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Lula está disposto a uma partida decisiva em MG, SP E RJ
Pedro do Coutto
O tabuleiro político brasileiro se movimenta com intensidade à medida que se aproximam as eleições de 2026, e o presidente Lula da Silva parece disposto a jogar uma partida decisiva nos três maiores colégios eleitorais do país: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
A aposta em candidaturas competitivas nesses estados não é casual, mas sim parte de uma estratégia calculada para consolidar bases regionais que, somadas, representam uma fatia expressiva do eleitorado nacional. O apoio a Rodrigo Pacheco em Minas, a Fernando Haddad em São Paulo e a Eduardo Paes no Rio de Janeiro revela a tentativa de fortalecer uma rede de aliados capazes de ampliar a capilaridade política do projeto lulista em regiões decisivas para qualquer ambição de continuidade no poder.
MOVIMENTOS – Essa engenharia eleitoral exige movimentos antecipados e, em alguns casos, sacrificiais. Haddad e Paes, por ocuparem cargos executivos, precisam deixar suas funções seis meses antes do pleito, um gesto que representa tanto risco político quanto demonstração de compromisso com a disputa. Já Pacheco, por ser parlamentar, possui maior flexibilidade institucional, o que o coloca em posição confortável para avaliar o momento mais adequado para formalizar sua candidatura.
Em Minas Gerais, tradicionalmente considerado o “fiel da balança” da política brasileira, a presença de Pacheco surge como tentativa de atrair eleitores moderados e construir uma ponte entre diferentes correntes ideológicas, algo essencial em um ambiente político cada vez mais polarizado.
Em São Paulo, o desafio é de outra natureza. Haddad carrega o peso de disputas anteriores e precisará transformar a visibilidade adquirida no Ministério da Fazenda em capital eleitoral concreto. A eleição paulista costuma extrapolar os limites estaduais e assumir dimensão nacional, funcionando como indicador do humor político do país. Um eventual embate com o governador Tarcísio de Freitas tende a acirrar narrativas e mobilizar debates que ultrapassam a esfera administrativa, tornando a disputa um verdadeiro termômetro da força política de Lula.
ALIADO – No Rio de Janeiro, Eduardo Paes aparece como um aliado consolidado, com experiência administrativa e base eleitoral relevante. Sua candidatura ao governo estadual, contudo, implicaria renunciar à prefeitura, decisão que carrega simbolismo e exige cálculo preciso. Ao mesmo tempo, Lula procura ampliar a base de sustentação no Senado, cogitando nomes como Marina Silva e Simone Tebet para fortalecer a presença governista em estados estratégicos, especialmente São Paulo.
A lógica é construir não apenas vitórias eleitorais pontuais, mas um arco de alianças capaz de sustentar governabilidade e projetar influência política para além do próximo mandato. Ainda assim, permanece a dúvida sobre o grau de transferência de votos que esses apoios podem gerar. A política brasileira é marcada por dinâmicas regionais próprias, nas quais o eleitor muitas vezes distingue entre lideranças locais e nacionais.
O apoio presidencial, embora relevante, não garante automaticamente adesão popular, o que torna essencial a construção de agendas convergentes com as demandas específicas de cada estado. O sucesso da estratégia dependerá, portanto, menos de declarações de apoio e mais da capacidade de traduzir alianças em propostas concretas que dialoguem com a realidade dos eleitores.
TENSÃO – Enquanto o Brasil organiza seu xadrez eleitoral, o cenário internacional adiciona camadas de tensão e imprevisibilidade. O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump volta ao centro das atenções ao adotar uma retórica dura em relação ao Irã, sugerindo prazos e exigências ligados ao desarmamento nuclear e deixando implícita a possibilidade de ação militar.
A situação coloca em evidência o risco de uma escalada no Oriente Médio, região historicamente marcada por conflitos geopolíticos de alta complexidade. Para o governo iraniano, recuar pode significar fragilidade interna; para Trump, retroceder após ameaças públicas poderia ser interpretado como perda de autoridade política.
Nesse contexto delicado, a atuação de atores multilaterais torna-se crucial. Países como o Reino Unido, blocos como a União Europeia e potências como a China aparecem como possíveis mediadores capazes de evitar que a retórica se transforme em confronto direto. A história recente mostra que crises desse tipo dificilmente encontram solução duradoura pela via militar, reforçando a necessidade de negociações diplomáticas amplas e coordenadas.
FREIOS INSTITUCIONAIS – Ao mesmo tempo, a própria dinâmica institucional dos Estados Unidos revela limites ao poder unilateral. Decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos sinalizam que mesmo lideranças com perfil assertivo enfrentam freios institucionais, demonstrando a importância do equilíbrio entre poderes em democracias consolidadas. Esse contraponto institucional serve como lembrete de que, tanto no plano doméstico quanto no internacional, o exercício do poder encontra limites na necessidade de legitimidade e consenso.
Assim, o momento político atual combina duas narrativas que se entrelaçam: de um lado, a estratégia eleitoral de Lula para consolidar sua força nos principais colégios eleitorais do Brasil; de outro, um cenário internacional tenso, em que discursos duros e riscos geopolíticos testam a capacidade de mediação das instituições e da diplomacia global.
Em ambos os casos, a política se mostra como arte de equilibrar ambição e prudência, estratégia e diálogo, força e negociação. O desfecho dessas movimentações, nas urnas brasileiras ou nas mesas de negociação internacionais, dependerá essencialmente da habilidade dos atores envolvidos em transformar poder potencial em estabilidade concreta — um desafio permanente das democracias contemporâneas.
Petista, aterrorizado pela fatal funesta espada, corre esbaforido para longe do que deveria ser sua salvadora e então acolhedora cruz!
O “cenário”, confirme:
https://www.facebook.com/share/v/1KSMVtKHho/
https://diariodorio.com/dom-orani-completa-12-anos-como-cardeal-e-deixa-legado-de-fe-traduzida-em-gestos-concretos-no-rio/
A estratéga eleitoral do narcotraficante Luladrão é a mesma de sempre: roubar, mentir e trapacear, para alimentar as narrativas das suas prostitutas de luxo (jornalismo de aluguel) e ganhar os votos dos idiotas de nascimento.
Olavo, explica:
https://www.facebook.com/share/r/1NzEHszpHX/
“It’s the economy, stupid”
James Carville
PIB mais forte e Selic em queda
Mesmo com queda de 0,2% em dezembro, sob influência da forte desaceleração em varejo e serviços (-0,3%), o IBC-Br, divulgado hoje pelo Banco Central registrou surpreendente crescimento de 2,5% em 2025, puxado pelo forte desempenho da agropecuária (+13,1%) e pela residência das atividades da indústria extrativa mineral – os dois segmentos que operam praticamente imunes ao estrangulamento da política monetária no crediário. O problema é que a agropecuária só representa 5,8% do PIB e a indústria extrativa (4,5% do PIB).
Mais do que o aumento surpreendente no PIB do Banco Central (o PIB oficial, calculado pelo IBGE, será divulgado em 3 de março), chamou a atenção o carregamento de 0,1% para o primeiro trimestre de 2026. Sem redução rápida dos juros, a agropecuária (com safra de grãos estável ou com pequena queda frente a 2025) não terá força, junto com a extrativa mineral, para sustentar o PIB este ano. As apostas estão entre 1,5% (Bradesco) e 1,9% (Itaú).
Mas o que pode animar o setor de Serviços, que representa 59,2% do IBC-Br (a Indústria, incluindo a extrativa, responde por 20,9%) são os sinais emitidos pelo mercado na última pesquisa Focus: as projeções da inflação continuam caindo a cada semana e o mercado, além de projetar queda de 0,50% na Selic na reunião de 18 de março, renovou a queda de 0,50% para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 29 de abril, quando a Selic cairia a 14,00% ao ano.
Mais que isso, o mercado e a maioria dos bancos filiados à Febraban apostavam que a Selic fechará o ano em 12% (era a aposta do Bradesco – em janeiro, o Itaú previa a Selic terminal em 12,75%. Será que fará revisão em fevereiro? O mercado aguarda a nova previsão de cenário até amanhã. Um dos fatores que pode determinar o rumo da inflação e dos juros é o câmbio.”
O Outro Lado da Moeda
Por Gilberto Menezes Côrtes
Jornal do Brasil
É burrice extrema esperar estabilidade, credibilidade e previsibilidade de um sistema político tratado pelos próprios políticos como nuvem passageira que a cada instante muda de aparência.
… mas, infeliz e desgraçadamente, nunca muda a consistência…