. Segundo a pesquisa, 75% dos eleitores de “esquerda não lulista” afirmaram confiar na PM. Na “direita não bolsonarista”, o índice de confiança chega a 85%.
Já a menor taxa de confiança identificada pela pesquisa aparece para os árbitros de futebol: 56% dos entrevistados disseram não confiar neles. A desconfiança nos árbitros, segundo a pesquisa, tende a ser maior entre os mais velhos e entre os menos escolarizados.
Programa de governo de Lula: balelas, lorotas e mentiras
O programa de governo de Lula é uma compilação de balelas realizadas, lorotas em andamento e mentiras a ser implantadas
O partido do chefão está no poder desde 2003, à exceção do intervalo de 5 anos e 7 meses, soma dos mandatos de Temer e do ex-mito, e o programa de governo de Lula dá a entender que o Brasil, já um sucesso fenomenal graças a ele e ao PT, irá galgar ainda mais andares no ranking das nações nos próximos quatro anos, caso o chefão petista seja reeleito.
O parágrafo mais desavergonhado é o que fala sobre a situação fiscal brasileira, essa conquista dos guerreiros do povo brasileiro. Ri para não chorar, clichê que virou hábito incorporado em vários aspectos da vida deste senhor cansado de indignar-se.
(…)
A “estratégia fiscal inovadora com o novo arcabouço fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição dos gastos” consistiu em tirar uma série de despesas bilionárias, de caráter eleitoreiro, do teto fixado em lei. Há quem chame ternamente de puxadinhos.
É como se uma família ajustasse o orçamento doméstico colocando gastos exorbitantes no cartão de crédito fora do limite imposto pelas entradas salariais.
Oficialmente, os gastos excepcionais do governo Lula, desde 2023, chegarão a R$ 170 bilhões até o final deste ano; se contarmos, porém, a fatia retirada dessa conta pela PEC da Transição e o pagamento de precatórios (herdados do governo do ex-mito), o total ultrapassará os R$ 300 bilhões.
Resultado no mundo de verdade: a dívida bruta do governo já soma 82% do PIB. São 25 pontos percentuais a mais do que a média de endividamento de países semelhantes ao Brasil, de renda média.
O mix de alta procura por crédito escasso, principalmente da parte de um governo voraz e deficitário, baixa poupança interna e necessidade de manter a inflação dentro da meta leva a que os juros sejam tão altos no Brasil — e, por causa deles, a situação do paciente se agrava progressivamente.
O paciente somos nós que pagamos a conta, uma vez que governo não produz riqueza, embora possa imprimir dinheiro tão desprovido de lastro quanto as palavras que não pagam dívidas.
(…)
Fonte: Metrópoles, Política, Opinião, 10/08/2026 22:49 Por Mario Sabino
O Marcola de Lula não deixou só saudades no Planalto; deixou um colega
Outra pessoa do gabinete de Lula teria atuado com Marcola para abrir portas no governo para Lulinha, Roberta Luchsinger e Careca do INSS
Como de hábito, quando surge uma suspeita no seu entorno, Lula ou diz não saber de nada, ou tenta transformar a suspeita na coisa mais natural do mundo.
Foi assim com a historieta do empréstimo que Marcola, o seu ex-chefe de gabinete, teria contraído com Roberta Luchsinger, a lobista amiga de Lulinha, que apresentou o filho do presidente da República o Careca do INSS.
“Quem nunca aqui pediu empréstimo para um amigo?, andou desvencilhando-se Lula.
Se esse empréstimo fosse a coisa mais natural do mundo, e não um empréstimo a ser chamado de suposto neste momento, por que o presidente da República se apressou em afastar Marcola do Palácio do Planalto antes de vir à tona que o seu então chefe de gabinete havia recebido dinheiro da lobista? Aliás, quem avisou Lula?
E que empréstimo é esse que, contraído no começo de 2024, só foi pago meses depois da apreensão do celular de Roberta Luchsinger em dezembro último, como bem notou o jornalista Lauro Jardim?
Empréstimo estranho, bem suposto mesmo. A lobista depositou inicialmente R$ 40 mil reais na conta de Marcola e depois passou a quitar boletos que o gajo lhe enviava.
Em geral, isso é coisa de gente que quer esconder fonte pagadora. Total do suposto empréstimo pago pelo chefe de gabinete de Lula: R$ 249 mil.
É montante que só gente muito amiga, amiga íntima, empresta, convenhamos. E ainda que a relação de amizade entre Roberta Luchsinger e Marcola seja muito sincera, é difícil acreditar que uma lobista como ela tenha deixado de manifestar interesse de que o chefe de gabinete do presidente da República lhe apresentasse gente graúda no governo.
Marcola está fora do Palácio do Planalto, mas um colega seu continua lá.
Ele é Swenderberger Barbosa, mais conhecido como Berger.
De acordo com o jornalista Caio Junqueira, o informante da PF que prestou depoimentos sobre as relações governamentais de Lulinha afirmou que Berger, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, ajudou a abrir as portas da pasta para o filho de Lula.
“Berger atualmente despacha no Palácio do Planalto como chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente Lula. Ele é figura histórica do petismo.
O delator confirmou à reportagem que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e Berger eram os canais de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, da empresária Roberta Luchsinger e do empresário Antonio Camilo, o Careca do INSS, no Ministério da Saúde”, escreveu Caio Junqueira.
Pelo visto, o Marcola de Lula não deixou apenas saudades no gabinete presidencial.
Será que o novo personagem também recebeu empréstimo da lobista Roberta Luchsinger? Ou de Lulinha? Ou do Careca do INSS?
Fonte: Metrópoles, Política, Opinião, 11/08/2026 12:14 Por Mario Sabino
“Follow the money”
“Follow the money, including in the PIX system.”
Narcola é Marcola, e Marcola é Narcola…
Podem cavar que vão encontrar nove dedos nesse lamaçal de corrupção…que vai respingar até na Espanha….
Follow the money…..
aquele abraço
Pelo menos os leitores de TI não aceitariam a moeda digital, como procedem os europeus, se acessasem os links e sites aqui publicados por José Guilherme S., pois já saberiam qual objetivo elas atenderão, Apocalipse 13,16-17. Ademais, a Política nacional é construída lá fora, conforme JGS tem alertado.
Dia 30 está chegando
O PIX é dos Militantes fantasiados de jornazistas, que se escondem nas mesas das redações da Ultra-Extrema-Tuca-Nazi-Fasci=-Porca-Imunda-Midia-Nefasta e CorruPTa….
Nenhum deles quer sair á campo para ver a situação do povo….
O negócio deles é fumar erva e cheirar o pózinho mágico do Freud…
eh!eh!eh!eh
aquele abraço
Tudo bem, mas parece que o PIX não tem caído na conta de alguns militantes aqui. Ou sim, mas foi pouco ?