
Flávio vai adotar estratégia diferente de Eduardo no STF
Bela Megale
O Globo
Flávio Bolsonaro decidiu deixar para trás o papel de líder da oposição que o PL havia ensaiado para ele em caso de derrota e fugiu para os Estados Unidos. Apesar de seguir o roteiro do irmão Eduardo Bolsonaro que está em solo americano desde o ano passado, o senador vai adotar uma estratégia diferente nos seus processos que tramitam na Justiça.
Os advogados que representam o senador vão atuar diretamente nos três inquéritos que envolvem o senador na tentativa de inocentá-lo. A postura é diferente daquela adotada pelo irmão, que não indicou representantes para o processo em que respondeu por coação de autoridades para tentar intervir na condenação de Bolsonaro por golpe. Eduardo acabou sendo defendido pela Defensoria Pública da União (DPU).
RELATORIA – Os advogados de Flávio planejam pedir que o inquérito envolvendo possível lavagem de dinheiro na relação dele com o advogado Willer Tomaz saia da relatoria de Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF), e vá para André Mendonça.
Na reunião que teve com advogados na segunda-feira (26), um dia antes de fugir para os Estados Unidos, Flávio recebeu um prognóstico positivo após a Polícia Federal intimá-lo a apresentar seus passaportes. O senador ouviu de sua equipe jurídica que havia caminhos para reverter a ordem, proferida no âmbito da investigação.
Flávio estava “transtornado” e “com muito medo de ser preso”, segundo aliados que se reuniram com o senador na segunda-feira (26). Até o momento, não há nenhuma ordem de prisão contra Flávio. Na conversa com advogados, eles tentaram acalmar o senador e deixaram claro que viam um cenário otimista para reaver os passaportes do senador.
USUÁRIO – A avaliação feita a Flávio antes dele deixar o Brasil foi a de que a ordem de Moraes se baseava na informação de que Flávio era usuário de uma conta ligada a Willer Tomaz. O banco responsável pela conta, no entanto, emitiu um documento negando vínculo do senador, o que foi apontado como um fator que teria potencial para derrubar a medida imposta pelo ministro.
Além desse ponto, Moraes destacou como motivos para a apreensão do passaporte fotos de viagens de Flávio com o advogado, além da fala de Eduardo Bolsonaro de que o irmão deixaria o país se perdesse as eleições.
É uma missão impossível se defender com a atual justiça que temos
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