Por que Ibaneis Rocha escapou de ser preso pela corrupção no Banco Marques?

Governador Ibaneis Rocha adia reabertura do comércio do Distrito Federal

Não é possível que Ibaneis escape da lei, mais uma vez

Roberto Nascimento

O governador Ibaneis Rocha não consegue explicar suas ações. É um escândalo atrás do outro. O mais recente foi o aval para o aporte de R$ 16 bilhões do Banco Regional de Brasília (BRB) para o saco sem fundo do Banco Master.

A quem interessava torrar essa dinheirama toda? Foi um ato de altíssima irresponsabilidade e o governador também deveria ser preso, mas a Justiça parece estar dominada e vai deixá-lo à solta.

8 DE JANEIRO – Lembrem que Ibaneis já escapou da prisão uma vez, quando se omitiu naquela tentativa de golpe do 8 de Janeiro. Quando a invasão aos prédios públicos estava em curso, ele não atendeu aos telefonemas da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber.

A cúpula da Polícia Militar de Brasília, comandada por Ibaneis, fez vista grossa no episódio do quebra-quebra. Há muitas irregularidades que não foram investigadas.

Quando se dá um desconto para políticos execráveis desse tipo, eles aprontam de novo, porque são incorrigíveis.

FUTURO SENADOR – E o pior de tudo é que Ibaneis Rocha, atual governador, está com o passaporte carimbado para o Senado na eleição do ano que vem. Aliás, em Brasília só aparecem candidatos de direita. A única exceção era o ex-governador e ex-senador Cristovam Buarque, mas ele hoje está completamente apagado.

No escândalo do Banco Master estão envolvidos o governador Ibaneis Rocha, a vice-governadora Celina Leão e a ex-ministra Flávia Arruda, ex-mulher do ex-governador José Roberto Arruda, considerado um dos políticos mais corruptos de Brasília, que foi filmado recebendo dinheiro ao vivo.

Hoje, por mera coincidência, Flávia Arruda é casada com o banqueiro Augusto Ferreira Lima, um dos presos no caso do Banco Master. Detido pela Polícia Federal na operação Compliance Zero, deflagrada na terça-feira (dia 18), Lima era sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master desde 2019. Segundo a PF, as operações fraudulentas chegaram a R$ 12 bilhões.

CASTRO ENVOLVIDO – Por fim, não se pode proteger o governador Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, que investiu R$ 970 milhões na arapuca do Banco Master. Antes da intervenção do Banco Central, a direção da Rio-Previdência se apressou em resgatar R$ 560 milhões do fundo administrado pelo Master. E os recursos serão usados para pagar a folha de novembro.

É certo dizer que o governador Cláudio Castro lesou o patrimônio público dos servidores. E agora? Quem vai pagar esse prejuízo, que pode quebrar a Rio-Previdência?

Não se pode ter compromisso com o erro de governante, seja de esquerda ou de direita. Quando falta dinheiro, seja dos correntistas dos bancos ou dos participantes dos Fundos de Pensão, ninguém pergunta se é culpa de esquerda ou da direita. No caso, nem se trata de erro, mas de corrupção pura e simples.

10 thoughts on “Por que Ibaneis Rocha escapou de ser preso pela corrupção no Banco Marques?

  1. Vivemos numa cleptocracia infelizmente. Não vejo solução já que uma grande parcela da população tolera e pratica a pequena corrupção além da quantidade imensa de analfabetos. Uma minoria organizada escravizou via impostos o “resto” da população. Uma tragédia!!

    • Do jeito que está, nenhum governo vai funcionar. Nem de direita, nem de esquerda, nem de centro.

      Quem estiver no Planalto será sempre refém de um Congresso cada vez mais forte, blindado e livre para gastar sem ser cobrado.

      E o Brasil seguirá com um sistema político onde quem manda não responde, e quem responde não manda.

      Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, 27/06/2025 | 15h04 Por Sergio Denicoli

      Da mesma forma que Lula é hoje cabresteado por deputados e senadores endinheirados, sob o comando do Centrão, o presidente da República eleito em 2026 também será refém do Congresso em seu mandato.

      Só com mudança desse sistema perverso que vigora no país.

  2. A verdade é que o governador de Rio de Janeiro mostra, mais uma vez, que é péssimo administrador dos recursos públicos e que só sabe usar uma fórmula para tapar os rombos de sua má gestão: usar recursos dos servidores aposentados e pensionistas, que estão há três anos sem reajuste salarial.

  3. Empale-se os governadores do Rio e o de Brasília, o resto se administra.
    Como tem sido.
    Aí eu meto meu discurso, não aceito corrupção de esquerda ou de direita!

    • Não se trata de empalar, Pimenta, mas, de pagar pelos erros cometidos com os recursos dos aposentados do Estados do Rio e do banco público BRB de Brasília.

      As investigações irão demonstrar, que tem gente mais graúda nessa lavagem de dinheiro conduzida pelo dono do banco Master falido por gestão fraudulenta.

      É o público e o privado unidos nas falcatruas. O dinheiro é investido em mansões em Miami, que ninguém é de ferro.

      A pilhagem do Brasil é uma sina desde a Monarquia até nessa moribunda República, que não é aquela dos nossos sonhos, nascida de um Golpe militar.

      • Uso político de recursos públicos
        O escândalo envolvendo aportes bilionários do BRB e do RioPrevidência para salvar o Banco Master revela uma prática grave: patrimônio público sendo usado para cobrir rombos privados. Essa conduta não é apenas irresponsável — é um sinal claro de captura do Estado por interesses econômicos, onde decisões estratégicas são tomadas para favorecer grupos privados, e não a sociedade.
        Impunidade e erosão institucional
        Mesmo após episódios como o 8 de Janeiro, líderes políticos envolvidos em irregularidades seguem com planos eleitorais, como Ibaneis Rocha rumo ao Senado. A falta de responsabilização reforça a percepção de que elites políticas operam acima da lei, corroendo a confiança democrática e incentivando novos ilícitos.
        Risco à soberania econômica
        Quando fundos de pensão e bancos públicos são usados para salvar instituições privadas, o Estado perde autonomia financeira e compromete direitos sociais, como aposentadorias. Essa vulnerabilidade regulatória ameaça a estabilidade nacional, pois concentra poder econômico e político em mãos de poucos, enfraquecendo mecanismos de controle democrático.
        Conclusão: O caso do Banco Master não é apenas corrupção — é um sintoma de fragilidade institucional e captura do Estado, com impactos diretos na democracia e na soberania econômica do Brasil. Sem responsabilização efetiva e reformas estruturais, episódios como este continuarão a comprometer o futuro do país ou seja
        não é apenas corrupção — é um sintoma de captura do Estado e enfraquecimento da soberania, com impactos diretos na democracia e na segurança econômica do país. Um forte abraço!
         
         

  4. mas uma passagem do trem da corrupção, o pior desta história é o dinheiro público investido sem retorno nesta arapuca que se chama banco Master, o governador do Rio terá que dar muitas explicações deste investimento e porque o banco Master foi o escolhido, este lamaçal de corrupção não tem prazo para acabar.

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