Flávio alega tentativa de “instrumentalizar” o STF
Bela Megale
O Globo
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspensão do andamento de investigações e pedidos de investigação que, segundo os advogados, teriam sido protocolados em processos sem relação com os fatos narrados com o objetivo de direcionar a relatoria dos casos.
Na petição, protocolada nesta quinta-feira (24), a defesa sustenta que o expediente permitiria às partes escolherem, indiretamente, o ministro responsável pelo caso. O documento chama a prática de escolha de “envelope” e afirma que, ao selecionar os autos em que uma petição é apresentada, o requerente acaba escolhendo também o relator.
DARK HORSE – O texto cita como exemplo a investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo a defesa, pedidos apresentados por parlamentares e pelo PT nos autos da ADPF 854, relatada por Flávio Dino, acabaram levando o caso ao gabinete do ministro, embora fatos relacionados ao financiamento já fossem objeto de apuração sob relatoria de André Mendonça. A defesa afirma que, quando um pedido semelhante foi protocolado de forma a passar pelo sistema de distribuição, o caso foi encaminhado a Mendonça.
O episódio mais recente citado pelos advogados envolve uma ação que trata de casos envolvendo municípios em tribunais estrangeiros relacionados aos desastres de Mariana e Brumadinho. Em 23 de setembro, o PT pediu para ingressar como amicus curiae no processo e requereu investigação pela Polícia Federal de suposta existência de financiamento, apoio ou influência estrangeira na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). O partido solicita a quebra de sigilos e buscas e apreensões, inclusive no comitê eleitoral de Flávio Bolsonaro e na sede nacional do PL. A defesa da campanha de Flávio aponta que o pedido foi feito a 11 dias do primeiro turno.
AMICUS CURIAE – Os advogados também argumentam que os fatos apontados pelo PT já são discutidos na Justiça Eleitoral e que a ação no STF na qual o pedido foi protocolado não teria relação com o conteúdo dos pedidos de investigação. A defesa sustenta ainda que o partido não poderia, na condição de amicus curiae, ampliar o objeto da ação nem formular pedidos de natureza criminal.
Ao final, a defesa pede a Fachin a suspensão do trâmite dos pedidos de investigação relacionados ao financiamento de Dark Horse e de suposta ajuda estrangeira para a candidatura de Flávio. Solicita ainda que a suspensão alcance outros eventuais pedidos criminais protocolados em ações de controle concentrado ou processos sem relação com os fatos, quando não submetidos às regras de distribuição e prevenção do STF.
A defesa pede também a suspensão dos efeitos dos atos já praticados e dos que venham a ser realizados nesses processos, sob o argumento de que eles poderiam “instrumentalizar” o STF para atuar nas eleições de 2026.
O que não se pode permitir é perdermos a democracia
Numa democracia, pode acontecer de qualquer um perder uma eleição. O que não se pode permitir é, em uma eleição, perdermos a democracia.
Sabemos todos que, se a extrema direita ganhar, o Brasil será lançado em um precipício sem fundo. A democracia vai escapar pelo ralo. E de ralo, esgoto e lama, a ultradireita entende bem.
Nunca poderia imaginar que, com a prisão do líder da milícia, surgiria um pesadelo ainda maior. O crescimento da ultradireita no mundo consolidou a barbárie globalmente.
Donald Trump resolveu assumir o papel de ditador-imperador do mundo. Rasgou todos os tratados internacionais. Jogou o mundo numa guerra sem limites. E resolveu que os EUA, um país em evidente decadência, são os tutores de outras nações.
No Brasil, a família Bolsonaro e seus asseclas resolveram entregar o país à tutela norte-americana, desde que ganhem as eleições. É a soberania nacional sendo trocada pela liberdade do líder, hoje preso, e pela não prisão iminente de seus filhos.
Até o vetusto e conservador jornal Estadão alertou, em editorial, que uma vitória de Flávio Bolsonaro levará a milícia ao Palácio do Planalto.
A ultradireita faz política de maneira torpe, dizendo que é contra a política. São profundamente cruéis, pois não têm limites éticos e jogam com a mentira como estratégia.
Se a milícia assumir o governo, perderemos mais do que a democracia.
Fonte: Poder360, Opinião, 25.set.2026 – 5h57 Por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminal
👏👏👏
José Luis
A diferença entre Malu e a imunda esquerda:
“Advogado de Flávio pede a Fachin suspensão de investigações …”
e
“Flávio pede a Fachin suspensão de investigações …”
Muito cuidado na hora de votar.
Já tem quatro roubando e um preso, todos com viés de golpistas.
Olho vivo!
👀
José Luis