
Gérson diz que o melhor meia hoje é o ´português Vitinha
Vicente Limongi Netto
Coloque dois craques no celular. Cardápio saboroso. Deuses do futebol presentes. Um jornalista com pena brilhante conversando com um gênio eterno. No cardápio, opiniões qualificadas e respeitadas e sacadas primorosas de quem encantou estádios do Brasil e do mundo.
Palmas para o repórter Marco Paulo Lima (Correio Braziliense – 11/01) pela matéria exclusiva com Gerson Nunes, o inigualável Canhotinha de Ouro do Tri, no México, completando 85 anos de idade.
GRANDES LIÇÕES – Matéria indispensável para a leitura de Carlo Ancelotti. Para saborear opiniões de quem honrou a amarelinha pentacampeã do mundo.
Opiniões claras, serenas e taxativas de Gerson servem como lições para treinadores, novas gerações de atletas e, também, para jogadores em atividade.
Gerson destaca o português Vitinha, do Paris Saint-Germain como o melhor meia do mundo. Alerta professores de escolinhas, “nunca se estrese com um menino. Não gritem, não xinguem. Não passem do limite. Fui orientado assim e valeu mil por cento para minha carreira”.
TÉCNICA E FORÇA – Gerson não gosta das muitas trocas na seleção. Lamenta que o Brasil não tenha ainda um meio de campo definido. Gerson recorda os tempos e as diferenças: “Perdemos a técnica e entramos na força física. Estamos em um desespero danado”.
A seu ver, mesmo com 60% de forma física, Neymar deve jogar, porque “tecnicamente ele é muito bom”.
A magnífica matéria registra opiniões de personalidades sobre o esmerado futebol de Gerson, como Ruy Castro, Nelson Rodrigues, Zagalo, Pelé, Didi, João Saldanha e Tostão.
DIZIAM DELE – Para Pelé, o maior de todos, Gerson “fazia o jogo ficar fácil. Um dos maiores passadores que vi jogar”.
Nelson Rodriges, gênio da raça, ferrenho tricolor, por sua vez, sentenciou; “Gerson jogava de cabeça erguida porque usava a cabeça.
Gerson humilhava o adversário. não com dribles mas com inteligência. Mandava sem gritar. Bastava um passe”.
Minha geração foi privilegiada por diversos fatores, seja música, cinema, livros e em especial os jogadores daquela época. Esse foi um expoente dentro de campo e fora. Hoje não tenho mais animo de assistir futebol.
Gerson foi e é espetacular. O melhor meio campista do mundo. Era um líder na seleção, acima de todos. Nunca quis ser o capitão, que coube ao Carlos Alberto. Mas, era Gerson o canhotinha de ouro, o capitão de fato.
Seus passes eram primorosos e certeiros. Um gênio.
E Gerson demonstrou seu humanismo, alertando os treinadores a tratar com respeito, os jovens jogadores, sem gritos e sem humilhar os futuros craques e sempre ensinando a respeitar os adversários e nunca jogar com violência, como ocorre hoje.
Vida longa para você, Gerson.
Sr Limongi, tenho a revista Soccer ( inglesa) de 1970. Lá, o editorial cita que o time do Brasil, sem Gerson ( na partida contra a Inglaterra), eh um time muito bom. Porém, com Gerson, se torna imbatível.
Sinto a alegria e a ternrua nos textos de Roberto Nascimento, Jorge e Victor, porque Gerson realmente foi marcante e competente. Deus e Maria prossigam iluminando a vida dele e da familia..
Falar sobre uma fera como o Gerson é difícil, sabia tudo de bola.
Os lançamentos dele eram primorosos.
No futebol existem gênios, craques, bom jogador , ponta de botas, perna de pau….
Gerson é gênio….
feliz com depoimentos marcantes sobre Gerson Nunes. Mostrando como ele realmente encantou multidões de torcedores.
O Gênio
Lançamento na cara do gol
https://www.youtube.com/watch?v=PdvvJVlpRfU