
Charge do Cazo (Blog do AFTM)
Laura Intrieri
Folha
Candidatos a governador registraram no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) planos que repetem trechos ou documentos inteiros apresentados por correligionários em outros estados e, em alguns casos, preservam referências locais incompatíveis com a candidatura, mostra levantamento da Folha.
No Democrata, retiradas as identificações dos candidatos e dos estados, a sequência de palavras do plano de Márcio Jambo, que disputa o governo de Alagoas, é idêntica à do documento apresentado por Jeremias Cosmo na eleição de Pernambuco. No caso da UP (Unidade Popular), o plano de Tayná Miessa Tsushida para o Paraná reproduz blocos do programa apresentado por Serley Leal no Ceará e mantém referências a instituições do estado nordestino.
DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS – As propostas defendidas são documentos obrigatórios no pedido de registro de candidatos a presidente, governador e prefeito. Os arquivos ficam disponíveis para consulta pública no sistema da Justiça Eleitoral.
Os planos de Márcio Jambo e Jeremias Cosmo têm sete páginas e seguem a mesma estrutura, da apresentação às considerações finais, com capítulos sobre saúde, educação, segurança, desenvolvimento social, cultura, economia, turismo, mobilidade, transformação digital e habitação. Não há proposta acrescentada, retirada ou substantivamente adaptada de um estado para o outro.
As alterações se limitam principalmente à substituição de “Pernambuco” por “Alagoas”, de “pernambucanos” por “alagoanos” e do nome de Jeremias Cosmo pelo de Márcio Jambo.
PROPOSTAS – Entre as propostas mantidas integralmente estão a construção de um novo hospital evangélico, a implantação de um hospital para pessoas idosas e a ampliação de escolas militares e técnicas. Também aparecem a criação de um Instituto Estadual de Robótica e Inteligência Artificial, o uso de drones e inteligência artificial na segurança e o estudo para a criação de um banco estadual.
O Hospital Evangélico de Pernambuco consta no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) como hospital geral localizado na capital pernambucana. Nas relações atuais de hospitais gerais e especializados de Alagoas, não aparece estabelecimento com a mesma denominação.
Outra proposta repetida é o Programa Pindorama, citado sete vezes. Sem ser definido, ele aparece como iniciativa para segurança pública, cultura, desenvolvimento regional, gestão pública, transformação digital, planejamento territorial e habitação.
“PAUTAS COMUNS” – À Folha Jambo disse que a semelhança decorre de pautas comuns do Democrata e de problemas que, segundo ele, se repetem nos dois estados. “As mesmas dificuldades que Pernambuco tem, Alagoas também tem. […] Não tem muita diferença”, afirmou.
Ao explicar por que seu plano prevê a construção de um “novo” hospital evangélico em Alagoas se o estado não tem nenhum, disse: “Eu sou evangélico e quero colocar as pessoas daqui também para ir para o hospital evangélico”.
Jambo também reclamou da falta de recursos do partido para a sua campanha. “Estou saindo candidato só com meu nome, pedindo voto, apertando a mão, sem papel, sem dinheiro, sem nada. Eles não mandaram dinheiro”, afirmou.
DESMOTIVAÇÃO– O candidato disse ter cogitado renunciar por estar desmotivado, mas declarou que pretende permanecer na disputa até o fim. “Não acredito mais em partido. Meu partido é o povo”.
A reprodução entre os planos da UP não abrange os documentos inteiros. O programa de Serley Leal para o Ceará tem 85 páginas, enquanto o de Tayná Miessa para o Paraná tem 23. A comparação, porém, mostra blocos iguais ou quase iguais em áreas como saúde, cultura, transporte e políticas para mulheres.
No capítulo sobre as mulheres, o plano paranaense promete priorizar a intermediação de mão de obra feminina nas ações do “Sistema Nacional de Emprego — SINE/CE”, com a sigla do Ceará.
CLUBES DE CINEMA – O plano do Paraná também propõe clubes de cinema nas escolas em “parceria SEDUC”. A frase aparece da mesma forma no programa cearense. Seduc é a sigla usada pela Secretaria da Educação do Ceará; no Paraná, a pasta é a Secretaria da Educação, identificada em seus sistemas pela sigla SEED.
No capítulo de transportes, os dois planos propõem integrar “ônibus, metrôs e trens”. O Paraná possui projetos de VLT e serviços ferroviários de outras naturezas, mas não possui metrô em operação.
MESMO NOME – Na área cultural, o programa de Tayná propõe instituir um “sistema estadual de bibliotecas públicas”, chamado no texto de SMBP. O Paraná, porém, já possui um sistema com esse nome, coordenado pela Biblioteca Pública do Paraná. O mesmo item promete implementar um “plano estadual do livro e da leitura”, abreviado como PML. O instrumento estadual existente é o PELLL (Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura do Paraná), que orienta projetos oficiais de incentivo à leitura.
A origem das siglas mantidas no documento paranaense está em um programa municipal anterior da UP. Em 2024, a legenda propôs para Juazeiro do Norte, no Ceará, a criação de um “sistema municipal de bibliotecas públicas”, abreviado como SMBP, e de um “plano municipal do livro e da leitura”, chamado de PML.
Nos planos estaduais apresentados em 2026 no Ceará e no Paraná, a palavra “municipal” foi substituída por “estadual”, mas as siglas SMBP e PML permaneceram inalteradas. O mesmo bloco conservou a expressão “patrimônio histórico do município”, apesar de tratar de políticas estaduais.
ERROS DE REVISÃO – À Folha Tayná afirmou que o documento registrado contém “alguns erros de revisão” e disse que as siglas corretas são SEED e SINE/PR. “Nosso partido, diferente de outras organizações, é um partido centralizado, portanto, temos uma política unificada nacionalmente, com defesas que são debatidas no diretório nacional com o conjunto dos estados.”
A candidata disse que a proposta para o transporte prevê ampliar a integração entre diferentes modalidades para elevar a oferta e a qualidade do serviço público e fortalecer o direito à cidade. Sobre o sistema estadual de bibliotecas públicas, afirmou que a proposta busca enfrentar a falta de orçamento e de articulação com outros órgãos públicos e entidades da sociedade civil, problemas que atribuiu ao plano em vigor.
Carlos Newton! No sistema da Justiça Eleitoral existe alguma punição sobre mentiras e não cumprimento de promessas ou programas considerados Fakes por partidos em desacordo com suas cláusulas estatutárias e por seus candidatos?)
Numa Nação onde o Presidente da República desdenha e torna chacota quem ainda abre um Livro para ler, onde o Ministro da Economia não consegue analisar um Balanço ou um Orçamento e vive falando bobagens para um “bando de jornalistas aculturados com pose de çábios” ainda com índices econômicos fantasiados ao sabor de muita droga na cabeça, qual seria o Plano de Governo dessa gente ? O Pisa esta aí mostrando a Educação de jovens que não abrem um Livro, que não pensam, que não raciocinam, que não escrevem, que não falam ou trocam ideias, que nem nem, qual uma Nação que vai sair desse Nível de Formação Educacional onde todos os Trabalhos são feitos por IA ? Todos esses Textos de “çábios nacionais”, está confirmado com o Pisa que saiu hoje, foram confeccionados por IA . No Brasil temos além do IA enganando o Livre Pensar na Educação o IC que é a Inteligência Criminal em todos os Poderes, qual a Nação que vai sair destas Eleições cheias de Plano de IA construídos por IC da Classe Política Brasileira ?????
CRUZ CREDO, CREDO EM CRUZ. É muita loucura e muita guerra tribal, primitiva, permanente e insana por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, recorrente e repetida com mais intensidade de dois em dois anos, gerada pelo sistema de gastança, comilança e impostança, insuportável por seres humanos normais, e inviável para o sucesso do país, uma enorme perda de tempo cumulada com o desperdício gigantesco de dinheiro público, sem entregar nada de esperançoso, bom, novo e alvissareiro para o conjunto da sociedade, que faz muita falta ao que realmente interessa que é a consecução do bem comum como finalidade precípua do estado constitucional, finalidade essa ignorada pelo dito-cujo sistema que impede o país de funcionar a contento e que obriga a população a girar o tempo todo, feito barata tonta, em função dos interesses dos operadores do dito-cujo, imiscuída feito boba da corte numa guerra que não é sua mas isto sim dos operadores do sistema, fantasiado de democracia, porém praticado pelos me$mo$ como plutocracia putrefata com jeitão de cleptocracia e ares de bandidocracia, nada a ver com a Democracia de Verdade enquanto poder e governo do povo para o povo, porque se essa desgraça defendida com unhas e dentes por setores da imprensa, ou veículos de comunicação mafiosos, achacadores, fantasiados de imprensa, para usufruir da proteção da lei, então estamos todos desgraçados, “desbundados” e sem futuro alvissareiro, no mato e sem cachorro, não ar, sem escada e com a broxa ou a bomba-relógio-financeira em nossa mãos.