Brasil amplia presença de mulheres no Congresso, mas despenca no ranking

Sem bússola, sem projeto e dividida: o colapso da direita brasileira em 2026  

Simone Tebet e o desafio paulista: cálculo eleitoral, limites legais e a estratégia de Lula

Palanque em SP poderá levar ministra a deixar MDB

Pedro do Coutto

A possível candidatura de Simone Tebet nas eleições deste ano volta a movimentar o tabuleiro político nacional e revela, mais uma vez, como o governo Lula opera em múltiplas frentes para ampliar sua base de sustentação política.

Ministra do Planejamento, Tebet tornou-se uma das figuras mais relevantes do primeiro escalão, não apenas pelo cargo que ocupa, mas pela trajetória recente: uma liderança que saiu do campo do centro para se integrar, de forma ativa, à coalizão que sustenta o atual governo.

A hipótese de uma candidatura — seja ao governo de São Paulo, seja ao Senado — não surge como um gesto individual, mas como parte de uma engrenagem maior. O Palácio do Planalto busca, com evidente pragmatismo, fortalecer seu palanque no maior colégio eleitoral do país. São mais de 33 milhões de eleitores, um território historicamente hostil ao lulismo, mas decisivo para qualquer projeto de poder nacional.

DIÁLOGO – Nesse contexto, Simone Tebet aparece como um nome capaz de dialogar para além da base tradicional da esquerda, alcançando setores moderados, eleitores de centro e até parcelas do eleitorado conservador menos radicalizado.

Não se trata de improviso. Desde a campanha de 2022, Tebet demonstrou disposição para o enfrentamento político. No primeiro turno, destacou-se pelo discurso firme, pelo domínio dos temas econômicos e pela capacidade de se posicionar com clareza em debates públicos.

No segundo turno, sua adesão à campanha de Lula foi decisiva para ampliar o arco de alianças e conferir ao então candidato petista uma imagem mais plural. Esse capital político não se perdeu. Pelo contrário: foi incorporado ao governo e, agora, pode ser novamente mobilizado no terreno eleitoral.

ESTRATÉGIA – A ideia de lançá-la candidata em São Paulo atende a uma necessidade estratégica do Planalto: contrabalançar a força do atual governador Tarcísio de Freitas, que se consolidou como principal liderança da direita institucional no país. Mesmo que a vitória eleitoral não seja o cenário mais provável, uma candidatura competitiva pode cumprir outro papel fundamental — reduzir a margem de Tarcísio, tensionar sua base e, sobretudo, construir um palanque robusto para Lula em uma eventual campanha de reeleição.

Há, no entanto, limites objetivos. A legislação eleitoral impõe a exigência de domicílio eleitoral de, no mínimo, um ano antes do pleito. Esse ponto não é detalhe técnico: ele condiciona toda a estratégia. A mudança de domicílio para São Paulo, além de politicamente delicada, esbarra no calendário. O tempo corre contra a ministra, o que torna a candidatura ao governo paulista juridicamente improvável, senão inviável.

A alternativa do Senado por São Paulo também enfrenta obstáculos semelhantes. Além da exigência legal, há um fator político incontornável: Simone Tebet não possui, no estado, uma base eleitoral orgânica capaz de “puxar votos” em uma disputa majoritária tão competitiva. Diferentemente de Mato Grosso do Sul, onde construiu sua carreira política, São Paulo exige enraizamento, capilaridade e alianças locais já consolidadas — ativos que não se constroem em poucos meses.

SAÍDA MAIS SEGURA – Esse cenário recoloca, com mais força, a hipótese de uma candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul, seu domicílio eleitoral de origem. Trata-se de uma saída mais segura do ponto de vista jurídico e político. Ao mesmo tempo, permitiria ao governo manter Tebet como figura central na campanha nacional, sem abrir mão de um mandato legislativo estratégico em um Congresso ainda marcado por forte presença conservadora.

Há também uma consequência partidária relevante. Qualquer candidatura implicaria a saída de Simone Tebet do MDB, partido que, em São Paulo, mantém alinhamento com o atual governador. Esse rompimento não é trivial. Ele simboliza, mais uma vez, a dificuldade do MDB em se posicionar de forma coesa no cenário nacional, dividido entre o pragmatismo regional e a participação no governo federal.

COALIZÃO – No fundo, o debate sobre o futuro eleitoral de Simone Tebet revela algo maior do que o destino individual de uma ministra. Ele expõe a lógica do presidencialismo de coalizão em sua versão contemporânea: alianças móveis, cálculos eleitorais refinados e a permanente tentativa de ampliar fronteiras políticas em um país profundamente polarizado. Tebet é, hoje, menos uma candidata em potencial e mais uma peça-chave de um xadrez que Lula conhece bem — e joga com paciência.

Independentemente do desfecho, uma coisa é certa: Simone Tebet deixou de ser apenas uma liderança regional para se tornar um ativo nacional. Seu próximo movimento não será apenas pessoal. Será, sobretudo, um sinal claro de como o governo pretende disputar poder, narrativa e território nos próximos anos.

Condenações avançam, mas há rastro do 8 de Janeiro em centenas de processos

Flávio promete união da direita “no tempo certo” após prisão do pai

Moraes já está impedido de atuar na ação que condenou Bolsonaro

Moraes se reúne com Alcolumbre para tratar de segurança - 04/11/2025 - Brasília Hoje - Folha

Moraes está saindo de cena e o processo terá outro relator

Carlos Newton

Quem acompanha a “Tribuna da Internet” há mais tempo sabe que seu editor-chefe jamais demostrou a menor simpatia por Jair Bolsonaro, seja como militar, parlamentar ou governante.

No entanto, o exercício da função do jornalismo de política impõe que seja defendida qualquer pessoa que estiver sofrendo abuso de poder, não importa quem seja nem os crimes que por desventura tenha praticado.

RIGOR EXCESSIVO – Seguindo essa linha de raciocínio, não se pode afirmar que realmente tenha sido assegurado o direito de defesa a Bolsonaro enquanto a investigação, a acusação e o julgamento estiveram a cargo do ministro Alexandre de Moraes.

O abuso de poder foi justamente o que aconteceu no caso da Ação Penal 2.668, a mais importante da História Republicana, em que Moraes conseguiu a proeza de condenar Jair Bolsonaro por um golpe de estado que não existiu.

A partir de agora, passa a ser difundida no mundo civilizado a expressão “golpe à brasileira”, em que não ocorrem conflitos nas ruas, queda do governo ou fechamento do Congresso e do Supremo, assim como também não há mortos, feridos, presos, tropas nas ruas, nem tanques, blindados, navios, aviões, helicópteros, drones, nada, nada, nada, e com funcionamento rotineiro de escolas, comércio, indústria, serviços, administração pública, transportes, igrejas etc. – enfim, tudo normal, como afirmou sobre o processo a ministra aposentada Eliana Calmon, aquela que há alguns anos já denunciava à Justiça a existência de “bandidos de toga”.

TUDO MUDOU – De repente, com Bolsonaro já cumprindo pena na Papudinha, tudo mudou, porque seus advogados agora poderão arguir a nulidade das últimas duas decisões de Moraes (recusa de embargos infringentes e rejeição de agravo regimental).

Mas os advogados precisam ter paciência, porque Moraes ainda tem uma forte carta na manga. Portanto, se tiver juízo, a defesa de Bolsonaro só deverá se manifestar após o dia 31, quando termina o recesso e Moraes fica definitivamente bloqueado.

Se eles recorrerem agora, apresentando habeas corpus, Moraes encaminhará o recurso para Gilmar Mendes, que ainda é presidente da Segunda Turma, e ele certamente arquivará, sem ouvir o novo relator e os demais ministros – Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux e Dias Toffoli.

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P.S.
A situação está nesse pé. Moraes foi gravemente atingido, mas segue no comando do Supremo até o dia 31, quando o presidente Edson Fachin retorna de férias. Até lá, Moraes ainda reina. Mas a partir de 1º de fevereiro, volta a ser um ministro como qualquer outro e estará impedido de dar pitaco na ação contra Bolsonaro ou contra qualquer outro condenado que tiver apresentado embargos infringentes, como determina o Regimento do Supremo. Portanto, ainda faltam muitos capítulos para terminar essa novela. Comprem pipocas e leiam a Tribuna da Internet, que funciona sob o signo da liberdade(C.N.)

Crescimento do centrão ameaça reeleição de Hugo Motta à presidência da Câmara

Com Boulos fora de 2026, PSOL entrega protagonismo a Erika Hilton

Secretário de Segurança critica relatório da PEC e chama texto de retrocesso

Com dois terços das cadeiras em jogo, Senado vira alvo central da estratégia bolsonarista

Bolsonarismo busca reagir a derrotas no STF

Caio Spechoto
Folha

Ao menos 33 senadores devem tentar reeleição em outubro de 2026, quando 54 cadeiras do Senado, dois terços do total de 81, estarão em disputa. Entre os demais senadores em fim de mandato, 12 afirmam estar com o futuro indefinido, 6 dizem que não disputarão as próximas eleições, uma tentará ser deputada estadual, um busca ser governador e um, presidente da República —o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A disputa por vagas no Senado, e, consequentemente, pelo controle da Casa, ganhou importância nos últimos anos por causa do plano bolsonarista de aumentar a pressão sobre o STF (Supremo Tribunal Federal). A corte impôs derrotas importantes para esse grupo político nos últimos anos, como a condenação e prisão de Jair Bolsonaro (PL) e de diversos aliados do ex-presidente nos processos sobre a trama golpista.

ALVO – O bolsonarismo, porém, poderá promover processos de impeachment contra ministros do Supremo caso eleja senadores em número suficiente no ano que vem —o Senado é a Casa que tem o poder de destituir integrantes do STF. O principal alvo do grupo na corte é Alexandre de Moraes, responsável pelo processo que levou à condenação de Bolsonaro.

A Casa também tem dez pré-candidatos a governador, e ao menos quatro integrantes que sinalizam estar próximos de se aposentar das disputas eleitorais. Os números são de levantamento feito pela Folha. Além disso, foram detectados movimentos de integrantes do Senado para concorrer a cargos menores. Dos 81 senadores, 22 dizem que não serão candidatos em 2026, 13 dizem que ainda estão indefinidos e Flávio lançou pré-candidatura a presidente da República.

Um dos que não pretende se candidatar na próxima eleição é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele tem mandato como senador até 2031.

GOVERNOS ESTADUAIS – A maioria, 9 dos 10 que pretendem disputar governos estaduais, está no meio de mandato. Os mandatos no Senado têm 8 anos, o que estimula candidaturas mais arriscadas: o senador que perde uma eleição para o Executivo nessa situação tem mais quatro anos na Casa independentemente do resultado. O único desses pré-candidatos a governador que está no fim do mandato como senador é Eduardo Girão (Novo-CE).

Além desses 10 que se assumem pré-candidatos a governos estaduais, outros três afirmaram que poderão ser candidatos a governador, mas que ainda não descartaram a hipótese de concorrer a uma reeleição no Legislativo. Deram essa resposta Izalci Lucas (PL-DF), Jayme Campos (União Brasil-MT) e Marcos Rogério (PL-RO). Dos 16 senadores que disseram que não serão candidatos, 6 estão em final de mandato. Se mantiveram esses planos, ficarão sem cargo a partir de 2027.

A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), por exemplo, decidiu não tentar reeleição para apoiar a provável candidatura de seu filho, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), ao governo da Paraíba. José Lacerda (PSD-MT) exerce mandato no Senado como suplente do ministro Carlos Fávaro. Lacerda não disputará a eleição para apoiar Fávaro, que busca se eleger como senador novamente.

APOSENTADORIA – Os outros quatro em fim de mandato e que dizem não pretender disputar a próxima eleição indicaram que deverão se aposentar das corridas eleitorais. O grupo é composto por: Cid Gomes (PSB-CE), de 62 anos, eleito senador uma vez; Jader Barbalho (MDB-PA), de 81 anos, eleito senador três vezes; Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), de 80 anos, eleito senador uma vez; Paulo Paim (PT-RS), de 75 anos, eleito senador três vezes.

A lista de aposentadorias pode aumentar. Confúcio Moura (MDB-RO) ainda não decidiu seu futuro, e um dos cenários cogitados por ele é se retirar da vida pública. Jorge Kajuru (PSB-GO) avalia voltar a trabalhar em programas de televisão.

CARGOS MENORES – Duas das atuais integrantes do Senado planejam concorrer a cargos menores do que o que ocupam atualmente. Mara Gabrilli (PSD-SP) é pré-candidata a deputada estadual. Augusta Brito (PT-CE), suplente do ministro Camilo Santana, quer disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

O levantamento que deu origem a essa reportagem foi feito pela Folha com base em informações oficiais de cada senador. As fontes são as assessorias de imprensa de cada gabinete, os próprios senadores ou declarações públicas proferidas por eles. Os dados coletados se referem a quem estava no exercício do mandato até 12 de dezembro.

Aliados veem futuro incerto para Ricardo Nunes sem plano claro de sucessão

Reeleição de Tarcísio deixa futuro de Nunes refém de sucessor

Juliana Arreguy
Folha

Aliados de Ricardo Nunes (MDB) projetam um futuro político incerto para o prefeito da capital paulista caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de fato, saia candidato à reeleição no estado. Tudo dependerá, segundo eles, do sucessor escolhido pelo prefeito para disputar a gestão municipal em 2030.

Nunes era visto como possível nome a concorrer ao governo de São Paulo em 2026 caso Tarcísio se lançasse à Presidência, como vinha sendo ventilado por empresários e líderes de partidos de centro e direita. O cenário mudou após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciar a sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto no início de dezembro. Isso fez alguns dos principais defensores de Tarcísio na Presidência, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), recuarem de um eventual apoio ao governador –que nega, publicamente, o ensejo da disputa presidencial.

SEM CARGO – Por ter sido reeleito em 2024, Nunes não poderá concorrer novamente à Prefeitura de São Paulo em 2028, quando termina o seu mandato, e ficará sem cargo eletivo até a eleição geral de 2030. O prefeito já declarou, mais de uma vez, que não deseja deixar o mandato antes do fim, mas que não recusaria um pedido de Tarcísio, seu principal cabo eleitoral na última eleição.

O futuro político do prefeito, segundo auxiliares ouvidos pelo Painel, passa pelo nome que Nunes escolher para sucedê-lo no cargo. Hoje, dizem, não há ninguém em quem ele confie para o posto. O vice de Nunes, coronel Mello Araújo (PL), não é visto como uma opção de herdeiro político. O próprio Araújo, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a chapa, admitiu à Folha não ser alvo de simpatia por muitos integrantes da gestão.

Entre as reclamações internas contra o vice, há queixas de intromissão em algumas secretarias e críticas públicas a Nunes e Tarcísio. Além disso, como faltam quase três anos para o fim do mandato, o entorno do prefeito avalia ser muito cedo para projetar um nome. Um deles disse ao Painel, sob reserva, que apoiar alguém agora seria “matar uma candidatura”.

COTADA – Embora não seja vista como sucessora política, a primeira-dama Regina Nunes é apontada por aliados do prefeito como um ativo, já que ela é cotada como possível candidata a deputada estadual pelo MDB, com a causa animal como mote de campanha, e pode atrair ainda mais projeção ao emedebista.

A favor do prefeito, segundo outro auxiliar, pesa o fato de São Paulo ser uma cidade que atrai a atenção do país todo, tornando Nunes um nome mais fácil de ser lembrado do que o de outros prefeitos na mesma situação que ele.

Isso poderia auxiliá-lo, na visão deles, a ser chamado para exercer o cargo de secretário em alguma gestão. Há também a aposta de que Tarcísio não deixaria de estender a mão ao aliado, que estará em seu palanque em 2026, seja ao governo estadual ou federal.

BOA BASE – “Infelizmente ele não vai sair [ao governo estadual]. A minha vontade particular é que Nunes saia ao governo de São Paulo”, disse o ex-vereador Milton Leite, presidente do União Brasil na cidade de São Paulo.

“Depois de concluído o mandato, ele vai ter uma boa base em 2030, já que ainda é novo e tem projeção nacional”. Apesar de ter elogiado a base de Nunes, Milton Leite não disse à coluna qual cargo o prefeito poderia disputar em 2030.

Toffoli, abafador-geral do Master, respinga lama e emporcalha o STF

Tá esquisito isso, hein, Toffoli? Hein, Xandão?

Charge reproduzida do Arquivo Google

Marcos Augusto Gonçalves
Folha

A atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no caso Master vai se transformando num desastre consumado. O que começou mal continuou mal e não são remotas as chances de que termine pior ainda.

O magistrado, com movimentos suspeitos e erráticos, colabora enormemente para desgastar a imagem já avariada da corte suprema, que se deteriora a olhos vistos na esteira da arrogância e do personalismo de alguns de seus membros.

MORAES, TAMBÉM – Contribui para isso seu colega Alexandre de Moraes, cuja família tinha um contrato de 129,6 milhões para defender o banco fraudador, e agora avança o sinal. Moraes como se sabe, abriu, de ofício, um anômalo inquérito sobre quebra de sigilos de magistrados.

Quanto a Toffoli, desde as primeiras decisões, o magistrado não deixou dúvida sobre sua intenção de abafar o conteúdo das investigações, e demonstrou que não descartaria medidas heterodoxas para tentar cumprir esse objetivo.

Por mais poderoso que possa ser o abafador-geral, a tarefa não é simples. São vastas as dimensões do escândalo e avolumam-se as pressões da opinião pública e de setores prejudicados pelo banco. Estão no ar, mais ainda com a liquidação da Reag, as fumaças do crime organizado.

RECUOS PATÉTICOS – Toffoli, como se sabe, empilhou deliberações e recuos patéticos. A começar pela transferência do processo para o STF e a decretação de sigilo em grau máximo, com base num pretexto, que é a existência de um deputado numa faceta sem importância da mega fraude.

PÉ NO JATO – O esportivo juiz, antes disso, foi torcer pelo Palmeiras em jato privado com um advogado de diretor do Master. Tentou também, como se sabe, promover uma acareação constrangedora entre Daniel Vorcaro, dono do banco em liquidação, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), possível comprador, e o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos.

Recuou diante das justificadas reações e livrou o funcionário do BC. Mas o TCU, sintomaticamente, entrou na linha auxiliar e queria fazer uma inspeção na sede da autoridade monetária.

Desde então, os problemas se acumulam. Parentes do ministro teriam feito negociações com um fundo envolvido nos desvios. O ilustre abafador também patinou num vai não vai para permitir novas diligências da PF. Depois não sabia onde guardar as provas – chegou a tentar trancafiá-las em escaninhos do STF.

SOB DESCONFIANÇA – Tudo somado, Toffoli, como apontou editorial desta Folha, perde as condições de prosseguir no papel que pretende desempenhar. Sua atuação atabalhoada e duvidosa junta-se a outras iniciativas que colocam o Supremo sob desconfiança – e não se trata apenas de ataques da escumalha golpista.

É, aliás, um risco chancelar um vale-tudo de ministros do STF com o argumento de que críticas podem levar a um retrocesso histórico.

Esse tipo de premissa, surrada, foi usada em outros tempos para impedir críticas ao stalinismo ou a erros flagrantes da esquerda, com a alegação de que seria fazer o jogo dos reacionários. É o que assistimos agora quando esquerdistas endossam a teocracia totalitária e assassina do Irã em nome do “anti-imperialismo”.

FRAUDE RECORDE – A julgar por opiniões de gente que observa o caso mais de perto, como o próprio ministro Fernando Haddad, estamos diante da maior falcatrua financeira da história do Brasil, o que não seria pouco.

Os sinais são de que figurões estão com o pé nessa lama, que já respinga no STF. O Supremo como diziam alguns na época do impeachment de Dilma e da Lava Jato é mesmo “insuspeito”?

Façam suas apostas. Essa roleta ainda tem muito a girar.

“Eu amava como amava um sonhador…”, revela o menestrel Montenegro

Falante, Oswaldo Montenegro percorre trilhas e imagens de 50 anos de  estrada em show feito com os pés no chão | G1

Montenegro, eternamente cantando o amor

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor e compositor carioca Oswaldo Viveiros Montenegro, na letra de ‘Lua e Flor”, utiliza símiles para mostrar as diversas formas pelas quais ele amou. Esta música faz parte da Coleção Pérolas – Oswaldo Montenegro 2000.

LUA E FLOR
Oswaldo Montenegro

Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor

Eu sonhava
Como a feia na vitrine

Como carta
Que se assina em vão

Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não

Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar

Eu amava,
Como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar

Moraes se curva à “Tribuna” e abandona a relatoria da ação de Bolsonaro

Tribuna da Internet | Moraes barra novo recurso de Bolsonaro e diz que  pedido é “absolutamente incabível”

Desde 3 de dezembro, Moraes atuava ilegalmente no caso

Carlos Newton

A grande surpresa deste sábado foi a auspiciosa notícia de que o ministro Alexandre de Moraes, diante das denúncias sobre suas irregularidades e usurpação de poder, publicadas aqui na “Tribuna da Internet”, enfim se viu obrigado a se curvar nesta sexta-feira, dia 16, quando tardiamente abandonou a relatoria do processo de Bolsonaro, que Moraes vinha exercendo ilegalmente desde 3 de dezembro.

Conforme informamos aqui desde a última terça-feira, dia 13, sempre com absoluta exclusividade, o Regimento do Supremo Tribunal Federal, em seu artigo 76, determina troca de Turma e de relator sempre que forem apresentados embargos infringentes em ações penais.

FALSO RELATOR – Portanto, no dia 3 de dezembro, quando a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro encaminhou os embargos infringentes, Moraes teria de se afastar da relatoria e passar os autos da Ação Penal 2.668 para a Segunda Turma, que funciona como câmara revisora da Primeira Turma (e vice-versa).

Aproveitando-se de um descuido da Secretaria, que equivocadamente deixou de transferir os autos para a Segunda Turma, o ministro Alexandre de Moraes seguiu funcionando como falso relator.

Assim, de forma absolutamente ilegal, rejeitou os embargos infringentes em 19 de dezembro, e depois, na última terça-feira, dia 13, também recusou o agravo apresentado pela defesa de Bolsonaro.

USURPAÇÃO DE PODER – Como se constata, na forma da lei, todos os atos de Moraes no processo contra Bolsonaro, após 3 de dezembro, são absolutamente nulos de pleno direito, embora os caríssimos e famosíssimos advogados do ex-presidente até agora não tenham esboçado a menor reação, vejam a que ponto chega a incompetência desses profissionais que atuam na ação penal mais importante da História Republicana.

Nesta sexta-feira, dia 16, vergastado pelas denúncias da “Tribuna da Internet”, o ministro Alexandre de Moraes também não teve como esboçar reação e caiu na real.

O fato concreto é que o ex-relator finalmente se viu obrigado a transferir para a Segunda Turma o processo contra Bolsonaro, para que o ministro Gilmar Mendes, da Segunda Turma, examinasse um pedido de prisão domiciliar em favor do ex-presidente.

TUDO CONFIRMADO – Ficam assim plenamente confirmadas todas as denúncias feitas pela Tribuna da Internet desde terça-feira, dia 13, quando começamos a apontar as ilegalidades cometidas por Alexandre de Moraes desde 3 de dezembro, e agindo monocraticamente, ao rejeitar os recursos de Bolsonaro sempre em decisões liminares, sem ouvir os demais integrantes da Turma.

Esse habeas corpus que Moraes teve de redistribuir para a Segundo Turma, em obediência tardia ao Regimento do Supremo, nem foi apresentado pela defesa de Bolsonaro, mas pelo advogado Paulo Souza Barros de Carvalhosa, que não atua na Ação Penal 2.668.

Ao redistribuir o habeas corpus, Moraes alegou que estava impedido por questões regimentais, como se não tivesse usurpado os poderes do relator da Segunda Turma desde 3 de dezembro.

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P.S.
Conforme temos enfatizado aqui, sempre com absoluta exclusividade, o processo de Bolsonaro ainda não terminou, embora Moraes tenha declarado em 25 de novembro um falso “trânsito em julgado”. Faltam muitos capítulos para a novela. Comprem pipocas e leiam a “Tribuna da Internet”, que funciona sob o signo da liberdade. (C.N.)

Encontro de Michelle com Moraes antecedeu decisão que transferiu Bolsonaro para a Papudinha

A largada antecipada de 2026 e o xadrez das desincompatibilizações

Ilustração Thiago Lucas (Arquivo do Google)

Pedro do Coutto

A política brasileira já vive, na prática, o calendário de 2026. Ainda que a eleição esteja distante no papel, os movimentos de bastidores se intensificam, revelando ambições, testes de lealdade e disputas silenciosas por espaço. Reportagem de O Globo mostra que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, atua para se manter na corrida presidencial, disposto, se necessário, a renunciar ao cargo no início de abril do próximo ano para cumprir a regra da desincompatibilização, exigida seis meses antes do pleito de outubro.

A exigência prevista na legislação eleitoral — consolidada na Lei Complementar nº 64/1990 e reiterada pela jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral — impõe uma escolha clara: ou o poder executivo local, ou a aposta nacional. Ao aceitar esse risco, Tarcísio sinaliza ao mercado político que não quer ser apenas uma alternativa de ocasião, mas um nome disposto a pagar o preço institucional da candidatura.

CONVERGÊNCIA – Ele não está sozinho. Ratinho Júnior, governador do Paraná, já admitiu publicamente aceitar uma candidatura presidencial pelo PSD ou até mesmo ao Planalto, se houver convergência. O cálculo é o mesmo: para disputar, terá de deixar o cargo no mesmo prazo. Em Minas Gerais, Romeu Zema (frequentemente citado como presidenciável no campo liberal) também se enquadra nessa regra, assim como Ronaldo Caiado, em Goiás, e Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul, cujo nome volta e meia ressurge nas rodas políticas como alternativa de centro.

O que une esses governadores não é apenas o calendário, mas a tentativa de ocupar um vácuo político que se abre entre a polarização consolidada e o cansaço do eleitorado. Ao mesmo tempo, o que os separa é a capacidade de transformar viabilidade administrativa em densidade eleitoral — um desafio que o Brasil já viu derrotar muitos “bons gestores” nas urnas.

MICHELLE BOLSONARO – Nesse tabuleiro, outro movimento chama atenção: a crescente presença política de Michelle Bolsonaro. Em reação a críticas do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, ela divulgou carta pública nas redes sociais, rebatendo questionamentos sobre sua atuação. O episódio mais recente ocorreu após Michelle compartilhar um vídeo de Tarcísio de Freitas criticando a política econômica do governo Lula e, simultaneamente, curtir um comentário da primeira-dama paulista sugerindo que o governador deveria ser “o novo rumo do Brasil”.

O gesto, aparentemente trivial no universo das redes sociais, tem peso simbólico. Michelle ocupa hoje um espaço singular no bolsonarismo: não é apenas herdeira de um capital eleitoral expressivo, mas também um termômetro das tensões internas do campo conservador. Ao sinalizar simpatia por Tarcísio, ainda que de forma indireta, ela alimenta especulações sobre alianças futuras e sobre quem poderá herdar, de fato, o espólio político de Jair Bolsonaro.

Ao longo dos últimos meses, esses sinais dispersos compõem um mesmo enredo: a eleição presidencial já começou nos bastidores. Governadores calculam prazos, grupos testam narrativas e lideranças digitais disputam influência. Nada está decidido, mas muita coisa já está em jogo. No Brasil, como a experiência ensina, quem subestima o peso desses movimentos preliminares costuma chegar atrasado à largada.

Empresário ligado ao caso Master preocupa Planalto às vésperas de depoimento à PF

“Guga Lima” teve relação com o núcleo baiano do governo

Caio Junqueira
CNN

O empresário baiano Augusto Ferreira Lima, conhecido como “Guga Lima”, é o nome hoje que mais preocupa o Palácio do Planalto no caso Master, apurou a CNN Brasil com pessoas próximas ao governo. Ex-sócio de Daniel Vorcaro preso na operação de novembro, mas posteriormente solto, ele irá depor na PF (Polícia Federal) no final de janeiro e há especial atenção no governo federal sobre o que ele irá falar.

Essa relação começou quando o líder do governo Lula no Senado Jaques Wagner (PT-BA) comandava a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, em 2018, durante a gestão do então governador Rui Costa (PT), atual ministro da Casa Civil. Augusto Lima venceu uma licitação de venda da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos) e criou o CredCesta, um cartão de crédito consignado com juros muito abaixo do mercado e direcionado principalmente a funcionários públicos.

MODELO EXPORTADO – O empreendimento deu certo e o modelo do cartão foi “exportado” para outros estados. Vorcaro viu potencial no negócio e Guga Lima entrou, em 2020, na sociedade do Master levando o CredCesta, que virou um dos principais ativos do banco. A relação de Lima com Vorcaro, porém, nunca foi próxima. Interlocutores de Lima relataram à CNN Brasil que foi o próprio Lima quem pediu para deixar a sociedade no Master, em maio de 2024, porque descobria por terceiros negócios feitos por Vorcaro.

O perfil ostentador de Vorcaro também o incomodava. Augusto Lima é apontado por interlocutores como alguém muito discreto. Ele assumiu o controle do banco Voiter, que, em agosto deste ano, mudou seu nome para Banco Pleno, hoje responsável pela administração do cartão CredCesta.

Fontes que acompanham de perto a investigação, afirmam que é Lima, e não Vorcaro, quem tem potencial de ligar o caso Master ao coração do governo Lula por esse histórico na Bahia. Ressaltam, contudo, que suas relações não são restritas a esse grupo político.

LIGAÇÕES – Ele tem relações também com expoentes da direita baiana, como ACM Neto (União) e o presidente do PL na Bahia, João Roma. Lima, aliás, é casado com Flávia Arruda, ex-ministra de Jair Bolsonaro (PL), que deixou a política e rompeu com o grupo após não ter tido o apoio da família para se lançar ao Senado pelo Distrito Federal em 2022.

Quem conversou com ele nos últimos dias aponta não haver possibilidade de ele avançar para uma colaboração premiada por não ter o que delatar. Considera-se um injustiçado e entende que o real motivo da operação contra ele foi o incômodo de parte do setor financeiro com o sucesso do CredCesta. Um aliado relatou à CNN Brasil que um banqueiro paulista tentou comprar o negócio e que Guga Lima rejeitou prontamente.

LINHA DE AÇÃO – A estratégia, por ora, será se desvincular de Vorcaro e das eventuais irregularidades feitas pelo Master, tendo por eixo o desligamento da sociedade em maio de 2024, um ano antes, portanto, da tentativa de compra do Master pelo BRB. A CNN Brasil procurou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o secretário de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, mas eles não se manifestaram.

A equipe de Jacques Wagner encaminhou à CNN Brasil a seguinte mensagem: “A assessoria do senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que o parlamentar conheceu o empresário Augusto Lima em 2017, quando exercia o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia. Naquele período, uma das atribuições da pasta era conduzir o processo de venda do Supermercado Cesta do Povo, ocasião em que o referido empresário apresentou proposta no processo licitatório e arrematou o ativo”.

Dinheiro vivo, escritura tardia e poder político: as sombras sobre Sóstenes Cavalcante

Ilegalidades de Moraes agravam clima negativo de insegurança jurídica

A charge desta quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025 é de Paulo Sergio. *  As charges não representam necessariamente a posição do iMaranhense. 🔔 l  Veja mais como essa no perfil do

Charge do Paulo Sérgio (Instagram)

Carlos Newton

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que a Tribuna da Internet não está atrelada a nenhum partido político. Portanto,  atua com absoluta independência, sob o signo da liberdade.

Quando denunciamos ilegalidades e desmandos, não nos interessa se os envolvidos são lulistas ou bolsonaristas, muito pelo contrário. Temos até esperança de que seja encontrada uma terceira via, com um candidato (ou candidata) que realmente esteja preparado(a) para conduzir o país.

Da mesma forma, ao abordar os descaminhos do Supremo Tribunal Federal, não nos interessa se o ministro foi indicado pelo presidente A ou B, o que importa é que tenha reputação ilibada, notório saber e se comporte como um magistrado imparcial e competente.  

MORAES, O INSENSATO – Não importa a gravidade dos crimes de que Bolsonaro é acusado nem a irresponsabilidade que possa ter demonstrado no exercício do poder o que importa neste momento é saber se ele está sendo julgado ou trucidado.

Conforme mostramos aqui na Tribuna, o Regimento do Supremo determina que o processo seja redistribuído para outra turma sempre que houver apresentação de embargos infringentes. Art. 76 – Se a decisão embargada for de uma Turma, far-se-á a distribuição dos embargos dentre os Ministros da outra (…).

Portanto, desde o dia 3 de dezembro Moraes estava impedido de atuar nesse processo, que deveria ter sido redistribuído para a Segunda Turma, que funciona como câmara revisora da Primeira Turma, e vice-versa.

ABOMINÁVEL – O descumprimento dessa norma processual mostra que é abominável o comportamento do ministro Moraes na fase final do julgamento de Jair Bolsonaro, usurpando o poder e atuando como relator quando já está impedido.

Esse revezamento entre as Turmas é previsto no Regimento Interno do Supremo, com força de lei, para garantir o cumprimento do Pacto de San José da Costa Rica, ratificado pelo Brasil em 1992.

O acordo internacional determina que nenhum julgamento, em qualquer instância, pode ficar sem revisão, e o Regimento do STF então adotou esse princípio,  ao determinar que cada Turma seja revisora dos julgamentos da outra, algo que Moraes, ardilosamente, fingiu não entender.

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P.S.  1
O fato concreto é que os seis advogados de Bolsonaro permitiram que Moraes se mantivesse como relator e juiz absoluto, e o ministro ilegalmente rejeitou dois recursos seguidos em decisão liminar, sem encaminhá-los a exame do plenário da Primeira Turma, e a defesa nem esboçou reação.

P.S. 2 –  Os seis advogados que representam o ex-presidente são de uma incompetência fora do normal. Não têm coragem de denunciar as irregularidades de Moraes, não dão uma declaração à imprensa, nada, nada. Comportam-se como se a causa estivesse perdida e encerrada, embora ainda haja excelentes alternativas de defesa. Amanhã, vamos analisar com calma o Jogo dos Sete Erros dos defensores de Bolsonaro. (C.N.)

Lula causa uma tremenda saia justa entre Moraes (STF) e Galípolo (BC)

Moraes: regras do mundo real devem prevalecer também nas redes sociais |  Agência Brasil

Moraes foi à reunião representando o presidente Fachin

Robson Bonin
Veja

Depois de determinar, nesta semana, a abertura de um inquérito para investigar a possível violação de sigilos de ministros do STF e de familiares por órgãos como a Receita Federal e o Coaf, o ministro Alexandre de Moraes teve uma reunião, nesta quinta-feira, com o presidente Lula, o chefe do fisco, o ministro da Fazenda, o chefe da Polícia Federal e outros integrantes do governo.

Segundo as informações fornecidas pelo Planalto, Lula coordenou uma reunião para debater com os presentes “o combate ao crime organizado”.

COMBATE AO CRIME – “Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos esses atores, de elevar ao status de ação do Estado, o combate ao crime organizado”, disse o novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

Embora o caso do Banco Master esteja em evidência, por causa da operação da Polícia Federal, o relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli, não aparece na lista de participantes da conversa com Lula.

Veja a lista completa de presentes na reunião: vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes; ministro da Fazenda, Fernando Haddad; ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo;  chefe da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues; procurador-geral da República, Paulo Gonet; ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O que ficou decidido na reunião? Nada. Foi apenas um ensaio de faz-de-conta, digamos assim. O mais interessante foi a saia justa entre o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o ministro Moraes, que depende do silêncio dele para não sofrer impeachment. Foi a primeira vez que Moraes e Galípolo estiveram juntos na mesma sala, após ter sido surgido o escândalo do contrato de R$ 129,6 milhões e as pressões ao Banco Central. Apenas isso. (C.N.)