
Na escalada com Teerã, Trump subestimou variáveis importantes
Marcelo Copelli
Revista Fórum
Certos conflitos decorrem de equívocos táticos; outros expõem deslocamentos estruturais no sistema internacional. A atual escalada entre Estados Unidos, Israel e Irã pertence a esta segunda categoria. O que se apresentou como demonstração de força destinada a restaurar a dissuasão tornou-se um teste da capacidade americana de converter supremacia militar em controle político num cenário global que já não reage de forma automática à sua liderança.
Desde a retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear firmado em 2015 — o Joint Comprehensive Plan of Action (JCPOA) — decisão tomada pela administração Trump em 2018, a política de “máxima pressão” impôs ao Irã o regime de sanções mais severo da história recente. Segundo dados do Departamento do Tesouro dos EUA, milhares de indivíduos e entidades iranianas foram alvo de restrições financeiras. Ainda assim, o resultado não foi colapso institucional.
ADAPTAÇÃO ESTRATÉGICA – Pelo contrário. Relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica indicaram expansão gradual das capacidades nucleares iranianas após o abandono do acordo. A pressão produziu adaptação estratégica, não capitulação.
Trump partiu de uma premissa clássica: ação rápida, demonstração tecnológica, choque psicológico e reposicionamento do adversário. A fórmula funcionou em contextos assimétricos anteriores. Mas o Irã não é um ator isolado nem opera sob lógica de rendição imediata.
Teerã respondeu dentro de sua doutrina de guerra híbrida e dissuasão escalonada. A estratégia iraniana combina projeção indireta por meio de aliados regionais, capacidade de saturação por drones e mísseis e manipulação do risco energético. Aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente transita pelo Estreito de Ormuz. Qualquer instabilidade ali impacta imediatamente mercados globais, como demonstram oscilações recentes nos preços do Brent após episódios de tensão naval.
SOBREVIVÊNCIA – Em conflitos assimétricos, vencer não significa destruir o oponente. Significa sobreviver, impor custos e alongar o tempo estratégico. O Irã compreende isso com clareza. Trump subestimou três variáveis centrais. A primeira é a resiliência estrutural iraniana. Quatro décadas de sanções não desmantelaram o regime. Ao contrário, consolidaram mecanismos paralelos de comércio, aprofundaram relações energéticas com a China e ampliaram canais financeiros alternativos fora do sistema dominado pelo dólar.
A segunda variável é sistêmica. O mundo de 2026 é substancialmente distinto do ambiente unipolar pós-2003. Rússia e China não precisam intervir militarmente para alterar equilíbrios. A coordenação diplomática no Conselho de Segurança da ONU, acordos energéticos bilaterais e iniciativas como sistemas de pagamento alternativos ao SWIFT reduzem a eficácia coercitiva tradicional americana. A erosão é incremental, mas cumulativa.
A terceira variável é doméstica. Conflitos prolongados historicamente afetam ciclos eleitorais americanos. Dados do Congressional Research Service mostram que operações militares extensas tendem a gerar pressões orçamentárias e desgaste político, sobretudo quando objetivos estratégicos permanecem ambíguos. A política externa não está imune à dinâmica interna.
DIFICULDADES – O paradoxo atual é evidente: os Estados Unidos mantêm orçamento de defesa superior ao das dez nações seguintes combinadas, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), um dos principais centros globais de monitoramento de gastos militares. Ainda assim, enfrentam dificuldade crescente em traduzir superioridade bélica em estabilidade política duradoura. A dissuasão clássica pressupõe que o adversário não suportará os custos. O Irã sinaliza disposição para absorvê-los.
Israel opera sob lógica existencial distinta. Para Jerusalém, conter a expansão estratégica iraniana é imperativo imediato. Para Washington, o cálculo envolve implicações globais: mercados energéticos, alianças atlânticas, posicionamento no Indo-Pacífico e competição estratégica com Pequim. A convergência tática não elimina divergências estruturais de risco.
O elemento mais preocupante é a fragilidade diplomática. Não há arquitetura robusta de negociação paralela comparável ao processo que levou ao JCPOA em 2015. A ausência de canal institucionalizado aumenta o risco de erro de cálculo.
LIDERANÇA FRAGMENTADA – O que está em jogo transcende o Oriente Médio. Trata-se da natureza da liderança americana em uma ordem internacional fragmentada. Desde o fim da Guerra Fria, Washington operou sob a suposição de que poderia intervir, reconfigurar e retirar-se mantendo influência decisiva. Hoje, sair tornou-se mais complexo do que entrar.
O conflito com o Irã revela limite estrutural: poder militar absoluto não equivale a controle político absoluto. Hegemonia contemporânea depende de legitimidade, coalizões e previsibilidade sistêmica. Quando a previsibilidade se deteriora, o custo da liderança aumenta exponencialmente.
Trump acreditou que projetaria força controlada. Enfrenta uma dinâmica que escapa ao controle linear. O Irã não precisa derrotar militarmente os Estados Unidos para alterar o equilíbrio. Precisa apenas estender o conflito, elevar seus custos e regionalizar seus efeitos.
TRANSIÇÃO DE HEGEMONIA – Se a escalada evoluir para um ciclo duradouro de desgaste, poderá simbolizar algo mais amplo: a transição de uma hegemonia incontestada para um cenário de competição sistêmica permanente. Não se trata do colapso do poder americano, mas da metamorfose de sua natureza.
O espelho persa devolve à Casa Branca uma verdade que Washington reluta em admitir: a superioridade militar permanece, mas a capacidade de determinar os desfechos já não lhe pertence integralmente. A distância entre poder e controle tornou-se visível.
O que está em curso pode ultrapassar os limites de um confronto regional. Pode assinalar o instante em que a hegemonia americana deixou de operar como garantia automática de resultados e passou a enfrentar as fricções de um sistema internacional em redistribuição. Os Estados Unidos continuam fortes. O que já não é absoluto é sua margem de decisão sobre o rumo dos acontecimentos.
Infelizmente o Presidente Donald Trump , esta a serviço de Israel em detrimento dos EUA para o qual foi eleito , além de ser um péssimo hospede e defensor de seus hospedeiros , uma vez que provoca conflitos contra os países que não rezam por sua cartilha , transferindo-os para os países Árabes que os hospedam , com o agravante de que esta repetindo o seu ” velho e manjado ” , MODUS OPERANDI , ou seja , atacar seus próprios aliados para força-los a embarcarem em suas aventuras de guerras , atribuindo tais ataques ao IRÃ , que pela lógica não é do interesse Iraniano , abrir múltiplas frente de batalhas , principalmente com seus vizinhos , e muito me admitira o Irã ainda não ter atacado as usinas nucleares Israelenses , mesmo que as usinas nucleares Israelenses sejam alvos legítimos , uma vez que ISRAEL e EUA não estão medindo esforços e consequências para explodirem as ainda incipientes ” usinas nucleares Iranianas ” , com a ajuda da AIEA – ONU no papel de espiã , a serviço dos países beligerantes ISRAEL , EUA e OTAN .
Uma mera combinaçâo entre fraternos apátridas, compromissados servos khazarianos(Sinagoga de Satanás), pró desgraças “mundi-ais”!
Mercenários!!!
Laranjão usa as armas no interesse econômico-financeiro dos States
Quando invadiu a Venezuela dizendo que implantaria a democracia no país, Laranjão estava interessado mesmo é no petróleo venezuelano.
Tanto que prendeu chavista Maduro, negociou o petróleo com o grupo autocrata leal a ele e deu ‘posse’ à sua vice Delcy na presidência, em vez de favorecer os líderes da oposição tradicional, como Guaidó, Urrutia e Corina, que ficaram a ver navios.
Laranjão nunca esteve nem aí com o destino do povo venezuelano.
Assim como também não está nem aí com o destino do povo iraniano.
E também nunca esteve e não está nem aí com o destino do povo ucraniano.
Da mesma forma que não esteve nem aí com o destino dos, hoje, quase dizimados palestinos da Faixa de Gaza.
Se desobedecem, perdem a vida!
O câncer ou o zumbido na orelha, foi o aviso!
É inacreditável assistir Donald Trump jo salão Oval reunião com religiosos, o Mussolini americano sentado com os olhos fechados em simulação de oração a Deus. Puro drama kafiniano , mentira, fakenews.
Um míssel americano atingiu no sábado, uma escola pública em Teera, matando 150 crianças, meninas, segundo reportagem do jornal New Yorque Times. Quem pode aceitar essa barbárie? Trata-se de um crime de guerra.
E depois ainda vai rezar, como se nada tivesse acontecido?
Os bombardeios de Israel e dos EUA estão atingindo a população civil, na capital do Irã. Prédios estão ruindo e as pessoas soterradas em meio aos escombros. Perdem a vida, os seus patrimônios, suas moradias, toda noite, bombas e mais bombas.
Fico pensando no Brasil , na nossa gente brasileira, sofrendo bombardeios de potência estrangeira, destruindo prédios, torres elétricas, estações de tratamento de água, pontes, viadutos, aeroportos, trens. Senhor, tenha piedade de nós. Afaste do Brasil, esses guerreiros do mal.
Matam e depois vão as Igrejas ouvirem o sermão do dia, orando e louvando o Divino Espírito Santo. Parece piada, mas, trata-se da realidade nua e crua.
“Governo dos EUA adota a linguagem do Armagedom do Chabad.”
5 de março de 2026″
https://www.henrymakow.com/#:~:text=de%20mar%C3%A7o%20%2D%20Governo%20dos%20EUA,5%20de%20mar%C3%A7o%20de%202026
Tentarão evitar o nascimento e aparição do divino enviado, daí a ênfase em falsários, abortos, debilitantes e funestas vacinas, esterilizações através de alimentos, junção de híbridos e então, o “substituto” conforme: Loas, à um “amor diferenciado” e ao “Principe da Paz!”
“Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.
Pois vim para fazer que ‘o homem fique contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra sua sogra;
os inimigos do homem serão os da sua própria família’.
“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim:”
Mateus 10:34-37.
” Todos tem uma mesma ideia Dar à Besta o seu reino:
J=10=2
E= 5=1
S=19=2
U=21=2
S=19=2
=====
74×9=666
Exemplo:A letra J é a 10(decima) letra do alfabeto e o numero 10 é composto por 2 algarismos e assim por diante, quanto ao nome Jesus, cuja letra J inexiste no alfabeto hebraico, sendo portanto um “enriquecedor” Bezerro de Ouro, de todas as denominaçoes religiosas.
A soma dos valores alfabeticos das letras(74), multiplicadas pela soma dos algarismos(9) dessas mesmas letras, resultam em 666.
“A maioria dos fiéis católicos não está ciente do que seus líderes no Vaticano estão planejando em seu nome. Como uma das mais poderosas organizações no mundo hoje, a Igreja Católica Romana está cooperando furtivamente para a criação de um governo mundial. Sua influência então será tão grande que ela poderá impor suas crenças religiosas e até conversões forçadas. Este ensaio analisa a séria ameaça que essa estratégia sinistra representa para o Cristianismo bíblico e enfoca um documento oficial do Vaticano, publicado em 2011, intitulado “Para uma Reforma do Sistema Financeiro e Monetário Internacional na Perspectiva de uma Autoridade Pública de Competência Universal”!(site. http://www.espada.eti.br. )
Há “dendos”, em:
https://youtu.be/07woXs42D90?si=NqO7EBmPiUMFFTnV
“Dendos”, em:
https://www.facebook.com/share/v/14bQ3mxiX6Q/
Abrólhos, em:
https://www.espada.eti.br/ce1073.asp
Quem vai se responsabilizar ou ser responsabilizado pelo mostruoso ataque à escola iraniana e as consequentes mortes de alunas e professoras.
‘Paper’. Parece mais ficção do que texto jornalístico
Fala da guerra ‘assepticamente’ como se fora ‘empreendimento’, sem citar a crueza da verdadeira tragédia que é: destruição, mortes, ferimentos, desaparecimentos, desespero, dor e sofrimento, desesperança, desalento e desabrigo.
Esse é um bom momento de os países Árabes , que hospedam as bases militares em seus respectivos países , refitam se vale a penas em mantê-las em seus territórios , a custo altíssimo e até mesmo sob o risco de próprio povo desses países se rebelarem , forçando os monarcas locais a expulsarem os norte-americanos , sob o risco do fim de tais monarquias , uma vez que elas tem-se mostrados nocivas aos seus próprios povos .
O custo da guerra dos EUA e Israel, contra o Irã só vem aumentando. O Irã está arrasado pelas bombas, que caem e destroem tudo, prédios, instalações militares, aeroportos. O cenário se aproxima do drama da Líbia. Muamar Kaddafi foi morto e Aki KAMENEI o líder Supremo do Irã também teve o mesmo destino.
O preço do petróleo subiu, a inflação americana aumentou e com ela o desemprego.
A economia conseguida com o tarifaço já foi toda gasta na guerra.
O ogro parece estar sofrendo da mesma amnésia do ex- presidente Biden, que Trump acusava de senil e não falar coisa com coisa. Pois bem, ironia do destino, tudo indica que Trump tem deportado pior do que Joe Biden. O castigo de Trump veio a cavalo.
O inferno astral dele só aumenta, com as revelações de que Trump obrigou uma moça na mansão de Epstein de fazer sexo oral com ele de maneira forçada. Enquanto estiver na presidência, nada acontecerá a ele, salvo a perda de credibilidade e a popularidade perdida.
Uma coisa, Trump já perdeu : O Prêmio Nobel da Paz virou Sonho de uma noite de verão.
Senhor Roberto Nascimento , mas o IRÃ ainda tem o trunfo em estoque de uranio enriquecidos , caso não os tenha entregue aos espiões da AIEA – ONU , e pode muito bem caso queira , municiar seus misseis ” balísticos e hipersônicos ” com o uranio enriquecidos ou seu lixo (resíduo) e bombardear legitimamente as usinas nucleares ” ativas e em plena carga ” Israelenses , tal como os Israelenses e norte-americanos estão fazendo com o Irã sem medir as consequências , basta o Irã bombardear e explodir as usinas nucleares Israelenses por saturação .