Crise na Venezuela vira munição eleitoral e reacende embate entre Lula, direita e EUA

Vorcaro montou um lobby fabuloso e tenta recuperar o Banco Master

Há imagens íntimas de políticos e membros do judiciário no celular de Daniel Vorcaro, afirma pré-candidato

Lobby de Vorcaro desafia o Banco Central e a Polícia Federal

Carlos Newton

Até os leitores mais distraídos já perceberam que está em curso um poderosíssimo lobby para tirar da liquidação o combalido Banco Master. A estratégia visa a transformar em “vítima” o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, para desmoralizar o trabalho dos especialistas do Banco Central e dos delegados e agentes da Polícia Federal.

O plano inclui, ainda, uma limpeza na imagem do ministro Alexandre de Moraes, que teria defendido causa nobre ao pressionar o Banco Central para impedir a liquidação do Master.

APENAS HEROISMO – Nessa nova narrativa, o relator do Inquérito do Fim do Mundo não teria visado ao lucro ao se intrometer nos assuntos de sua esposa. Pelo contrário, estaria movido por seu costumeiro e renomado “heroísmo”, para encontrar uma “solução de mercado” que evitasse prejuízos a investidores.

É claro que o lobby está fadado ao insucesso, trata-se de um sonho louco, praticamente impossível de ser concretizado, mas Vorcaro já mostrou ao mercado que é um criminoso de extraordinária audácia e não desiste nunca.

Preso e usando tornozeleira em São Paulo, longe de sua mansão de 7,5 mil metros em Brasília, onde recebia autoridades e políticos, entre eles o próprio ministro Moraes, o dono do Master é hoje incansável na armação do esquema de sua volta gloriosa.

NO SUBMUNDO – Dinheiro não falta a Vorcaro. Conhece como ninguém o submundo de Brasília e já colocou em sua folha de pagamento muitas autoridades e jornalistas de destaque, para espalhar a narrativa de que houve irregularidades no Banco Central.

Além de acusar o BC de haver impedido “uma solução de mercado”, sem sequer examinar a misteriosa proposta que teria sido feita, Vorcaro tenta repetir o golpe que destruiu a Lava Jato e hoje fortalece novamente os agentes da corrupção.

Desta vez, como não existem os hackers nem as gravações que destruíram o trabalho saneador de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, o banqueiro Vorcaro espalha que o BC fez exatamente a mesma coisa contra ele, ao agir em conluio com a Polícia Federal e com a 10ª Vara Federal do DF, que conduzia o inquérito da Operação Compliance Zero.

TRÍPLICE ALIANÇA – Como se vê, a narrativa é de que teria ocorrido uma tríplice aliança, destinada a liquidar propositadamente o Master e a mandar prender Vorcaro junto com o então presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, seu cúmplice na bilionária negociata dos títulos falsos.

A última tentativa de Vorcaro, na undécima hora, foi comunicar ao BC a “possibilidade” de venda do Banco Master para o Grupo Fictor, e disse que viajaria naquela mesma noite para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para assinar o contrato e anunciar a operação com os investidores estrangeiros que integrariam o novo bloco acionário.

Disse ainda que protocolaria os documentos da transferência de controle junto ao Banco Central naquele mesmo dia, e que esperava anunciar a venda de outras duas empresas do grupo: a Will Financeira e o Banco Master de Investimentos.

PIADA DO ANO – A fantasiosa versão de Vorcaro não tinha a menor solidez é foi desmentida pelo próprio grupo Fictor, ao anunciar a compra do Master, em 17 de novembro.

“A aquisição do Banco Master, liderada pela Fictor Holding Financeira, acompanhada de um aporte de R$ 3 bilhões, marcou a entrada definitiva do grupo no sistema bancário brasileiro”, disse a financeira, um dos braços do grupo, que também atua nos setores de alimentos e infraestrutura, mas administra um conjunto de ativos de apenas US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,33 bilhões, na cotação atual)

Para os especialistas do Banco Central, o grupo Fictor não tem a menor condição de resolver o grave rombo do Master, que se calcula chegar a R$ 40 bilhões.

###
P.S.
Bem, este é um pequeno resumo da bagunça que o banqueiro falido Daniel Vorcaro tenta fazer, manejando um lobby que chega às raias do ridículo. Se ele acha que o apoio ocasional de Dias Toffoli e outras autoridades será suficiente para desmoralizar o Banco Central e a Polícia Federal, certamente precisa de tratamento especializado e de reabilitação, mas na cadeia isso non ecziste, como diria Padre Quevedo.
(C.N.)

Ano eleitoral esvazia Esplanada e leva ministros de Lula à debandada

Maioria dos chefes de ministérios deixará cargo até abril

Roseann Kennedy
Estadão

Nos primeiros dias de 2026, ministros do governo Lula têm feito uma brincadeira sobre a chegada do ano eleitoral: dizem que “o último a sair apaga a luz”. Isso porque a maioria deles deixará o cargo até abril para disputar votos nas urnas. Em outra frente, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, já avisou ao presidente Lula (PT) que deseja sair do cargo. A aposta é que o interruptor ficará, uma vez mais, com o ministro da Defesa, José Múcio, que também tenta abrir a porta de saída.

Lula tem planos para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tanto pode concorrer ao Senado por São Paulo como ao Palácio dos Bandeirantes. A titular da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve tentar a reeleição na Câmara.

DISPUTA PELO SENADO – Simone Tebet (MDB), do Planejamento, também deixará o posto. A intenção da ministra é concorrer novamente ao Senado, mas, desde que apoiou Lula, no segundo turno da campanha de 2022, perdeu votos em seu reduto no Mato Grosso do Sul, Estado conservador.

O chefe da Casa Civil, Rui Costa, é outro que sairá do governo: será candidato ao Senado pela Bahia. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, é incentivada pela primeira-dama Rosângela Silva a concorrer a deputada federal. Mas não são só eles que estão de saída da Esplanada. A maioria dos ministros deixará os postos para disputar eleições.

Pressionado por direita e esquerda, Hugo Motta vira alvo de ofensiva digital

CGU mira Abin de Bolsonaro e quer demitir agentes por uso político da Inteligência

Vorcaro, do Master, distribuía dinheiro abusivamente a advogados e políticos

O CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso nesta terça (18) pela PF

Vorcaro, do Master, imitou o esquema do Banco Econômico

Elio Gaspari
Folha/O Globo

A Pasta Rosa foi achada em 1995, no gabinete do banqueiro e ex-ministro Ângelo Calmon de Sá, controlador do Banco Econômico. Com oito centímetros de espessura, ela continha a escrituração do ervanário despejado pela federação dos bancos e pelo Banco Econômico nas últimas eleições.

Era o sonho do investigador, a clientela da banca ia de Roberto Campos a Antônio Carlos Magalhães. Cerca de 50 políticos passavam pela pagadoria do Banco Econômico.

CERTEZAS ABSOLUTAS – Onde a investigação do Banco Master tem suspeitas e indícios de uma rede de proteção, no caso da Pasta Rosa eram certezas documentadas.

Nos seus dias de fama, a Pasta Rosa parecia instruir uma faxina nas relações dos políticos com a banca. Ilusão democrática.

Aos poucos, a Pasta Rosa foi sumindo do noticiário, até virar história.

VITORIOSOS – A taça foi para os advogados do banqueiro que ralavam, procurando brechas em sentenças ou erros em reportagens. Ao final eles foram os vitoriosos.

As investigações em torno da Pasta Rosa deram em nada. As investigações em torno dos poderes e das conexões de Daniel Vorcaro podem aprender a lição.

Mesmo antes de ser detonado, Vorcaro gastava centenas de milhões de reais com advogados.

HÁ 130 ANOS – Para quem acha que o aquecimento global é uma moda recente: Em 2026/ completam-se 130 anos do dia em que o cientista sueco Svante Arrhenius avisou que a queima de combustíveis fósseis jogava dióxido de carbono na atmosfera, provocando um aquecimento global.

Lula enfrenta custo político interno e crise externa em ano decisivo

Após a morte do delator da Lava Jato, dívidas, multas e honorários disputam herança

“Nada Além”, uma canção de amor que jamais poderá ser esquecida

Paulo Peres
Poemas & Canções 

O advogado, radialista, teatrólogo, ator, escritor, poeta e compositor carioca Mário Lago (1911-2002), na letra de “Nada Além”, criada com seu parceiro Custódio Mesquita, revela que prefere viver o amor como sendo uma ilusão, a fim de evitar novos sofrimentos.

Esse fox-canção teve sua primeira gravação feita por Orlando Silva, em 1938, pela RCA Victor, com sucesso realmente espetacular em todo o país. O cantor tinha apenas 23 anos, estava iniciando sua vitoriosa carreira.

NADA ALÉM
Custódio Mesquita e Mário Lago

Nada além
Nada além de uma ilusão
Chega bem
E é demais para o meu coração

Acreditando em tudo que o amor
Mentindo sempre diz
E vou vivendo assim feliz
Na ilusão de ser feliz

Se o amor
Só nos causa sofrimento e dor
É melhor
Bem melhor a ilusão do amor

Eu não quero e não peço
Para o meu coração
Nada além
de uma linda ilusão

Lula devia ficar quieto ao invés de sair em defesa do ditador Nicolás Maduro

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e captura de Maduro

Reprodução da Record News

Vicente Limongi Netto

A pelegada, sob a batuta do bazofeiro Lula da Silva,  ataca Donald Trump, alegando que a soberania venezuelana foi atingida. Esquecem que desde 1998, com outro ditador, Hugo Chávez, que pretendia ficar eternamente no poder, o povo venezuelano já não sabia nem conhecia os benefícios da soberania.

Ela é sagrada, intocável, fundamental, sim, quando traz alegrias, segurança e qualidade de vida ao povo.

SEM SOBERANIA – Com a morte de Chávez em 2013, substituído por Nicolás Maduro, a soberania do país continuou sendo ultrajada.

Prisões e assassinatos de adversários politicos, comida restrita, desemprego assustador. inflação que chegou certa feita a mil por cento.

Nessa linha, não cola, é lorota, conversa fiada e cretina, tentar difamar Trump porque invadiu a Venezuela e arrancou o tirano do poder, no qual se mantinha por usurpação, com eleições fraudulentas.

RICO PETRÓLEO – Outra desinformação da infame pelegada, repetida muitas vezes para enganar incautos, é que o essencial na ação de Trump é tomar conta do milionário petroleo venezuelano.

Desconhecem, por má fé ou burrice, ou ambas as coisas, que antes de Hugo Chaves, em 2009, estatizar 60 empresas que serviam à indústria petrolífera da Venezuela, algumas corporações norte-americanas já trabalhavam no país.

Portanto, não existe usurpação de nada. Os Estados Unidos apenas estão voltando a trabalhar nos poços venezuelanos.

VICE BALANÇADA – Por sua vez, a vice-presidente que assumiu o lugar de Maduro, Delcy Rodrigues, já deixou claro que, para ela, Nicolás Maduro permanece presidente da Venezuela.

Ou seja, dependendo de Trump, a rebelde de saias não vai demorar muito no cargo.

Não se sabe ainda qual será o destino final do prisioneiro, ex-motorista de ônibus, Nicolás Maduro, nos Estados Unidos, nem da mulher dele, Cília Flores. Para qual cadeia será mandado e onde, certamente, passará o resto da vida.

FORTE APARATO – Maduro desembarcou em Nova Iorque sob forte aparado de segurança. Algemado, encapuçado e com correntes nos pés. O quadro deixou tenso um repórter da TV Record: “Todo cuidado é pouco, ele pode tentar fugir”.

Há 4 meses Trump já sinalizava que a prisão de Maduro estava no seu radar, quando divulgou pagamento de polpuda recompensa para quem, soubesse do paradeiro do bigodudo patife.

É patético e soa como oceânica bajulação a posição de Lula, de manifestar-se contra a invasão de Trump na Venezuela. É hilariante Lula imaginar que assim pode um dia torna-se líder da América Latina. Precisa entrar na fila. Antes, tem que pedir licença ao poderoso Trump. 

Juiz de Rondônia recebe R$ 1,7 milhão de uma vez e acende alerta sobre penduricalhos

Quando o fiscalizador vira fiscalizado: Banco Master é o teste de fogo das instituições

Ilustração Zero Hora

Pedro do Coutto

A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de investigar os atos do Banco Central que antecederam a liquidação do Banco Master marca um daqueles raros momentos em que o sistema de controle do Estado brasileiro se volta para dentro, examinando não apenas o colapso de uma instituição financeira, mas o comportamento de quem tinha o dever legal de evitar que esse colapso atingisse poupadores, investidores e, em última instância, a própria credibilidade do mercado.

A reportagem de O Globo, assinada por Geraldo Haddad e Paulo Renato Nepomuceno, expõe um ponto sensível: documentos internos do Banco Central, produzidos antes da decretação da liquidação, indicariam inconsistências, omissões ou decisões tardias diante de um quadro de insolvência que, segundo especialistas, já se arrastava havia tempo. Não se trata de uma suspeita trivial. A liquidação de um banco não é apenas um ato técnico; é uma medida extrema, com efeitos econômicos, jurídicos e sociais profundos.

CONTROVÉRSIA – O ineditismo da iniciativa do TCU — investigar atos de um órgão regulador independente como o Banco Central — explica parte da controvérsia. Há quem sustente que o tribunal estaria extrapolando suas atribuições, invadindo uma seara regulatória protegida por autonomia técnica. Esse argumento encontra eco em setores do mercado financeiro e em juristas que veem risco de insegurança institucional caso decisões técnicas passem a ser revistas sob critérios políticos ou administrativos.

Mas o outro lado da balança é igualmente relevante. Autonomia não é sinônimo de ausência de controle. O Banco Central administra poderes que afetam diretamente o patrimônio de milhões de brasileiros. Quando uma instituição financeira continua operando apesar de sinais reiterados de insolvência — ainda que sob o argumento de “falta momentânea de liquidez” —, a pergunta inevitável é: quem falhou e por quê? O TCU, ao solicitar acesso a pareceres, notas técnicas e decisões internas, não questiona apenas o desfecho, mas o caminho percorrido até ele.

O presidente do tribunal foi direto ao apontar “indícios de questões não claramente explicadas”. Traduzindo do juridiquês para o português claro: há a suspeita de que decisões cruciais tenham sido adiadas ou tomadas sem a transparência necessária, potencializando prejuízos a correntistas e investidores que não contribuíram em nada para a má gestão do banco. Esses atores são, no fim da cadeia, as principais vítimas de uma supervisão frouxa ou tardia.

CONTA FINAL – O caso ganha ainda mais densidade quando inserido em um quadro mais amplo de fragilidades institucionais. O rombo no INSS, a insolvência estrutural dos Correios e o déficit crônico de fundos de pensão como o Postalis formam um mosaico preocupante. Em todos esses episódios, há um elemento comum: a conta final tende a recair sobre o Estado — e, portanto, sobre o contribuinte — quando os mecanismos de controle falham ou chegam tarde demais.

É nesse ponto que a investigação do TCU deixa de ser apenas um debate técnico e assume dimensão política. Se ficar demonstrado que o Banco Central dispunha de informações suficientes para agir antes e não o fez, estaremos diante de um problema grave de governança. Se, ao contrário, a apuração concluir que as medidas adotadas foram as únicas possíveis dentro do arcabouço legal, o tribunal terá ao menos cumprido um papel essencial: oferecer à sociedade uma explicação documentada e transparente.

O argumento de que “não há precedente” para esse tipo de investigação soa frágil diante da natureza do problema. Precedentes não surgem do nada; eles se constroem quando a realidade impõe novos testes às instituições. A verdadeira ameaça à segurança jurídica não é a fiscalização, mas a opacidade. Mercados sólidos dependem menos de silêncio institucional e mais de confiança — e confiança se constrói com luz, não com sombras.

RIGOR – Ao fim, o caso Banco Master é menos sobre um banco específico e mais sobre o funcionamento do Estado regulador no Brasil. Se o TCU conduzir sua investigação com rigor técnico, respeito às competências e transparência, poderá contribuir para algo raro no país: o fortalecimento simultâneo do controle público e da credibilidade das instituições. Se falhar, restará a sensação conhecida de que, mais uma vez, os erros se repetem e os prejuízos são socializados.

O que está em jogo, portanto, não é apenas o passado de uma liquidação bancária, mas o futuro da confiança no sistema financeiro e na capacidade do Estado brasileiro de aprender com seus próprios erros.

Orçamento capturado: o poder invisível do Congresso

The Economist aconselha Lula a deixar a política e critica falta de alternativas

Veículo diz que Lula é “idoso” e chama Flávio de “impopular”

Luis Felipe Azevedo
O Globo

A revista britânica The Economist publicou um editorial nesta semana no qual afirma que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve concorrer à reeleição no ano que vem. O veículo internacional defende que o Brasil “merece escolhas melhores”, apesar de o país ter demonstrado a resiliência das instituições democráticas em 2025.

O principal argumento apontado pela revista como motivo pelo qual Lula deveria desistir de ser candidato é a idade. O petista, que completou 80 anos em outubro, já anunciou que irá disputar o pleito em 2026. “Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. Carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”, diz a publicação.

COMPARAÇÃO – A revista compara o brasileiro ao ex-presidente americano Joe Biden, que desistiu da disputa pela Casa Branca meses antes da eleição. “O presidente faria um favor ao seu país e consolidaria seu legado — algo que Biden não fez — anunciando que cumprirá sua promessa e se afastará da disputa”, completa.

O editorial condena as políticas econômicas petistas, mas destaca que Lula “não tem adversários sérios no centro ou na esquerda” que poderiam substituí-lo na corrida pelo Planalto. “Embora a economia brasileira tenha crescido surpreendentemente rápido nos últimos anos, as políticas econômicas de Lula são medíocres. Elas se concentram principalmente em auxílios aos pobres, com medidas de arrecadação de receita cada vez menos favoráveis às empresas, embora ele também tenha agradado os empregadores com uma reforma tributária simplificada.”

CRÍTICAS AO BOLSONARISMO –  A revista também criticou a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiar o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato do PL à Presidência da República. “Flávio é impopular, ineficaz e quase certamente perderia uma disputa contra Lula. Outros possíveis candidatos estão sendo cogitados, incluindo alguns governadores competentes. O mais proeminente deles é Tarcísio de Freitas, o governador conservador de São Paulo”, afirma a The Economist.

Segundo o editorial, Tarcísio “deveria ter a coragem de se lançar na disputa”. “Ao contrário dos Bolsonaros, ele é ponderado e democrata”, diz o texto. “Infelizmente, parece improvável que Lula desista. Talvez, então, os partidos de direita consigam se unir? Se forem sábios, abandonarão Flávio e se unirão em torno de um candidato capaz de superar a polarização dos anos Lula-Bolsonaro”, enfatiza o veículo.

A The Economist defende o apoio a “uma figura de centro-direita que reduza a burocracia, mas não as florestas tropicais, que seja rigorosa com o crime, mas não desrespeite as liberdades civis, e que respeite o Estado de Direito, poderia vencer e governar bem”. “O Brasil tem tudo em jogo em 2026 — e o resultado é preocupantemente incerto”, conclui a revista.

Banco Master, suas ligações políticas e a manobra para desmoralizar o BC

Meu Deus!!! isso mexe com a minha constituição…. | Metrópoles

Charge do Kácio (Metrópoles)

Carlos Andreazza
Estadão

O caso Master não existiria – não como o conhecemos – sem aqueles, os políticos, os eleitos, cujas atividades foram decisivas à prosperidade fraudulenta do banco. Não estamos diante apenas de empreendimento criminoso contra o sistema financeiro. Essa conta não fechará sem corrupções, sem coação – sem gestões de quem controla o poder.

Essa conta avança desviada-distraída, com o Banco Central de repente entre os suspeitos. A desqualificação do BC é estratégia de defesa que se tornou influente. A autoridade monetária não está entre os investigados.

ALTA DESONESTIDADE – É da ordem da desonestidade intelectual, observada a trama bilionária que compôs a pirâmide do Master, apregoar que o BC teria se precipitado ao liquidar o banco; que haveria solução alternativa. Tentou-se a solução de mercado – aquela por meio da qual o BRB absorveria o Master para lhe diluir as falcatruas.

O BC – isto, sim – terá demorado a agir. O BC, mais ou menos atrasado, não é investigado. Investigadas são a fraude no Master e suas jogadas com o BRB. Esses são os objetos deste caso de polícia. Que não existiria sem as relações que Daniel Vorcaro plantou.

Não haveria BRB na parada, para comprar carteiras inexistentes, não fossem os afetos que o banqueiro cultivou.

ARMAÇÃO ILIMITADA – Paulo Henrique Costa não teria se tornado presidente do BRB por graça do Espírito Santo. O governador do DF, Ibaneis Rocha, não é nem pode passar por observador externo dessa barbaridade; nem se isenta de responsabilidade porque trocou o comando do banco.

Não é crível que Costa, no BRB, tivesse autonomia para negociar bilhões em papéis do Master.

A isso – a esse apagamento das ordens de comando, a esse deslocamento do eixo responsável – também presta serviços a criminalização do BC.

SUMIRAM DOS JORNAIS – Desapareceram do noticiário também os rolos previdenciários dos Estados com o Master, sumido da teia o Rioprevidência. Que, contra todos os alertas, botou mais de bilhão de reais dos servidores no castelo de cera, outro que ofertaria ao banco a liquidez que a exposição de sua mentira fazia escoar. Transações que jamais prosperariam somente por vontade de burocrata executivo de fundo.

O burocrata executivo de fundo foi escolhido por alguém. Está sob influência do governador. Portanto, Cláudio Castro não é – não pode ser – observador externo da atrocidade.

DESINFORMADO??? – O governador do Rio não poderia não saber, ainda que talvez seja melhor passar por incompetente desinformado sobre o que corre no próprio governo.

O mesmo serve ao padrinho – Davi Alcolumbre – do sujeito que autorizou o lançamento de milhões do fundo previdenciário do Estado do Amapá na perdição do Master.

O Master não seria Master – não teria chegado aonde chegou, não teria contrato milionário com esposa de ministro do Supremo – sem as relações políticas (incluídas as consultorias de um Lewandowski) que fundamentam exotismos como os do TCU lirista contra o BC; sem as relações que fazem juiz de Corte constitucional perguntar ao fraudador sobre a qualidade do trabalho do órgão que lhe liquidou a fraude.

Toffoli esqueceu de perguntar (?) se Moraes pressionou o Banco Central

PF pede ao STF abertura de inquérito contra Toffoli por suposta propina | ASMETRO-SI

Charge do Duke (Itatiaia)

Carlos Newton
O Globo

Embora as conexões políticas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tenham sido um dos principais pontos abordados no depoimento sigiloso prestado por ele ao Supremo, o ministro Dias Toffoli e a Polícia Federal esqueceram de perguntar se o ministro Alexandre de Moraes teria mesmo pressionado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a liberar a venda do banco praticamente falido.

As autoridades brasileiras costumam esquecer esses pequenos detalhes nas investigações, apesar de Moraes ter pelo menos 129 milhões de motivos para fazer pressão ao BC, como diz o jornalista Mario Sabino.

ILEGALIDADE – As investigações estão sendo conduzidas pelo ministro Dias Toffoli, do STF, porque ele ilegalmente avocou a si o comando do inquérito, embora ainda não tenha sido arrolada nenhuma autoridade com foro especial ou privilegiado.

Alegou o ministro que o presidente do Banco Central tem foro no Supremo, mas na verdade Gabriel Galípolo nem está sendo investigado, vejam a que ponto chega a bagunça institucional brasileira.

Daniel Vorcaro, do Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, já foram ouvidos terça-feira como  investigados no esquema de fraudes envolvendo a venda do Master ao BRB, que é estatal. Já o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, foi depor apenas como testemunha.

INTERROGATÓRIO – As perguntas sobre conexões faziam parte de um dos seis blocos de indagações preparados pelo ministro Dias Toffoli, conforme questionário obtido pelo jornalista Rafael Moraes Moura, de O Globo.

Em nenhuma das perguntas Toffoli indaga diretamente sobre as pressões que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, anunciou ter sofrido. Também a delegada federal encarregada do caso, Janaína Palazzo, esqueceu de indagar sobre isso.

Foi perguntado a Vorcaro apenas se ele já “conversou com outras autoridades públicas” sobre a aquisição do Banco Master pelo BRB e se ele, ou alguém a seu mando, solicitou a intervenção de autoridades junto ao Banco Central a favor dos interesses do Master. É claro que ele negou.

OBJETIVO MAIOR – Como se previa, o objetivo principal de Toffolli na tal acareação era tentar encontrar uma falha na apuração das irregularidades  pelo Banco Central, algo que pudesse justificar o cancelamento da liquidação do Master, apesar de estar rigorosamente quebrado.

“Entre as 82 questões enviadas por Toffoli, havia pelo menos 21 inquirindo Vorcaro sobre a atuação do BC. Uma inclusive pedia ao banqueiro que dissesse se a autarquia agiu com a “celeridade necessária” na investigação das fraudes atribuídas a ele, e outra questionou se ele achava que o regulador “falhou em seu dever de supervisão prudencial”, revelou Rafael Moraes Moura, acrescentando:

“Nenhuma delas abordava o contrato do Master com a mulher do ministro Alexandre de Moraes”.

NINGUÉM INSISTIU – O jornalista de O Globo conta que “Vorcaro reconheceu que mantinha relações sociais com diversas autoridades, mas não deu nomes – e ninguém insistiu em obtê-los”. Afirmou apenas que se encontrou poucas vezes com o governador de Brasília, mas disse que nunca pediu intervenções a favor de seus interesses”.

Quem pode acreditar numa conversa fiada desse nível? E ainda chamam isso de “interrogatório”.

“À frente do Master, Vorcaro patrocinou eventos jurídicos no Brasil e no exterior (em cidades como Nova York, Londres, Paris e Roma), que contaram com a presença de ministros do Supremo como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet”, informou Rafael Moraes Moura.

###
P.S. – Está cada vez mais claro que se formou um forte lobby para favorecer o banqueiro corrupto e fraudador Daniel Vorcaro e para evitar complicações para o ministro Alexandre de Moraes. Este será o tema do artigo desta segunda-feira. (C.N.)

Abin cobra devolução de R$ 10 mil pagos a mais a Alexandre Ramagem

No lixão do Ano Novo no Rio havia um montão de políticos

Comlurb expõe lixo deixado nas areias de Copacabana ...Vicente Limongi Netto

Trabalhão para os garis cariocas. Recolheram 650 toneladas de lixo, na praia de Copacabana, depois do reveillon. A sujeira era tanta que foi preciso pedir caminhões emprestados de outros Estados, para dar conta da tarefa. Ufa!

Mais da metade do lixo era de políticos diversos, auxiliares de Lula, ministros governadores, comentaristas e narradores de futebol, analistas de política, jornalistas, apresentadores de programas de auditório, banqueiros e magistrados. 

Os abnegados garis também recolheram dezenas de tornozeleiras eletrônicas. Já foram entregues ao setor de achados e perdidos da prefeitura do Rio de Janeiro.

SUCESSO – Mais de 250 mil visitantes, nos últimos 10 meses estiveram no café-escola Senac Casa de Chá, desde sua inauguração, no dia 26 de junho de 2024.

A casa de chá fica na Praça dos 3 Poderes, e caiu nas graças de turistas brasileiros de todos os Estados. Realmente, uma ideia brilhante, que veio para ficar.

MAESTRO –  Canhota certeira, passes precisos, comando em campo,  cabeça erguida,  personalidade, clareza de raciocínio, respeitado por torcedores do mundo inteiro. Ainda hoje faz falta um meia com as qualidades dele, na seleção brasileira. Triste constatação.

Aplausos demorados para Gerson Nunes, o Canhotinha  de ouro do tri, no México, que no próximo dia 11 completa e comemora 85 anos de idade. Niterói  e o Brasil esportivo em festa. Abração, amigo. Amamos você.

EM CARTAZ – O presidente Donald Trump anuncia para o mundo a prisão do ditador Nicolás Maduro e a mulher dele.

É uma notícia que agita o jornalismo mundial e que ficará o ano todo em cartaz. Especialmente, porque Trump já anunciou que vai entregar o petróleo da Venezuela a empresários americanos. Chama-se a isso “tomar na mão grande”. 

Atuação de Dias Toffoli em inquérito do Banco Master divide juristas

Trump derruba Maduro e entrega o petróleo a empresas americanas