
Mendonça impõe novo comando no caso Master
Malu Gaspar
Rafael Moraes Moura
O Globo
A decisão do ministro André Mendonça de fortalecer a atuação dos técnicos da Polícia Federal, ao assumir a relatoria do caso do Banco Master no Supremo, abriu caminho para a PF retirar da órbita da apuração dois homens de confiança que Dias Toffoli havia colocado para atuar no inquérito.
Escolhidos a dedo pelo antigo relator, o perito Lorenzzo Victor Schrepel Delmutti, que foi designado formalmente por Toffoli para verificar o conteúdo de celular de Vorcaro, e o delegado Rafael Dantas, que ficava nos bastidores orientando e produzindo material para o ministro, agora estão fora do caso.
SENHAS CANCELADAS – Dantas foi excluído automaticamente quando Toffoli renunciou à relatoria, enquanto o perito perdeu a senha de acesso aos materiais da investigação depois que Mendonça liberou a PF para distribuir os 100 dispositivos eletrônicos apreendidos nas duas fases da Operação Compliance Zero para peritos escolhidos pela própria corporação. Logo após a publicação do despacho, todas as senhas de acesso foram canceladas, e as novas foram distribuídas apenas aos técnicos designados pela direção da corporação.
Em uma das decisões mais controversas que tomou à frente das investigações, Toffoli determinou no mês passado que todo o material apreendido pelos policiais federais fosse lacrado e armazenado no STF. Depois, determinou que o material fosse enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR). E numa medida atípica, escolheu a dedo os quatro peritos da PF que poderiam se debruçar sobre o material, incluindo Lorenzo.
De acordo com informação prestada pela PF ao ministro, como a perícia envolve um número aproximado de 100 dispositivos eletrônicos, um único técnico teria de dedicar 20 semanas ininterruptas para fazer a sua parte em um esquema de dedicação exclusiva. Mendonça autorizou que as extrações dos dados e análise do material seguissem o “fluxo ordinário de trabalho” da instituição, “com distribuição regular das demandas entre peritos habilitados, conforme critérios técnicos e administrativos”.
VAZAMENTO – Já o delegado Rafael Dantas havia sido escolhido por Toffoli para apurar o vazamento das perguntas do depoimento de Vorcaro, ocorrido em 30 de dezembro do ano passado. O pedido de apuração foi apresentado pela defesa do Executivo depois de ter sido revelado o teor dos questionamentos elaborados pelo gabinete do ministro. Essa apuração ainda não chegou a ser realizada antes de o STF decidir pela redistribuição do caso Master para outro relator, há duas semanas.
O mesmo delegado já havia sido escolhido por Toffoli para conduzir outro caso polêmico – as investigações em torno da atuação do ex-juiz federal e hoje senador Sergio Moro (União Brasil-PR) à frente da 13ª Vara Federal de Curitiba. Em dezembro do ano passado, Toffoli determinou uma operação de busca e apreensão na antiga vara da Lava-Jato.
A investigação gira em torno de acusações do ex-deputado estadual Tony Garcia contra Moro. Garcia afirma que foi coagido por Moro a gravar interlocutores de forma ilegal em 2004 no âmbito do caso Banestado, o que o ex-juiz nega.
QUEIXAS EM CORO – Apesar de reforçar a área técnica, a decisão de Mendonça também tirou poder do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao determinar expressamente que agentes e delegados não compartilhassem detalhes sigilosos do inquérito com “superiores hierárquicos e outras autoridades públicas”.
O diretor da PF se tornou alvo preferencial das críticas dos ministros do Supremo ao entregar ao presidente do tribunal, Edson Fachin, um documento de 200 páginas listando indícios de conexões entre Vorcaro e Toffoli que poderiam levar à sua suspeição – como por exemplo o pagamento de R$ 35 milhões do banco de Vorcaro por uma fatia do resort Tayaya, do qual o ministro admitiu ser sócio.
O relatório levou Toffoli a renunciar à relatoria do caso Master, após uma reunião secreta em que os outros ministros o pressionaram a sair. Ainda assim, no relato sobre a reunião publicado pelo site Poder 360, Mendonça foi um dos mais críticos à postura do diretor-geral da PF de entregar um relatório sobre as conexões de Toffoli com Vorcaro.
EMBATES – A relação de Toffoli com a PF na supervisão das investigações do caso Banco Master foi marcada por tensões e embates públicos, a ponto de o ministro acusar a corporação de “inércia” e “falta de empenho” na execução da segunda fase da operação. Os investigadores, no entanto, rebateram as críticas do ministro, alegando que não tinham deflagrado a operação antes porque ainda não tinham em mãos os endereços certos dos alvos da investigação.
Toffoli também determinou que os depoimentos de Vorcaro, do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, fossem realizados no próprio STF. O ministro chegou a convocar uma acareação, antes mesmo que fossem colhidos depoimentos para confrontar versões. Depois, seu gabinete determinou que os depoimentos fossem realizados antes da acareação, ainda que não houvesse nenhuma decisão nesse sentido.
Desespero da vagabundagem diante da possibilidade de te que ganhar o pão de cada dia com o suor do rosto.
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https://www.instagram.com/reel/DQ-WS_xgpO7/
O peruca acabou de aliviar a barra dos irmãos do Toffoli para que não tenham que depor na CPI. Puxa saco! Escreveu até um livro para o ex chefe. Pensei que fosse pensar apenas em si (biografia) e talvez um pouco no Brasil ferrando a vida dessa corja sem exceções. Mostrando seu tamanho.
A vagabundagem dando porrada pra defender seu direito de roubarem o povo com apoio judicial.
https://www.youtube.com/watch?v=9CJvcZQBoBc
Este verme asqueroso Rogério Correa tem que ser punido e investigado.
Aí tem!
Este sujeito me faz vomitar copiosamente.
Confundindo presença com votação.
Não adianta apelar! A franga tá lá dentro!
https://www.youtube.com/watch?v=DomXQ1X34S4
Desculpem, coloquei o link errado aí em cima.
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Não adianta chorar! A nega tá lá dentro!
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/02/26/mendonca-autorizou-quebra-de-sigilos-de-lulinha-antes-da-cpmi-do-inss.ghtml
Vão ter que trabalhar pra ganhar o pão de cada dia!
Pra vagabundos, é mesmo trágico!
Não adianta chorar! A pelota tá lá dentro!
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Vão ter que trabalhar pra ganhar o pão de cada dia!
Cadê o office-boy das oligarguias patrimonialistas, Lula, o presidente honorário?
O Ladrão seu filho e seu irmão estão dentro do Banco MaSTFer…….
Sem dó nem piedade, entraram com os dois pés nos cofres…
Escolham o sabor:
Pizza all’Arrabbiata?
ou
Pizza alla Puttanesca?
José Luis
ou pizza á portuguesa.??
eh!eh!eh
aquele abraço
Dá uma olhada que enviei um pedrada do George Benson….
Onde?
🤔🙋🏻♂️
Mendonça autorizou quebra de sigilo de Lulinha antes de CPMI a pedido da PF…
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/02/26/mendonca-autorizou-quebra-de-sigilo-de-lulinha-antes-de-cpmi-a-pedido-da-pf.htm?cmpid=copiaecola
O correto é dar independência ” PLENA ” , a polícia federal transformando-a numa verdadeira e autêntica , polícia do ” Estado Nacional Brasileiro ” , livre e liberta de quaisquer influências externas , de quem quer que seja , principalmente dos maus elementos e agentes públicos .
Mendonça: De terrivelmente evangélico a terrivelmente corporativista
André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” ministro do STF nomeado pelo ex-mito, é também “terrivelmente corporativista” ao decidir dispensar os irmãos de Toffoli de depor na CPI do Crime Organizado.
Outra coisa não se esperava dele depois do que disse na sessão secreta do tribunal que terminou com o afastamento forçado de Toffoli da relatoria do processo sobre o Caso Master. Mendonça disse:
“Tem uma questão sobre o que é descrito como relação íntima do ministro Toffoli [com o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro]. Isso não existe. Está aqui claro que não existe relação íntima em 6 anos só com 6 minutos de conversa. Como disse o ministro Fux, a palavra do ministro Toffoli tem fé pública. Então, isso está descartado.”
Disse também:
“E a questão de eventos [dos quais Toffoli participou], se for considerada, todos nós somos suspeitos de tudo. […] Pode acontecer com qualquer um de nós [a investida da Polícia Federal]. Quero saber se vão dar esse tratamento para mim.”
A sessão era para ser secreta, mas foi gravada. Até agora não se sabe por quem. Somente dois dos 10 ministros se negaram a defender Toffoli: Edson Fachin e Cármen Lúcia. Luiz Fux, que no ano passado votou para absolver o ex-mito dos seus crimes, foi o autor da fala mais curta:
“O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo.”
Mendonça sucedeu a Toffoli na relatoria do processo sobre o Caso Master. E para ser coerente com a posição tomada antes de defendê-lo, estendeu sua proteção aos dois irmãos do colega convocados para depor na CPI do Crime Organizado.
Ao fazê-lo, Mendonça mandou às favas a independência dos Poderes da República.
De acordo com a Constituição, a Câmara e o Senado, ou ambos em conjunto, podem investigar fato determinado por força da sua função fiscalizadora. Possuem, portanto, poder de polícia. Convocados para depor numa CPI são obrigados a comparecer (…).
Pelo visto, para Mendonça, isso só não seria suficiente. Então os irmãos de Toffoli foram dispensados de depor.
A prevalecer tal entendimento, a independência do Congresso irá para o lixo e não haverá mais razão para que se instale uma CPI. De resto, a Constituição terá que ser reescrita.
Mendonça deveria esclarecer o alcance de sua decisão. Ela só se aplicará a casos que envolvam ou possam envolver parentes de ministros de tribunais superiores? Ou valerá para todo mundo?
Metrópoles. Opinião, 27/02/2026 05:30 Por Ricardo Noblat