
O STF virou arena política e trava uma guerra por dentro
Malu Gaspar
O Globo
O bangue-bangue dos últimos dias no Supremo Tribunal Federal (STF) pode impressionar pela virulência, mas não deveria surpreender. Já faz tempo que a Corte vem interferindo no debate político de forma aberta, com propósitos bastante explícitos. Da Operação Lava-Jato ao golpismo, passando pelo combate à Covid-19 e pelas quedas de braço com o Congresso em razão do orçamento secreto, todos esses episódios foram transmutando o tribunal em ator político.
Anabolizados por amplos setores da sociedade, os ministros do Supremo passaram a acreditar que tinham salvo-conduto para ditar os rumos do país de acordo com suas conveniências, mesmo que isso significasse agir à margem da lei. Foi com esse propósito que surgiu o inquérito das fake news, aberto em 2019 por um ministro (Dias Toffoli) e entregue a outro sem sorteio (Alexandre de Moraes) para investigar, relatar, julgar e eventualmente censurar a publicação de reportagens sobre relações espúrias entre eles ou suas mulheres advogadas com empresários que mantinham interesses bilionários na Corte.
DRIBLES – Ao longo dos anos, em vez de abrir novos inquéritos para apurar fatos específicos, como manda a lei, Moraes foi mudando a capa do processo para investigar quem e o que quisesse, driblando a regra de distribuição para não correr o risco de perder o controle das coisas. Para legitimar essa anomalia, difundiu-se o argumento de que o inquérito das fake news era necessário para combater o golpismo, como se, sem ele, não fosse possível defender o Estado de Direito.
Balela. A investigação da trama golpista, com o julgamento e a condenação até de um ex-presidente, aconteceu em inquéritos à parte, independentes daquele. Ainda assim, sua subsistência foi sendo aceita internamente porque, na lógica dos supremos, era preciso um instrumento para defendê-los de toda e qualquer ameaça.
Foi nesse inquérito que Moraes tomou decisões para proteger Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino, Cármen Lúcia e até o próprio Fachin não apenas de ameaças reais, mas também de prestar contas à sociedade. Foi também em nome dessa proteção que Moraes e sua liga se uniram a Lula, mergulhando ainda mais o tribunal na arena política.
VOLATILIDADE – O problema é que, na política, o poder é volátil, e o jogo é bruto. Ao negociar contratos milionários e, ao que tudo indica, prestar assessoria jurídica ao maior fraudador da História do sistema financeiro nacional, Moraes se imiscuiu com o que há de mais podre na política. Entrou num jogo que nem o homem mais poderoso do Brasil teria condições de bancar sem riscos e carregou com ele não só sua turma do Supremo, mas também a Procuradoria-Geral da República e a chefia da Polícia Federal.
Com a queda de Vorcaro, tudo isso ruiu. Moraes foi exposto em praça pública, primeiro pela imprensa, depois pela ação de André Mendonça, que recorreu às exceções criadas por Suas Excelências nos últimos anos para tomar medidas contra o colega.
EXCESSOS – Claro que os abusos de Moraes e companhia não devem justificar eventuais excessos de Mendonça, que precisam ser apurados e, se for o caso, corrigidos e punidos. Mas quem acompanhou os acontecimentos das últimas semanas percebeu que a guerra do Supremo não é sobre isso.
Se a intenção fosse mesmo tirar o tribunal da política e pôr de volta no cercadinho da Justiça, nem Moraes teria recorrido a relatórios apócrifos e clandestinos de que ele nunca poderia ter ficado sabendo, nem Flávio Dino teria recorrido a um atalho para anular o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, numa liminar repleta de acusações de teor político e eleitoral.
TRÉGUA – Com as decisões tomadas — derrubando as liminares de Mendonça e de Dino sobre Andrei, mas também tirando de Moraes o inquérito das fake news e marcando o julgamento de uma investigação sobre sua relação com Vorcaro —, o presidente do STF, Edson Fachin, forjou uma trégua.
Não eliminou, porém, as principais razões do tiroteio: evitar o escrutínio sobre Moraes e plantar as sementes para a anulação das investigações dos casos Master e INSS. Tais objetivos ainda estão na mesa, e é por eles que Moraes e sua turma trabalharão até o final.
Maioria com neurônios contaminados sobrepujou aos que restaram, aos incautos, alheios e inocentes, tão somente
“expectar-dores”!
Professor Celio de Morais
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Análise geopolítica/ Professor de história e filosofia/ pesquisador
🇺🇸✈️ O DIA QUE OS EUA ABATERAM UM AVIÃO DE PASSAGEIROS NO ESTREITO DE ORMUZ — 3 DE JULHO DE 1988
Um dos maiores crimes aéreos da história, quase nunca comentado no Ocidente
Em 3 de julho de 1988, algo chocante aconteceu no Estreito de Ormuz — o mesmo lugar onde o mundo está em chamas hoje.
Um avião civil de passageiros, o Voo 655 da Iran Air, decolou do Irã com 290 pessoas a bordo — homens, mulheres e 66 crianças. Rota comercial, registrada, com transponder ligado, voando no corredor aéreo autorizado.
Dois destróieres americanos estavam ali. O USS Vincennes, um navio de guerra recém-chegado e equipado com o sistema mais avançado do mundo, rastreou o avião. Mesmo recebendo sinais claros de que era um voo comercial — e sabendo que decolou de um aeroporto civil — a tripulação confundiu com um caça F-14 iraniano.
Lançou dois mísseis. Ambos acertaram. O avião explodiu no ar. Todas as 290 pessoas morreram. Corpos e destroços caíram no Golfo Pérsico.
O pior veio depois: os EUA negaram, mentiram, acusaram o Irã, e só admitiram o erro meses depois. Nunca pediram desculpa formal. Nunca indenizaram de forma justa. E o capitão do navio? Foi condecorado com medalha de honra.
Isso não é história antiga. É o mesmo Estreito de Ormuz. O mesmo cenário. E as mesmas forças em confronto. Quem não conhece a história… está condenado a vê-la se repetir.
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Parodiando a sabedoria popular, o fato é que casa arruinada que padece de uma boa solução, como é o caso da república do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, em permanente estado de guerra entre ambos, ora estacionada na versão sindicalista e agregados versus militaristas e agregados, pelo comando do poder da dita-cuja, todos brigam e ninguém tem razão porque monopolizam a cena política e nem permitem a libertação do país das garras afiadas dos me$mo$, ao que parece, dominados pela loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, gerada pelo sistema de gastança, comilança e impostança que, não obstante esgotado, ninguém entre os donos reais da dita-cuja, dos partidos, do establishment e da imprensa falada, escrita e televisionada dos me$mo$ quer enxergar e muito menos mudar, daí o continuísmo da mesmice das mentiras, das tergiversações, da verborragia, dos factoides, das enganações e das alienações impostas pelos me$mo$ que só fazem crescer na cabeça e no lombo da banda consciente do país o tamanho das frustrações, da perda de tempo e da dívida pública cada vez mais gigantesca que per capta já atinge cerca de R$ 50 mil por cabeça, a ser paga pela população contribuinte, com país colocado dentro de uma espécie de camisa de força da qual não consegue se libertar. Daí o advento consciente e necessário da RPL-PNBC-DD-ME, simples assim.
O STF é hoje o maior cabo eleitoral contra Lula.